Questões de Figuras de Linguagem para Concursos

Resolva Questões de Figuras de Linguagem para Concursos Grátis. Exercícios com Perguntas e Respostas. Provas Online com Gabarito.

  • 11 - Questão 55670.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • O texto abaixo de Machado de Assis que exemplifica o processo de paródia é:
  • 12 - Questão 2762.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • No trecho: "...dão um jeito de mudar o mínimo para continuar mandando o máximo", a figura de linguagem presente é chamada:
  • 13 - Questão 55675.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • TEXTO III
    A MÃO DA LIMPEZA
    (Gilberto Gil)

    O branco inventou que o negro
    Quando não suja na entrada
    Vai sujar na saída, ê
    Imagina só
    Vai sujar na saída, ê
    Imagina só
    Que mentira danada, ê

    Na verdade a mão escrava
    Passava a vida limpando
    O que o branco sujava, ê
    Imagina só
    O que o branco sujava, ê
    Imagina só
    O que o negro penava, ê

    Mesmo depois de abolida a escravidão
    Negra é a mão
    De quem faz a limpeza
    Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
    Negra é a mão
    É a mão da pureza

    Negra é a vida consumida ao pé do fogão
    Negra é a mão
    Nos preparando a mesa
    Limpando as manchas do mundo com água e sabão
    Negra é a mão
    De imaculada nobreza

    Na verdade a mão escrava
    Passava a vida limpando
    O que o branco sujava, ê
    Imagina só
    O que o branco sujava, ê
    Imagina só
    Eta branco sujão

    Disponível em www.gilbertogil.com.br>sec_disco_info

    Gilberto Gil estrutura o poema “A mão da limpeza” a partir do uso predominante da antítese com a finalidade de
  • 14 - Questão 55665.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • A frase “Os candidatos farão as inscrições até sexta-feira” foi modificada segundo critérios diferentes; a forma da frase que mostra incorreção de acordo com o critério indicado é:
  • 15 - Questão 55669.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • TEXTO 1 – CHINA

    Estou há pouco mais de dois anos morando na China, leitor, e devo dizer que a minha admiração pelos chineses só tem feito crescer. É um país que tem coesão e rumo, como notou o meu colega de coluna neste jornal Cristovam Buarque, que passou recentemente por aqui.
    Coesão e rumo. Exatamente o que falta ao nosso querido país. E mais o seguinte: uma noção completamente diferente do tempo. Trata-se de uma civilização milenar, com mentalidade correspondente. Os temas são sempre tratados com uma noção de estratégia e visão de longo prazo. E paciência. A paciência que, como disse Franz Kafka, é uma segunda coragem.
    Nada de curto praxismo, do imediatismo típico do Ocidente, que têm sido tão destrutivos e desagregadores.
    Esse traço do chinês é até muito conhecido no resto do mundo. Há uma famosa observação do primeiro-ministro Chou En-Lai, muito citada, que traduz essa noção singular do tempo. Em certa ocasião, no início dos anos 1970, um jornalista estrangeiro lançou a pergunta: “Qual é afinal, primeiro-ministro, a sua avaliação da Revolução Francesa?” Chou En-Lai respondeu: “É cedo para dizer”.
    Recentemente, li aqui na China que essa célebre resposta foi um simples mal-entendido. Com os percalços da interpretação, Chou En-Lai entendeu, na verdade, que a pergunta se referia à revolta estudantil francesa de 1968! Pronto. Criou-se a lenda.
    Pena que tenha sido um mal-entendido. Seja como for, é indubitável que para os chineses o tempo tem outra dimensão. Para uma civilização de quatro mil anos ou mais, uma década tem sabor de 15 minutos. (O Globo, 15/9/2017)  

    “Para uma civilização de quatro mil anos ou mais, uma década tem sabor de 15 minutos”. Em busca de expressividade, o autor do texto 1 apela, neste caso, para um(a): 
  • 16 - Questão 55667.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Marque a opção em que há, especificamente, uma metáfora:
  • 17 - Questão 55659.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • TEXTO 2
    Vista cansada

    [...]
    Se eu morrer, morre comigo um certo modo de ver, disse o poeta. Um poeta é só isto: um certo modo de ver.
    [...]. Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver. Parece fácil, mas não é. O que nos cerca, o que nos é familiar, já não desperta curiosidade. O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
    Você sai todo dia, por exemplo, pela mesma porta. Se alguém lhe perguntar o que é que você vê no seu caminho, você não sabe. De tanto ver, você não vê. Sei de um profissional que passou 32 anos a fio pelo mesmo hall do prédio do seu escritório. Lá estava sempre, pontualíssimo, o mesmo porteiro. Dava-lhe bom-dia e às vezes lhe passava um recado ou uma correspondência. Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.
    Como era ele? Sua cara? Sua voz? Como se vestia? Não fazia a mínima ideia. Em 32 anos, nunca o viu. Para ser notado, o porteiro teve que morrer. Se um dia no seu lugar estivesse uma girafa, cumprindo o rito, pode ser também que ninguém desse por sua ausência. O hábito suja os olhos e lhes baixa a voltagem. Mas há sempre o que ver. Gente, coisas, bichos. E vemos? Não, não vemos.
    Uma criança vê o que o adulto não vê. Tem olhos atentos e limpos para o espetáculo do mundo. O poeta é capaz de ver pela primeira vez o que, de fato, ninguém vê. Há pai que nunca viu o próprio filho. Marido que nunca viu a própria mulher, isso existe às pampas. Nossos olhos se gastam no dia a dia, opacos. É por aí que se instala no coração o monstro da indiferença.
    Adaptação do texto de Otto Lara Resende. “Folha de S. Paulo”, edição de 23/02/1992. 
    Analise os trechos.

    I- Experimente ver pela primeira vez o que você vê todo dia, sem ver.
    II- O campo visual da nossa rotina é como um vazio.
    III- Um dia o porteiro cometeu a descortesia de falecer.

    Quanto às figuras de linguagem presentes nos trechos, assinale a alternativa correta.  
  • 18 - Questão 2768.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Assinalar a alternativa correta, correspondente à figuras de linguagem, presentes nos fragmentos abaixo:

    I.   "Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste."
    II.  "A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão."
    III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam."
    IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergues a mão em viseira, firma os olhos."
  • 19 - Questão 2766.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Em qual das opções há erro de identificação das figuras?
  • 20 - Questão 55671.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • TEXTO 1
    O acúmulo de compromissos preenche horários livres, adia o lazer e a vida social, dando a impressão de que o tempo passa cada vez mais rápido
    Raphael Martins

    O ano passou rápido? Não dá para cumprir todas as obrigações dentro dos prazos? O dia parece cada vez mais curto? Por que não se tem mais tempo para nada?

    O estilo de vida atarefada e a dificuldade de conciliar compromissos profissionais com relações sociais dão uma nítida impressão de que o tempo voa. Dentre os principais motivos para que isso aconteça está o aumento de tarefas e obrigações que as pessoas se envolvem nos dias de hoje. Cria-se, assim, uma sensação pessoal de que há cada vez menos tempo para si. Florival Scheroki, doutor em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo e psicólogo clínico, explica: “Há realmente essa impressão de que o tempo se acelerou. Na realidade, é uma percepção que as pessoas têm que não cabe, no tempo disponível, tudo aquilo que elas têm que fazer”.
    O psicólogo complementa: “Isso tudo acontece pelo estilo de vida que temos hoje. Uma mãe de família sai às 7 horas da manhã para deixar as crianças na escola. Se sai às 7h15, ela não cumpre o horário de entrada no trabalho, às 8 horas. Parece que não temos mais intervalos”. Maria Helena Oliva Augusto, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, concorda: “É como se o ritmo do tempo se acelerasse. Na verdade, a percepção temporal muda por conta dos inúmeros compromissos que estão presentes no cotidiano, que fazem não se dar conta de perceber o tempo de maneira mais tranquila”.
    Sobre o assunto, Luiz Silveira MennaBarreto, professor especializado em cronobiologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, coloca que, na sociedade contemporânea, as cobranças são cada vez mais intensas e frequentes, o que produz uma sensação crônica de falta de tempo. As demandas exigem que as pessoas tenham inúmeras habilidades e qualificações acadêmicas, tomando boa parte do tempo que poderia ser destinado ao lazer. Scheroki completa: “Por que hoje é assim e antes não era? Hoje temos várias tarefas que não tínhamos. Temos que saber inglês, francês, jogar tênis, trabalhar… As pessoas tentam alocar dentro do tempo mais ações do que cabem nele”. [...]
    A professora Maria Helena destaca: “A percepção de aceleração do tempo é uma coisa angustiante. É possível se dar conta disso pela quantidade de pessoas ansiosas, depressivas e estressadas que se encontra. Elas percebem o tempo passando rapidamente e, por isso, tem pressa de viver intensamente. Isso acaba criando situações de tensão muito grandes”.[...] 
    O psicólogo acredita que os principais prejuízos de uma vida atarefada é sentido nas relações com amigos ou familiares. Na hora de escolher entre uma obrigação profissional ou uma interação social, as pessoas acabam priorizando o trabalho: “Nós somos nossas relações sociais, nós acontecemos a partir delas. Se elas acabam sendo comprometidas, comprometem toda a nossa vida. A vida é composta pelas nossas ações no tempo e cada vez menos a gente tem autonomia sobre ela”.
    Para o professor Menna-Barreto, o ideal é buscar alternativas de trabalho ou estudo em horários mais compatíveis com uma vida saudável. “Exercício físico, relações sociais e familiares ricas e alimentação saudável também ajudam, mas a raiz do problema reside no trabalho excessivo”, completa.[...]

    Disponível em: http://www.ip.usp.br/portal/index.php?option=com_ content&view=article&id=3330%3Aa-sensacao-dos-dias-de-poucashoras&catid=46%3Ana-midia&Itemid=97&lang=pt

    Assinale a alternativa correta referente aos excertos do Texto 1.