Questões de Concursos CONTEMAX

Resolva Questões de Concursos CONTEMAX Grátis. Exercícios com Perguntas e Respostas. Provas Online com Gabarito.

  • 1 - Questão 30270.   Direito Sanitário - Nível Médio - Agente Administrativo - COREN PB - CONTEMAX - 2014
  • Considere os itens, colocando (V) ou (F) nos parênteses se caso for verdadeiro ou falso, respectivamente sobre a Evolução Histórica da Organização do Sistema de Saúde no Brasil.

    ( ) O sistema Nacional de Saúde implantado no Brasil no período militar (1964 a 1984) caracterizou-se pelo predomínio financeiro das instituições previdenciárias e de uma burocracia técnica que atuava no sentido da mercantilização crescente da saúde.
    ( ) No Brasil, após a Segunda Guerra Mundial, teve início a organização do sistema de saúde no Brasil, caracterizado pela concentração e pela verticalização das ações do governo central, por meio da criação do Departamento Nacional da Saúde Pública (DNSP).
    ( ) Mesmo antes da aprovação da Lei 8.080 (também conhecida como Lei Orgânica da Saúde), que instituiu o SUS, no final da década de 80, o INAMPS adotou uma série de medidas que afastaram ainda mais de uma cobertura universal de clientela, dentre as quais se destaca a exigência da Carteira de Segurado do INAMPS para o atendimento nos hospitais próprios e conveniados da rede pública.
    ( ) Antes da criação do Sistema Único de Saúde (SUS), o Ministério da Saúde (MS), com o apoio dos estados e municípios, desenvolvia quase que exclusivamente ações de promoção da saúde e prevenção de doenças, com destaque para as campanhas de vacinação e controle de endemias.

    A sequência correta é:
  • 2 - Questão 30269.   Sus - Nível Médio - Agente Administrativo - COREN PB - CONTEMAX - 2014
  • Sobre a competência do sistema único de saúde, é incorreto afirmar que se destina a:
  • 3 - Questão 30262.   Português - Nível Médio - Agente Administrativo - COREN PB - CONTEMAX - 2014
  • Casa de canário

    Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabodo canário:

    - Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempode afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.
    - Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?
    - Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom; vá.

    O sogro, a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

    - Vai, meu bem.

    Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona, e dói ver a lenta agonia de um ser tão gracioso, que viveu para cantar.

    - Primeiro me tragam um vidro de éter, e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

    Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegouo na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

    E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata do lixo.

    Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
    No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

    - Ui!

    Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da vida, com uma fome danada?

    - Ele estava precisando mesmo era de éter - concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitarpor sua vez.

    Carlos Drummond de Andrade
  • O acento grave que indica a crase foi usado corretamente na seguinte passagem do texto:

    “Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém.”

    Marque a alternativa em que há pelo menos um acento grave utilizado indevidamente.
  • 4 - Questão 30260.   Português - Nível Médio - Agente Administrativo - COREN PB - CONTEMAX - 2014
  • Casa de canário

    Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabodo canário:

    - Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempode afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.
    - Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?
    - Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom; vá.

    O sogro, a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

    - Vai, meu bem.

    Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona, e dói ver a lenta agonia de um ser tão gracioso, que viveu para cantar.

    - Primeiro me tragam um vidro de éter, e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

    Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegouo na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

    E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata do lixo.

    Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
    No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

    - Ui!

    Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da vida, com uma fome danada?

    - Ele estava precisando mesmo era de éter - concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitarpor sua vez.

    Carlos Drummond de Andrade
  • O verbo casara-se está empregado no pretérito mais-que-perfeito. Qual das formas abaixo pode substituí-lo sem mudar o sentido da oração?
  • 5 - Questão 30271.   Direito Sanitário - Nível Médio - Agente Administrativo - COREN PB - CONTEMAX - 2014
  • A Constituição Federal de 1988 redefine o conceito de saúde, incorporando novas dimensões. Segundo a CF/88 é correto afirmar:

    I - As ações e os serviços públicos de saúde não seguem diretrizes.
    II - As ações e os serviços públicos de saúde integram uma rede regionalizada e hierarquizada.
    III - São princípios organizacionais do SUS: descentralização dos serviços, regionalização e hierarquização da rede e participação social.
    IV - A assistência à saúde não é livre à iniciativa privada.
  • 6 - Questão 30280.   Princípios, Normas e Atribuições Institucionais - Nível Médio - Agente Administrativo - COREN PB - CONTEMAX - 2014
  • De acordo com a RESOLUÇÃO DO COFEN Nº 0460/2014, o prazo de validade das carteiras de identidade profissional do Sistema Conselho Federal de Enfermagem/Conselhos Regionais de Enfermagem, será:
  • 7 - Questão 30256.   Português - Nível Médio - Agente Administrativo - COREN PB - CONTEMAX - 2014
  • Casa de canário

    Casara-se havia duas semanas. Por isso, em casa dos sogros, a família resolveu que ele é que daria cabodo canário:

    - Você compreende. Nenhum de nós teria coragem de sacrificar o pobrezinho, que nos deu tanta alegria. Todos somos muito ligados a ele, seria uma barbaridade. Você é diferente, ainda não teve tempode afeiçoar-se ao bichinho. Vai ver que nem reparou nele, durante o noivado.
    - Mas eu também tenho coração, ora essa. Como é que vou matar um pássaro só porque o conheço há menos tempo do que vocês?
    - Porque não tem cura, o médico já disse. Pensa que não tentamos tudo? É para ele não sofrer mais e não aumentar o nosso sofrimento. Seja bom; vá.

    O sogro, a sogra apelaram no mesmo tom. Os olhos claros de sua mulher pediram-lhe com doçura:

    - Vai, meu bem.

    Com repugnância pela obra de misericórdia que ia praticar, ele aproximou-se da gaiola. O canário nem sequer abriu o olho. Jazia a um canto, arrepiado, morto-vivo. É, esse está mesmo na última lona, e dói ver a lenta agonia de um ser tão gracioso, que viveu para cantar.

    - Primeiro me tragam um vidro de éter, e algodão. Assim ele não sentirá o horror da coisa.

    Embebeu de éter a bolinha de algodão, tirou o canário para fora com infinita delicadeza, aconchegouo na palma da mão esquerda e, olhando para outro lado, aplicou-lhe a bolinha no bico. Sempre sem olhar para a vítima, deu-lhe uma torcida rápida e leve, com dois dedos no pescoço.

    E saiu para a rua, pequenino por dentro, angustiado, achando a condição humana uma droga. As pessoas da casa não quiseram aproximar-se do cadáver. Coube à cozinheira recolher a gaiola, para que sua vista não despertasse saudade e remorso em ninguém. Não havendo jardim para sepultar o corpo, depositou-o na lata do lixo.

    Chegou a hora de jantar, mas quem é que tinha fome naquela casa enlutada? O sacrificador, esse, ficara rodando por aí, e seu desejo seria não voltar para casa nem para dentro de si mesmo.
    No dia seguinte, pela manhã, a cozinheira foi ajeitar a lata de lixo para o caminhão, e recebeu uma bicada voraz no dedo.

    - Ui!

    Não é que o canário tinha ressuscitado, perdão, reluzia vivinho da vida, com uma fome danada?

    - Ele estava precisando mesmo era de éter - concluiu o estrangulador, que se sentiu ressuscitarpor sua vez.

    Carlos Drummond de Andrade
  • De acordo com o texto lido, marque a única alternativa falsa.
  • 8 - Questão 30273.   Direito Sanitário - Nível Médio - Agente Administrativo - COREN PB - CONTEMAX - 2014
  • Sobre o Decreto Presidencial nº 7.508, de 28 de junho de 2011, é INCORRETO afirmar: