Questões de Pontuação para Concursos

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  • 1 - Questão 55413.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • Vou Te Encontrar
    Paulo Miklos
    Compositor: Nando Reis

    Olha, ainda estou aqui
    Perto, nunca te esqueci
    Forte, com a cabeça no lugar
    Livre, livre para amar

    Sofro, como qualquer um
    Rio, quando estou feliz
    Homem, dessa mulher
    Vivo, como você quer

    Nas ondas do mar
    Nas pedras do rio
    Nos raios de sol
    Nas noites de frio

    No céu, no horizonte
    No inverno, verão
    Nas estrelas que formam
    Uma constelação

    Vou te encontrar...
    Vou te encontrar

    Olha, eu fiquei aqui
    Perto, está você em mim
    Forte, pra continuar
    Livre, livre para amar

    Sofro, como qualquer um
    Rio, porque sou feliz
    Homem, de uma mulher
    Vivo, como você quer

    No beijo da moça
    No alto e no chão
    Nos dentes da boca
    Nos dedos da mão

    No brilho dos olhos
    Na luz da visão
    No peito dos homens
    No meu coração

    Vou te encontrar...
    Vou te encontrar

    Em “Vou te encontrar… vou te encontrar”, o emprego das reticências indica:
  • 2 - Questão 55406.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • Quando me propus a escrever um texto sobre o filme “Pantera Negra”, eu pensei na possibilidade de escrever sobre todos os sentimentos que se misturavam em meu corpo e coração vendo o filme.
    Fui ver o filme sob muita expectativa, como todo o povo negro ao redor do mundo indo para as salas de cinema vestidos com suas melhores roupas — acho que eu nunca fui tão arrumada ver um filme —, como se fosse uma ocasião muito especial. E de fato foi.
    Em tempos em que a questão da representatividade negra ganha cada vez mais força na cultura nerd/geek, ver um herói negro é algo gratificante, muito forte e cheio de significado para o povo negro que curte esse universo.
    Diante disso, desde quando vi o trailer do filme pela primeira vez, eu não parei de pensar em um ponto importantíssimo: as crianças negras.
    Uma amiga me mostrou uma foto no Instagram que fez meu coração esquentar de felicidade: o seu filho, diante do cartaz do filme, vestido de Pantera Negra, com um sorriso enorme no rostinho. Uma busca rápida pela hashtag #BlackPanther, e o resultado são várias fotos de crianças com seus pais e responsáveis, meninos e meninas negras, de várias partes do mundo, sorrindo, usando com orgulho camisetinhas com o herói da vez estampado ou com a máscara do rei T’Challa cobrindo seus rostinhos, da mesma forma que o filho dessa minha amiga.
    Eu confesso que saí da sala do cinema sentindo um alívio imenso, porque talvez eu também tenha sido uma criança que precisava dessa carga de representatividade.

    (Paula Silva. “Pantera Negra: finalmente um filme 100% negro!”. http://azmina.com.br, 07.03.2018. Adaptado)

    O uso dos dois-pontos no trecho “Uma amiga me mostrou uma foto no Instagram que fez meu coração esquentar de felicidade: o seu filho, diante do cartaz do filme, vestido de Pantera Negra…” (5° parágrafo) tem a função de indicar
  • 3 - Questão 55385.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • Assinale a alternativa que apresenta pontuação correta.
  • 4 - Questão 55370.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • Assinale a alternativa em que a frase foi redigida DE ACORDO com as normas técnicas de pontuação:
  • 5 - Questão 55369.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • Assinale a alternativa em que a vírgula foi empregada CORRETAMENTE:
  • 6 - Questão 55381.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • Texto I
    Público não é gratuito

    Mais uma vez, foi o Supremo Tribunal Federal a dar um passo refugado pelo Congresso. Na quarta-feira (26), 9 dos 10 ministros presentes ao pleno liberaram a cobrança de cursos de extensão por universidades públicas.
    O assunto havia sido objeto de proposta de emenda constitucional que terminou rejeitada – por falta de meros quatro votos para se alcançar o quórum necessário – na Câmara dos Deputados, pouco menos de um mês atrás.
    O tema chegou ao Supremo e ao Parlamento por suposto conflito entre a cobrança, corriqueira em boa parte das instituições federais e estaduais de ensino superior, e o artigo 206 da Constituição – este prevê a gratuidade do ensino público em estabelecimentos oficiais.
    Para o STF, cursos de extensão, como os de especialização e MBA, não se enquadram no conceito do ensino que o Estado está obrigado a prover, em condições de igualdade, para toda a população.
    Seria o caso de questionar se a formação superior deve ou não figurar no escopo da educação que todo brasileiro tem direito de receber sem pagar. Parece mais sensato limitar tal exigência ao ensino básico (fundamental e médio).
    O Supremo não avançou na matéria porque já firmara jurisprudência de que cursos de graduação, mestrado e doutorado estão cobertos pelo artigo 206. A desejável revisão das normas atuais, portanto, depende do Legislativo.
    A educação pública, é bom lembrar, não sai de graça: todos pagamos por ela, como contribuintes. Apenas 35% dos jovens de 18 a 24 anos chegam ao nível superior, e muitos dos matriculados nas universidades públicas teriam meios para pagar mensalidades.
    A resultante do sistema atual é um caso óbvio de iniquidade: pobres recebem educação básica em escolas oficiais de má qualidade e conseguem poucas vagas nas universidades públicas; estas abrigam fatia desproporcional de alunos oriundos de colégios privados, que têm seu curso superior (e futuro acesso a melhores empregos) custeado por toda a sociedade.
    A exceção ora aberta para os cursos de extensão é limitada. As universidades estaduais paulistas, por exemplo, já têm mais de 30 mil pagantes matriculados nessa modalidade, mas a receita adicional assim auferida se conta em dezenas de milhões de reais por ano, contra orçamentos na casa dos bilhões.
    A exceção é igualmente tímida, porque seria mais justo derrubar de vez o tabu da gratuidade e passar a cobrar – só de quem possa pagar, claro esteja – também nos cursos de graduação e pósgraduação.
    (PÚBLICO não é gratuito. Folha de S. Paulo. São Paulo, 28 de abril de 2017. Editorial. Disponível em:. Acesso em: 13 mai 2017.) 

    Texto II 

    STF decide que universidade pública pode cobrar por especialização 

    O STF (Supremo Tribunal Federal) decidiu nesta quarta (26) que as universidades públicas podem cobrar mensalidade em curso de especialização lato sensu (como pós-graduação).
    Os cursos de mestrado e doutorado (stricto sensu) continuam com gratuidade garantida.
    Oito ministros seguiram o voto do relator, Edson Fachin. O ministro Marco Aurélio votou contra, e Celso de Mello não estava presente no julgamento.
    A decisão tem repercussão geral, ou seja, vai para todas as instâncias do Judiciário.
    Outros 51 casos estão esperando a decisão do STF.

    (CASADO, Letícia; SALDAÑA, Paulo. STF decide que universidade pública pode cobrar por especialização. Folha de S. Paulo. São Paulo, 26 de abril 2017. Disponível em:. Acesso em: 13 mai 2017.) 

    Considerando os textos I e II, assinale a alternativa que apresenta afirmativa incorreta. 
  • 7 - Questão 55446.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • TEXTO 1.
    Por que sentimos calafrios e desconforto ao ouvir certos sons agudos – como unhas arranhando um quadro-negro?

    Esta é uma reação instintiva para protegermos nossa audição. A cóclea (parte interna do ouvido) tem uma membrana que vibra de acordo com as frequências sonoras que ali chegam. A parte mais próxima ao exterior está ligada à audição de sons agudos; a região mediana é responsável pela audição de sons de frequência média; e a porção mais final, por sons graves. As células da parte inicial, mais delicadas e frágeis, são facilmente destruídas – razão por que, ao envelhecermos, perdemos a capacidade de ouvir sons agudos. Quando frequências muito agudas chegam a essa parte da membrana, as células podem ser danificadas, pois, quanto mais alta a frequência, mais energia tem seu movimento ondulatório. Isso, em parte, explica nossa aversão a determinados sons agudos, mas não a todos. Afinal, geralmente não sentimos calafrios ou uma sensação ruim ao ouvirmos uma música com notas agudas.
    Aí podemos acrescentar outro fator. Uma nota de violão tem um número limitado e pequeno de frequências – formando um som mais “limpo”. Já no espectro de som proveniente de unhas arranhando um quadro-negro (ou de atrito entre isopores ou entre duas bexigas de ar) há um número infinito delas. Assim, as células vibram de acordo com muitas frequências e aquelas presentes na parte inicial da cóclea, por serem mais frágeis, são lesadas com mais facilidade. Daí a sensação de aversão a esse sons agudos e “crus”.

    Ronald Ranvaud, Ciência Hoje, nº 282. 

    No título do texto 1, o segmento após o travessão é uma 
  • 8 - Questão 55394.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • Assinale a alternativa corretamente pontuada.
  • 9 - Questão 55442.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • O texto a seguir trata de um acontecimento recente na história universal e literária.

    Fragmento do poema Odisseia

    Durante escavação no entorno do templo arruinado de Zeus, na Antiga Olímpia, berço dos Jogos Olímpicos (que, por sua vez, está localizado na península do Peloponeso), arqueólogos gregos se depararam com uma placa de argila entalhada, com 13 versos do canto 14 da Odisseia, no qual o herói Ulisses se dirige a Eumeu, seu amigo de toda a vida.
    Desde então, a maior parte dos especialistas passaram a defender o achado e chamam-lhe de inusitado por ser o fragmento mais antigo do poema épico composto por Homero no final do século 8º a.C., repassado oralmente por vários séculos, antes que a placa fosse escrita.
    Embora a data do achado ainda não tenha sido confirmada, estimativas preliminares apontam para a era romana, provavelmente antes do século 3º d.C. Apesar desse detalhe, em um comunicado, o Ministério de Cultura da Grécia – e sem esconder o entusiasmo – já confirmou que o objeto é "um grande documento arqueológico, epigráfico, literário e histórico".

    REVISTA LEITURAS DA HISTÓRIA. Empresa Brasil de Revistas Ltda. Ano 9. Edição 118, setembro/2018, p. 16. Adaptado.

    Avalie as afirmações sobre os aspectos gramaticais analisados no poema.

    I. No último parágrafo, o travessão duplo desempenha função análoga à dos parênteses.
    II. Na última frase do texto, a palavra "epigráfico" diz respeito a palimpsestos, pergaminhos ou papiros, documentos feitos para neles se escrever.
    III. Na oração "Desde então, a maior parte dos especialistas passaram a defender o achado...", a concordância é aceita, sem se ferir a norma culta.
    IV. Na frase "... arqueólogos gregos se depararam com uma placa de argila entalhada...", identifica-se um caso de próclise facultativa ou optativa.
    V. No segundo parágrafo, considerando-se as regências do verbo chamar prescritas para o português, estaria correta a seguinte reescrita da oração: "... passaram a defender o achado e chamam de inusitado por ser o fragmento mais antigo do poema épico composto por Homero...".

    Está correto apenas o que se afirma em 
  • 10 - Questão 55375.   Português - Pontuação - Nível Médio
  • A (in)segurança pública e os reflexos na sociedade
    José Ricardo Bandeira

    A cada dia que passa os cidadãos das grandes cidades e capitais brasileiras são obrigados a conviver com a explosão de violência e criminalidade que assola o país. Balas perdidas, arrastões, roubos e homicídios já não são surpresas em uma nação que tem a incrível taxa de mais de 60 mil assassinatos por ano.
    E, nessa esteira de violência, muitos políticos são eleitos. Infelizmente, exploram a bandeira da repressão — a exemplo das últimas eleições — com um discurso muitas vezes demagógico e sem profundidade. Falam coisas que o cidadão cansado e acuado espera ouvir. Mas, assim como os anteriores, repetem as mesmas práticas de combate à criminalidade, que, por evidentes razões, não surtiram efeito.
    A saber, nas últimas décadas, tornou-se prática obrigatória no Brasil combater a criminalidade por meio do enfrentamento policial em detrimento de muitas outras medidas racionais e científicas que poderiam trazer resultados sólidos.
    Em uma caixa chamada segurança pública, onde existem diversas outras alternativas, a polícia é única e tão somente uma das ferramentas no combate à criminalidade.
    Apenas para ilustrar como os nossos governantes priorizam o enfrentamento policial, a primeira grande operação no Brasil ocorreu no dia 21 de março de 1963 na “comunidade da favela”, hoje conhecida como morro da Providência, no Rio. Com o apoio de um helicóptero, cerca de 500 policiais cercaram a comunidade e fizeram 200 presos. Daí por diante, essa foi a política de segurança implementada por praticamente todos os governadores do Brasil.
    Entretanto, ao priorizar o enfrentamento policial, os efeitos colaterais são inevitáveis. Há morte de inocentes, caos e transtornos nas grandes cidades e prejuízos ao comércio e turismo, além de graves sequelas psicológicas provocadas naqueles que vivenciam a violência diariamente.
    A segurança pública é uma ciência e, como tal, deve ser tratada e conduzida. Logo, a forma mais eficiente de lidar com a violência nas grandes cidades é por meio de investimento em inteligência, impedindo que drogas, armas e munições cheguem às comunidades dominadas pelo tráfico de drogas e pelas organizações criminosas. Asfixia-se, assim, suas ações e corta-se seus recursos — sem drogas, armas e munições, o crime naturalmente sucumbe.
    Todavia, nesse critério, o governo federal sempre foi o grande vilão da segurança pública, pois nunca impediu que drogas, armas e munições atravessassem fronteiras, percorressem estradas, portos e aeroportos e chegassem às comunidades.
    Em paralelo à aplicação das medidas de inteligência, é necessário também um grande projeto de geração de emprego e renda em substituição ao dinheiro gerado pela narcoeconomia que circula nas comunidades. Infelizmente, enquanto tais medidas não forem implementadas, continuaremos a velha política de enfrentamento e com a triste classificação de termos a polícia que mais mata e que mais morre no mundo.

    Disponível em:. Acesso em: 16 abr. 2019

    Sobre o uso dos sinais de pontuação, é correto afirmar: