Questões de Concursos MÉRITUM

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  • 6 - Questão 3927.   Português - Nível Médio - Agente de Monitoramento - Prefeitura de São Sebastião SP - MÉRITUM - 2010
  • Leia o texto abaixo e responda as questões de 01 a 04.

    A árvore da vitalidade: o guaraná

       Aguiri, menino da tribo Sateré-Maué da
    área cultural do Tapajós-Madeira, tinha os olhos
    mais lindos e espertos que jamais se vira naquela
    região. Os pais agradeciam frequentemente ao
    Grande Espírito por essa graça singular. Muitas
    mães pediam ao céu que fizesse nascer também
    para eles um filho com olhos tão bonitos.
       Aguiri se alimentava de frutas que colhia da
    floresta em cestos que sua mãe lhe fazia e gostava
    de partilhá-las com outros coleguinhas de jogos.
      Certa feita, o menino dos olhos lindos
    distraiu-se da colheita das frutas, indo de árvore em
    árvore até afastar-se muito da maloca. Aí
    percebeu, com tristeza, que o sol já transmontara e
    que se fazia escuro na floresta.
       Não achando mais o caminho de volta,
    decidiu então dormir no oco de uma grande árvore,
    protegido dos animais noturnos e perigosos. Mas
    não estava a salvo do temido Jurupari, um espírito
    malfazejo que vaga pela floresta, ameaçando quem
    anda sozinho. Ele também se alimenta de frutas.
    Mas tem o corpo peludo de morcego e o bico de
    adunco de coruja.
       Jurupari sentiu a presença de Aguiri e, sem
    maiores dificuldades, o localizou no oco da grande
    árvore. Atacou-o de pronto, sem permitir que
    pudesse esboçar qualquer defesa.
       De noite, os pais e todas as mães que
    admiravam Aguiri ficaram cheios de preocupação.
    Ninguém conseguiu pregar o olho. Mal o sol raiou,
    os homens saíram pela mata afora em busca do
    menino. Depois de muito vaguear daqui e ali,
    finalmente encontraram seu cesto, cheio de frutas
    que ficaram intocadas. E no oco da grande árvore
    deram com o corpo já frio de Aguiri. Havia sido
    morto pelo terrível Jurupari, o espírito malfazejo.
       Foi um lamento só. Especialmente
    choravam os curumins, seus colegas de folguedos.
    Eis que se ouviu no céu um grande trovão e um
    raio iluminou o corpo de Aguiri. Todos gritaram:
      - É Tupã que se apiedou de nós. Ele vai
    nos devolver o menino.
    Nisso se ouviu uma voz do céu, que dizia
    suavemente:
      - Tomem os olhos de Aguiri e os plantem
    ao pé de uma árvore seca. Reguem esses olhos
    com as lágrimas dos coleguinhas. Elas farão
    germinar uma planta que trará felicidade a todos.
    Quem provar o seu suco sentirá as energias
    renovadas e se encherá de entusiasmo para
    manter-se desperto e poder trabalhar
    incansavelmente. E assim foi feito.
       Tempos depois, nasceu uma árvore, cujos
    frutos tinham a forma dos olhos bonitos e espertos
    de Aguiri. Fazendo do fruto um suco delicioso,
    todos da tribo sentiram grande energia e excitação.
       Deram, então, àquela fruta, em
    homenagem ao curumim Aguiri, o nome de
    Guaraná, que em língua tupi significa “ a árvore da
    vida e da vitalidade”.
    [...]

    LEONARDO BOFF. O casamento
    entre o céu e a terra: contos dos povos
    indígenas do Brasil. Rio de Janeiro:
    Salamandra, 2001. p.39-40. (
    Fragmento ).
  • Assinale a pontuação correta.
  • 7 - Questão 3928.   Português - Nível Médio - Agente de Monitoramento - Prefeitura de São Sebastião SP - MÉRITUM - 2010
  • Leia o texto abaixo e responda as questões de 01 a 04.

    A árvore da vitalidade: o guaraná

       Aguiri, menino da tribo Sateré-Maué da
    área cultural do Tapajós-Madeira, tinha os olhos
    mais lindos e espertos que jamais se vira naquela
    região. Os pais agradeciam frequentemente ao
    Grande Espírito por essa graça singular. Muitas
    mães pediam ao céu que fizesse nascer também
    para eles um filho com olhos tão bonitos.
       Aguiri se alimentava de frutas que colhia da
    floresta em cestos que sua mãe lhe fazia e gostava
    de partilhá-las com outros coleguinhas de jogos.
      Certa feita, o menino dos olhos lindos
    distraiu-se da colheita das frutas, indo de árvore em
    árvore até afastar-se muito da maloca. Aí
    percebeu, com tristeza, que o sol já transmontara e
    que se fazia escuro na floresta.
       Não achando mais o caminho de volta,
    decidiu então dormir no oco de uma grande árvore,
    protegido dos animais noturnos e perigosos. Mas
    não estava a salvo do temido Jurupari, um espírito
    malfazejo que vaga pela floresta, ameaçando quem
    anda sozinho. Ele também se alimenta de frutas.
    Mas tem o corpo peludo de morcego e o bico de
    adunco de coruja.
       Jurupari sentiu a presença de Aguiri e, sem
    maiores dificuldades, o localizou no oco da grande
    árvore. Atacou-o de pronto, sem permitir que
    pudesse esboçar qualquer defesa.
       De noite, os pais e todas as mães que
    admiravam Aguiri ficaram cheios de preocupação.
    Ninguém conseguiu pregar o olho. Mal o sol raiou,
    os homens saíram pela mata afora em busca do
    menino. Depois de muito vaguear daqui e ali,
    finalmente encontraram seu cesto, cheio de frutas
    que ficaram intocadas. E no oco da grande árvore
    deram com o corpo já frio de Aguiri. Havia sido
    morto pelo terrível Jurupari, o espírito malfazejo.
       Foi um lamento só. Especialmente
    choravam os curumins, seus colegas de folguedos.
    Eis que se ouviu no céu um grande trovão e um
    raio iluminou o corpo de Aguiri. Todos gritaram:
      - É Tupã que se apiedou de nós. Ele vai
    nos devolver o menino.
    Nisso se ouviu uma voz do céu, que dizia
    suavemente:
      - Tomem os olhos de Aguiri e os plantem
    ao pé de uma árvore seca. Reguem esses olhos
    com as lágrimas dos coleguinhas. Elas farão
    germinar uma planta que trará felicidade a todos.
    Quem provar o seu suco sentirá as energias
    renovadas e se encherá de entusiasmo para
    manter-se desperto e poder trabalhar
    incansavelmente. E assim foi feito.
       Tempos depois, nasceu uma árvore, cujos
    frutos tinham a forma dos olhos bonitos e espertos
    de Aguiri. Fazendo do fruto um suco delicioso,
    todos da tribo sentiram grande energia e excitação.
       Deram, então, àquela fruta, em
    homenagem ao curumim Aguiri, o nome de
    Guaraná, que em língua tupi significa “ a árvore da
    vida e da vitalidade”.
    [...]

    LEONARDO BOFF. O casamento
    entre o céu e a terra: contos dos povos
    indígenas do Brasil. Rio de Janeiro:
    Salamandra, 2001. p.39-40. (
    Fragmento ).
  • Os trechos a seguir constituem um texto. Assinale a opção que apresenta erro de regência.
  • 8 - Questão 3922.   Português - Nível Médio - Agente de Monitoramento - Prefeitura de São Sebastião SP - MÉRITUM - 2010
  • Leia o texto abaixo e responda as questões de 01 a 04.

    A árvore da vitalidade: o guaraná

       Aguiri, menino da tribo Sateré-Maué da
    área cultural do Tapajós-Madeira, tinha os olhos
    mais lindos e espertos que jamais se vira naquela
    região. Os pais agradeciam frequentemente ao
    Grande Espírito por essa graça singular. Muitas
    mães pediam ao céu que fizesse nascer também
    para eles um filho com olhos tão bonitos.
       Aguiri se alimentava de frutas que colhia da
    floresta em cestos que sua mãe lhe fazia e gostava
    de partilhá-las com outros coleguinhas de jogos.
      Certa feita, o menino dos olhos lindos
    distraiu-se da colheita das frutas, indo de árvore em
    árvore até afastar-se muito da maloca. Aí
    percebeu, com tristeza, que o sol já transmontara e
    que se fazia escuro na floresta.
       Não achando mais o caminho de volta,
    decidiu então dormir no oco de uma grande árvore,
    protegido dos animais noturnos e perigosos. Mas
    não estava a salvo do temido Jurupari, um espírito
    malfazejo que vaga pela floresta, ameaçando quem
    anda sozinho. Ele também se alimenta de frutas.
    Mas tem o corpo peludo de morcego e o bico de
    adunco de coruja.
       Jurupari sentiu a presença de Aguiri e, sem
    maiores dificuldades, o localizou no oco da grande
    árvore. Atacou-o de pronto, sem permitir que
    pudesse esboçar qualquer defesa.
       De noite, os pais e todas as mães que
    admiravam Aguiri ficaram cheios de preocupação.
    Ninguém conseguiu pregar o olho. Mal o sol raiou,
    os homens saíram pela mata afora em busca do
    menino. Depois de muito vaguear daqui e ali,
    finalmente encontraram seu cesto, cheio de frutas
    que ficaram intocadas. E no oco da grande árvore
    deram com o corpo já frio de Aguiri. Havia sido
    morto pelo terrível Jurupari, o espírito malfazejo.
       Foi um lamento só. Especialmente
    choravam os curumins, seus colegas de folguedos.
    Eis que se ouviu no céu um grande trovão e um
    raio iluminou o corpo de Aguiri. Todos gritaram:
      - É Tupã que se apiedou de nós. Ele vai
    nos devolver o menino.
    Nisso se ouviu uma voz do céu, que dizia
    suavemente:
      - Tomem os olhos de Aguiri e os plantem
    ao pé de uma árvore seca. Reguem esses olhos
    com as lágrimas dos coleguinhas. Elas farão
    germinar uma planta que trará felicidade a todos.
    Quem provar o seu suco sentirá as energias
    renovadas e se encherá de entusiasmo para
    manter-se desperto e poder trabalhar
    incansavelmente. E assim foi feito.
       Tempos depois, nasceu uma árvore, cujos
    frutos tinham a forma dos olhos bonitos e espertos
    de Aguiri. Fazendo do fruto um suco delicioso,
    todos da tribo sentiram grande energia e excitação.
       Deram, então, àquela fruta, em
    homenagem ao curumim Aguiri, o nome de
    Guaraná, que em língua tupi significa “ a árvore da
    vida e da vitalidade”.
    [...]

    LEONARDO BOFF. O casamento
    entre o céu e a terra: contos dos povos
    indígenas do Brasil. Rio de Janeiro:
    Salamandra, 2001. p.39-40. (
    Fragmento ).
  • Jurupari era um espírito malfazejo. E quem era Tupã?