Questões de Concursos Consultor Técnico Legislativo

Resolva Questões de Concursos Consultor Técnico Legislativo Grátis. Exercícios com Perguntas e Respostas. Provas Online com Gabarito.

  • 1 - Questão 28190 - Português - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • Celebridades

        Todos sabemos qual é a atividade de um médico, de um engenheiro, de um publicitário, de um torneiro mecânico, de um porteiro. Mas o que faz, exatamente, uma celebridade - além de ser célebre? Vejam que não me refiro a quem alcançou sucesso pela competência na função que exerce; falo das celebridades que estão acima de um talento específico e se tornaram célebres ninguém sabe exatamente por quê.
        Ilustro isso com um caso contado pelo poeta Ferreira Gullar. Andando numa rua do Rio de Janeiro, com sua inconfundível figura - magérrimo, rosto comprido e longos cabelos prateados - foi avistado por um indivíduo embriagado que deve tê-lo reconhecido da televisão, onde sempre aparece, que lhe gritou da outra calçada: - Ferreira Gullar! Sujeito famoso que eu não sei quem é!
        Aqui, a celebração não era do poeta ou de sua obra: era o reconhecimento de uma celebridade pela celebridade que é, e ponto final. Isso faz pensar em quanto o poder da mídia é capaz de criar deuses sem qualquer poder divino, astros fulgurantes sem o brilho de uma sólida justificativa. E as consequências são conhecidas: uma vez elevada a seu posto, a celebridade passa a ser ouvida, a ter influência, a exercitar esse difuso poder de um “formador de opinião”. Cobra-se da celebridade a lucidez que não tem, atribui-se-lhe um nível de informação que nunca alcançou, conta-se com um descortino crítico que lhe falta em sentido absoluto. Revistas especializam-se nelas, fotografam- nas de todos os ângulos, perseguem-nas onde quer que estejam, entrevistam-nas a propósito de tudo. Esgotada, enfim, uma celebração (até mesmo as celebridades são mortais), não faltam novos ocupantes do posto.
        À falta de algum mérito real, as oportunidades da sorte ou da malícia bem-sucedida acabam por presentear pessoas vazias com o cetro e a coroa de uma realeza artificial. Mas um artifício bem administrado, sabemos disso, pode ganhar o aspecto de uma qualidade natural. O que se espera é que sempre haja quem não confunda um manequim vazio com uma cabeça com cérebro dentro.

    (Diógenes Lampeiro, inédito)
  • Atente para as seguintes afirmações:

    I. Para dar força à sua tese, o autor do texto não contempla em nenhum momento a possibilidade de alguém ser celebrado pelo fato de demonstrar competência em alguma atividade específica.
    II. Ao estabelecer, no 3o parágrafo, uma conexão entre o culto das celebridades e o poder da mídia, o autor admite que essa conexão constitui uma relação de causa e efeito.
    III. Depreende-se da leitura do final do 3o parágrafo que a celebração de uma personalidade costuma ser transitória, mas a necessidade da celebração como fenômeno social surge como permanente.

    Em relação ao texto, está correto o que se afirma em
  • 2 - Questão 28185 - Português - Significação Contextual de Palavras e Expressões - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • Reféns da palavra

    Durante muito tempo, os gregos desconfiaram da palavra escrita como a linguagem cifrada de um mundo obscuro que só levava à danação, diferentemente do que se aprende “de cor”, ou com o coração, como está na etimologia. Homero, o inventor da literatura ocidental, era maior porque também nunca escrevera nada e suas estrofes inaugurais tinham sido transmitidas oralmente, de coração em coração.
    Meu convívio forçado com o computador, sua conveniência, seus mistérios e seus perigos, me faz pensar muito sobre a precariedade da palavra. Pois um pré-eletrônico como eu está sempre na iminência de ver textos inteiros desaparecerem sem deixar vestígio na tela. O computador nos transforma todos em reféns sem fuga possível da palavra e pode acabar, num segundo, com um dia inteiro de trabalho da pobre musa dos cronistas em trânsito. Ao mesmo tempo, nos transformou na primeira geração da História que tem toda a memória do mundo ao alcance de um dedo.
    O computador resgata a memória como mestre da História ou, ao contrário, nos exime de ter memória própria, e decreta o domínio definitivo da escrita sobre quem a pratica? Sei lá. É melhor acabar aqui antes que este texto desapareça.

    (Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Diálogos impossíveis. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. p. 58)
  • Atente para as seguintes afirmações:

    I. No 2o parágrafo, o autor se vale da expressão precariedade da palavra para referir a indeterminação semântica que ela assume por conta da multiplicidade de sentidos que pode abrigar.
    II. No 2o parágrafo, a expressão reféns sem fuga possível sugere a condição daqueles que, uma vez contando com os serviços de um computador, não conseguem mais dispensá-los.
    III. No 3o parágrafo, o autor considera indiscutível o fato de que nossa confiança na prodigiosa memória de um computador acabará acarretando o negligente esquecimento de nossa própria História.

    Em relação ao texto está correto o que se afirma APENAS em
  • 3 - Questão 28188 - Português - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • Celebridades

        Todos sabemos qual é a atividade de um médico, de um engenheiro, de um publicitário, de um torneiro mecânico, de um porteiro. Mas o que faz, exatamente, uma celebridade - além de ser célebre? Vejam que não me refiro a quem alcançou sucesso pela competência na função que exerce; falo das celebridades que estão acima de um talento específico e se tornaram célebres ninguém sabe exatamente por quê.
        Ilustro isso com um caso contado pelo poeta Ferreira Gullar. Andando numa rua do Rio de Janeiro, com sua inconfundível figura - magérrimo, rosto comprido e longos cabelos prateados - foi avistado por um indivíduo embriagado que deve tê-lo reconhecido da televisão, onde sempre aparece, que lhe gritou da outra calçada: - Ferreira Gullar! Sujeito famoso que eu não sei quem é!
        Aqui, a celebração não era do poeta ou de sua obra: era o reconhecimento de uma celebridade pela celebridade que é, e ponto final. Isso faz pensar em quanto o poder da mídia é capaz de criar deuses sem qualquer poder divino, astros fulgurantes sem o brilho de uma sólida justificativa. E as consequências são conhecidas: uma vez elevada a seu posto, a celebridade passa a ser ouvida, a ter influência, a exercitar esse difuso poder de um “formador de opinião”. Cobra-se da celebridade a lucidez que não tem, atribui-se-lhe um nível de informação que nunca alcançou, conta-se com um descortino crítico que lhe falta em sentido absoluto. Revistas especializam-se nelas, fotografam- nas de todos os ângulos, perseguem-nas onde quer que estejam, entrevistam-nas a propósito de tudo. Esgotada, enfim, uma celebração (até mesmo as celebridades são mortais), não faltam novos ocupantes do posto.
        À falta de algum mérito real, as oportunidades da sorte ou da malícia bem-sucedida acabam por presentear pessoas vazias com o cetro e a coroa de uma realeza artificial. Mas um artifício bem administrado, sabemos disso, pode ganhar o aspecto de uma qualidade natural. O que se espera é que sempre haja quem não confunda um manequim vazio com uma cabeça com cérebro dentro.

    (Diógenes Lampeiro, inédito)
  • No dicionário Houaiss, o verbete tautologia apresenta, entre outras, a seguinte acepção: proposição analítica que permanece sempre verdadeira, uma vez que o atributo é uma repetição do sujeito.

    Com essa acepção, o qualificativo de tautológicas pode ser aplicado às passagens do texto em que o conceito de celebridade remete
  • 4 - Questão 28172 - Informática - Segurança da Informação - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • Segundo a Norma ABNT NBR ISO/IEC 27001:2006, a organização deve continuamente melhorar a eficácia do Sistema de Gestão da Segurança da Informação (SGSI) por meio do uso da política de segurança da informação, objetivos de segurança da informação, resultados de auditorias, análises de eventos monitorados, ações corretivas e preventivas e análise crítica pela direção. Deve executar ações para eliminar as causas de não-conformidades com os requisitos do SGSI, de forma a evitar a sua repetição.

    O procedimento documentado para ação corretiva deve definir requisitos para
  • 5 - Questão 28162 - Informática - Engenharia de Software - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • O gerenciamento de requisitos em grandes sistemas envolve o processamento de grandes volumes de informações sobre requisitos, o que exige o uso de apoio automatizado. As ferramentas de software para esse gerenciamento devem ser escolhidas durante a fase de planejamento de gerenciamento de requisitos.

    As ferramentas de apoio são usadas, principalmente, para
  • 6 - Questão 28174 - Informática - Sistemas Operacionais - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • No projeto de sistemas operacionais são utilizados escalonadores que empregam algoritmos que decidem sobre preemptibilidade, prioridades, tempos de execução e outras características de processos. No escalonamento usando o algoritmo Round-Robin,
  • 7 - Questão 28179 - Informática - Governança de TI - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • O modelo MPS.BR baseia-se nos conceitos de maturidade e capacidade de processo para a avaliação e melhoria da qualidade e produtividade de software e serviços correlatos, e também para a melhoria da qualidade e produtividade dos serviços prestados. Dentro desse contexto, o modelo MPS possui quatro componentes: Modelo de Referência MPS para Software, Modelo de Referência MPS para Serviços, Método de Avaliação e Modelo de
  • 8 - Questão 28184 - Português - Significação Contextual de Palavras e Expressões - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • Reféns da palavra

    Durante muito tempo, os gregos desconfiaram da palavra escrita como a linguagem cifrada de um mundo obscuro que só levava à danação, diferentemente do que se aprende “de cor”, ou com o coração, como está na etimologia. Homero, o inventor da literatura ocidental, era maior porque também nunca escrevera nada e suas estrofes inaugurais tinham sido transmitidas oralmente, de coração em coração.
    Meu convívio forçado com o computador, sua conveniência, seus mistérios e seus perigos, me faz pensar muito sobre a precariedade da palavra. Pois um pré-eletrônico como eu está sempre na iminência de ver textos inteiros desaparecerem sem deixar vestígio na tela. O computador nos transforma todos em reféns sem fuga possível da palavra e pode acabar, num segundo, com um dia inteiro de trabalho da pobre musa dos cronistas em trânsito. Ao mesmo tempo, nos transformou na primeira geração da História que tem toda a memória do mundo ao alcance de um dedo.
    O computador resgata a memória como mestre da História ou, ao contrário, nos exime de ter memória própria, e decreta o domínio definitivo da escrita sobre quem a pratica? Sei lá. É melhor acabar aqui antes que este texto desapareça.

    (Adaptado de: VERISSIMO, Luis Fernando. Diálogos impossíveis. Rio de Janeiro: Objetiva, 2012. p. 58)
  • Ao lembrar o que significa, desde sua origem, a expressão "de cor", o autor se vale dessa etimologia para lembrar
  • 9 - Questão 28192 - Português - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • Celebridades

        Todos sabemos qual é a atividade de um médico, de um engenheiro, de um publicitário, de um torneiro mecânico, de um porteiro. Mas o que faz, exatamente, uma celebridade - além de ser célebre? Vejam que não me refiro a quem alcançou sucesso pela competência na função que exerce; falo das celebridades que estão acima de um talento específico e se tornaram célebres ninguém sabe exatamente por quê.
        Ilustro isso com um caso contado pelo poeta Ferreira Gullar. Andando numa rua do Rio de Janeiro, com sua inconfundível figura - magérrimo, rosto comprido e longos cabelos prateados - foi avistado por um indivíduo embriagado que deve tê-lo reconhecido da televisão, onde sempre aparece, que lhe gritou da outra calçada: - Ferreira Gullar! Sujeito famoso que eu não sei quem é!
        Aqui, a celebração não era do poeta ou de sua obra: era o reconhecimento de uma celebridade pela celebridade que é, e ponto final. Isso faz pensar em quanto o poder da mídia é capaz de criar deuses sem qualquer poder divino, astros fulgurantes sem o brilho de uma sólida justificativa. E as consequências são conhecidas: uma vez elevada a seu posto, a celebridade passa a ser ouvida, a ter influência, a exercitar esse difuso poder de um “formador de opinião”. Cobra-se da celebridade a lucidez que não tem, atribui-se-lhe um nível de informação que nunca alcançou, conta-se com um descortino crítico que lhe falta em sentido absoluto. Revistas especializam-se nelas, fotografam- nas de todos os ângulos, perseguem-nas onde quer que estejam, entrevistam-nas a propósito de tudo. Esgotada, enfim, uma celebração (até mesmo as celebridades são mortais), não faltam novos ocupantes do posto.
        À falta de algum mérito real, as oportunidades da sorte ou da malícia bem-sucedida acabam por presentear pessoas vazias com o cetro e a coroa de uma realeza artificial. Mas um artifício bem administrado, sabemos disso, pode ganhar o aspecto de uma qualidade natural. O que se espera é que sempre haja quem não confunda um manequim vazio com uma cabeça com cérebro dentro.

    (Diógenes Lampeiro, inédito)
  • Estão plenamente observadas as normas de concordância verbal na frase:
  • 10 - Questão 28166 - Informática - Redes de Computadores - Nível Médio - Consultor Técnico Legislativo - Câmara de São Paulo SP - FCC - 2014
  • O protocolo IP versão 6 (IPv6) permite que mais endereços IP sejam atribuídos do que no IPv4. No IPv6,