Questões de Concursos IFSUL

Resolva Questões de Concursos IFSUL Grátis. Exercícios com Perguntas e Respostas. Provas Online com Gabarito.

  • 1 - Questão 34994.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • O estudo ordenado das causas e efeitos biológicos e sociais das doenças em populações humanas, tendo a comunidade como unidade de interesse é denominado epidemiologia.

    Baseado nesses estudos, com relação à fluorose, o que é correto afirmar?
  • 2 - Questão 34998.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Procedimentos odontológicos que causam bacteremia transitória podem levar ao desenvolvimento de endocardite infecciosa em pacientes com condições cardíacas de risco.

    Com relação à profilaxia da endocardite bacteriana, deve-se indicar o seguinte esquema profilático para adultos:
  • 3 - Questão 35021.   Português - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Leia o texto, para responder à questão.

    Contra a mera “tolerância” das diferenças
    Renan Quintanilha

        “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
        “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
        “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
        Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
        Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.
        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.
        Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2
        Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.
        O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em:  Acesso em: 03 mai 2016. 

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
  • Em qual dos excertos a seguir, o pronome destacado NÃO corresponde à classificação dada?
  • 4 - Questão 35018.   Português - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Leia o texto, para responder à questão.

    Contra a mera “tolerância” das diferenças
    Renan Quintanilha

        “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
        “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
        “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
        Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
        Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.
        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.
        Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2
        Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.
        O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em:  Acesso em: 03 mai 2016. 

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
  • Em “... ‘suportar com indulgência’, ou seja, deixar passar com resignação ...”, as palavras destacadas poderiam ser substituídas, sem prejuízo de sentido, por respectivamente
  • 5 - Questão 34993.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Sabendo-se da presença de um surto epidêmico de caxumba em nosso município, é importante conhecer as características dessa infecção. Com relação à caxumba, é correto afirmar que
  • 6 - Questão 35019.   Português - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Leia o texto, para responder à questão.

    Contra a mera “tolerância” das diferenças
    Renan Quintanilha

        “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
        “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
        “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
        Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
        Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.
        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.
        Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2
        Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.
        O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em:  Acesso em: 03 mai 2016. 

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
  • Em “Não, não é preciso tolerar.”, se fosse colocada outra vírgula após a segunda palavra “não”, é correto afirmar que
  • 7 - Questão 35005.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Segundo Mário Leonardo(2008), que solução irrigadora deve ser indicada no tratamento de canais radiculares com diagnóstico de periodontite apical aguda infecciosa e abscesso dentoalveolar agudo levado à cronicidade?
  • 8 - Questão 35008.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Sabendo que o tratamento da periodontite apical de origem traumática e da periodontite apical de origem bacteriana é diferente, quais dados semiológicos nos permitem fazer o diagnóstico diferencial entre essas duas patologias?
  • 9 - Questão 34997.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016

  • A radiografia é fundamental para o diagnóstico, planejamento, execução e proservação do tratamento endodôntico. Porém, por não fornecer uma imagem tridimensional, inúmeras vezes precisamos lançar mão de variações de técnicas com o intuito de melhorar o diagnóstico, favorecendo a visualização e a localização de estruturas não evidenciadas pelas técnicas radiográficas periapicais. 

    O que é correto afirmar com relação às variações de técnicas empregadas na odontologia?
  • 10 - Questão 35026.   Direito Administrativo - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Ao servidor, nos termos da Lei nº 8.112/90, é proibido