Questões de Figuras de Linguagem para Concursos

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  • 21 - Q2766.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Em qual das opções há erro de identificação das figuras?
  • 22 - Q55671.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • TEXTO 1
    O acúmulo de compromissos preenche horários livres, adia o lazer e a vida social, dando a impressão de que o tempo passa cada vez mais rápido
    Raphael Martins

    O ano passou rápido? Não dá para cumprir todas as obrigações dentro dos prazos? O dia parece cada vez mais curto? Por que não se tem mais tempo para nada?

    O estilo de vida atarefada e a dificuldade de conciliar compromissos profissionais com relações sociais dão uma nítida impressão de que o tempo voa. Dentre os principais motivos para que isso aconteça está o aumento de tarefas e obrigações que as pessoas se envolvem nos dias de hoje. Cria-se, assim, uma sensação pessoal de que há cada vez menos tempo para si. Florival Scheroki, doutor em Psicologia Experimental pela Universidade de São Paulo e psicólogo clínico, explica: “Há realmente essa impressão de que o tempo se acelerou. Na realidade, é uma percepção que as pessoas têm que não cabe, no tempo disponível, tudo aquilo que elas têm que fazer”.
    O psicólogo complementa: “Isso tudo acontece pelo estilo de vida que temos hoje. Uma mãe de família sai às 7 horas da manhã para deixar as crianças na escola. Se sai às 7h15, ela não cumpre o horário de entrada no trabalho, às 8 horas. Parece que não temos mais intervalos”. Maria Helena Oliva Augusto, professora da Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas, concorda: “É como se o ritmo do tempo se acelerasse. Na verdade, a percepção temporal muda por conta dos inúmeros compromissos que estão presentes no cotidiano, que fazem não se dar conta de perceber o tempo de maneira mais tranquila”.
    Sobre o assunto, Luiz Silveira MennaBarreto, professor especializado em cronobiologia da Escola de Artes, Ciências e Humanidades, coloca que, na sociedade contemporânea, as cobranças são cada vez mais intensas e frequentes, o que produz uma sensação crônica de falta de tempo. As demandas exigem que as pessoas tenham inúmeras habilidades e qualificações acadêmicas, tomando boa parte do tempo que poderia ser destinado ao lazer. Scheroki completa: “Por que hoje é assim e antes não era? Hoje temos várias tarefas que não tínhamos. Temos que saber inglês, francês, jogar tênis, trabalhar… As pessoas tentam alocar dentro do tempo mais ações do que cabem nele”. [...]
    A professora Maria Helena destaca: “A percepção de aceleração do tempo é uma coisa angustiante. É possível se dar conta disso pela quantidade de pessoas ansiosas, depressivas e estressadas que se encontra. Elas percebem o tempo passando rapidamente e, por isso, tem pressa de viver intensamente. Isso acaba criando situações de tensão muito grandes”.[...] 
    O psicólogo acredita que os principais prejuízos de uma vida atarefada é sentido nas relações com amigos ou familiares. Na hora de escolher entre uma obrigação profissional ou uma interação social, as pessoas acabam priorizando o trabalho: “Nós somos nossas relações sociais, nós acontecemos a partir delas. Se elas acabam sendo comprometidas, comprometem toda a nossa vida. A vida é composta pelas nossas ações no tempo e cada vez menos a gente tem autonomia sobre ela”.
    Para o professor Menna-Barreto, o ideal é buscar alternativas de trabalho ou estudo em horários mais compatíveis com uma vida saudável. “Exercício físico, relações sociais e familiares ricas e alimentação saudável também ajudam, mas a raiz do problema reside no trabalho excessivo”, completa.[...]

    Disponível em: http://www.ip.usp.br/portal/index.php?option=com_ content&view=article&id=3330%3Aa-sensacao-dos-dias-de-poucashoras&catid=46%3Ana-midia&Itemid=97&lang=pt

    Assinale a alternativa correta referente aos excertos do Texto 1.
  • 23 - Q28915.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Superior - Professor de Língua Portuguesa - Prefeitura de Belo Horizonte MG - GESTÃO CONCURSO - 2015
  • Cidade Maravilhosa?

          Os camelôs são pais de famílias bem pobres, e, então, merecem nossa simpatia e nosso carinho; logo eles se multiplicam por 1000. Aqui em frente à minha casa, na Praça General Osório, existe há muito tempo a feira hippie. Artistas e artesãos expõem ali aos domingos e vendem suas coisas. Uma feira um tanto organizada demais: sempre os mesmos artistas mostrando coisas quase sempre sem interesse. Sempre achei que deveria haver um canto em que qualquer artista pudesse vender um quadro; qualquer artista ou mesmo qualquer pessoa, sem alvarás nem licenças. Enfim, o fato é que a feira funcionava, muita gente comprava coisas – tudo bem. Pois de repente, de um lado e outro, na Rua Visconde de Pirajá, apareceram barracas atravancando as calçadas, vendendo de tudo - roupas, louças, frutas, miudezas, brinquedos, objetos usados, ampolas de óleo de bronzear, passarinhos, pipocas, aspirinas, sorvetes, canivetes. E as praias foram invadidas por 1000 vendedores. Na rua e na areia, uma orgia de cães. Nunca vi tantos cães no Rio, e presumo que muita gente anda com eles para se defender de assaltantes. O resultado é uma sujeira múltipla, que exige cuidado do pedestre para não pisar naquelas coisas. E aquelas coisas secam, viram poeira, unem-se a cascas de frutas podres e dejetos de toda ordem, e restos de peixes da feira das terças, e folhas, e cusparadas, e jornais velhos; uma poeira dos três reinos da natureza e de todas as servidões humanas.
          Ah, se venta um pouco o noroeste, logo ela vai-se elevar, essa poeira, girando no ar, entrar em nosso pulmão numa lufada de ar quente. Antigamente a gente fugia para a praia, para o mar. Agora há gente demais, a praia está excessivamente cheia. Está bem, está bem, o mar, o mar é do povo, como a praça é do condor – mas podia haver menos cães e bolas e pranchas e barcos e camelôs e ratos de praia e assaltantes que trabalham até dentro d’água, com um canivete na barriga alheia, e sujeitos que carregam caixas de isopor e anunciam sorvetes e, quando o inocente cidadão pede picolé de manga, eis que ele abre a caixa e de lá puxa a arma. Cada dia inventam um golpe novo: a juventude é muito criativa, e os assaltantes são quase sempre muito jovens.

    Rubem Braga 

    Em relação a esse texto, é CORRETO afirmar: 
  • 24 - Q55661.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • A ÁGUIA E A GALINHA

    Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse a rainha de todos os pássaros.
    Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
    - Esse pássaro não é uma galinha. É uma águia. 
    - De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
    - Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
    - Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
    Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: 
    - Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
    A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor e as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou pra junto delas.
    O camponês comentou: 
    - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
    - Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
    No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: 
    - Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
    Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
    O camponês sorriu e voltou à carga: 
    - Eu lhe havia dito, ela virou galinha! 
    - Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. 
    - No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
    O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: 
    - Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! 
    A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse uma nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
    Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento... 

    (História narrada pelo educador popular James Aggrey) 

    Em “...grasnou com o típico kau-kau das águias.”, a expressão destacada consiste na figura chamada:
  • 25 - Q2768.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Assinalar a alternativa correta, correspondente à figuras de linguagem, presentes nos fragmentos abaixo:

    I.   "Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste."
    II.  "A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão."
    III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam."
    IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergues a mão em viseira, firma os olhos."
  • 26 - Q55658.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • TEXTO II
    MULHERES DE ATENAS


    Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
    Vivem pros seu maridos, orgulho e raça de Atenas
    Quando amadas, se perfumam
    Se banham com leite, se arrumam
    Suas melenas
    Quando fustigadas não choram
    Se ajoelham, pedem, imploram
    Mais duras penas
    Cadenas
    Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
    Sofrem pros seus maridos, poder e força de Atenas
    Quando eles embarcam, soldados
    Elas tecem longos bordados
    Mil quarentenas
    E quando eles voltam sedentos
    Querem arrancar violentos
    Carícias plenas
    Obscenas
    Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
    Despem-se pros maridos, bravos guerreiros de Atenas
    Quando eles se entopem de vinho
    Costumam buscar o carinho
    De outras falenas
    Mas no fim da noite, aos pedaços
    Quase sempre voltam pros braços
    De suas pequenas
    Helenas
    Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
    Geram pros seus maridos os novos filhos de Atenas
    Elas não têm gosto ou vontade
    Nem defeito nem qualidade 
    Têm medo apenas
    Não têm sonhos, só têm presságios
    O seu homem, mares, naufrágios
    Lindas sirenas
    Morenas
    Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
    Temem por seus maridos, heróis e amantes de Atenas
    As jovens viúvas marcadas
    E as gestantes abandonadas
    Não fazem cenas
    Vestem-se de negro, se encolhem
    Se conformam e se recolhem
    Às suas novenas
    Serenas
    Mirem-se no exemplo daquelas mulheres de Atenas
    Secam por seus maridos, orgulho e raça de Atenas

    (Compositores: Chico Buarque / Augusto Boal, 1976)

    Em "Mulheres de Atenas", Chico Buarque utiliza a ironia como figura de linguagem para:
  • 27 - Q2761.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Na frase "O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de gradação. Não há gradação em:
  • 28 - Q55667.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Marque a opção em que há, especificamente, uma metáfora:
  • 29 - Q55673.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Texto I
    O açúcar

    O branco açúcar que adoçará meu café
    nesta manhã de Ipanema
    não foi produzido por mim
    nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

    Vejo-o puro
    e afável ao paladar
    como beijo de moça, água
    na pele, flor
    que se dissolve na boca. Mas este açúcar
    não foi feito por mim.

    Este açúcar veio
    da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
    dono da mercearia.
    Este açúcar veio
    De uma usina de açúcar em Pernambuco
    ou no Estado do Rio
    e tampouco o fez o dono da usina.

    Este açúcar era cana
    e veio dos canaviais extensos
    que não nascem por acaso
    no regaço do vale.

    Em lugares distantes, onde não há hospital
    nem escola,
    homens que não sabem ler e morrem de fome
    aos 27 anos
    plantaram e colheram a cana
    que viraria açúcar.

    Em usinas escuras,
    homens de vida amarga
    e dura
    produziram este açúcar
    branco e puro
    com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

    GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950-1980). São Paulo: Círculo do Livro, 1983, p.227-228.

    Em “Vejo-o puro/e afável ao paladar/como beijo de moça, água/na pele, flor” (v.5-8), combinam-se duas figuras de linguagem para tornar a linguagem ainda mais expressiva. São elas, respectivamente: