Formação da Grécia Antiga: Período Pré-Homérico e Homérico

Para abordar aspectos da formação da Grécia Antiga iremos falar sobre dois importantes períodos: Período Pré-Homérico e Período Homérico. Confira o resumo.

Nickolas Laprovita História, Grécia, Povos Antigos Comunicar erro

Formação da Grécia Antiga: Período Pré-Homérico e Homérico
Capa: Formação da Grécia Antiga: Período Pré-Homérico e Homérico

Na Península Balcânica desenvolveu-se uma das mais importantes sociedades da antiguidade, a Grécia, considerada até hoje uma das mais influentes na formação da cultura ocidental.

Para abordar aspectos da sua formação iremos falar sobre dois importantes períodos:

  1. Período Pré-Homérico (2000 a.C- 1100 a.C).
  2. Período Homérico (1100 a.C – 800 a.C).

A Geografia do território grego

Algumas limitações geográficas moldaram o estilo de vida dos povos gregos. A região em que estavam possuía um terreno montanhoso e com solo pouco fértil. Assim o mar se tornou importante em sua cultura.

A proximidade das regiões de transição do mar Mediterrâneo impulsionou o domínio da navegação e das relações de troca e comércio com outras civilizações como os egípcios, a mesopotâmia e a Anatólia.

Era uma importante região de intercâmbio cultural ente os povos helênicos e os estrangeiros.

A formação da Grécia antiga

A ideia de nação, delimitada por fronteiras com uma unidade nacional não cabia nesse momento. Para entender a formação da Grécia Antiga a palavra seria diversidade cultural e um conjunto de povos e culturas distintas e costumes em comum.

Veja também: Questões sobre Antiguidades e Grécia Antiga.

A formação do que conhecemos como Grécia dependeu da influência e da migração de vários povos para seu território e adjacências.

Esses povos tinham em comum o código da Cultura Helênica. Eram eles os Aqueus, Jônios, Eólios e Dórios.

Período Pré-Homérico: "Um encontro entre povos"

A primeira migração dos povos indo-europeus aconteceu por volta de 2.000 a.C, onde os Aqueus (Micênicos) se estabeleceram na região continental da atual Grécia.

Mas na ilha de Creta e em suas proximidades já estavam estabelecidos os Minoicos com uma rica cultura e baseada num forte comércio marinho com outras civilizações.

Alguns pesquisadores dizem que a erupção vulcânica de Santorini afetou o clima e as marés da região enfraquecendo os minoicos.

Os aqueus aproveitaram esse momento e dominaram os Minoicos e a incorporaram alguns aspectos culturais importantes.

Essa nova cultura passou a ser chamada de Creto-Micênica.

O Mito do Minotauro representa de forma figurada o processo de liberdade e triunfo da cultura grega diante da cultura cretense.
O Mito do Minotauro representa de forma figurada o processo de liberdade e triunfo da cultura grega diante da cultura cretense.

Outros povos como os Jônios e Eólios foram aos poucos chegando e relacionando-se com os Aqueus e estabelecendo relações de trocas e alianças comerciais na região.

Em 1.200 a.C a chegada dos Dórios provocou uma mudanças importantes na cultura helênica. Esses povos militarizados impuseram uma violenta dominação social e cultural sobre os outros.

A tomada das poucas terras férteis, a violência e a submissão dos outros povos aos Dórios provocou uma fuga em massa para outras regiões em busca da sobrevivência, o que ficou conhecido como a Primeira Diáspora Grega.

Período Homérico: “A idade das trevas”

Alguns historiadores se referem ao período dessa maneira por ser um momento de pouca produção cultural e documental no Mundo Grego, muito por causa do impacto da chegada dos Dórios na região.

Sua dominação causou o isolamento das comunidades gregas como forma de se resguardarem de qualquer perigo nesse momento.

As principais fontes para conhecer esse período são as obras e poemas de Homero, entre eles a Odisseia e a Ilíada.
As principais fontes para conhecer esse período são as obras e poemas de Homero, entre eles a Odisseia e a Ilíada.

As obras de Homero foram importantes nesse período, pois buscavam através de narrativas fantásticas trazerem um pouco de estabilidade e inspiração para os povos gregos enfrentarem o momento.

A busca por novas terras levou ao assentamento de pequenos grupos familiares em busca da sobrevivência, esses grupos passaram a ser chamados de Genos.

Baseados em uma espécie de sistema comunitário onde se dividia tudo o que se conquistava.

Formação de novas organizações sociais

Com o crescimento dos Genos, os espaços antes suficientes tornaram-se menores e menos produtivos, gerando conflitos entre alguns deles e a consequente dominação dessas comunidades, influenciando na criação das comunidades privadas e experiências de escravidão grega.

Assim a Segunda Diáspora Grega, caracterizou-se pela migração em massa na busca de novas terras, migrando para outras regiões como a península Itálica e Ibérica, Norte da África e regiões do Oriente Próximo.


As novas mudanças e novas relações dos genos levaram a formação de novas organizações sociais.

As alianças entre os genos estabeleceram importantes alianças políticas, militares e comerciais que auxiliaram na sua prosperidade e na formação, já no período Arcaico (800 a.C – 500 a.C), das primeiras Cidades-Estados gregas.