As 6 Regras do Novo Acordo Ortográfico

Categoria: Resumos | Disciplina: Português | Visitas: 10.559

Você conhece o novo acordo ortográfico da língua portuguesa? Conheça as 6 regras da nova ortografia brasileira e tire as provas de português de letra. Saiba o que mudou na ortografia brasileira. 

1. Introdução das letras k, w e y no alfabeto:

O nosso alfabeto que continha 23 letras agora conta com 26, o qual teve incluso o k, w e o y. Porém, o uso dessas letras fica restrito a alguns casos:

  • Nomes próprios de pessoas e seus derivados. Exemplo: Franklin, Darwin, Darwinismo;
  • Nomes próprios de lugares de outras línguas e seus derivados. Exemplo: Washington, Kuwait;
  • Abreviaturas, siglas e símbolos. Exemplo: km (quilômetros), w(watt);
  • Palavras estrangeiras que já caíram no cotidiano da nossa língua. Exemplo: show, download.

2. O acento agudo desaparece em três casos:

  • Nos ditongos abertos ei e oi das palavras paroxítonas. Exemplos antes e depois: assembléia/assembleia, jibóia/jiboia;
  • Em palavras paroxítonas com i e u tônicos que formam hiato com a vogal anterior quando esta faz parte de um ditongo. Exemplos antes e depois: feíura/feiura, baíuca/baiuca;
  • Em formas verbais que têm o acento tônico, com o u tônico precedido das letras g ou q e seguidas de e ou i. Ex: apenas nas formas verbais de arguir e redarguir.

3. O acento circunflexo desaparece em dois casos:

  • Palavras terminadas em oo. Exemplos antes e depois: perdôo/perdoo, enjôo/enjoo;
  • Na conjugação da terceira pessoa do plural do presente do indicativo ou do subjuntivo dos verbos crer, dar, ler, ver e seus derivados. Exemplos antes e depois: crêem/creem, dêem/deem, lêem/leem, vêem/veem.

4. Queda do trema:

Não se usa mais o trema nos grupos de palavras com que, qui, gue, gui aonde o u é pronunciado. Continua-se a mesma pronúncia. Exemplos antes e depois: lingüiça/linguiça, seqüestro/ sequestro.

5. Mudanças no Hífen. Não se emprega nos seguintes casos:

  • Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com as consoantes s ou r. Nesse caso, a consoante obrigatoriamente passa a ser duplicada. Exemplos antes e depois: anti-religioso/antirreligioso, anti-semita/antissemita;
  • Quando o prefixo termina em vogal e o segundo elemento começa com uma vogal diferente. Exemplos antes e depois: auto-estrada/autoestrada, auto-aprendizagem/autoaprendizagem.

Exceção: o hífen permanece quando o prefixo termina com r (hiper, inter e super) e a primeira letra do segundo elemento também é r. Exemplos: hiper-requintado, super-resistente.

6. Acento diferencial:

O acento diferencial é utilizado para permitir a identificação mais fácil de palavras homófonas, ou seja, que têm a mesma pronúncia. Atualmente, usamos o acento diferencial – agudo ou circunflexo – em vocábulos como pára (forma verbal), a fim de não confundir com para (a preposição), entre vários outros exemplos. Com a entrada em vigor do acordo, o acento diferencial não será mais usado nesse caso e também nos que estão a seguir:

  • Péla (do verbo pelar) e pela (a união da preposição com o artigo);
  • Pólo (o substantivo) e polo (a união antiga e popular de por e lo);
  • Pélo (do verbo pelar) e pêlo (o substantivo);
  • Pêra (o substantivo) e péra (o substantivo arcaico que significa pedra), em oposição a pera (a preposição arcaica que significa para).

Exceções: duas palavras obrigatoriamente continuarão recebendo o acento diferencial:

  • Pôr (verbo) mantém o circunflexo para que não seja confundido com a preposição por;
  • Pôde (o verbo conjugado no passado) também mantém o circunflexo para que não haja confusão com pode (o mesmo verbo conjugado no presente).

Observação: já em fôrma/forma, o acento é facultativo.

Exercícios sobre o novo acordo ortográfico brasileiro

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