Questões de Concursos Auxiliar Operacional Portuário

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  • 2 - Questão 29744 - Português - Interpretação de Textos - Nível Médio - Auxiliar Operacional Portuário - CODESP SP - VUNESP - 2011
  • Jair não trabalhava, não ganhava um centavo, bebia o dia todo, às vezes pegava a guitarra e ao lado do portão de madeira, dedilhava algumas notas, com o desejo de se tornar um compositor famoso, mas não passava dessas raras e frustradas tentativas. Você é um lixo, dizia-lhe Marta, sua mulher, de manhã e de noite, mas Jair não a contestava, sabia que Marta tinha razão. Marta é que tinha de providenciar o sustento de ambos, ela labutava muito. Sim, ele reconhecia que era um lixo, mas, em silêncio, já não aguentava os insultos da mulher. E um dia, fora de si de tanta angústia, resolveu pôr um fim naquilo. Num impulso, abriu a janela do apartamento do oitavo andar em que moravam e pulou para fora, certo de que iria morrer.

        Não morreu. Viu estrelas, ao meio dia, sentindo dor. Perdeu os sentidos e, quando acordou, viu-se deitado sobre uma desconfortável, horrorosa e triste montanha de sacos de lixo. E não pode deixar de sorrir: ele, lixo, tinha sido salvo pelo lixo que havia provocado a redução do impacto da queda. Lixo cuja origem ele conhecia desde a semana anterior, quando, na entrada do prédio, escutou comentários: eram coisas que Joana, a moradora do apartamento térreo, acumulara durante anos e das quais fora obrigada, pelos bombeiros, a se livrar, pondo-as na calçada, em sacos plásticos, depois que os moradores do prédio a haviam denunciado.

        De imediato, foi levado para o hospital, de ambulância. Sua mulher, torturada pela culpa, não saía de perto dele, mas não era nela que ele pensava. Era em Joana. E logo que recebeu alta foi visitá-la e lhe disse: Seu lixo me salvou, serei eternamente grato.

        Não era lixo, disse Joana. Era minha vida que estava ali naqueles sacos plásticos, coisas antigas … roupas … objetos. Eu, a minha existência!

        Jair concordou em silêncio. Sabia o que ela estava querendo dizer. E sabia que, daí em diante, viria visitá-la continuamente. No lixo, havia encontrado sua alma gêmea.

                                                                         (Moacyr Scliar. Folha de S.Paulo,10.01.11. Adaptado)
  • Em – … já não aguentava mais os insultos da mulher. (2.º parágrafo) – a expressão destacada significa
  • 4 - Questão 29754 - Matemática - Nível Médio - Auxiliar Operacional Portuário - CODESP SP - VUNESP - 2011
  • Para lavar o chão de uma oficina, é necessário colocar certo produto químico diluído em água, na seguinte proporção: 5 litros de água para 600 mL do produto, formando, assim, uma mistura (água + produto). Se no total foram gastos 1400 litros dessa mistura, a quantidade, em litros, do produto químico utilizado foi
  • 9 - Questão 29747 - Português - Nível Médio - Auxiliar Operacional Portuário - CODESP SP - VUNESP - 2011
  • Considerando o emprego das vírgulas, assinale a alternativa correta.
  • 10 - Questão 29740 - Português - Interpretação de Textos - Nível Médio - Auxiliar Operacional Portuário - CODESP SP - VUNESP - 2011
  • Jair não trabalhava, não ganhava um centavo, bebia o dia todo, às vezes pegava a guitarra e ao lado do portão de madeira, dedilhava algumas notas, com o desejo de se tornar um compositor famoso, mas não passava dessas raras e frustradas tentativas. Você é um lixo, dizia-lhe Marta, sua mulher, de manhã e de noite, mas Jair não a contestava, sabia que Marta tinha razão. Marta é que tinha de providenciar o sustento de ambos, ela labutava muito. Sim, ele reconhecia que era um lixo, mas, em silêncio, já não aguentava os insultos da mulher. E um dia, fora de si de tanta angústia, resolveu pôr um fim naquilo. Num impulso, abriu a janela do apartamento do oitavo andar em que moravam e pulou para fora, certo de que iria morrer.

        Não morreu. Viu estrelas, ao meio dia, sentindo dor. Perdeu os sentidos e, quando acordou, viu-se deitado sobre uma desconfortável, horrorosa e triste montanha de sacos de lixo. E não pode deixar de sorrir: ele, lixo, tinha sido salvo pelo lixo que havia provocado a redução do impacto da queda. Lixo cuja origem ele conhecia desde a semana anterior, quando, na entrada do prédio, escutou comentários: eram coisas que Joana, a moradora do apartamento térreo, acumulara durante anos e das quais fora obrigada, pelos bombeiros, a se livrar, pondo-as na calçada, em sacos plásticos, depois que os moradores do prédio a haviam denunciado.

        De imediato, foi levado para o hospital, de ambulância. Sua mulher, torturada pela culpa, não saía de perto dele, mas não era nela que ele pensava. Era em Joana. E logo que recebeu alta foi visitá-la e lhe disse: Seu lixo me salvou, serei eternamente grato.

        Não era lixo, disse Joana. Era minha vida que estava ali naqueles sacos plásticos, coisas antigas … roupas … objetos. Eu, a minha existência!

        Jair concordou em silêncio. Sabia o que ela estava querendo dizer. E sabia que, daí em diante, viria visitá-la continuamente. No lixo, havia encontrado sua alma gêmea.

                                                                         (Moacyr Scliar. Folha de S.Paulo,10.01.11. Adaptado)
  • De acordo com o texto, Jair