Modos de produção do trabalho: Taylorismo, Fordismo e Toyotismo

Luana Caroline História, Organização do Trabalho Erramos?

São reconhecidos três principais modos de produção e organização do trabalho produtivo ao longo do tempo, os quais são: Taylorismo, Fordismo e Toyotismo. Saiba mais sobre estes neste artigo!

Taylorismo, Fordismo e Toyotismo
Capa: Taylorismo, Fordismo e Toyotismo

O mundo se desenvolveu muito rapidamente nos últimos séculos. Esse desenvolvimento possui relação com a industrialização e consequente urbanização de várias cidades pelo mundo.

São reconhecidos três períodos de destaque na história da humanidade em relação ao processo de industrialização, que são: Primeira Revolução Industrial, Segunda Revolução Industrial e Terceira Revolução Industrial (vem ocorrendo desde os anos de 1970).

Os modos pelos quais a produção era feita foram variando ao longo do tempo, acompanhados pelas mudanças no trabalho.

São reconhecidos três principais modos de organização e produção do trabalho ao longo do tempo, os quais são: Taylorismo, Fordismo e Toyotismo. Saiba mais sobre estes neste artigo!

O que é o Taylorismo?

É um modo de produção criado por Frederick Winslow Taylor.

As principais características deste modo produtivo são a divisão do trabalho em tarefas específicas (rendimento individual do trabalhador), aumento da produtividade e um grande nível de subordinação à gerência.

É o modelo no qual o trabalhador realiza uma única tarefa na linha de produção, com produção em massa e grandes estoques de produtos.

O pagamento dos trabalhadores era feito em conformidade com a produção individual. O ideal da elevada produtividade foi alcançado, no entanto, as condições de vida e saúde dos trabalhadores foram bastante deterioradas.

O lema do modo de produção taylorista era máxima produção e rendimento, porém com o mínimo de tempo e de esforço na atividade produtiva.

exemplificação da produção em um sistema taylorista
Exemplificação da produção em um sistema taylorista

O que é o Fordismo?

É o modo de produção criado por Henry Ford, considerado como um desdobramento do Taylorismo.

Neste modelo produtivo há a padronização dos produtos (muitos produtos, porém, todos iguais), a produção em grande escala (para atender às demandas de um público consumidor crescente), uso de linhas de montagem e a divisão do trabalho em pequenas tarefas.

Ford compreendeu na época que os trabalhadores eram também potenciais consumidores.

Por isso, limitou as jornadas de trabalho e incentivou que estes consumissem seus produtos (carros da Ford Motor Company), aumentando para isso os salários.

representação da produção fordista de carros
Representação da produção fordista de carros

O que é o Toyotismo?

Essa forma de produção trouxe significativas mudanças para a indústria.

Criada por Taiichi Ohno na montadora japonesa Toyota, teve como base os seguintes preceitos: “Just in time (JIT)”, o qual consiste produzir de acordo com a demanda, minimizando os estoques;

“Cinco Zeros”, os quais são zero de atraso, zero defeitos, zero de estoque, zero panes (nas máquinas) e zero papéis. As mudanças, portanto, foram profundas.

A produção, neste modelo, era feita em conformidade com as demandas, portanto, não havia mais produção em larga escala e acumulação de produtos iguais em estoques.

O trabalho sofre uma mudança expressiva, já que agora o mesmo trabalhador realizava várias tarefas. Era a inserção da produção na lógica neoliberal de mercado.

produção do automóvel toyotismo
Produção do automóvel - Toyotismo

Divisão Internacional do Trabalho-DIT

Todos os modelos produtivos foram importantes para a história da evolução industrial mundial. Hoje a produção acontece numa lógica mundializada, e isso por conta do fenômeno da globalização.

Esse processo é chamado de Divisão Internacional do Trabalho-DIT, e ocorre quando a produção é feita de forma descentralizada pelo globo.

As empresas de países desenvolvidos podem usufruir de benefícios em países com industrialização precária ou tardia, para isso, implantam suas indústrias e usam a mão-de-obra, os recursos naturais, benefícios fiscais.

Ainda assim, continuam sendo multinacionais, ou seja, não pertencem ao país onde atuam produtivamente. Um carro, por exemplo, é feito em partes, sendo que cada parte é produzida num país diferente do globo.