Questões de Concursos Odontólogo

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  • 1 - Questão 34992 - Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Após o advento da penicilina, nos anos 40, houve um importante declínio da infecção causada pelo Treponema pallidum, porém recentemente observou-se significativo aumento de casos que parecem estar relacionados ao abuso de cocaína e crack e à troca de drogas ilegais por sexo.

    Quanto à infecção causada pelo Treponema pallidum, é correto afirmar que
  • 2 - Questão 35007 - Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Paciente de 20 anos chega ao consultório relatando dor apenas durante o ato mastigatório, quando o alimento encosta no dente 46. Também comenta que, às vezes, o dente sangra. O exame clínico evidencia pólipo no interior de uma cavidade cariosa e, radiograficamente, observa-se cárie profunda, havendo uma pequena comunicação direta da câmara pulpar com a cavidade da cárie, junto ao corno pulpar mesial. O periodonto apical encontra-se ligeiramente espessado e o assoalho da câmara pulpar, íntegro.

    Com base no caso clínico apresentado, o diagnóstico é

    I. Pulpite reversível.
    II. Periodontite apical de origem bacteriana.
    III. Pulpite crônica hiperplásica.

    O tratamento indicado, segundo Mário Roberto Leonardo(2008), é

    I. Pulpotomia.
    II. Biopulpectomia.
    III. Necropulpectomia.

    Sobre o diagnóstico e o tratamento indicados, estão corretas apenas as afirmativas da alternativa
  • 3 - Questão 34993 - Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Sabendo-se da presença de um surto epidêmico de caxumba em nosso município, é importante conhecer as características dessa infecção. Com relação à caxumba, é correto afirmar que
  • 4 - Questão 35024 - Português - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Leia o texto, para responder à questão.

    Contra a mera “tolerância” das diferenças
    Renan Quintanilha

        “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
        “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
        “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
        Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
        Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.
        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.
        Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2
        Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.
        O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em:  Acesso em: 03 mai 2016. 

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
  • Sobre o texto, são feitas as seguintes afirmações:

    I. Tolerar aquele que é diferente significa aquiescer a sua existência.
    II. Não há tolerância em relação à existência autônoma do que é diferente dos padrões sociais.
    III. Tolerar não basta; é preciso admitir a existência do outro como membro da comunidade política.
    IV. Não existe consonância entre o argumento liberal sobre a tolerância e o sentido recorrente nos discursos da política.

    Está (ão) correta (s) apenas a (s) afirmativa (s)
  • 5 - Questão 35000 - Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Após realizar completa anamnese, exame clínico e radiográfico, o dentista está apto a determinar o plano de tratamento mais adequado para o tipo de traumatismo envolvido.

    Com relação às lesões traumáticas dos dentes e suas estruturas de suporte, o que é correto afirmar?
  • 6 - Questão 35002 - Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Com relação aos instrumentos e equipamentos utilizados no tratamento da doença periodontal, é correto afirmar que
  • 7 - Questão 35011 - Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • A execução da maior parte dos procedimentos restauradores requer certo conhecimento de periodontia, uma vez que a presença de saúde periodontal é essencial para o sucesso estético, biológico e funcional das restaurações.

    Com respeito aos princípios biológicos periodontais, o que é correto afirmar?
  • 8 - Questão 34995 - Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Mulher de 46 anos, procura o Cirurgião Dentista(CD), relatando que, há algum tempo, apresenta dor em forma de pontada e, às vezes, uma sensação de queimação na região de alvéolos nos hemiarcos superior e inferior direitos. Nos últimos dias, a dor evoluiu com intervalos mais frequentes e intensos, com a sensação de descarga de um raio. Relata, também, que o simples contato com o vento está provocando dor e que, ao segurar o rosto, sente contração da musculatura da face. Ao exame clínico, o CD observa a ausência dos molares superiores e dos molares e pré-molares inferiores.

    Não identificando alterações no exame radiográfico, qual conduta o CD deve seguir?
  • 9 - Questão 35019 - Português - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Leia o texto, para responder à questão.

    Contra a mera “tolerância” das diferenças
    Renan Quintanilha

        “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
        “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
        “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
        Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
        Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.
        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.
        Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2
        Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.
        O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em:  Acesso em: 03 mai 2016. 

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
  • Em “Não, não é preciso tolerar.”, se fosse colocada outra vírgula após a segunda palavra “não”, é correto afirmar que
  • 10 - Questão 34996 - Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Estudos epidemiológicos descritos por Walter Machado(2003), relacionados à doença periodontal, relatam que