Questões de Figuras de Linguagem para Concursos

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  • 1 - Q2764.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Nos trechos: "...nem um dos autores nacionais ou nacionalizados de oitenta pra lá faltava nas estantes do major" e "...o essencial é achar-se as palavras que o violão pede e deseja" encontramos, respectivamente, as seguintes figuras de linguagem:
  • 2 - Q55673.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Texto I
    O açúcar

    O branco açúcar que adoçará meu café
    nesta manhã de Ipanema
    não foi produzido por mim
    nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

    Vejo-o puro
    e afável ao paladar
    como beijo de moça, água
    na pele, flor
    que se dissolve na boca. Mas este açúcar
    não foi feito por mim.

    Este açúcar veio
    da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
    dono da mercearia.
    Este açúcar veio
    De uma usina de açúcar em Pernambuco
    ou no Estado do Rio
    e tampouco o fez o dono da usina.

    Este açúcar era cana
    e veio dos canaviais extensos
    que não nascem por acaso
    no regaço do vale.

    Em lugares distantes, onde não há hospital
    nem escola,
    homens que não sabem ler e morrem de fome
    aos 27 anos
    plantaram e colheram a cana
    que viraria açúcar.

    Em usinas escuras,
    homens de vida amarga
    e dura
    produziram este açúcar
    branco e puro
    com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

    GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950-1980). São Paulo: Círculo do Livro, 1983, p.227-228.

    Em “Vejo-o puro/e afável ao paladar/como beijo de moça, água/na pele, flor” (v.5-8), combinam-se duas figuras de linguagem para tornar a linguagem ainda mais expressiva. São elas, respectivamente: 
  • 3 - Q55664.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • A Prefeitura de Salvador faz divulgação de seu Festival da Virada em conhecidas revistas. O texto da publicidade diz o seguinte:
    Festa que vira atração de 460 mil turistas,
    Que vira 98% de ocupação hoteleira,
    Que vira milhares de empregos,
    Que vira 500 milhões de reais na economia.
    Que virada!
    Obrigado, Salvador!

    A estruturação do texto só NÃO compreende:
  • 4 - Q55672.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Agora todo mundo tem opinião

    Meu amigo Adamastor, o gigante, me apareceu hoje de manhã, muito cedo, aqui na biblioteca, e disse que vinha a fim de um cafezinho. Mentira, eu sei. Quando ele vem tomar um cafezinho é porque está com alguma ideia borbulhando em sua mente.
    E estava. Depois do primeiro gole e antes do segundo, café muito quente, ele afirmou que concorda plenamente com a democratização da informação. Agora, com o advento da internet, qualquer pessoa, democraticamente, pode externar aquilo que pensa.
    Balancei a cabeça, na demonstração de uma quase divergência, e seu espanto também me espantou. Como assim, ele perguntou, está renegando a democracia? Pedi com modos a meu amigo que não embaralhasse as coisas. Democracia não é um termo divinatório, que se aplique sempre, em qualquer situação.
    Ele tomou o segundo gole com certa avidez e queimou a língua.
    Bem, voltando ao assunto, nada contra a democratização dos meios para que se divulguem as opiniões, as mais diversas, mais esdrúxulas, mais inovadoras, e tudo o mais. É um direito que toda pessoa tem: emitir opinião.
    O que o Adamastor não sabia é que uns dias atrás andei consultando uns filósofos, alguns antigos, outros modernos, desses que tratam de um palavrão que sobrevive até os dias atuais: gnoseologia. Isso aí, para dizer teoria do conhecimento.
    Sim, e daí?, ele insistiu.
    O mal que vejo, continuei, não está na enxurrada de opiniões as mais isso ou as mais aquilo que encontramos na internet, e principalmente com a chegada do Facebook. Isso sem contar a imensa quantidade de textos apócrifos, muitas vezes até opostos ao pensamento do presumido autor, falsamente presumido. A graça está no fato de que todos, agora, têm opinião sobre tudo.
    − Mas isso não é bom?
    O gigante, depois da maldição de Netuno, tornou-se um ser impaciente.
    O fato, em si, não tem importância alguma. O problema é que muita gente lê a enxurrada de bobagens que aparecem na internet não como opinião, mas como conhecimento. Platão, por exemplo, afirmava que opinião (doxa) era o falso conhecimento. O conhecimento verdadeiro (episteme) depende de estudo profundo, comprovação metódica, teste de validade. Essas coisas de que se vale em geral a ciência.
    O mal que há nessa “democratização” dos veículos é que se formam crenças sem fundamento, mudam-se as opiniões das pessoas, afirmam-se absurdos em que muita pessoa ingênua acaba acreditando. Sim, porque estudar, comprovar metodicamente, testar a validade, tudo isso dá muito trabalho.
    O Adamastor não estava muito convencido da justeza dos meus argumentos, mas o café tinha terminado e ele se despediu.

    BRAFF, Menalton. Agora todo mundo tem opinião. Carta Capital, 3 abr. 2015. Disponível em: .html. Acesso em: 20 ago. 2017. (Adaptado). 

    No texto, a metáfora que está associada, à “maldição de Netuno” (parágrafo 10) é: 
  • 5 - Q55677.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Motivo (Cecília Meireles)

    Eu canto porque o instante existe
    E a minha vida está completa.
    Não sou alegre nem sou triste:
    Sou poeta.

    Irmão das coisas fugidias,
    Não sinto gozo nem tormento.
    Atravesso noites e dias
    No vento.
    Se desmorono ou se edifico,
    Se permaneço ou me desfaço,
    - Não sei, não sei! Não sei se fico
    Ou passo.
    Sei que canto. E a canção é tudo.
    Tem sangue eterno a asa ritmada.
    E um dia sei que estarei mudo:
    - Mais nada.  

    Na terceira estrofe, há uma figura de linguagem nas palavras: desmorono / edifico, permaneço / me desfaço, se fico / passo. Ela representa as dúvidas ou as incertezas do eu lírico, ou ainda o que ele não consegue ou não quer definir sobre si mesmo. Falamos de:  
  • 6 - Q55669.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • TEXTO 1 – CHINA

    Estou há pouco mais de dois anos morando na China, leitor, e devo dizer que a minha admiração pelos chineses só tem feito crescer. É um país que tem coesão e rumo, como notou o meu colega de coluna neste jornal Cristovam Buarque, que passou recentemente por aqui.
    Coesão e rumo. Exatamente o que falta ao nosso querido país. E mais o seguinte: uma noção completamente diferente do tempo. Trata-se de uma civilização milenar, com mentalidade correspondente. Os temas são sempre tratados com uma noção de estratégia e visão de longo prazo. E paciência. A paciência que, como disse Franz Kafka, é uma segunda coragem.
    Nada de curto praxismo, do imediatismo típico do Ocidente, que têm sido tão destrutivos e desagregadores.
    Esse traço do chinês é até muito conhecido no resto do mundo. Há uma famosa observação do primeiro-ministro Chou En-Lai, muito citada, que traduz essa noção singular do tempo. Em certa ocasião, no início dos anos 1970, um jornalista estrangeiro lançou a pergunta: “Qual é afinal, primeiro-ministro, a sua avaliação da Revolução Francesa?” Chou En-Lai respondeu: “É cedo para dizer”.
    Recentemente, li aqui na China que essa célebre resposta foi um simples mal-entendido. Com os percalços da interpretação, Chou En-Lai entendeu, na verdade, que a pergunta se referia à revolta estudantil francesa de 1968! Pronto. Criou-se a lenda.
    Pena que tenha sido um mal-entendido. Seja como for, é indubitável que para os chineses o tempo tem outra dimensão. Para uma civilização de quatro mil anos ou mais, uma década tem sabor de 15 minutos. (O Globo, 15/9/2017)  

    “Para uma civilização de quatro mil anos ou mais, uma década tem sabor de 15 minutos”. Em busca de expressividade, o autor do texto 1 apela, neste caso, para um(a): 
  • 7 - Q2768.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Assinalar a alternativa correta, correspondente à figuras de linguagem, presentes nos fragmentos abaixo:

    I.   "Não te esqueças daquele amor ardente que já nos olhos meus tão puro viste."
    II.  "A moral legisla para o homem; o direito para o cidadão."
    III. "A maioria concordava nos pontos essenciais; nos pormenores porém, discordavam."
    IV. "Isaac a vinte passos, divisando o vulto de um, pára, ergues a mão em viseira, firma os olhos."
  • 8 - Q2761.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Na frase "O fio da idéia cresceu, engrossou e partiu-se" ocorre processo de gradação. Não há gradação em:
  • 10 - Q55662.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • O aplauso de pé, por Ruy Castro

    Glenda Jackson, a atriz britânica, acaba de estrear com “Rei Lear” na Broadway. Ela é danada. Nos anos 90, trocou sua carreira no cinema e no teatro por uma cadeira no Parlamento, candidatou-se a prefeita de Londres pelos trabalhistas e foi cogitada para o cargo de ________. Voltou ao palco e, ________ tempos, foi homenageada numa cerimônia em que estavam presentes diversas categorias de cabeças coroadas. Quando seu nome foi anunciado e ela surgiu no palco, a ________ a aplaudiu de pé por longos minutos. Glenda esperou os aplausos silenciarem, sorriu e disse: “Em Londres, não aplaudimos de pé”.
    Aplausos, tudo bem – ela diria –, mas ________ de pé? Representar direito o papel é a obrigação do ator. O aplauso sentado é mais que suficiente.
    Sempre foi assim. Ao surgir no cinema, com filmes como “Delírios de Amor” (1969) e “Mulheres Apaixonadas” (1971), de Ken Russell, e “Domingo Maldito” (1971), de John Schlesinger, foi como se viesse de um planeta mais adulto que o nosso. De saída, ganhou dois Oscars – que aceitou, mas não foi receber. E, embora fosse filha de um pedreiro e de uma faxineira, nunca escolheu seus ________ pelo que lhe renderiam em dinheiro, mas pelo que exigiriam dela como atriz. Aliás, o cinema nunca foi sua primeira opção, daí ter feito poucos filmes. O teatro, sim.
    Se fosse uma atriz brasileira de teatro, Glenda Jackson teria de repetir todas as noites sua advertência sobre aplaudir de pé. No Brasil, assim que qualquer espetáculo termina, todos se levantam e, tenham gostado ou não, começam a bater palmas. Se já se começa pelo aplauso de pé, o que será preciso fazer quando tivermos realmente gostado de um espetáculo?
    Neste momento, haverá outra atriz no mundo disposta a encarar o papel de Rei Lear? É uma peça de três horas e meia e serão oito récitas por semana. Glenda está com 82 anos. Isto, sim, é caso para aplaudir de pé.

    (Disponível em: https://www1.folha.uol.com.br/colunas/ruycastro/2019/04/o-aplauso-de-pe.shtml) 

    O trabalho realizado na questão atende o seguinte descritor: