Questões de Figuras de Linguagem para Concursos

Resolva Questões de Figuras de Linguagem para Concursos Grátis. Exercícios com Perguntas e Respostas. Provas Online com Gabarito.

  • 1 - Questão 55663.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Muitas frases publicitárias ou poéticas utilizam repetições ou semelhanças fônicas a fim de melhorar o seu efeito; a frase em que essa utilização NÃO está presente é:
  • 2 - Questão 2766.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Em qual das opções há erro de identificação das figuras?
  • 3 - Questão 55668.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • A estrutura oracional “A dependência da tecnologia causa efeitos como os da dependência de uma droga pesada.” possui uma:
  • 4 - Questão 2767.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Indique a alternativa em que haja uma concordância realizada por silepse:
  • 5 - Questão 55675.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • TEXTO III
    A MÃO DA LIMPEZA
    (Gilberto Gil)

    O branco inventou que o negro
    Quando não suja na entrada
    Vai sujar na saída, ê
    Imagina só
    Vai sujar na saída, ê
    Imagina só
    Que mentira danada, ê

    Na verdade a mão escrava
    Passava a vida limpando
    O que o branco sujava, ê
    Imagina só
    O que o branco sujava, ê
    Imagina só
    O que o negro penava, ê

    Mesmo depois de abolida a escravidão
    Negra é a mão
    De quem faz a limpeza
    Lavando a roupa encardida, esfregando o chão
    Negra é a mão
    É a mão da pureza

    Negra é a vida consumida ao pé do fogão
    Negra é a mão
    Nos preparando a mesa
    Limpando as manchas do mundo com água e sabão
    Negra é a mão
    De imaculada nobreza

    Na verdade a mão escrava
    Passava a vida limpando
    O que o branco sujava, ê
    Imagina só
    O que o branco sujava, ê
    Imagina só
    Eta branco sujão

    Disponível em www.gilbertogil.com.br>sec_disco_info

    Gilberto Gil estrutura o poema “A mão da limpeza” a partir do uso predominante da antítese com a finalidade de
  • 6 - Questão 55674.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • TEXTO II
    PORÉM IGUALMENTE

    É uma santa. Diziam os vizinhos. E D. Eulália apanhando.
    É um anjo. Diziam os parentes. E D. Eulália sangrando.
    Porém igualmente se surpreenderam na noite em que, mais bêbado que de costume, o marido, depois de surrála, jogou-a pela janela, e D. Eulália rompeu em asas o voo de sua trajetória.

    COLASANTI, Marina. Um espinho de Marfim & outras histórias. Porto Alegre: L&PM, 1999. p. 44.

    No trecho "e D. Eulália rompeu em asas o voo de sua trajetória", observa-se um eufemismo da ideia de morte.

    Tal figura de linguagem está relacionada semanticamente à ideia expressa pelos vocábulos 
  • 7 - Questão 55661.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • A ÁGUIA E A GALINHA

    Era uma vez um camponês que foi à floresta vizinha apanhar um pássaro para mantê-lo cativo em sua casa. Conseguiu pegar um filhote de águia. Colocou-o no galinheiro junto com as galinhas. Comia milho e ração própria para galinhas. Embora a águia fosse a rainha de todos os pássaros.
    Depois de cinco anos, este homem recebeu em sua casa a visita de um naturalista. Enquanto passeavam pelo jardim, disse o naturalista:
    - Esse pássaro não é uma galinha. É uma águia. 
    - De fato – disse o camponês. É águia. Mas eu a criei como galinha. Ela não é mais uma águia. Transformou-se em galinha como as outras, apesar das asas de quase três metros de extensão.
    - Não – retrucou o naturalista. Ela é e será sempre uma águia. Pois tem um coração de águia. Este coração a fará um dia voar às alturas.
    - Não, não – insistiu o camponês. Ela virou galinha e jamais voará como águia.
    Então decidiram fazer uma prova. O naturalista tomou a águia, ergueu-a bem alto e desafiando-a disse: 
    - Já que você de fato é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, então abra suas asas e voe!
    A águia pousou sobre o braço estendido do naturalista. Olhava distraidamente ao redor e as galinhas lá embaixo, ciscando grãos. E pulou pra junto delas.
    O camponês comentou: 
    - Eu lhe disse, ela virou uma simples galinha!
    - Não – tornou a insistir o naturalista. Ela é uma águia. E uma águia será sempre uma águia. Vamos experimentar novamente amanhã.
    No dia seguinte, o naturalista subiu com a águia no teto da casa. Sussurrou-lhe: 
    - Águia, já que você é uma águia, abra suas asas e voe!
    Mas quando a águia viu lá embaixo as galinhas ciscando o chão, pulou e foi para junto delas.
    O camponês sorriu e voltou à carga: 
    - Eu lhe havia dito, ela virou galinha! 
    - Não – respondeu firmemente o naturalista. Ela é águia, possuirá sempre um coração de águia. Vamos experimentar ainda uma última vez. Amanhã a farei voar. 
    - No dia seguinte, o naturalista e o camponês levantaram bem cedo. Pegaram a águia, levaram-na para fora da cidade, longe das casas dos homens, no alto de uma montanha. O sol nascente dourava os picos das montanhas.
    O naturalista ergueu a águia para o alto e ordenou-lhe: 
    - Águia, já que você é uma águia, já que você pertence ao céu e não à terra, abra suas asas e voe! 
    A águia olhou ao redor. Tremia como se experimentasse uma nova vida. Mas não voou. Então o naturalista segurou-a firmemente, bem na direção do sol, para que seus olhos pudessem encher-se da claridade solar e da vastidão do horizonte.
    Nesse momento, ela abriu suas potentes asas, grasnou com o típico kau-kau das águias e ergueu-se soberana, sobre si mesma. E começou a voar, a voar para o alto, a voar cada vez para mais alto. Voou... voou... até confundir-se com o azul do firmamento... 

    (História narrada pelo educador popular James Aggrey) 

    Em “...grasnou com o típico kau-kau das águias.”, a expressão destacada consiste na figura chamada:
  • 8 - Questão 55673.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Texto I
    O açúcar

    O branco açúcar que adoçará meu café
    nesta manhã de Ipanema
    não foi produzido por mim
    nem surgiu dentro do açucareiro por milagre.

    Vejo-o puro
    e afável ao paladar
    como beijo de moça, água
    na pele, flor
    que se dissolve na boca. Mas este açúcar
    não foi feito por mim.

    Este açúcar veio
    da mercearia da esquina e tampouco o fez o Oliveira,
    dono da mercearia.
    Este açúcar veio
    De uma usina de açúcar em Pernambuco
    ou no Estado do Rio
    e tampouco o fez o dono da usina.

    Este açúcar era cana
    e veio dos canaviais extensos
    que não nascem por acaso
    no regaço do vale.

    Em lugares distantes, onde não há hospital
    nem escola,
    homens que não sabem ler e morrem de fome
    aos 27 anos
    plantaram e colheram a cana
    que viraria açúcar.

    Em usinas escuras,
    homens de vida amarga
    e dura
    produziram este açúcar
    branco e puro
    com que adoço meu café esta manhã em Ipanema.

    GULLAR, Ferreira. Toda poesia (1950-1980). São Paulo: Círculo do Livro, 1983, p.227-228.

    Em “Vejo-o puro/e afável ao paladar/como beijo de moça, água/na pele, flor” (v.5-8), combinam-se duas figuras de linguagem para tornar a linguagem ainda mais expressiva. São elas, respectivamente: 
  • 9 - Questão 28917.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Superior - Professor de Língua Portuguesa - Prefeitura de Belo Horizonte MG - GESTÃO CONCURSO - 2015
  • “Na verdade, como costumo dizer, o que habitualmente chamamos de português, é um grande ‘balaio de gatos’, onde há gatos dos mais diversos tipos...”

                      BAGNO, Marcos. Preconceito linguístico: o que é, como se faz. São Paulo:
                                                                                                                       Loyola, 1999.
    Para expressar seu ponto de vista, Bagno, nessa frase, lança mão de um(a)
  • 10 - Questão 2765.   Português - Figuras de Linguagem - Nível Médio
  • Na frase: "O pessoal estão exagerando, me disse ontem um camelô", encontramos a figura de linguagem chamada: