Questões de Concursos Bibliotecário

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  • 1 - Q35134.   Português - Nível Superior - Bibliotecário - IFAM - FUNCAB - 2014
  •     São os meios de comunicação, em especial a televisão, que divulgam, em escala mundial, informações (fragmentadas) hoje tomadas como conhecimento, construindo, desse modo, o mundo que conhecemos. Trata-se, na verdade, de processo metonímico – a parte escolhida para ser divulgada, para ser conhecida, vale pelo todo. É como se “o mundo todo” fosse constituído apenas por aqueles fatos/notícias que chegam até nós.
        Informação, porém, não é conhecimento, podendo até ser um passo importante. O conhecimento implica crítica. Ele se baseia na inter-relação e não na fragmentação. Todos temos observado que essa troca do conhecimento pela informação tem resultado na diminuição da criticidade.
        O conhecimento é um processo que prevê a condição de reelaborar o que vem como um “dado”, possibilitando que não sejamos meros reprodutores; inclui a capacidade de elaborações novas, permitindo reconhecer, trazer à superfície o que ainda é virtual, o que, na sociedade, está ainda mal desenhado, com contornos borrados. Para tanto, o conhecimento prevê a construção de uma visão que totalize os fatos, inter-relacionando todas as esferas da sociedade, percebendo que o que está acontecendo em cada uma delas é resultado da dinâmica que faz com que todas interajam, de acordo com as possibilidades daquela formação social, naquele momento histórico; permite perceber, enfim, que os diversos fenômenos da vida social estabelecem suas relações tendo como referência a sociedade como um todo. Para tanto, podemos perceber, as informações – fragmentadas – não são suficientes.
        Os meios de comunicação, sobretudo a televisão, ao produzirem essas informações, transformam em verdadeiros espetáculos os acontecimentos selecionados para se tornar notícias. Já na década de 1960, Guy Debord percebia “na vida contemporânea uma ‘sociedade de espetáculo’, em que a forma mais desenvolvida de mercadoria era antes a imagem que o produto material concreto”, e que “na segunda metade do século XX, a imagem substituiria a estrada de ferro e o automóvel como força motriz da economia”.
        Por sua condição de “espetáculo”, parece que o mais importante na informação passa a ser aquilo que ela tem de atração, de entretenimento. Não podemos nos esquecer, porém, de que as coisas se passam desse modo exatamente para que o conhecimento – e, portanto, a crítica – da realidade fique bastante embaçada ou simplesmente não se dê.
        O conhecimento continua a ser condição indispensável para a crítica. A informação, que parece ocupar o lugar desse conhecimento, tornou-se, ela própria, a base para a reprodução do sistema, uma mercadoria a mais em circulação nessa totalidade.
        A confusão entre conhecimento e informação, entre totalidade e fragmentação, leva à concepção de que a informação veiculada pelos meios é suficiente para a formação do cidadão, de que há um pressuposto de interação entre os meios e os cidadãos e de que todas as vozes circulam igualmente na sociedade.
        É a chamada posição liberal, a qual parece esquecer-se de que ideias, para circular, precisam de instrumentos, de suportes – rádio, televisão, jornal etc. – que custam caro e que, por isso, estão nas mãos daqueles que detêm o capital. [...]

    BACCEGA. Maria Aparecida. In: A TV aos 50 – Criticando a televisão brasileira no seu cinquentenário. São Paulo: PerseuAbramo, 2000, p. 106-7.
  • Com a substituição do complemento verbal por um pronome átono, infringe-se norma de regência em:
  • 2 - Q45930.   Biblioteconomia - Nível Superior - Bibliotecário - IPEA - CESPE - 2008
  • Julgue os itens seguintes, relacionados a bibliografia, princípios e padrões de tratamento da informação.

    Tiragens limitadas e dificuldades de distribuição de determinadas fontes bibliográficas, como teses e dissertações, afetaram a organização e a publicação de bibliografias que cobrem a literatura científica e tecnológica no Brasil.
  • 3 - Q11838.   Biblioteconomia - Nível Superior - Bibliotecário - Prefeitura de Florianópolis SC - FGV - 2014
  • A consideração das coleções da biblioteca é o fruto de uma política sistemática de aquisições, que busca a completude, a acumulação e todas as formas de saber e de criação confiadas à escrita, aptas a serem em seguida redistribuídas pela classificação nas grandes categorias literárias [...]. Este projeto enciclopédico não é senão a aplicação hiperbólica do programa intelectual da escola aristotélica (JACOB, C. Ler para escrever, p. 50). O trecho, transcrito de “O poder das bibliotecas”, de Baratin e Jacob (2000), descreve a formação de bibliotecas compreensivas, que se tornou inviável e que levou à definição de políticas de formação e desenvolvimento de coleções. A causa dessa mudança é atribuída à(ao):
  • 6 - Q34344.   Atualidades - Questão Ambiental e Sustentabilidade - Nível Superior - Bibliotecário - EBAL - CEFET BA - 2010
  • Quanto à escassez da água para utilização humana, identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.

    ( ) O cenário de escassez de água deve-se apenas à irregularidade na sua distribuição, pois o aumento das demandas e a degradação da qualidade da água constituem uma questão de mau gerenciamento do seu uso.
    ( ) A disputa pela água escassa tem feito surgir situações hidroconflitivas, especialmente no Oriente Médio, onde a competição pelo controle do vale do rio Jordão é um dos pontos da explosiva questão palestina.
    ( ) O Brasil é um dos poucos países do mundo a não enfrentar o estresse hídrico em decorrência de fatores, como a baixa densidade demográfica, a elevada pluviosidade e a reduzida contaminação dos mananciais.

    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
  • 7 - Q34339.   Atualidades - Política - Nível Superior - Bibliotecário - EBAL - CEFET BA - 2010
  • A respeito da censura política na internet, identifique com V as afirmativas verdadeiras e com F, as falsas.

    ( ) Todos os países de regime autoritário controlam o acesso de seus cidadãos à internet com o propósito de preservar sua cultura.
    ( ) A censura política pela internet passou a ser adotada pelo MERCOSUL, após a entrada da Venezuela, país de regime autoritário, nesse bloco.
    ( ) A restrição à internet visa, dentre outros fatores, bloquear o acesso a informações referentes aos direitos humanos, como é o caso da China.

    A alternativa que contém a sequência correta, de cima para baixo, é a
  • 10 - Q35141.   Português - Nível Superior - Bibliotecário - IFAM - FUNCAB - 2014
  •     São os meios de comunicação, em especial a televisão, que divulgam, em escala mundial, informações (fragmentadas) hoje tomadas como conhecimento, construindo, desse modo, o mundo que conhecemos. Trata-se, na verdade, de processo metonímico – a parte escolhida para ser divulgada, para ser conhecida, vale pelo todo. É como se “o mundo todo” fosse constituído apenas por aqueles fatos/notícias que chegam até nós.
        Informação, porém, não é conhecimento, podendo até ser um passo importante. O conhecimento implica crítica. Ele se baseia na inter-relação e não na fragmentação. Todos temos observado que essa troca do conhecimento pela informação tem resultado na diminuição da criticidade.
        O conhecimento é um processo que prevê a condição de reelaborar o que vem como um “dado”, possibilitando que não sejamos meros reprodutores; inclui a capacidade de elaborações novas, permitindo reconhecer, trazer à superfície o que ainda é virtual, o que, na sociedade, está ainda mal desenhado, com contornos borrados. Para tanto, o conhecimento prevê a construção de uma visão que totalize os fatos, inter-relacionando todas as esferas da sociedade, percebendo que o que está acontecendo em cada uma delas é resultado da dinâmica que faz com que todas interajam, de acordo com as possibilidades daquela formação social, naquele momento histórico; permite perceber, enfim, que os diversos fenômenos da vida social estabelecem suas relações tendo como referência a sociedade como um todo. Para tanto, podemos perceber, as informações – fragmentadas – não são suficientes.
        Os meios de comunicação, sobretudo a televisão, ao produzirem essas informações, transformam em verdadeiros espetáculos os acontecimentos selecionados para se tornar notícias. Já na década de 1960, Guy Debord percebia “na vida contemporânea uma ‘sociedade de espetáculo’, em que a forma mais desenvolvida de mercadoria era antes a imagem que o produto material concreto”, e que “na segunda metade do século XX, a imagem substituiria a estrada de ferro e o automóvel como força motriz da economia”.
        Por sua condição de “espetáculo”, parece que o mais importante na informação passa a ser aquilo que ela tem de atração, de entretenimento. Não podemos nos esquecer, porém, de que as coisas se passam desse modo exatamente para que o conhecimento – e, portanto, a crítica – da realidade fique bastante embaçada ou simplesmente não se dê.
        O conhecimento continua a ser condição indispensável para a crítica. A informação, que parece ocupar o lugar desse conhecimento, tornou-se, ela própria, a base para a reprodução do sistema, uma mercadoria a mais em circulação nessa totalidade.
        A confusão entre conhecimento e informação, entre totalidade e fragmentação, leva à concepção de que a informação veiculada pelos meios é suficiente para a formação do cidadão, de que há um pressuposto de interação entre os meios e os cidadãos e de que todas as vozes circulam igualmente na sociedade.
        É a chamada posição liberal, a qual parece esquecer-se de que ideias, para circular, precisam de instrumentos, de suportes – rádio, televisão, jornal etc. – que custam caro e que, por isso, estão nas mãos daqueles que detêm o capital. [...]

    BACCEGA. Maria Aparecida. In: A TV aos 50 – Criticando a televisão brasileira no seu cinquentenário. São Paulo: PerseuAbramo, 2000, p. 106-7.
  • Mantém-se o sentido de: “POR sua condição de ‘espetáculo’, parece que o mais importante na informação passa a ser aquilo que ela tem de atração...” (§ 5) com a substituição da preposição destacada pela seguinte locução: