Questões de Concursos Prefeitura de Alto Piquiri PR

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  • 11 - Questão 27139.   Português - Interpretação de Textos - Nível Fundamental - Auxiliar de Serviços Gerais - Prefeitura de Alto Piquiri PR - KLC - 2012
  • A forra do peão 

        O baiano Renato Pereira dos Santos, 26 anos, é brasileiro desses que se encontra em qualquer ponto de ônibus. Há quatro anos, viajou a São Paulo com uma mala de couro para tentar mudar de vida. Não conseguiu emprego fixo nem teto para morar. Trabalhando como pedreiro, quando tem serviço dorme em galpão de obra. Desempregado, reside de favor na casa de amigos. Todos os domingos. Renato passava em frente a um bar na Vila Madalena, um dos pontos mais animados de São Paulo, e admirava a alegria dos fregueses. Na madrugada de segunda-feira, 10, o pedreiro Renato resolveu ir à forra.
        Depois que todos haviam ido embora, arrombou o bar com um pedaço de ferro. Ao entrar, foi direto para cozinha. Ele já trabalhou como garçom e não teve dificuldades de preparar o cardápio de sua refeição.
        No freezer escolheu dois pedaços de frango. Preparou um molho de pimenta e farofa. No barril de chope, serviu-se à vontade. De sobremesa, sorvete de morango. Separou 22 CDs, 9 fitas de vídeo, e alguns alto-falantes em uma sacola. Caiu no sono. O pedreiro acordou com o barulho da porta de ferro se abrindo. As proprietárias chegaram, chamaram a polícia. Renato foi preso.

    (Revista Veja – 1994)
  • Sobre o texto é INCORRETO afirmar: 
  • 13 - Questão 27124.   Português - Nível Superior - Educador Infantil - Prefeitura de Alto Piquiri PR - KLC - 2012
  • Assinale a alternativa em que não há erro de concordância verbal. 
  • 14 - Questão 27143.   Português - Morfologia - Nível Fundamental - Auxiliar de Serviços Gerais - Prefeitura de Alto Piquiri PR - KLC - 2012
  • A forra do peão

    O baiano Renato Pereira dos Santos, 26 anos, é brasileiro desses que se encontra em qualquer ponto de ônibus. Há quatro anos, viajou a São Paulo com uma mala de couro para tentar mudar de vida. Não conseguiu emprego fixo nem teto para morar. Trabalhando como pedreiro, quando tem serviço dorme em galpão de obra. Desempregado, reside de favor na casa de amigos. Todos os domingos. Renato passava em frente a um bar na Vila Madalena, um dos pontos mais animados de São Paulo, e admirava a alegria dos fregueses. Na madrugada de segunda-feira, 10, o pedreiro Renato resolveu ir à forra.
    Depois que todos haviam ido embora, arrombou o bar com um pedaço de ferro. Ao entrar, foi direto para cozinha. Ele já trabalhou como garçom e não teve dificuldades de preparar o cardápio de sua refeição.
    No freezer escolheu dois pedaços de frango. Preparou um molho de pimenta e farofa. No barril de chope, serviu-se à vontade. De sobremesa, sorvete de morango. Separou 22 CDs, 9 fitas de vídeo, e alguns alto-falantes em uma sacola. Caiu no sono. O pedreiro acordou com o barulho da porta de ferro se abrindo. As proprietárias chegaram, chamaram a polícia. Renato foi preso.

    (Revista Veja – 1994)
  • As palavras papelzinho, fértil e organização fazem o plural conforme qual alternativa abaixo?
  • 15 - Questão 27111.   Português - Interpretação de Textos - Nível Fundamental - Agente Comunitário de Saúde - Prefeitura de Alto Piquiri PR - KLC - 2012
  • O pescador e o gênio 

        Havia uma vez um pescador muito velho e muito pobre que vivia com sua mulher e seus três filhos. Todos os dias ele jogava sua rede no mar apenas quatro vezes e sempre conseguia colher alguns peixes para o seu sustento.
         Mas houve um dia em que ele jogou a rede por três vezes, sempre chamando o nome de Deus, e das três vezes só conseguiu retirar das águas um burro morto, um pote velho e algumas garrafas. Na quarta vez em que jogou sua rede sentiu que ela tinha ficado presa no fundo. Com dificuldade conseguiu retirar a rede e viu que ela trazia uma garrafa de boca larga, de cobre dourado, que estava fechada com chumbo e trazia o selo do grande rei Salomão.
        O pescador se alegrou, pois pensou que poderia vender a garrafa por um bom preço. Mas sentindo que ela estava muito pesada, resolveu abri-la para ver o que continha. Com sua faca forçou o chumbo, virou a garrafa para baixo e agitou para ver o que ia sair. Mas não saiu nada. O pescador colocou-a na areia e então começou a sair de dentro dela uma fumaça, que foi se avolumando até chegar às nuvens e foi tomando a forma de um gigante, que o pescador percebeu logo que era um gênio.
        Morto de medo, ele começou a tremer. E tinha razão para ter medo, porque o gênio saudou-o e disse:
        - Alegre-te, pescador, que vais morrer e podes escolher de que maneira!
        O pescador, apavorado, tentou acalmar o gênio:
        - Mas por que queres me matar, se fui eu que te tirei do fundo do mar, fui eu que te tirei de dentro desta garrafa onde estavas preso?
        - O gênio então contou ao pescador a sua história.
        Há mil e oitocentos anos, no tempo do rei Salomão, ele, o gênio, se havia revoltado contra o rei e, como castigo, havia sido preso nesta garrafa e atirado no fundo do mar.
        Durante cem anos ele havia jurado que faria rico para sempre aquele que o libertasse.
        Cem anos se passaram e o gênio permaneceu na garrafa.
        Durante mais cem anos o gênio jurou:
        - Darei a quem me libertar todos os tesouros da Terra.
        Cem anos se passaram e o gênio continuou prisioneiro da garrafa. Encolerizado, ele tornou a jurar:
        - Agora, se for libertado, matarei aquele que me soltar e deixarei que ele escolha como quer morrer.
        O pescador implorou de todas as formas que o gênio o perdoasse, pois, dizia ele:
        - Desta maneira, encontrarás quem te perdoe.
        Mas o gênio não se deixou comover.
        Aí o pescador teve uma ideia:
        - Já que eu vou morrer mesmo, quero que me respondas a uma pergunta. Como é possível que estivesses dentro da garrafa, sendo tão grande como és? Não posso acreditar nisso, a não ser que veja com meus próprios olhos.
        O gênio, desafiado, converteu-se novamente em fumaça e pouco a pouco foi entrando na garrafa. Quando o pescador viu que ele estava inteirinho lá dentro, mais do que depressa fechou a garrafa com o selo. E disse ao gênio:
        - Vou jogar-te de volta ao mar e vou construir uma casa aqui. Toda vez que alguém vier pescar vou avisá-lo para que não te liberte. Desta maneira, enquanto eu for vivo, não sairás de dentro desta garrafa.
        O gênio então lamentou-se e implorou ao pescador que o perdoasse. Mas o pescador respondeu:
        - Eu também te pedi que me perdoasse, que alguém te perdoaria. Mas assim mesmo quiseste me matar.
        O gênio jurou que não lhe faria mal e que lhe daria meios para que vivesse com fartura o resto de seus dias, se o deixasse sair. O pescador se convenceu e libertou o gênio, que lhe mostrou uma lagoa rica de grandes peixes, onde o pescador pôde pescar o resto de sua vida.

    (ROCHA, Ruth. Almanaque da Ruth Rocha. 1. ed. 14 imp. São Paulo : Ática, 2008, p. 52-54.)
  • De acordo com o texto, o gênio: 
  • 16 - Questão 27120.   Português - Interpretação de Textos - Nível Superior - Educador Infantil - Prefeitura de Alto Piquiri PR - KLC - 2012
  • TEXTO I

    O galo e a raposa


          Era um galo do mato, muito quietinho no seu canto, que não incomodava ninguém.
          Ciscava o de-comer no quintal, cantava no galho mais alto da goiabeira quando saía o sol e vivia de olho no mato, com medo de alguma raposa que pudesse aparecer.
          Um dia, logo depois da alvorada, ele reparou que alguma coisa estava se mexendo na capoeira mais próxima.
          Na mesma hora o galo deu uma corridinha, sacudiu as asas para ajudar o pulo e saltou, mais que depressa, para o alto da goiabeira.
           Foi só ele se acomodar e apareceu, como sempre muito esperta, Dona Raposa.
           - Bom dia, compadre Galo – a raposa disse, muito gentil.
           - Bom dia, comadre Raposa – respondeu o galo, muito desconfiado!
           - Mas o que é isso, compadre Galo? Pode descer da sua árvore! Não precisa ter medo de mim... O compadre não está sabendo que foi decretada a Paz entre os animais? Nosso rei Leão resolveu que de agora em diante não há mais animais inimigos... O gato anda aos beijos com o rato, o lobo aos abraços com o carneiro...
           - Ora veja, comadre – disse o galo. – É verdade, mesmo?
           - Pois é isso, compadre Galo. O compadre não sabia, não?
           - Não sabia não, comadre Raposa, não sabia não...
           - Pois desça do seu poleiro que isso não é mais necessário, compadre Galo. Venha aqui para baixo pra me dar um abraço. Faço questão de lhe dar um abraço...
           - Eu também, comadre Raposa. Faço questão de lhe dar um abraço. Desço já. Aliás, nossa festa vai ser completa... Estou vendo daqui de cima dois cachorros perdigueiros, daqueles que antigamente caçavam raposas, e que vêm chegando decerto para abraçar a comadre também...
           - Pode deixar, compadre Galo. A festa fica pra outra vez. Lembrei que tenho um compromisso e que estou atrasada...
           E a raposa ganhou a estrada mais do que depressa, sem esperar para ver se era verdade o que o galo estava dizendo. E o galo ficou se rindo no alto da goiabeira, satisfeito da vida, pois se há uma coisa divertida é enganar quem é metido a enganador...

    (ROCHA, Ruth. Almanaque da Ruth Rocha. 1. Ed. 14 imp. São Paulo : Ática, 2008, p. 32-33.)

    TEXTO II

    O galo que logrou a raposa


          Um velho galo matreiro, percebendo a aproximação da raposa, empoleirou-se numa árvore. A raposa, desapontada, murmurou consigo: “Deixa estar, seu malandro, que já te curo!...". E em voz alta:
          - Amigo, venho contar uma grande novidade: acabou-se a guerra entre os animais. Lobo e cordeiro, gavião e pinto, onça e veado, raposa e galinhas, todos os bichos andam agora aos beijos, como namorados. Desça desse poleiro e venha receber o meu abraço de paz e amor.
          - Muito bem! – exclamou o galo. – Não imagina como tal notícia me alegra! Que beleza vai ficar o mundo, limpo de guerras, crueldades e traições! Vou já descer para abraçar a amiga raposa, mas... como lá vêm vindo três cachorros, acho bom esperá-los, para que também eles tomem parte na confraternização.
          Ao ouvir falar em cachorro, Dona Raposa não quis saber de histórias e tratou de pôr-se ao fresco, dizendo:
          - Infelizmente, amigo Có-ri-có-có, tenho pressa e não posso esperar pelos amigos cães. Fica para outra vez a festa, sim? Até logo.
          E raspou-se.

    (LOBATO, Monteiro. Fábulas. São Paulo : Globo, 2008, p.34.) 
  • Sobre a raposa nos dois textos, pode-se afirmar que
  • 20 - Questão 27141.   Português - Morfologia - Nível Fundamental - Auxiliar de Serviços Gerais - Prefeitura de Alto Piquiri PR - KLC - 2012
  • A forra do peão

    O baiano Renato Pereira dos Santos, 26 anos, é brasileiro desses que se encontra em qualquer ponto de ônibus. Há quatro anos, viajou a São Paulo com uma mala de couro para tentar mudar de vida. Não conseguiu emprego fixo nem teto para morar. Trabalhando como pedreiro, quando tem serviço dorme em galpão de obra. Desempregado, reside de favor na casa de amigos. Todos os domingos. Renato passava em frente a um bar na Vila Madalena, um dos pontos mais animados de São Paulo, e admirava a alegria dos fregueses. Na madrugada de segunda-feira, 10, o pedreiro Renato resolveu ir à forra.
    Depois que todos haviam ido embora, arrombou o bar com um pedaço de ferro. Ao entrar, foi direto para cozinha. Ele já trabalhou como garçom e não teve dificuldades de preparar o cardápio de sua refeição.
    No freezer escolheu dois pedaços de frango. Preparou um molho de pimenta e farofa. No barril de chope, serviu-se à vontade. De sobremesa, sorvete de morango. Separou 22 CDs, 9 fitas de vídeo, e alguns alto-falantes em uma sacola. Caiu no sono. O pedreiro acordou com o barulho da porta de ferro se abrindo. As proprietárias chegaram, chamaram a polícia. Renato foi preso.

    (Revista Veja – 1994)
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