Questões de Concursos IBGE

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  • 12 - Q865.   Português - Nível Fundamental - Recenseador - IBGE - CESGRANRIO
  •      Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
  • No último parágrafo do texto, Marina Colasanti
  • 13 - Q888.   Conhecimentos Gerais - Nível Fundamental - Recenseador - IBGE - CESGRANRIO

  • A fotografia acima registra o movimento cotidiano da economia de uma metrópole como São Paulo. O movimento registrado tem como foco uma parte da economia nacional vinculada diretamente ao setor
  • 14 - Q237.   Português - Nível Médio - Agente de Pesquisa - IBGE - NCE
  • “O acusado relatou-nos que realmente havia levado a máquina para casa...”; a frase, em discurso direto, correspondente à forma destacada de discurso indireto é:
  • 15 - Q23172.   Informática - Redes de Computadores - Nível Superior - Analista - IBGE - CESGRANRIO - 2013
  • A arquitetura de protocolos da Internet prevê, em uma de suas camadas, a utilização de um protocolo que define uma comunicação fim a fim confiável e orientada à conexão, na qual erros ou perdas ocorridas na entrega dos pacotes pelo nível inferior são corrigidos pela retransmissão efetuada pelo terminal de origem para o destino.

    O protocolo mencionado corresponde ao
  • 17 - Q862.   Português - Nível Fundamental - Recenseador - IBGE - CESGRANRIO
  •      Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
  • Na frase "...vi que sim, era possível." (L. 22), a autora viu que era possível
  • 18 - Q893.   Português - Nível Fundamental - Recenseador - IBGE - CESGRANRIO
  • O problema ecológico
        
         Se uma nave extraterrestre invadisse o espaço aéreo
    da Terra, com certeza seus tripulantes diriam que neste
    planeta não habita uma civilização inteligente, tamanho
    é o grau de destruição dos recursos naturais. Essas são
    palavras de um renomado cientista americano. Apesar
    dos avanços obtidos, a humanidade ainda não descobriu
    os valores fundamentais da existência.
         O que chamamos orgulhosamente de civilização
    nada mais é do que uma agressão às coisas naturais. A
    grosso modo, a tal civilização significa a devastação das
    florestas, a poluição dos rios, o envenenamento das terras
    e a deterioração da qualidade do ar. O que chamamos de
    progresso não passa de uma degradação deliberada e
    sistemática que o homem vem promovendo há muito
    tempo, uma autêntica guerra contra a natureza.

    Afrânio Primo. Jornal Madhva (adaptado).
    Disponível em http:www.syntonia.com/textos/textoseecologia/problemaecológico.htm
  • A afirmação: "Essas são palavras de um renomado cientista americano." (L. 4 - 5) quer dizer que o cientista é:
  • 19 - Q866.   Português - Nível Fundamental - Recenseador - IBGE - CESGRANRIO
  •      Os aviões, estou convencida, são as melhores
    salas de leitura da modernidade — até me pergunto se
    têm me dado mais prazer como viajante ou como leitora.
    Ali ninguém nos interrompe, cessam as solicitações
    doméstico/profissionais, o telefone não toca e, na maior
    parte do tempo, não há sequer um panorama capaz de
    nos distrair. Além disso, a consciência está tranquila,
    porque só o fato de estarmos no avião já representa o
    cumprimento de um dever. Enfim, no avião a leitura
    recupera seu status de direito sagrado.
         Pois bem, estava eu recentemente acima das
    nuvens, em pleno usufruto desse direito. Lia uma pequena
    antologia de literatura fantástica. Cinco contos sobre
    casas mal-assombradas. E me encontrava bem no meio
    de um conto [...] quando o avião aterrissou. Resisti o quanto
    pude, fui a última a levantar, mas não houve jeito, tive
    que fechar o livro e deixar a personagem trancada num
    quarto enquanto o terrível fantasma esmurrava a porta.
         Era uma viagem de trabalho, a minha. Tinha
    compromisso. Mas atravessei o saguão do aeroporto
    ainda com aquela angústia gerada pelo conto, olhei o
    relógio, fiz o cálculo e vi que sim, era possível. Então
    sentei em uma das tantas poltronas, e bastou-me abrir
    o livro onde o tinha deixado para, em meio à gente toda
    que ia e vinha, em meio ao burburinho e aos chamados
    do alto-falante, voltar ao escuro silêncio do quarto
    assombrado, em que atrás da porta um fantasma
    esmurrava e esmurrava.
         Quando acabei a leitura e emergi outra vez no
    aeroporto, estava duplamente feliz. Feliz por ter acabado
    a história, por ruminar essa sensação de coisa feita
    que a leitura nos dá — não de coisa feita por outro e
    meramente partilhada, mas realizada, como se nós
    mesmos tivéssemos desenhado de um só traço um ovo
    ou um círculo. E feliz porque confirmava que, apesar
    do olhar profissional crítico, analítico, quase frio com que
    hoje em dia me aproximo de um texto, apesar de ter
    marcado aquele conto com várias observações técnicas,
    eu conservava intacto o verdadeiro prazer da leitura.

    COLASANTI, Marina. Fragatas para terras distantes. (com adaptações).
  • Das palavras abaixo, a única que se grafa com s é
  • 20 - Q227.   Português - Nível Médio - Agente de Pesquisa - IBGE - NCE
  • “...submeto à apreciação de Vossa Senhoria...”; o acento grave indicativo da crase neste segmento se deve a que: