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  • 1 - Questão 4457 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • Em “No entanto, para o relator do projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP), essas acusações são infundadas” (quarto parágrafo), a locução conjuntiva sublinhada pode ser substituída sem prejuízo de sentido por:
  • 2 - Questão 4456 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • Assinale a alternativa em que a acentuação gráfica das palavras se justifica da mesma forma que em“espetáculos”, “exigência”, “também”,
    RESPECTIVAMENTE:
  • 3 - Questão 4455 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • A tipologia textual predominante no texto é:
  • 4 - Questão 4454 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • “O argumento mais forte em favor da Fifa foi explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o modelo de negócio da Copa do Mundo.” (último parágrafo)

    Analise os aspectos gramaticais do trecho acima e assinale a alternativa CORRETA.
  • 5 - Questão 4453 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • “Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia entrada” (sétimo parágrafo)

    Assinale a alternativa, cujo exemplo corresponde à mesma regra que justifica a concordância da palavra destacada no fragmento acima.
  • 6 - Questão 4452 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • “Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos dos estádios.” O melhor significado para a palavra destacada no trecho acima é:
  • 7 - Questão 4451 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • Assinale a alternativa, cuja expressão destacada constitui um exemplo de metonímia.

    A. “Muitas dessas regras são necessárias, como por exemplo as que condenam o mercado negro de ingressos.” (segundo parágrafo)
    B. “Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do evento.” (primeiro parágrafo)
    C. Na queda-de-braço entre governo e a Fifa, o mais provável é que os interesses da federação internacional se sobressaiam aos da população.
    D. “e até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.” (quinto parágrafo)
    E. “É, portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa competição em um espetáculo digno de toda essa expectativa. (primeiro parágrafo)
  • 8 - Questão 4450 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • Segundo o texto, a Lei da Copa permite que se ofereça aos consumidores a “venda casada”, prática proibida pelo Código de Defesa do Consumidor.

    Sobre essa prática, analise as afirmativas seguintes:

    I. A “venda casada” significa que para ter direito a um produto, o consumidor precisa comprar outro produto.
    II. A “venda casada” pode ser representada por um pacote com passagem aérea, hotel e ingressos vendido a estrangeiros que desejam assistir à copa no Brasil, por exemplo.
    III. Um argumento que pode justificar a proibição da prática da “venda casada” é o fato de que a vontade do consumidor é soberana, de modo que ele não é obrigado na aquisição de um determinado produto ter que adquirir
    outro que ele não queira.
    IV. É certo que em todos os casos em que ocorre a “venda casada”, o consumidor tem sérios prejuízos, por isso o Código de Defesa do Consumidor proíbe essa prática.

    Está(ão) CORRETAS
  • 9 - Questão 4449 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • Julgue as afirmações seguintes, assinalando (C) certo ou (E) errado.

    ( ) Caso o Projeto de Lei da Copa seja aprovado com a atual redação, cujo conteúdo é apresentado no texto acima, o Código de Defesa do Consumidor ficaria sem efeito durante o período de um mês.
    ( ) O fato de bares ou restaurantes que estejam próximos aos estádios serem obrigados, por exemplo, a comercializar apenas os produtos que patrocinam a Copa constitui uma demonstração de como a livre concorrência pode ser comprometida.
    ( ) A Fifa demonstra insatisfação porque a presidente Dilma demonstrou total desinteresse pelo Projeto de Lei que ora tramita no Congresso, argumentando, durante viagem à África do Sul, que ele diminui os direitos da população.
    ( ) Ficar a critério da Fifa devolver ou não o dinheiro de um ingresso, caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida constitui um dos casos em que a entidade organizadora da copa não goza de hegemonia.

    A sequência CORRETA é
  • 10 - Questão 4448 - Português - Nível Superior - Professor de Educação Básica - Prefeitura de São José de Sabugi PB - EDUCA - 2012
  • A Lei da Copa e os direitos dos consumidores

         A Copa do Mundo é, por si só, um dos eventos
    mais esperados pelos brasileiros. Uma Copa sediada no
    Brasil, então, gera uma expectativa ainda maior. (...) É,
    portanto, natural que todos os olhos estejam voltados para
    a capacidade de o Brasil conseguir transformar essa
    competição em um espetáculo digno de toda essa
    expectativa. Mas, assim como a Copa, a cada quatro anos
    um ritual se repete envolvendo a Fifa e o país-sede do
    evento: a entidade que controla o futebol mundial faz
    exigências e demandas, e a população dos Estados-sede a
    acusam de querer exercer mais poderes do que deveria. No
    Brasil não é diferente.
         ( ...) Aqui no Brasil, já está no Congresso um
    projeto de lei que regula o evento, conhecido como Lei
    Geral da Copa (PL 2330/11), de autoria do Poder
    Executivo. O projeto compila uma série de regras que a
    Fifa exige para a realização da Copa. Muitas dessas regras
    são necessárias, como por exemplo, as que condenam o
    mercado negro de ingressos, mas o pacote traz medidas
    preocupantes porque flexibilizam as leis que protegem o
    consumidor. ( ... )
         (...) O Idec - Instituto Brasileiro de Defesa do
    Consumidor - iniciou, na última semana, uma campanha
    acusando o projeto da Lei Geral da Copa de comprometer
    os direitos do consumidor. "A Fifa entra com privilégios e
    direitos exclusivos no país, e para ter esses poderes,
    direitos sociais têm que ser deixados de lado", diz.
         A Lei da Copa ainda tem que ser aprovada pela
    Câmara e pelo Senado para poder valer, mas para o Idec, o
    texto inicial apresentado já é bastante nocivo aos
    consumidores. O projeto revogaria, durante o mês do
    evento, o Código de Defesa do Consumidor, o Estatuto do
    Idoso, comprometeria a livre concorrência e o direito de
    escolha dos consumidores. No entanto, para o relator do
    projeto na Câmara, deputado Vicente Cândido (PT-SP),
    essas acusações são infundadas. "Não é verdade que a lei
    dá poderes excessivos para a Fifa. O que acontece é que
    nenhuma lei brasileira prevê um evento do porte da Copa
    do Mundo. Precisamos aprimorar a nossa legislação para
    permitir um evento dessa complexidade".
         Com a lei da Copa, no entanto, ela (A Fifa) se
    torna uma "superfornecedora": passa a ter poderes de
    definir todas as etapas relacionadas ao comércio de
    produtos da Copa. Isso significa que fica a critério da Fifa,
    por exemplo, devolver ou não o dinheiro de um ingresso
    caso o consumidor não queira mais assistir a uma partida e
    até oferecer a "venda casada" (...), que o código proíbe.
         (...) O Idec também acusa o projeto de
    comprometer a liberdade de concorrência em espaços
    públicos nas cidades. Pelo texto, a Fifa tem a prerrogativa
    de explorar áreas comerciais nas vias de acesso e entornos
    dos estádios. (...) "Nossa análise é que existe uma grande
    possibilidade de esse projeto ser inconstitucional. Os
    direitos do consumidor e a livre concorrência são preceitos
    constitucionais", diz Varella.
         Outro ponto polêmico diz respeito à lei da meia
    entrada. A Lei Geral é propositalmente omissa quando o
    assunto é permitir que estudantes e idosos paguem metade
    do ingresso para um evento cultural, porque esse tipo de
    lei é estadual, e não federal.
         Os parlamentares tentam conseguir um meio
    termo para não desagradar a Fifa e nem aqueles eleitores
    que se beneficiam da meia entrada. (...) O secretário geral
    da Fifa, Jeróme Valcke, disse recentemente que a entidade
    deve aceitar manter a meia entrada para idosos, e até um
    programa para população de baixa renda, mas não deu
    garantias quanto aos ingressos para estudantes. Os outros
    pontos polêmicos, entretanto, não avançaram. A federação
    mostra impaciência com a demora da aprovação do projeto
    de lei, e também não ficou contente com as recentes
    declarações da presidente Dilma Rousseff. Dilma disse,
    em viagem à África do Sul, que não aceitaria um projeto
    que diminuísse os direitos da população. Na queda-debraço
    entre governo e a Fifa, o mais provável é que os
    interesses da federação internacional se sobressaiam aos da
    população. O argumento mais forte em favor da Fifa foi
    explicitado por Patrick Nelly, o homem que criou o
    modelo de negócio da Copa do Mundo: “todas as
    exigências da Fifa estavam claras quando a entidade
    assinou o contrato com o Brasil. Se o país não quisesse
    ceder, não deveria ter se candidatado a sediar o torneio”.

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  • Com base nas ideias apresentadas no texto, assinale a alternativa CORRETA.

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