Simulado ENEM - Funções da Linguagem - Exame Nacional do Ensino Médio - 2014

Categoria: Simulados | Questões: 3 | Disciplina: Português | Assunto: Funções da Linguagem | Ensino: Médio | Cargo: Exame Nacional do Ensino Médio | Órgão: ENEM | Banca: INEP

  • 10 gabaritaram
  • Difícil
  • 125 resolveram
barra ótimo 10 Ótimo
barra bom 25 Bom
barra ruim 47 Ruim
barra péssimo 43 Péssimo
  • 1 - Questão 25077.
  • Camelôs

    Abençoado seja o camelô dos brinquedos de tostão:
    O que vende balõezinhos de cor
    O macaquinho que trepa no coqueiro
    O cachorrinho que bate com o rabo
    Os homenzinhos que jogam boxe
    A perereca verde que de repente dá um pulo que
    engraçado
    E as canetinhas-tinteiro que jamais escreverão coisa
    alguma.

    Alegria das calçadas
    Uns falam pelos cotovelos:
    — “O cavalheiro chega em casa e diz: Meu filho, vai
    buscar um
    pedaço de banana para eu acender o charuto.
    Naturalmente o menino pensará: Papai está malu...”

    Outros, coitados, têm a língua atada.

    Todos porém sabem mexer nos cordéis como o tino
    ingênuo de
    demiurgos de inutilidades.
    E ensinam no tumulto das ruas os mitos heroicos da
    meninice...
    E dão aos homens que passam preocupados ou tristes
    uma lição de infância.

    BANDEIRA, M. Estrela da vida inteira. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2007.

    Uma das diretrizes do Modernismo foi a percepção de elementos do cotidiano como matéria de inspiração poética. O poema de Manuel Bandeira exemplifica essa tendência e alcança expressividade porque
  • 2 - Questão 25078.
  • O exercício da crônica

    Escrever prosa é uma arte ingrata. Eu digo prosa fiada, como faz um cronista; não a prosa de um ficcionista, na qual este é levado meio a tapas pelas personagens e situações que, azar dele, criou porque quis. Com um prosador do cotidiano, a coisa fia mais fino. Senta-se ele diante de sua máquina, olha através da janela e busca fundo em sua imaginação um fato qualquer, de preferência colhido no noticiário matutino, ou da véspera, em que, com as suas artimanhas peculiares, possa injetar um sangue novo. Se nada houver, resta-lhe o recurso de olhar em torno e esperar que, através de um processo associativo, surja-lhe de repente a crônica, provinda dos fatos e feitos de sua vida emocionalmente despertados pela concentração. Ou então, em última instância, recorrer ao assunto da falta de assunto, já bastante gasto, mas do qual, no ato de escrever, pode surgir o inesperado.

    MORAES, V. Para viver um grande amor: crônicas e poemas. São Paulo: Cia. das Letras, 1991.

    Predomina nesse texto a função da linguagem que se constitui
  • 3 - Questão 25079.
  • Quando Deus redimiu da tirania
    Da mão do Faraó endurecido
    O Povo Hebreu amado, e esclarecido,
    Páscoa ficou da redenção o dia.

    Páscoa de flores, dia de alegria
    Àquele Povo foi tão afligido
    O dia, em que por Deus foi redimido;
    Ergo sois vós, Senhor, Deus da Bahia.

    Pois mandado pela alta Majestade
    Nos remiu de tão triste cativeiro,
    Nos livrou de tão vil calamidade.

    Quem pode ser senão um verdadeiro
    Deus, que veio estirpar desta cidade
    O Faraó do povo brasileiro.

    DAMASCENO, D.(Org.). Melhores poemas: Gregório de Matos. São Paulo: Globo, 2006.

    Com uma elaboração de linguagem e uma visão de mundo que apresentam princípios barrocos, o soneto de Gregório de Matos apresenta temática expressa por
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