Concepções de Educação e a Escola: Teorias psicológicas

O conceito de Educação foi amplamente debatido por vários pesquisadores ao longo do tempo. Veja aqui as principias teorias e metodologias que permeiam as atividades educacionais até os dias atuais.

Luana Caroline Pedagogia, Educação Escolar Comunicar erro

Concepções de Educação e a Escola: Teorias psicológicas
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O conceito de Educação foi amplamente debatido por vários pesquisadores ao longo do tempo.

Estes, interpretaram a Educação segundo áreas do conhecimento distintas e formularam teorias e metodologias que permeiam as atividades educacionais até os dias atuais.

Segundo as teorias psicológicas, as concepções sobre a Educação são:

Tradicional

É um modelo educacional que foi amplamente difundido no território brasileiro desde o Império.

Conforme esta concepção, o aluno é visto como receptor passivo das informações, conteúdos e práticas preestabelecidas pelo sistema educacional, pela instituição ou mesmo pelo professor.

O professor é o responsável por selecionar os conteúdos e repassar aos alunos no ambiente escolar. O método avaliativo é pautado na reprodução dos conteúdos trabalhados.

Desta forma, sobressai a memorização e repetição do que foi trabalhado em aula.

Há uma evidente hierarquia na relação entre professor e aluno, ficando como responsabilidade do professor o andamento das atividades e as decisões sobre métodos, conteúdos e avaliações.

Não é um modelo muito democrático, já que o conteúdo é repassado de forma hierarquizada. Não há incentivo ao pensamento crítico por parte dos alunos, nem tampouco trabalhos que demandem relações de grupo.

Esta concepção pedagógica é bastante criticada no contexto educacional, mas ainda está muito presente na realidade brasileira.

Comportamentalista

Esta concepção pedagógica é também conhecida como behaviorista. O nome mais conhecido do Behaviorismo é Skinner, cujas pesquisas pautaram-se nos comportamentos de condicionamento social.

Para esta teoria, o conhecimento é um elemento externo ao indivíduo, e cabe a este encontrar as formas para chegar até ele. Com objetivos de ensino bem estabelecidos, a educação seria uma forma pela qual o aluno poderia atingir o conhecimento.

Nesta concepção, é importante que sejam desenvolvidas habilidades e competências através dos processos educacionais.

Uma das teorias do conhecimento que respalda a visão comportamentalista é o Positivismo, para o qual tudo pode ser sistematizado e mensurado através do método das ciências naturais.

Ao professor, nesta concepção, cabe o planejamento das melhores ações para se chegar aos objetivos de aprendizagem propostos. São comumente utilizados estímulos e punições, visando incentivar o aluno ou corrigir aspectos que não sejam positivos.

Humanista

A concepção humanista de educação preza pela centralidade do sujeito que está em processo de aprendizagem. As experiências pessoais dos alunos são ressignificadas diante dos conteúdos do currículo escolar, de modo que não se parte do externo para o indivíduo, mas do aluno para o que está fora dele.

As potencialidades dos alunos são exploradas e valorizadas, e o professor atua como um facilitador dos processos de aprendizagem.

As subjetividades individuais dos alunos são elementos que favorecem a interação com os conteúdos, e o professor estimula as percepções e a personalidade de cada um na aprendizagem.

Cognitivista

Esta concepção de educação tem como base os vários conhecimentos constituídos ao longo da história do aluno, considerando para tanto a sua cultura, sua personalidade, a afetividade, o momento histórico no qual o aluno está inserido e ainda o meio social no qual ele vive.

É uma das concepções mais conhecidas na educação brasileira, pois explora o desenvolvimento cognitivo das crianças.

Entende-se que o aluno passa por diversos períodos durante seu desenvolvimento, e em cada um destes são aflorados aspectos da sua evolução.

A interação com o meio e com as demais pessoas é considerada como uma forma privilegiada no processo de desenvolvimento da criança. Nesta concepção, entende-se que toda pessoa pode aprender sempre, e que cada um aprende de forma única e subjetiva.

O professor é, nesta concepção, um mediador entre o conhecimento e o aluno.

O docente tem a responsabilidade de problematizar os conteúdos e conceitos, desafiando os alunos, de modo que a criatividade e a criticidade sejam desenvolvidos nas aulas.

Sociocultural

Esta concepção da educação leva em consideração aspectos como o contexto político, econômico, social e cultural no qual o aluno está inserido. Ela entende que a ação educativa tem como base justamente estes fatores.

O ensino-aprendizagem é concebido a partir do processo sócio-histórico, o qual é mediado pela cultura.

A educação para o modelo sociocultural é sempre problematizadora, especialmente no que tange aos aspectos da sociedade.

O aluno é instigado a perceber a organização social na qual vive, situando-se no espaço geográfico e no tempo histórico. Como tal, o estudante é um sujeito ativo na construção dos conhecimentos históricos.

A relação entre estudante e professor é igualitária, e o aluno é instigado a questionar sempre.

Estas são as principais concepções que permeiam as ações educativas e curriculares. Todas elas possuem grandes pesquisadores que as estudam e legitimam suas ações. Cada qual tem a sua importância diante do cenário geral da educação.