Simulado IFAM - Português - Bibliotecário - 2014

Categoria: Simulados | Questões: 15 | Disciplina: Português | Ensino: Superior | Cargo: Bibliotecário | Órgão: IFAM | Banca: FUNCAB

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  •     São os meios de comunicação, em especial a televisão, que divulgam, em escala mundial, informações (fragmentadas) hoje tomadas como conhecimento, construindo, desse modo, o mundo que conhecemos. Trata-se, na verdade, de processo metonímico – a parte escolhida para ser divulgada, para ser conhecida, vale pelo todo. É como se “o mundo todo” fosse constituído apenas por aqueles fatos/notícias que chegam até nós.
        Informação, porém, não é conhecimento, podendo até ser um passo importante. O conhecimento implica crítica. Ele se baseia na inter-relação e não na fragmentação. Todos temos observado que essa troca do conhecimento pela informação tem resultado na diminuição da criticidade.
        O conhecimento é um processo que prevê a condição de reelaborar o que vem como um “dado”, possibilitando que não sejamos meros reprodutores; inclui a capacidade de elaborações novas, permitindo reconhecer, trazer à superfície o que ainda é virtual, o que, na sociedade, está ainda mal desenhado, com contornos borrados. Para tanto, o conhecimento prevê a construção de uma visão que totalize os fatos, inter-relacionando todas as esferas da sociedade, percebendo que o que está acontecendo em cada uma delas é resultado da dinâmica que faz com que todas interajam, de acordo com as possibilidades daquela formação social, naquele momento histórico; permite perceber, enfim, que os diversos fenômenos da vida social estabelecem suas relações tendo como referência a sociedade como um todo. Para tanto, podemos perceber, as informações – fragmentadas – não são suficientes.
        Os meios de comunicação, sobretudo a televisão, ao produzirem essas informações, transformam em verdadeiros espetáculos os acontecimentos selecionados para se tornar notícias. Já na década de 1960, Guy Debord percebia “na vida contemporânea uma ‘sociedade de espetáculo’, em que a forma mais desenvolvida de mercadoria era antes a imagem que o produto material concreto”, e que “na segunda metade do século XX, a imagem substituiria a estrada de ferro e o automóvel como força motriz da economia”.
        Por sua condição de “espetáculo”, parece que o mais importante na informação passa a ser aquilo que ela tem de atração, de entretenimento. Não podemos nos esquecer, porém, de que as coisas se passam desse modo exatamente para que o conhecimento – e, portanto, a crítica – da realidade fique bastante embaçada ou simplesmente não se dê.
        O conhecimento continua a ser condição indispensável para a crítica. A informação, que parece ocupar o lugar desse conhecimento, tornou-se, ela própria, a base para a reprodução do sistema, uma mercadoria a mais em circulação nessa totalidade.
        A confusão entre conhecimento e informação, entre totalidade e fragmentação, leva à concepção de que a informação veiculada pelos meios é suficiente para a formação do cidadão, de que há um pressuposto de interação entre os meios e os cidadãos e de que todas as vozes circulam igualmente na sociedade.
        É a chamada posição liberal, a qual parece esquecer-se de que ideias, para circular, precisam de instrumentos, de suportes – rádio, televisão, jornal etc. – que custam caro e que, por isso, estão nas mãos daqueles que detêm o capital. [...]

    BACCEGA. Maria Aparecida. In: A TV aos 50 – Criticando a televisão brasileira no seu cinquentenário. São Paulo: PerseuAbramo, 2000, p. 106-7.
  • 1 - Questão 35128.
  • Ao longo da argumentação, a autora entende como ideologicamente afins os termos relacionados na seguinte alternativa:
  • 2 - Questão 35129.
  • Preserva-se o sentido de: “... o que está acontecendo em cada uma delas é RESULTADO da dinâmica que faz com que todas interajam...” (§ 3) com a substituição do nome em destaque pela seguinte metáfora:
  • 3 - Questão 35130.
  • Entre os processos metonímicos exemplificados a seguir, aquele de que a cronista se vale em sua argumentação (§ 1) é:
  • 4 - Questão 35131.
  • Em: “... a forma mais desenvolvida de mercadoria era ANTES a imagem que o produto material concreto...” (§ 4), a palavra em destaque está empregada com o mesmo sentido que em:
  • 5 - Questão 35132.
  • Altera-se o sentido de: “Para tanto, podemos perceber, as informações – fragmentadas – não são suficientes.” (§ 3) com a mudança de pontuação proposta em:
  • 6 - Questão 35133.
  • Em: “... está ainda mal desenhado, com contornos borrados.” (§ 3), “mal” tem o mesmo valor significativo que em:
  • 7 - Questão 35134.
  • Com a substituição do complemento verbal por um pronome átono, infringe-se norma de regência em:
  • 8 - Questão 35135.
  • Pode-se, no texto, sem prejuízo da concordância, substituir a forma verbal em destaque pela forma que se propõe em:
  • 9 - Questão 35136.
  • Observando as construções: a) “Todos temos observado” (§ 2), e b) “todas interajam” (§ 3), é possível afirmar, acerca da concordância verbal, que:
  • 10 - Questão 35137.
  • A gramática normativa censura, no português padrão, a mudança de posição do pronome átono proposta em:
  • 11 - Questão 35138.
  • Em: “... continua a ser condição indispensável PARA A CRÍTICA.” (§ 6), a reescrita do complemento nominal em destaque torna obrigatório o uso do acento grave no “a” que se lê em:
  • 12 - Questão 35139.
  • Com a argumentação que desenvolve ao longo do texto, pretende a autora persuadir o leitor a concluir que:
  • 13 - Questão 35140.
  • O tópico do segundo parágrafo – “Informação, porém, não é conhecimento, podendo até ser um passo importante.” – é proposição que a autora, no desenvolvimento, busca:
  • 14 - Questão 35141.
  • Mantém-se o sentido de: “POR sua condição de ‘espetáculo’, parece que o mais importante na informação passa a ser aquilo que ela tem de atração...” (§ 5) com a substituição da preposição destacada pela seguinte locução:
  • 15 - Questão 35142.
  • O verbo que se flexiona em todos os tempos e modos como aquele que se destaca em: “... é um processo que PREVÊ a condição de reelaborar o que vem como um ‘dado’... (§ 3) é:
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