← Mais fóruns

OFICIAL ADMINISTRATIVO POLÍCIA MILITAR SP

Atualizado 13/10/2021 12:41:47 | Polícia Militar SP, Oficial Administrativo, Edital | 1.280.703 visitas Bombou
Foto de perfil vazia
Por Antonio Jair em 07/03/2014 16:46:06

Fala ai galera, to criando esse tópico para todo mundo que queira trocar ideias, conhecimentos e materiais sobre este novo cargo da Policia Militar de São Paulo.

Acredito que juntos seremos mais fortes e juntos poderemos alcançar nossos objetivos que é ingressar nessa grande carreira que é a de Funcionário Público do Estado de São Paulo.

Um abraço a todos e bem vindos.


Deixe seu comentário (9.336)

Foto de perfil vazia
Por ESTER SOARES DOS SANTOS DE OLIVEIRA em 18/06/2021 21:50:19
Boa noite concurseiros do gabarite! E aí, vamos ou não vamos conseguir? Vemos tantas injustiças, pessoas sofrendo e morrendo, mas em contrapartida pessoas vacinadas, se recuperando. Como precisamos esperar, sendo que o que é injusto é saber que há iniquidade na questão. É constitucional que a gente tome posse. Tomara que haja boas notícias.
Foto de perfil vazia
Por Edson Nascimento em 23/06/2021 06:31:17
Alguem poderia esclarecer o que foi decidido no dia 24/05? " Julgado
Indefereriram o pedido de sustentação oral feita pela Procuradoria Geral de Justiça pois intempestivo. Negaram provimento ao recurso. V.U. Sustentou oralmente o Senhor Defensor Público Adriano Elias Oliveira e fez o uso da palavra a Exma. Procuradora de Justiça Deborah Pierri. "
Foto de perfil vazia
Por Edson Nascimento em 23/06/2021 06:32:00
Tem prazo para entrar com um novo recurso é isso?
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 10/08/2021 11:53:31
Atenção: Últimas atualizações sobre a ACP que tramita em segunda instância.

A defensoria interpôs Recurso Extraordinário Cível em 26/07/2021 diretamente ao STF.

O prazo para a Fazenda Pública (Estado de SP) responder ao recurso é de 30 dias a partir da publicação no diário oficial da sua intimação que ocorreu na segunda-feira dia 09/08/2021.

Ou seja, temos que aguardar até dia 22 de Setembro de 2021 as contrarrazões do Estado de SP.

Assim, vamos torcer para o STF julgar a ação até 20 de dezembro que é quando se inicia o recesso forense.

Agora vou disponibilizar as razões do recurso da Defensoria nas publicações abaixo para quem não tem acesso aos autos.
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 10/08/2021 11:55:52
PARTE 1
I-BREVE SÍNTESE DOS FATOS
Trata-se de Ação Civil Pública com pedido de antecipação dos efeitos da tutela, proposta pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo para obrigar a FAZENDA PÚBLICA DO ESTADO DE SÃO PAULO a nomear candidatos aprovados no concurso Concurso Público nº DP –2/321/14 em que se disponibilizou 5.000 vagas do cargo de Oficial Administrativo Padrão 1-A.
O concurso foi realizado em 21 de julho de 2015 e houve uma prorrogação de sua validade até a data de 21 de julho de 2017, porém, nenhum candidato regularmente aprovado foi convocado e empossado, até o momento.
A medida judicial requer:
a) a concessão tutela liminar de urgência, a fim determinar ao ESTADO DE SÃO PAULO, por meio do órgão da SEGURANÇA PÚBLICA – POLÍCIA MILITAR DO ESTADO – COMANDO GERAL - CMDO G – DIRETORIA DE PESSOA – DP, que proceda à convocação dos candidatos para realização dos exames admissionais para o fim de nomeação e posse dos candidatos já aprovados e, ademais, para que se abstenha de realizar novos concursos ou de contratar terceiros para provimento dos cargos previstos no EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº DP – 2/321/14;
b) – a condenação do ESTADO DE SÃO PAULO, para que, por meio do órgão respectivo da SEGURANÇA PÚBLICA – POLÍCIA MILITAR DO ESTADO – COMANDO GERAL - CMDO G – DIRETORIA DE PESSOA – DP, seja, ao final, proceda à convocação e à nomeação, dando posse aos candidatos já aprovados no concurso público regido pelo EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº DP – 2/321/14; no prazo razoável de 60 (sessenta) dias, sob pena de multa de R$ 10.000,00 (dez mil reais) para cada dia de descumprimento da determinação.
O pedido de antecipação da tutela foi indeferido, bem como a r. sentença considerou improcedente o pedido:
“Expirado o prazo de validade do concurso sem que tenha havido nomeação, não se há falar em direito subjetivo ou direito líquido e certo, uma vez que havia mera expectativa de direito, não concretizada. Logo, os concursados não tiveram nenhum direito subjetivo violado por ato administrativo ilegal ou arbitrário. E isso se diz porque o ato administrativo foi embasado no permissivo legal, restando prequestionado todos os dispositivos legais. Diante do exposto, julgo IMPROCEDENTE todos os pedidos iniciais.”
Por fim, o Ministério Público foi favorável ao provimento da apelação, por duas vezes (pareceres às fls. 1067-1078 e fls.1091-1095). No entanto, a 7ª Câmara de Direito Público do Tribunal de Justiça de São Paulo, proferiu acórdão, negando provimento ao recurso de apelação:
"AÇÃO CIVIL PÚBLICA. Nomeação de candidatos aprovados em concurso para preenchimento de vagas ao cargo de oficial administrativo da Polícia Militar, inocorrida durante o prazo de validade do certame, relativo ao Edital nº DP-2/321/14. Inadmissibilidade. Decreto nº 61.466, de 2015. Questão atinente à submissão do administrador aos imperativos da Lei deResponsabilidade Fiscal. Presumido legal e legítimo o ato administrativo, incumbe a quem o questiona, buscando elidir essa presunção, relativa, o ônus de demonstrar o quanto alegado; prova esta que, no caso, consiste na demonstração da existência de recursos suficientes para fazer frente à expressiva ampliação do contingente de servidores subjacente à pretensão deduzida em juízo. Não o contrário, como sustentado. Notoriedade da crise fiscal, ademais, que torna dispensável a prova exigida do Estado. Precedentes. Apelação não provida.
Respeitosamente, contudo, a d. decisão colegiada merece reforma.
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 10/08/2021 11:57:35
PARTE 2
II-DO CABIMENTO DO RECURSO EXTRAORDINÁRIO a)Da hipótese de cabimento (art. 102, III, “a”, da CR/88) e da tempestividade. O presente recurso extraordinário encontra amparo no artigo 102, inciso III, alínea “a”, da Constituição da República, ja que, além de se tratar de decisão proferida em última instância pelo E. Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo, contraria o art. 37, caput e inciso I, da Constituição, assim como o art. 5º, caput, II, e XXXV, XXXVI, art.7º, incisos XXX e XXXI, extensivos aos servidores públicos, por força do § 2º do artigo 39. Assim, abre-se a via recursal extraordinária para o fim de garantir a homogeneidade da interpretação da Constituição, nos termos do art. 102, III, “a”.Quanto à tempestividade, demonstra-se sua ocorrência pelo fato de que o dia 09 de julho é feriado no Estado de São Paulo (Dia da Revolução Constitucionalista – em anexo), protocolando-se o presente recurso no último dia do prazo em dobro dado à Defensoria (trinta dias úteis).
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 10/08/2021 11:58:10
PARTE 3
b)Do prequestionamento e da repercussão geral. Toda a matéria objeto deste recurso extraordinário, qual seja, o direito líquido e certo dos aprovados dentro do número de vagas destinadas pelo edital, têm direito adquirido à nomeação para o cargo, (fls. 1.006) bem como a não demonstração de excepcionalidade, da azenda do Estado de São Paulo no caso concreto, (fls. 1.009) foi devidamente prequestionada por meio do recurso de apelação interposto pela recorrente. Recorde-se que prequestionamento se resume ao debate processual sobre as questões suscitadas. De mais a mais, têm os Egrégios Tribunais Superiores reiteradamente decidido que prequestionamento é a ocorrência do debate jurídico da questão (o que incasu ocorreu) e não a citação numérica dos dispositivos violados. Assim é que forçoso convir que os dispositivos legais violados no julgado foram prequestionados nos autos ao longo do processo, desde a inicial e foram discutidos implícita ou explicitamente tanto na sentença quanto no acórdão. Quanto à repercussão no caso concreto, é evidente que extravasa interesses privados disponíveis. Foi, ademais, sedimentada na discussão do Tema 161 deste Eg. STF. Está em jogo a própria credibilidade da figura estatal, o qual deve honrar seus compromissos assumidos perante a população em geral e agir de maneira previsível, de forma a instilar a boa-fé em seus atos. Quanto o Estado movimenta sua máquina para aprovar pessoas em concurso público para pessoas de baixa renda (in casu, função administrativa com remuneração em torno de um salário-mínimo) e as aprova, gera o direito dessas pessoas a assumirem seus cargos públicos, estimulando inclusive a economia estatal ao fazê-lo, gerando empregos (in casu, 5.000 empregos). Ao deixar de nomear tais pessoas, deixa de criar tais empregos e colabora para o recrudescimento da crise econômica. Mas não só. Está em jogo no presente recurso a própria qualidade do serviço de segurança público prestado pelo Estado de São Paulo, e portanto, sua credibilidade não só perante os aprovados no concurso mas também perante os cidadãos em geral, destinatários do serviço de segurança pública prestado pela Polícia Militar. Explico. Ao longo desenrolar do feito e dos julgados, revelou-se que o concurso foi aberto para preenchimento de cargos estáveis, administrativos, funções essas que estãosendo desempenhadas por Policiais Militares que deveriam estar nas ruas em patrulha, em evidente desvio de função. Revelou-se também que a nomeação de tais aprovados permitiria ao Estado dispensar os soldados temporários, contratados de maneira precária por falta de funcionários concursados (fls. 352- documento da própria Policia Militar encartado nos autos). O conhecimento e provimento do presente Recurso Extraordinário gerará, portanto, uma melhora da qualidade do serviço de segurança pública prestado em todo o Estado de São Paulo, já que: a) acabará com o desvio de função de PM ?s com mais alta qualificação que estão realizando indevidamente serviços internos burocráticos da corporação; b) liberará tais policiais para o serviço de patrulhamento de rua para o qual foram nomeados; c) e permitirá uma maior transparência e controle efetivo da população dos serviços prestados pela PM, já eliminando a situação precária dos soldados temporários ainda existente na corporação. Assim é que, de uma maneira geral, no presente Recurso estará em jogo a confiança da população em geral depositada no Estado de São Paulo. No mais, relevante observar que várias liminares foram concedidas e diversos candidatos (nem sempre os mais bem colocados) foram admitidos. Nenhuma decisão a favor do ESTADO DE SÃO PAULO, neste caso específico, foi proferida. Consulta ao Mandado de Segurança n. 0038748-14.2017.8.26.0000 (mencionado pelo recorrido nas alegações finais) revela que o Superior Tribunal de Justiça repudiou a tese da excepcionalidade (fls. 338/384) que poderia excluir a tese vinculante do direito subjetivo à nomeação. Diante das sucessivas derrotas do ESTADO DE SÃO PAULO frente às demandas individuais, o atendimento da presente demanda efetivará também o princípio da isonomia.
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 10/08/2021 11:59:28
PARTE 4 (PARTE + IMPORTANTE DO RECURSO)
III-DAS RAZÕES RECURSAIS a)DO DIREITO ADQUIRIDO De acordo com o EDITAL DE CONCURSO PÚBLICO Nº DP –2/321/14, foram disponibilizadas 5.000 vagas do cargo de Oficial Administrativo Padrão 1-A, distribuídas de acordo com o ANEXO I –QUADRO DE DISTRIBUIÇÃO DE VAGAS POR MUNICÍPIOS, sendo que para a capital foram disponibilizadas 2320 vagas. Trata-se de concurso para pessoas de baixa renda, sendo a remuneração próxima a uma salário-mínimo. Milhares de pessoas se inscreveram e foram aprovadas dentro do número de vagas, portanto o candidato que foi aprovado no concurso público, tem direito líquido e certo mediante aprovação dentro do número de vagas previstas no edital, Assim, é o entendimento do Supremo Tribunal Federal, na Súmula15, senão vejamos: “Dentro do prazo de validade do concurso, o candidato aprovado tem direito à nomeação, quando o cargo for preenchido sem observância da classificação.”Ocorre que o Poder Público, ao não convocar os aprovados para nomeação ao cargo público, além de frustrar os candidatos aprovados que dedicaram tempo ao estudo e investiram em materiais de preparação para o concurso, viola os princípios previstos na Constituição Federal do Brasil de 1988: Art. 37. A administração pública direta e indireta de qualquer dos Poderes da União, dos Estados, do Distrito Federal e dos Municípios obedecerá aos princípios de legalidade, impessoalidade, moralidade, publicidade e eficiência e, também, ao seguinte: (...) II - a investidura em cargo ou emprego público depende de aprovação prévia em concurso público de provas ou de provas e títulos, de acordo com a natureza e a complexidade do cargo ou emprego, na forma prevista em lei, ressalvadas as nomeações para cargo em comissão declarado em lei de livre nomeação e exoneração;(...) Dessa forma, aqueles que foram aprovados dentro do número de vagas destinadas pelo edital têm direito adquirido de serem nomeados para o cargo.Dispõe ainda sobre a Dignidade da Pessoa Humana, sobre o direito líquido e certo e direito adquirido, e a inafastabilidade do Poder Judiciário: Art. 1º A República Federativa do Brasil, formada pela união indissolúvel dos Estados e Municípios e do Distrito Federal, constitui-se em Estado Democrático de Direito e tem como fundamentos: III -a dignidade da pessoa humana Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: XXXV - a lei não excluirá da apreciação do Poder Judiciário lesão ou ameaça a direito; XXXVI -a lei não prejudicará o direito adquirido, o ato jurídico perfeito e a coisa julgada; Nesse sentido, não pode a Administração Pública abrir um concurso público com 5 mil vagas e frustrar os candidatos que obtiveram êxito, alegando genericamente crise, sendo que é impossível a abertura de um concurso público desse porte sem viabilizar um planejamento orçamentário e sem a previsão os riscos de crises financeiras. Reserva orçamentária para a realização do concurso certamente houve. Resta evidente que o Poder Público à época da abertura do edital exercia a plena consciência do seu orçamento. O concurso foi anterior à pandemia, pontue-se.
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 10/08/2021 12:01:30
PARTE 4 (CONTINUAÇÃO)
b)DA FALA DE CONTROLE DOS MOTIVOS DETERMINANTES PELO TRIBUANAL A QUO. CONTRARIEDADE AO ENTENDIMENTO ESPOSADO PELO STJ NO RE 598099. A Administração Pública está vinculada ao edital, portanto, ao estipular o número de vagas faz surgir uma obrigação de fazer, qual seja, a nomeação e posse dos aprovados no concurso público dentro do número de vagas estipulado. Este Egrégio Supremo Tribunal Federal sedimentou a matéria quando do julgamento do RE 598099, quando dispôs que o poder público tem o dever de não dispor sobre as nomeações dos aprovados em concursos públicos, nomeando os candidatos aprovados. Em referido julgado, o STF deixou claro que apenas em situações excepcionalíssimas esse dever pode ser afastado, as quais devem estar comprovadas pelo ente estatal, e tais comprovações devem girar em torno de quatro eixos, quais sejam,a superveniência, a imprevisibilidade, a gravidade e a necessidade da situação. Vejamos:RECURSO EXTRAORDINÁRIO. REPERCUSSÃO GERAL. CONCURSO PÚBLICO. PREVISÃO DE VAGAS EM EDITAL. DIREITO À NOMEAÇÃO DOS CANDIDATOS APROVADOS. I. DIREITO À NOMEAÇÃO. CANDIDATO APROVADO DENTRO DO NÚMERO DE VAGAS PREVISTAS NO EDITAL. Dentro do prazo de validade do concurso, a Administração poderá escolher o momento no qual se realizará a nomeação, mas não poderá dispor sobre a própria nomeação, a qual, de acordo com o edital, passa aconstituir um direito do concursando aprovado e, dessa forma, um dever imposto ao poder público. Uma vez publicado o edital do concurso com número específico de vagas, o ato da Administração que declara os candidatos aprovados no certame cria um dever de nomeação para a própria Administração e, portanto, um direito à nomeação titularizado pelo candidato aprovado dentro desse número de vagas. II) ADMINISTRAÇÃO PÚBLICA. PRINCÍPIO DA SEGURANÇA JURÍDICA. BOA-FÉ. PROTEÇÃO À CONFIANÇA. O dever de boa-fé da Administração Pública exige o respeito incondicional às regras do edital, inclusive quanto à previsão das vagas do concurso público. Isso igualmente decorre de um necessário e incondicional respeito à segurança jurídica como princípio do Estado de Direito. Tem-se, aqui, o princípio da segurança jurídica como princípio de proteção à confiança. Quando a Administração torna público um edital de concurso, convocando todos os cidadãos a participarem de seleção para o preenchimento de determinadas vagas no serviço público, ela impreterivelmente gera uma expectativa quanto ao seu comportamento segundo as regras previstas nesse edital. Aqueles cidadãos que decidem se inscrever e participar do certame público depositam sua confiança no Estado administrador, que deve atuar de forma responsável quanto às normas do edital e observar o princípio da segurança jurídica como guia de comportamento. Isso quer dizer, em outros termos, que o comportamento da Administração Pública no decorrer do concurso público deve se pautar pela boa-fé, tanto no sentido objetivo quanto no aspecto subjetivo de respeito à confiança nela depositada por todos os cidadãos. [ ...]
Ocorre que o v. acórdão recorrido contrariou o entendimento do STF ao estipular que o Estado não tinha o dever de comprovar NADA, nem a superveniência, nem a imprevisibilidade, nem a gravidade, nem a necessidade da situação que poderiam muito excepcionalmente dispensar o Estado do dever de nomear os candidatos aprovados. Vejamos os dizeres textuais do julgado ora recorrido: “(...) A crise fiscal é conhecida, real e palpável. Fato notório, que independe de prova. Vem de há tempos. (...) Não compete ao Estado demonstrar nada. Seus atos presumem-se legais e legítimos. Ao revés, é ônus de quem busca elidir a presunção demonstrar que existem recursos para a colimada admissão, segundo ônus imposto pelo art. 373, I, do Código de Processo Civil.”(fls. 1124/25)
Primeiro, havemos de convir que se a crise fiscal vem de há tempos e isso é fato notório, é o mesmo que dizer que a crise fiscal não era imprevisível nem superveniente. Ora, não sendo imprevisível nem superveniente, conforme entendimento literal esposado pelo Tribunal recorrido, significa dizer que o Estado de São Paulo, mesmo ciente da crise, fez os cálculos e reservas orçamentárias necessárias para permitir que 5.000 candidatos fossem nomeados para compor sua Polícia Militar, por que tal era necessário para o fortalecimento da corporação e melhoria do serviço de segurança pública prestado, de forma a liberar para o patrulhamento de rua policias que, contratados para tanto, em evidente desvio de função estão fazendo serviços internos administrativos, indevidamente, por falta de funcionários administrativos, assim como era necessário para que se pudesse dispensar os soldados temporários, indevidamente contratados (fls 352- ofício da Polícia Militar).
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 10/08/2021 12:02:19
(CONTINUAÇÃO)
Note-se, em complemento, que o edital em questão ofereceu uma remuneração próxima de um salário-mínimo, demonstrando que o Estado levou em conta a crise fiscal e optou racionalmente por contratar funcionários com o menor valor possível em território nacional, permitindo assim que Policiais mais qualificados, que ganham mais, voltem para as ruas, de forma a equilibrar os poucos recursos orçamentários disponíveis com a melhoria do serviço de segurança prestado. Não se olvide que o argumento genérico de crise financeira é usado corriqueiramente por Administradores que têm como meta o sucateamento do próprio Estado e dos serviços por ele prestados. Os Estados não são uma empresa privada quedevem sempre registrar superávit. É da essência do Estado Social e Democrático de Direito, previsto na Constituição Federal de 88, gastos em funções essenciais, às vezes registrando déficit financeiro, e a segurança pública é uma dessas atividades essenciais. De mais a mais, o entendimento do d. Tribunal recorrido de que a Administração Pública do Estado de São Paulo está dispensada de ao menos fazer a prova efetiva da excepcionalidade da situação nesta demanda colide frontalmente com o entendimento jurisprudencial do Supremo Tribunal Federal.
Cabe ao Judiciário o controle dos motivos do ato administrativo, sob pena de de se tornar o Poder Judiciário afastável da análise da legalidade dos atos da Administração Pública, em colisão frontal com o inciso XXXV do artigo 5º da Constituição Federal. Equivoca-se, com a devida vênia, o Tribunal recorrido, quando diz que o Estado não tem o dever de provar nada. Sem o dever de motivar adequadamente seu ato de deixar de nomear os 5.000 candidatos no concurso em questão, o Estado deixa de se pautar por princípios democráticos que retira do Poder Judiciário a função de controle do arbítrio, o que não somente se mostra inaceitável como não se coaduna com um EstadoDemocrático de Direito. A Administração Pública estaria vinculada às normas do edital e que está, inclusive, obrigada a preencher as vagas previstas para o certame dentro do prazo de validade do concurso. Essa obrigação só poderia ser afastada diante de excepcional justificativa a ser cabalmente comprovada pelo Estado, mas desse ônus probatório o Estado de São Paulo foi indevidamente dispensado. Logo, de rigor é a modificação do acórdão.
IV-DOS PEDIDOS
Ante o exposto, requer-se o conhecimento e provimento do recurso extraordinário para o fim de que seja reformado o v. acórdão, de forma a decretar-se a procedência da demanda
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 10/08/2021 12:10:41
Minhas impressões são as seguintes:
Logo haverá o julgamento dessa ACP pelo STF e espero mesmo que tenha sentença favorável, visto que já temos alguns aprovados nesse concurso empossados no cargo, em razão do julgamento favorável que tiveram nos Mandados de Segurança que impetraram.

Se o STF julgar procedente provavelmente vai haver uma determinação para que o Estado nomeie os candidatos.

Se essa determinação não for cumprida pelo Estado de SP teremos que entrar com uma ação chamada de "cumprimento de sentença" para que saia nossa nomeação no Diário Oficial.

Portanto, o ideal já seria ir se preparando financeiramente para o caso de ter que contratar um advogado para postular esse pedido judicialmente.

Em caso de novidades na ação eu volto a informar aqui no fórum.
Foto de perfil vazia
Por Rosana Domingues em 20/08/2021 13:16:25
Obrigada a todos que esclarecem sobre esse concurso, eu já tinha entregue toda a documentação, já tinham ido na escola que eu trabalhava fazer a pesquisa sobre a minha pessoa e depois parou tudo, obrigada mesmo, pois não sei sobre esses processos jurídicos.
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 22/08/2021 14:39:45
Olá Rosana.
Comigo também foi assim, já havia entregue a documentação e a investigação social também já estava acontecendo. Mas, infelizmente, nós tivemos um baita azar com a organização desse concurso.
Porém, isso não é motivo para desanimar, pois logo a Ação Civil Pública será julgada e todos nós seremos finalmente nomeados.
Fico feliz em contribuir com informações úteis aqui, razão pela qual foi criado esse fórum de discussão, porque todos merecem estar informados e atentos aos tramites dessa ação que é de nosso interesse.
Foto de perfil vazia
Por Jadson Francisco em 23/08/2021 20:15:29
Gostaria de saber se esse processo é coletivo ou individual,caso tenha resultado favorável vai chamar todos os aprovados, outra coisa alguém pode me mandar o número do processo???
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 24/08/2021 15:00:43
Boa tarde Jadson.
Sim. Na verdade dizemos que é uma ação para defesa de direitos difusos e coletivos (ação civil pública). A nossa foi proposta pela Defensoria Pública para defender nossos interesses.
A DP tem competência para entrar com esse tipo de ação.
E se o julgamento for favorável, todos os 5 mil aprovados deverão ser nomeados (aprovados já estamos).
O número do processo é: 1041610-73.2017.8.26.0053
Foto de perfil vazia
Por Jadson Francisco em 25/08/2021 11:28:30
Muito obrigado pela atenção.
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 22/09/2021 07:58:39
Ontem foi juntada as contrarrazões da Fazenda Pública (resposta ao recurso interposto pela Defensoria Pública).
Agora temos que aguardar o julgamento do recurso.
Se o recurso for conhecido (recebido), será então analisado pelo STF (última instância).
Boa sorte a todos nós.
Espero que antes do recesso forense (20/dezembro) o julgamento já tenha sido proferido.
Foto de perfil vazia
Por DANIEL HASHIMOTO RAMALHO em 22/09/2021 09:03:25
OpPolicial Concurseira

Bom Dia

Obrigado pelos esclarecimentos e visualizei hoje que mais pessoas conseguiram nomeação para o cargo.

Tomara que até o final do ano seja julgada a questão.

Muito obrigado por nos manter informados sobre o andamento do processo.

Boa sorte a todos nós e que boas notícias venham.
Foto de perfil vazia
Por Adriano Silva em 07/10/2021 17:35:39
Boa Tarde a todos

Após esse recurso do Estado quanto tempo demora para obtermos novidades ?
Foto de perfil vazia
Por OpPolicial Concurseira em 13/10/2021 12:41:47
Boa tarde.
No dia 11/10/21 o Ministério Público apresentou seu parecer final.
E hoje, dia 13/10/21 o processo foi encaminhado para a Coordenadoria da Seção (para o ministro que julgará o recurso).
Então não dá pra saber quanto tempo vai demorar esse julgamento. Mas, pelo o que observamos, o trâmite do processo está rápido, está caminhando bem.
Vamos aguardar... Creio que até dezembro (antes do recesso forense) teremos o julgamento.

Participe, faça um comentário.