Questões de Variação Linguística para Concursos

Resolva Questões de Variação Linguística para Concursos Grátis. Exercícios com Perguntas e Respostas. Provas Online com Gabarito.

  • 1 - Questão 55626.   Português - Variação Linguística - Nível Médio
  • Leia a crônica “Sketches”, de Luís Fernando Veríssimo.

    Dois homens tramando um assalto.

    - Valeu, mermão? Tu traz o berro que nóis vamo rendê o caixa bonitinho. Engrossou, enche o cara de chumbo.
    Pra arejá.
    - Podes crê. Servicinho manero. É só entrá e pegá.
    - Tá com o berro aí?
    - Tá na mão.
    Aparece um guarda.
    - Ih, sujou. Disfarça, disfarça...
    O guarda passa por eles.
    - Discordo terminantemente. O imperativo categórico de Hegel chega a Marx diluído pela fenomenologia de Feurbach.
    - Pelo amor de Deus! Isso é o mesmo que dizer que Kierkegaard não passa de um Kant com algumas sílabas a mais. Ou que os iluministas do século 18...
    O guarda se afasta.
    - O berro, tá recheado?
    - Tá.
    - Então, vamlá!

    Disponível em: https://brainly.com.br/tarefa/1731104. Acesso em: 08.11.18

    Com relação à noção de variações linguísticas, considere as afirmações abaixo a partir do fato narrado na crônica:

    I. Os dois assaltantes usam a gíria típica de malandros e mudam o nível de linguagem para disfarçar quando o guarda se aproxima.
    II. Quando o guarda se aproxima, os dois malandros passam a falar sobre filosofia numa linguagem culta para impressiona-lo, dando a impressão de serem intelectuais.
    III. A crônica mostra que há um preconceito com relação ao nível de linguagem que usamos, e, por isso, ela é um fenômeno de exclusão social.
    IV. Por ser um estilo coloquial, a gíria só é usada por pessoas de baixa escolaridade, como, por exemplo, assaltantes.
    V. A crônica mostra que devemos ter uma consciência linguística para as diferentes situações de uso da linguagem.

    Está CORRETO o que se afirma em: 
  • 2 - Questão 25082.   Português - Variação Linguística - Nível Médio - ENEM - INEP - 2014
  • A forte presença de palavras indígenas e africanas e de termos trazidos pelos imigrantes a partir do século XIX é um dos traços que distinguem o português do Brasil e o português de Portugal. Mas, olhando para a história dos empréstimos que o português brasileiro recebeu de línguas europeias a partir do século XX, outra diferença também aparece: com a vinda ao Brasil da família real portuguesa (1808) e, particularmente, com a Independência, Portugal deixou de ser o intermediário obrigatório da assimilação desses empréstimos e, assim, Brasil e Portugal começaram a divergir, não só por terem sofrido influências diferentes, mas também pela maneira como reagiram a elas.

    ILARI, R.; BASSO, R. O português da gente: a língua que estudamos, a língua que falamos. São Paulo: Contexto, 2006.

    Os empréstimos linguísticos, recebidos de diversas línguas, são importantes na constituição do português do Brasil porque
  • 3 - Questão 55627.   Português - Variação Linguística - Nível Médio
  • A afirmativa destoante do que se constitui como texto falado ou escrito em qualquer língua natural é: 
  • 4 - Questão 55620.   Português - Variação Linguística - Nível Médio
  • Em situações de formalidade, é conveniente evitar o uso de linguagem informal; a frase abaixo que se mostra inteiramente formal é:
  • 5 - Questão 55619.   Português - Variação Linguística - Nível Médio
  • Sobre a variação linguística, é correto afirmar-se que: 
  • 6 - Questão 55623.   Português - Variação Linguística - Nível Médio
  • Leia um trecho de um poema de Patativa do Assaré

    Eu e o sertão
    Sertão, argúem te cantô,
    Eu sempre tenho cantado
    E ainda cantando tô,
    Pruquê, meu torrão amado,
    Munto te prezo, te quero
    E vejo qui os teus mistéro
    Ninguém sabe decifrá.
    Atua beleza é tanta,
    Qui o poeta canta, canta,
    E inda fica o qui cantá.

    EU E O SERTÃO - Cante lá que eu canto Cá - Filosofia de um trovador nordestino - Ed.Vozes, Petrópolis, 1982)

    Sobre o fragmento do texto “Eu e o sertão”, coloque V para as proposições verdadeiras, e F para as Falsas.

    ( ) A linguagem utilizada no poema é repleta de informalidade, regionalismos, sem seguir a norma padrão, termos aglutinados, com redução fonética, resultado da tentativa de expressar com fidelidade o modo particular de falar do povo, expressão verbal de sua cultura e variação linguística.
    ( ) Este modelo de registro linguístico mostra a inferioridade e nível baixo de escolaridade de um grupo social.
    ( ) O texto é um poema com características ditas populares.
    ( ) O registro dos vocábulos presentes nos versos apontam para a variedade linguística de grupos que habitam determinada região brasileira.
    ( ) No texto, predomina a valorização da linguagem coloquial, ou seja, aquela usada de modo informal, desrespeitando o padrão culto da língua, este considerado como o único aceitável dentro do recurso estilístico utilizado na linguagem poética.

    O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
  • 7 - Questão 55622.   Português - Variação Linguística - Nível Médio
  • Leia um trecho de um poema de Patativa do Assaré

    Eu e o sertão
    Sertão, argúem te cantô,
    Eu sempre tenho cantado
    E ainda cantando tô,
    Pruquê, meu torrão amado,
    Munto te prezo, te quero
    E vejo qui os teus mistéro
    Ninguém sabe decifrá.
    A tua beleza é tanta,
    Qui o poeta canta, canta,
    E inda fica o qui cantá.

    (EU E O SERTÃO - Cante lá que eu canto Cá - Filosofia de um trovador nordestino - Ed.Vozes, Petrópolis, 1982)

    Sobre o fragmento do texto “Eu e o sertão”, coloque V para as proposições verdadeiras, e F para as Falsas.

    ( ) A linguagem utilizada no poema é repleta de informalidade, regionalismos, sem seguir a norma padrão, termos aglutinados, com redução fonética, resultado da tentativa de expressar com fidelidade o modo particular de falar do povo, expressão verbal de sua cultura e variação linguística.
    ( ) Este modelo de registro linguístico mostra a inferioridade e nível baixo de escolaridade de um grupo social.
    ( ) O texto é um poema com características ditas populares.
    ( ) O registro dos vocábulos presentes nos versos apontam para a variedade linguística de grupos que habitam determinada região brasileira.
    ( ) No texto, predomina a valorização da linguagem coloquial, ou seja, aquela usada de modo informal, desrespeitando o padrão culto da língua, este considerado como o único aceitável dentro do recurso estilístico utilizado na linguagem poética.

    O preenchimento CORRETO dos parênteses está na alternativa
  • 8 - Questão 25080.   Português - Variação Linguística - Nível Médio - ENEM - INEP - 2014
  • eu acho um fato interessante... né... foi como meu pai e minha mãe vieram se conhecer... né... que... minha mãe morava no Piauí com toda família... né... meu... meu avô... materno no caso... era maquinista... ele sofreu um acidente... infelizmente morreu... minha mãe tinha cinco anos... né... e o irmão mais velho dela... meu padrinho... tinha dezessete e ele foi obrigado a trabalhar... foi trabalhar no banco... e... ele foi... o banco... no caso... estava... com um número de funcionários cheio e ele teve que ir para outro local e pediu transferência prum local mais perto de Parnaíba que era a cidade onde eles moravam e por engano o... o... escrivão entendeu Paraíba... né... e meu... e minha família veio parar em Mossoró que era exatamente o local mais perto onde tinha vaga pra funcionário do Banco do Brasil e:: ela foi parar na rua do meu pai... né... e começaram a se conhecer... namoraram onze anos... né... pararam algum tempo... brigaram... é lógico... porque todo relacionamento tem uma briga... né... e eu achei esse fato muito interessante porque foi uma coincidência incrível... né... como vieram a se conhecer... namoraram e hoje... e até hoje estão juntos... dezessete anos de casados...

    CUNHA, M. A. F. (Org.). Corpus discurso & gramática: a língua falada e escrita na cidade do Natal. Natal: EdUFRN, 1998.

    Na transcrição de fala, há um breve relato de experiência pessoal, no qual se observa a frequente repetição de “né”. Essa repetição é um(a)
  • 9 - Questão 25081.   Português - Variação Linguística - Nível Médio - ENEM - INEP - 2014
  • Óia eu aqui de novo xaxando
    Óia eu aqui de novo para xaxar

    Vou mostrar pr"esses cabras
    Que eu ainda dou no couro
    Isso é um desaforo
    Que eu não posso levar
    Que eu aqui de novo cantando
    Que eu aqui de novo xaxando
    Óia eu aqui de novo mostrando
    Como se deve xaxar

    Vem cá morena linda
    Vestida de chita
    Você é a mais bonita
    Desse meu lugar V
    ai, chama Maria, chama Luzia
    Vai, chama Zabé, chama Raque
    Diz que eu tou aqui com alegria

    BARROS, A. Óia eu aqui de novo. Disponível em: www.luizluagonzaga.mus.br. Acesso em: 5 maio 2013 (fragmento).

    A letra da canção de Antônio de Barros manifesta aspectos do repertório linguístico e cultural do Brasil. O verso que singulariza uma forma característica do falar popular regional é:
  • 10 - Questão 55621.   Português - Variação Linguística - Nível Médio
  • "É sempre necessário que as circunstâncias em que as palavras forem proferidas sejam de algum modo, apropriadas" (Austin 1990, p. 26, Quando Dizer é Fazer: palavra e ação).

    A linguagem é entendida, na perspectiva da Pragmática, como uma atividade intersubjetiva e intencional. Desse modo, as práticas discursivas são as linguagens em ação em que os indivíduos produzem sentidos e se posicionam em suas relações sociais do dia a dia. A linguagem que se processa entre falantes e interlocutores é sempre uma linguagem social, que produz ações e consequências. Estas ideias acerca da linguagem e das práticas discursivas têm como base a teoria dos atos de fala desenvolvida por Austin (1976), em que é possível fazer através do dizer.

    É incorreto afirmar sobre a polidez na comunicação: