Questões de Concursos CONESUL

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  • 1 - Questão 698 - Português - Nível Médio - Atendente Comercial - Correios - CONESUL
  • Filhos, melhor não tê-los?

    Vinicius de Moraes era conhecido entre amigos e
    fãs como "o poetinha". Diminutivo carinhoso, que nada
    tem a ver com a qualidade de sua obra literária: Vinicius
    era, e é, um grande poeta, autor de versos antológicos,
    como aqueles que se constituem num surpreendente e
    desafiador paradoxo:
         Filhos, melhor não tê-los.
         Mas, se não os temos, como sabê-lo?
         Observem o contraste entre os dois versos. No
    primeiro, Vinicius faz uma afirmativa categórica: "Filhos,
    melhor não tê-los." É algo que pode ter resultado, em
    primeiro lugar, de uma experiência pessoal. Casado várias
    vezes, Vinicius teve muitos filhos. E teve também uma
    vida atribulada, cheia de conflitos de várias ordens. Mas
    quando afirma que "Filhos, melhor não tê-los", Vinicius
    certamente não se restringe a seu próprio caso: está
    verbalizando, e de uma maneira que nem é tão poética,
    aquilo que muitos pais sentem quando se sentem
    __________ pelas obrigações resultantes da
    paternidade. Quando o filho chora de noite, quando o
    filho vai __________ no colégio, quando o filho cria
    confusão, "Filhos, melhor não tê-los".
         Mas esta não é uma afirmação definitiva. A
    paternidade dá incontáveis alegrias. Mais: a paternidade
    e a maternidade conferem ........ pessoas um sentimento
    de realização pessoal que corresponde a uma
    necessidade embutida na própria condição humana, a
    um verdadeiro e poderoso instinto. Paternidade e
    maternidade significam continuidade. Afinal, é bom ou é
    ruim ter filhos? Notem que o primeiro verso é uma
    afirmação que se pretende definitiva: filhos, nem pensar,
    filhos só dão trabalho - ........ muitos provérbios que o
    _______, como aquele que diz: "Filhos pequenos, pequenas
    preocupações; filhos grandes, grandes preocupações."
         Administradores modernos bolariam algum cálculo
    do tipo custo-benefício para responder ........ questão do
    vale ou não a pena. Mas o comum das pessoas não
    chega a esses extremos. O resultado é a dúvida. Que
    só pode ser esclarecida com a própria paternidade e
    com a própria maternidade. Ou seja: correndo o risco.
    Porque a vida é isso, correr riscos. Quem não se arrisca
    não apenas não petisca: não vive.
         A interrogação formulada por Vinicius continua atual.
    E cada pessoa, cada casal, responde a sua maneira. O
    que devemos aceitar. Somos humanos, e nada do que é
    humano pode nos parecer estranho.

     Adaptado de: SCLIAR, Moacyr.  Zero Hora, Porto Alegre, revista Donna, 30 de março de 2008.
  • Assinale a alternativa em que a função sintática do termo destacado está corretamente identificada entre parênteses.
  • 2 - Questão 696 - Português - Nível Médio - Atendente Comercial - Correios - CONESUL
  • Filhos, melhor não tê-los?

    Vinicius de Moraes era conhecido entre amigos e
    fãs como "o poetinha". Diminutivo carinhoso, que nada
    tem a ver com a qualidade de sua obra literária: Vinicius
    era, e é, um grande poeta, autor de versos antológicos,
    como aqueles que se constituem num surpreendente e
    desafiador paradoxo:
         Filhos, melhor não tê-los.
         Mas, se não os temos, como sabê-lo?
         Observem o contraste entre os dois versos. No
    primeiro, Vinicius faz uma afirmativa categórica: "Filhos,
    melhor não tê-los." É algo que pode ter resultado, em
    primeiro lugar, de uma experiência pessoal. Casado várias
    vezes, Vinicius teve muitos filhos. E teve também uma
    vida atribulada, cheia de conflitos de várias ordens. Mas
    quando afirma que "Filhos, melhor não tê-los", Vinicius
    certamente não se restringe a seu próprio caso: está
    verbalizando, e de uma maneira que nem é tão poética,
    aquilo que muitos pais sentem quando se sentem
    __________ pelas obrigações resultantes da
    paternidade. Quando o filho chora de noite, quando o
    filho vai __________ no colégio, quando o filho cria
    confusão, "Filhos, melhor não tê-los".
         Mas esta não é uma afirmação definitiva. A
    paternidade dá incontáveis alegrias. Mais: a paternidade
    e a maternidade conferem ........ pessoas um sentimento
    de realização pessoal que corresponde a uma
    necessidade embutida na própria condição humana, a
    um verdadeiro e poderoso instinto. Paternidade e
    maternidade significam continuidade. Afinal, é bom ou é
    ruim ter filhos? Notem que o primeiro verso é uma
    afirmação que se pretende definitiva: filhos, nem pensar,
    filhos só dão trabalho - ........ muitos provérbios que o
    _______, como aquele que diz: "Filhos pequenos, pequenas
    preocupações; filhos grandes, grandes preocupações."
         Administradores modernos bolariam algum cálculo
    do tipo custo-benefício para responder ........ questão do
    vale ou não a pena. Mas o comum das pessoas não
    chega a esses extremos. O resultado é a dúvida. Que
    só pode ser esclarecida com a própria paternidade e
    com a própria maternidade. Ou seja: correndo o risco.
    Porque a vida é isso, correr riscos. Quem não se arrisca
    não apenas não petisca: não vive.
         A interrogação formulada por Vinicius continua atual.
    E cada pessoa, cada casal, responde a sua maneira. O
    que devemos aceitar. Somos humanos, e nada do que é
    humano pode nos parecer estranho.

     Adaptado de: SCLIAR, Moacyr.  Zero Hora, Porto Alegre, revista Donna, 30 de março de 2008.
  • Analise as afirmativas.

    I. O verbo “responder” admite voz passiva.
    II. “Dar” é um verbo irregular.
    III. O verbo “haver” apresenta duas formas de igual valor e função: “havemos” e “hemos”.

    Qual(is) está(ão) correta(s)?
  • 3 - Questão 728 - Noções de Ética - Nível Médio - Atendente Comercial - Correios - CONESUL
  • As questões 1-4 referem-se ao texto abaixo. Leia com
    atenção.

    Imagine que você tenha aquele anel que Platão evoca,
    o célebre anel de Giges, que tornaria você invisível
    sempre que você desejasse... É um anel mágico, que
    um pastor encontra por acaso. Basta virar a pedra do
    anel para dentro da palma para se tornar totalmente
    invisível, e virá-la para fora para ficar novamente visível...
    Giges, que antes era tido como um homem honesto,
    não foi capaz de resistir às tentações a que este anel o
    submetia: aproveitou seus poderes mágicos para entrar
    no palácio, seduzir a rainha, assassinar o rei, tomar o
    poder e exercê-lo em seu único e exclusivo benefício.
    Quem conta a coisa, em A República, conclui que o
    bom e o mau, ou os assim considerados, só se
    distinguem pela prudência e pela hipocrisia, em outras
    palavras, pela importância desigual que dão ao olhar
    alheio ou por sua habilidade maior ou menor para se
    esconder... Se ambos possuíssem o anel de Giges,
    nada mais os distinguiria: “ambos tenderiam para o
    mesmo fim”. Isto equivale a sugerir que a moral não
    passa de uma ilusão, de uma mentira, de um medo
    maquiado de virtude. Bastaria poder ficar invisível para
    que toda proibição sumisse e que, para cada um, não
    houvesse mais que a busca do seu prazer ou do seu
    interesse egoístas.

    André Comte-Sponville, Apresentação da Filosofia
  • “O crente que respeitasse a moral única e exclusivamente para alcançar o Paraíso, única e exclusivamente por temer o Inferno, não seria virtuoso.”

    André Comte-Sponville, Apresentação da Filosofia

    O que isto significa?

    I. Uma pessoa não precisa ser virtuosa, se ela crê em Deus.
    II. Tal crente seria apenas um egoísta.
    III. Esta pessoa respeitaria as regras morais apenas por prudência.
    IV. Tal indivíduo não agiria por dever, mas apenas por conveniência.
    V. Uma pessoa é virtuosa, se ela obedece as leis do seu país.

    Estão corretos apenas os itens
  • 6 - Questão 683 - Português - Nível Médio - Atendente Comercial - Correios - CONESUL
  • Filhos, melhor não tê-los?

    Vinicius de Moraes era conhecido entre amigos e
    fãs como "o poetinha". Diminutivo carinhoso, que nada
    tem a ver com a qualidade de sua obra literária: Vinicius
    era, e é, um grande poeta, autor de versos antológicos,
    como aqueles que se constituem num surpreendente e
    desafiador paradoxo:
         Filhos, melhor não tê-los.
         Mas, se não os temos, como sabê-lo?
         Observem o contraste entre os dois versos. No
    primeiro, Vinicius faz uma afirmativa categórica: "Filhos,
    melhor não tê-los." É algo que pode ter resultado, em
    primeiro lugar, de uma experiência pessoal. Casado várias
    vezes, Vinicius teve muitos filhos. E teve também uma
    vida atribulada, cheia de conflitos de várias ordens. Mas
    quando afirma que "Filhos, melhor não tê-los", Vinicius
    certamente não se restringe a seu próprio caso: está
    verbalizando, e de uma maneira que nem é tão poética,
    aquilo que muitos pais sentem quando se sentem
    __________ pelas obrigações resultantes da
    paternidade. Quando o filho chora de noite, quando o
    filho vai __________ no colégio, quando o filho cria
    confusão, "Filhos, melhor não tê-los".
         Mas esta não é uma afirmação definitiva. A
    paternidade dá incontáveis alegrias. Mais: a paternidade
    e a maternidade conferem ........ pessoas um sentimento
    de realização pessoal que corresponde a uma
    necessidade embutida na própria condição humana, a
    um verdadeiro e poderoso instinto. Paternidade e
    maternidade significam continuidade. Afinal, é bom ou é
    ruim ter filhos? Notem que o primeiro verso é uma
    afirmação que se pretende definitiva: filhos, nem pensar,
    filhos só dão trabalho - ........ muitos provérbios que o
    _______, como aquele que diz: "Filhos pequenos, pequenas
    preocupações; filhos grandes, grandes preocupações."
         Administradores modernos bolariam algum cálculo
    do tipo custo-benefício para responder ........ questão do
    vale ou não a pena. Mas o comum das pessoas não
    chega a esses extremos. O resultado é a dúvida. Que
    só pode ser esclarecida com a própria paternidade e
    com a própria maternidade. Ou seja: correndo o risco.
    Porque a vida é isso, correr riscos. Quem não se arrisca
    não apenas não petisca: não vive.
         A interrogação formulada por Vinicius continua atual.
    E cada pessoa, cada casal, responde a sua maneira. O
    que devemos aceitar. Somos humanos, e nada do que é
    humano pode nos parecer estranho.

     Adaptado de: SCLIAR, Moacyr.  Zero Hora, Porto Alegre, revista Donna, 30 de março de 2008.
  • I. O provérbio “Filhos criados, trabalhos dobrados”
    poderia substituir o provérbio apresentado no 5º
    parágrafo.
    II. Paternidade e maternidade correspondem a um
    instinto.
    III. O ditado popular “Cada cabeça uma sentença”
    ilustra idéia apresentada no último parágrafo.

    Qual(is) está(ão) correta(s), de acordo com o texto?Analise as afirmativas.