Questão 3120: A expressão cujo sentido está transcrito com outras pala...

Responda abaixo: A expressão cujo sentido está transcrito com outras palavras, sem alteração do sentido original, é:

Questão 3120 | Português, Agente de Segurança, Metrô SP, FCC, Ensino Médio, 2010

Texto associado.
Atenção: As questões de números 01 a 09 baseiam-se no
texto abaixo.

A origem dos vitrais é objeto de controvérsias. Talvez
eles tenham nascido no Oriente, mas se desenvolveram grandemente
na Europa. Suas formas, temas e funções transformaram-
se com o apuro das técnicas de fabricação de vidros,
com o desenvolvimento da arquitetura, de tendências artísticas,
do gosto, enfim, da cultura e das sociedades. Manter-se-ia, porém,
a relação estabelecida no século XII, quando as pinturas
sobre vidro, juntamente com os afrescos e as miniaturas, constituíam
as principais técnicas de pintura utilizadas pelo homem.
Nos vitrais, a pintura complementa o colorido dos vidros,
serve para a criação de sombras e tonalidades, para o
aprimoramento das formas, para a modulação da luz. A arte do
vitral desenvolveu-se enormemente durante o período medieval,
momento em que, com a afirmação do gótico como expressão
da arquitetura, as composições de vidros coloridos passaram a
vedar grandes superfícies das igrejas e, além das funções
decorativas, ganharam funções pedagógicas, ensinando aos
fiéis, por meio de imagens, a vida de Cristo, dos Santos e passagens
da Bíblia.
Entre os séculos XIV e XVI, os vitrais passaram a ser
utilizados como formas de iluminação dos ambientes e a pintura
dos vidros adotou a perspectiva, o que tornava os vitrais semelhantes
aos quadros. Sua utilização ampliou-se dos espaços
públicos, em especial das igrejas, para os ambientes privados,
como palácios e sedes de corporações. As representações
neles contidas se estenderam, então, para a heráldica, para as
epopeias, para as caçadas e para a mitologia.
No Estado de São Paulo, a utilização de vidros coloridos
e pintados, montados em perfis de chumbo para decoração e
iluminação de ambientes, correspondeu à fase moderna do
desenvolvimento da arte de produzir vitrais. Na capital, ampliouse
a partir da virada do século passado, com a expansão de
novos bairros, a monumentalização dos edifícios públicos e o
requinte arquitetônico das residências.
Até hoje vitrais de edifícios públicos paulistanos, como
os do Palácio da Justiça e do Mercado Municipal, causam
admiração pela proporção, beleza e integração com o projeto
arquitetônico. Representando temas históricos ou referentes às
funções públicas dos edifícios, as imagens formam um conjunto
das representações que, a partir do fim do século anterior,
criaram e reafirmaram um perfil de São Paulo diante do Brasil.
Sob esse ponto de vista, os vitrais, além de peças de arte,
constituem importantes documentos históricos. Eles nos falam
do forjar de ideias que se tornaram referência e moldam nossa
relação com o passado e com o presente, justificando papeis e
responsabilidades sociais. Produtos materiais de cultura, parte
de nosso patrimônio histórico e objetos de fruição de beleza, os
vitrais expressam por meio do poder das imagens a tradição, a
excelência econômica e cultural de São Paulo, o trabalho, a
determinação e o progresso.

(Marly Rodrigues. Leitura. Publicação cultural da Imprensa
Oficial do Estado de São Paulo, ano 18, número 1, janeiro de
2000, pp. 32-34, com adaptações)
A expressão cujo sentido está transcrito com outras palavras, sem alteração do sentido original, é: