Questões de Concursos FUNCAB

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  • 1 - Questão 43095.   Português - Interpretação de Textos - Nível Médio - Soldado do Corpo de Bombeiro - Bombeiro Militar MT - FUNCAB - 2014
  •                                     O nome da culpa

          No Brasil, as tragédias anunciadas ou previsíveis ocasionadas por descaso e imprevidência recebem todas o mesmo nome: fatalidade. Assim são classificadas as chuvas e os desabamentos que matam centenas de pessoas a cada verão, assim também foi classificado o incêndio da boate de Santa Maria por seus donos.
          Em nota, eles afirmaram “a bem da verdade” que a empresa estava em “situação regular”, com o “sistema de proteção e combate contra incêndio aprovado pelo Corpo de Bombeiros”. Se estava tudo bem, nada fora de ordem, se as normas de segurança eram rigorosamente cumpridas, é fácil atribuir a responsabilidade à “fatalidade”.
          Portanto, a conclusão cínica é que ao destino deve ser debitado tudo o que contribuiu para a morte de 230 pessoas e ferimentos em mais 100: superlotação, plano de prevenção vencido, inexistência de saída de emergência, artefatos pirotécnicos com fogos de artifício, uso de revestimento acústico altamente inflamável, falta de fiscalização. Em suma, como disse o delegado logo após as primeiras investigações, “a boate Kiss não podia estar funcionando”.
          A bem da verdade mesmo, o nome para a culpa por esse e outros episódios trágicos não é fatalidade, mas impunidade, uma espécie de mãe de todos os vícios nacionais, não apenas da corrupção. Aqui se faz e aqui em geral não se paga.
          Pode-se alegar que incêndios em boates acontecem em toda parte - no Japão, na China, na Europa, na Argentina. De fato. Mas a diferença é que em Buenos Aires, por exemplo, tragédia semelhante ocorrida em 2004, com 194 mortos, levou o dono à prisão por anos e provocou mudanças drásticas no sistema de segurança das casas noturnas.
          Aqui, há 52 anos houve o incêndio do circo de Niterói, o maior da história. A comoção geral, a repercussão internacional, a mobilização das autoridades (o então presidente Jango visitou as vítimas, o Papa enviou mensagem de solidariedade, houve jogo com Pelé e Garrincha), a indignação e o clamor popular foram parecidos com a reação de agora.
          Acreditava-se que a morte de mais de 500 pessoas iria pelo menos servir de lição, pois as autoridades prometeram logo “rigorosa apuração da culpa” e medidas enérgicas de segurança. 
          Mais ou menos como naquela época, as inúmeras promessas de providências estão disputando espaço no noticiário com o relato de dor dos que ficaram. Governadores e prefeito s anunciam varreduras e em algumas cidades estabelecimentos já foram interditados por falta de segurança.
          Porque só agora?
          De qualquer maneira, vamos esquecer que as providências já deveriam ter sido tomadas muito antes, pois mais do que legislação o que falta é aplicação da lei e fiscalização, e vamos torcer para que dessa vez a tragédia sirva realmente de lição.

    Zuenir Ventura. O Globo. 30/01/2013.
  • No trecho: “Se estava tudo bem, nada fora de ordem, se as normas de segurança eram rigorosamente cumpridas, é fácil atribuir a responsabilidade à ‘fatalidade’.” (parágrafo 2), nas duas ocorrências, a conjunção SE expressa:
  • 2 - Questão 31088.   História - Nível Superior - Professor de História - SEDUC RO - FUNCAB - 2013
  • 15 de Novembro

    A Monarquia – Não é por falar mal, mas com franqueza... eu esperava outra coisa.
    A República – Eu também!
    (Revista FON-FON)

    Mudanças políticas alimentaram grandes esperanças, mas as expectativas nem sempre são correspondidas. O diálogo publicado às vésperas do 20º aniversário da República, em 13 novembro de 1909, mostra que nem todos os brasileiros estavam satisfeitos como novo regime.

    As insatisfações com a República ocorreram por meio de movimentos populares, durante a primeira década do século XX, na Capital Federal. Esses movimentos foram:
  • 3 - Questão 46439.   Administração Financeira e Orçamentária - Nível Superior - Médico Veterinário - SES MG - FUNCAB - 2015
  • O art. 165, § 9º da Constituição Federal estabelece, em seu inciso II, que cabe à lei complementar estabelecer normas de gestão financeira e patrimonial:
  • 4 - Questão 42760.   Química - Nível Médio - Soldado do Corpo de Bombeiro - Bombeiro Militar AC - FUNCAB - 2015
  • Considere as afirmativas a seguir:

    I. Isótopos são átomos de um mesmo elemento químico que apresentam o mesmo número atômico (Z) e diferentes números de massa (A).
    II. Isótonos são átomos de elementos químicos distintos que apresentam mesmos números atômicos (Z), diferentes números de massa (A) e o mesmo número de nêutrons.
    III. Isóbaros são átomos de elementos químicos distintos que apresentam o mesmo número de massa (A) e diferentes números atômicos (Z).
    IV. Um átomo sempre apresenta o número de nêutrons igual ao número de elétrons.

    Está correto somente o que se afirma em:
  • 5 - Questão 50415.   Português - Nível Médio - Técnico Administrativo - MPE RO - FUNCAB - 2012
  • Um peixe 

                Virou a capanga de cabeça para baixo, e os peixes espalharam-se pela pia. Ele ficou olhando, e foi então que notou que a traíra ainda estava viva. Era o maior peixe de todos ali, mas não chegava a ser grande: pouco mais de um palmo. Ela estava mexendo, suas guelras mexiam-se devagar, quando todos os outros peixes já estavam mortos. Como que ela podia durar tanto tempo assim fora d"água?...

            Teve então uma ideia: abrir a torneira, para ver o que acontecia. Tirou para fora os outros peixes: lambaris, chorões, piaus; dentro do tanque deixou só a traíra. E então abriu a torneira: a água espalhou-se e, quando cobriu a traíra, ela deu uma rabanada e disparou, ele levou um susto – ela estava muito mais viva do que ele pensara, muito mais viva. Ele riu, ficou alegre e divertido, olhando a traíra, que agora tinha parado num canto, o rabo oscilando de leve, a água continuando a jorrar da torneira. Quando o tanque se encheu, ele fechou-a.
    – E agora? – disse para o peixe. – Quê que eu faço com você?...
    Enfiou o dedo na água: a traíra deu uma corrida, assustada, e ele tirou o dedo depressa.
            – Você tá com fome?... E as minhocas que você me roubou no rio? Eu sei que era você; devagarzinho, sem a gente sentir... Agora está aí, né?... Tá vendo o resultado?...
        O peixe, quieto num canto, parecia escutar.
        Podia dar alguma coisa para ele comer. Talvez pão. Foi olhar na lata: havia acabado. Que mais? Se a mãe estivesse em casa, ela teria dado uma ideia – a mãe era boa para dar ideias. Mas ele estava sozinho. Não conseguia lembrar de outra coisa. O jeito era ir comprar um pão na padaria. Mas sujo assim de barro, a roupa molhada, imunda? – Dane-se – disse, e foi.
            Era domingo à noite, o quarteirão movimentado, rapazes no footing , bares cheios. Enquanto ele andava, foi pensando no que acontecera. No começo fora só curiosidade; mas depois foi bacana, ficou alegre quando viu a traíra bem viva de novo, correndo pela água, esperta. Mas o que faria com ela agora? Matá-la, não ia; não, não faria isso. Se ela já estivesse morta, seria diferente; mas ela estava viva, e ele não queria matá-la. Mas o que faria com ela? Poderia criá-la; por que não? Havia o tanquinho do quintal, tanquinho que a mãe uma vez mandara fazer para criar patos. Estava entupido de terra, mas ele poderia desentupi-lo, arranjar tudo; ficaria cem por cento. É, é isso o que faria. Deixaria a traíra numa lata d"água até o dia seguinte e, de manhã, logo que se levantasse, iria mexer com isso. 
            Enquanto era atendido na padaria, ficou olhando para o movimento, os ruídos, o vozerio do bar em frente. E então pensou na traíra, sua trairinha, deslizando silenciosamente no tanque da pia, na casa escura. Era até meio besta como ele estava alegre com aquilo. E logo um peixe feio como traíra, isso é que era o mais engraçado.
            Toda manhã – ia pensando, de volta para casa – ele desceria ao quintal, levando pedacinhos de pão para ela. Além disso, arrancaria minhocas, e de vez em quando pegaria alguns insetos. Uma coisa que podia fazer também era pescar depois outra traíra e trazer para fazer companhia a ela; um peixe sozinho num tanque era algo muito solitário. 

    A empregada já havia chegado e estava no portão, olhando o movimento. – Que peixada bonita você pegou...
    – Você viu?
    – Uma beleza... Tem até uma trairinha.
    – Ela foi difícil de pegar, quase que ela escapole; ela não estava bem fisgada.
    – Traíra é duro de morrer, hem?
    – Duro de morrer?... Ele parou.
            – Uai, essa que você pegou estava vivinha na hora que eu cheguei, e você ainda esqueceu o tanque cheio d"água... Quando eu cheguei, ela estava toda folgada, nadando. Você não está acreditando? Juro. Ela estava toda folgada, nadando. 
        – E aí?
        –Aí? Uai, aí eu escorri a água para ela morrer; mas você pensa que ela morreu? Morreu nada! Traíra é duro de morrer, nunca vi um peixe assim. Eu soquei a ponta da faca naquelas coisas que faz o peixe nadar, sabe? Pois acredita que ela ainda ficou mexendo? Aí eu peguei o cabo da faca e esmaguei a cabeça dele, e foi aí que ele morreu. Mas custou, ô peixinho duro de morrer! Quê que você está me olhando? 
    – Por nada.
    – Você não está acreditando? Juro; pode ir lá na cozinha ver: ela está lá do jeitinho que eu deixei. Ele foi caminhando para dentro.
    – Vou ficar aqui mais um pouco
    – disse a empregada.
    – depois vou arrumar os peixes, viu?
    – Sei.
        Acendeu a luz da sala. Deixou o pão em cima da mesa e sentou-se. Só então notou como estava cansado.
     

    (VILELA, Luiz. . O violino e outros contos 7ª ed. São Paulo: Ática, 2007. p. 36-38.) 
    VOCABULÁRIO:
    Capanga: bolsa pequena, de tecido, couro ou plástico, usada a tiracolo. 
    Footing :passeio a pé, com o objetivo de arrumar namorado(a).
    Guelra: estrutura do órgão respiratório da maioria dos animais aquáticos.
    Vozerio: som de muitas vozes juntas. 
  • Em “(...) A empregada já HAVIA CHEGADO e estava no portão, olhando o movimento.(...)", o tempo verbal mostra uma ação:
  • 6 - Questão 42712.   Direito Administrativo - Nível Médio - Soldado do Corpo de Bombeiro - Bombeiro Militar AC - FUNCAB - 2015
  • A respeito das agências reguladoras, assinale a opção correta.
  • 7 - Questão 20172.   Direito Sanitário - Nível Médio - Técnico de Suporte - ANS - FUNCAB - 2013
  • Sobre os Planos Privados de Assistências à Saúde, é correto afirmar que:
  • 8 - Questão 7108.   Direito Processual Penal - Nível Superior - Delegado de Polícia - Polícia Civil ES - FUNCAB - 2013
  • Quanto à interceptação de comunicações telefônicas, para prova em investigação criminal, é correto afirmar:
  • 9 - Questão 5729.   Legislação de Trânsito - Nível Médio - Agente de Trânsito - Detran PB - FUNCAB - 2013
  • O condutor de veículo destinado à condução de escolares deve satisfazer entre outros, os seguintes requisitos:
  • 10 - Questão 17422.   Direito Constitucional - Nível Superior - Soldado da Polícia Militar - Polícia Militar SE - FUNCAB - 2014
  • Quanto à Emenda Constitucional n° 45/2004, é correto o que se afirma em: