Questões de Concursos Pedagogo

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  • 1 - Questão 35183 - Português - Interpretação de Textos - Nível Superior - Pedagogo - IFES - 2016
  • A próxima questão,terão como base os dois textos seguintes. Leia-os:

    Texto 1:
    ESSES TEXTOS


    O texto primeiro existe
    só, como ponto.
    Se transforma depois em linha
    com sua própria força 
    de deslocação,
    sua velocidade própria.

    Depois,
    o leitor institui
    outra linha, lendo.
    O leitor constitui
    um feixe de linhas cruzadas
    organizando os textos.

    No percurso do texto
    e no trânsito da leitura,
    as linhas se chocam,
    se repudiam, se perdem,
    correm pararelas
    e podem se amar.
    Depois, saber fazer
    retorná-las a ponto.

    (Mas o importante é o leitor. Você.)

    É preciso ter calma.
    Saber ir abotoando
    os elementos vários
    à espera do clique de colchete.
    Quando dois ou mais
    se engatam,
    fecha-se um sentido
    único e exclusivo.
    Mas que você pode emprestar
    a alguém,
    desde que o diga
    (Não tenha medo da alta-velocidade.
    Não tenha receio de dar marcha à ré.)

    É preciso ter pressa.
    Saber ir desabotoando
    os colchetes de sentido
    como quem quer tirar
    camisa usada e suada
    de dia de trabalho.
    Cada camisa,
    depois de surrada,
    é fonte
    de novo esforço.
    Ou então vira
    camisa-de-força.

    É preciso saber vestir
    o texto,
    como tatuagem na própria
    pele.

    É preciso saber tatuar
    o texto,
    como sulcos feitos
    na bruta realidade.

    O duplo estilete
    do texto e da leitura,
    do autor e do leitor.

    A dupla tatuagem
    contra o próprio corpo
    e a realidade bruta.

    A tatuagem que se imprime
    para poder forçar
    a barra.
    A tatuagem que o corpo,
    depois de violado
    tatua. Violentando.
    (SANTIAGO, Silviano, Crescendo durante a guerra numa província ultramarina. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978.)

    Texto 2:
    LEITURA NAS DIVERSAS DISCIPLINAS


    Heloisa Amaral

    O ensino, na escola, não existe sem a leitura. Ou é leitura direta pelo aluno, ou explicações do professor sobre textos que ele, o professor, leu. Ou seja, a linguagem falada pelo professor é uma didatização do conhecimento acumulado pela escrita (em letras ou números e sinais) na disciplina que ele leciona. Quando a fala é uma transposição de leituras, ela não é uma fala similar a uma conversa casual, como as que usamos no cotidiano. Ao contrário, está carregada de conceitos e de relações complexas entre os conceitos provenientes de estudos sobre os diferentes conhecimentos, seja qual for a matéria que esteja sendo ensinada. E em geral é preciso acrescentar, para complementar as aulas expositivas ou dialogadas feitas pelos professores, textos (didáticos ou não) relacionados às disciplinas ministradas.

    Assim, o que se tem como prática constante em todas as disciplinas escolares é a leitura de textos. Antes ou depois da aula expositiva, leituras. Leitura de textos escritos, de imagens, de gráficos, mas leitura. Isso significa que sem desenvolver capacidades de leitura o aluno não consegue aprender as disciplinas escolares na dimensão proposta pelos conteúdos programáticos. Significa, também, que os professores das diversas disciplinas precisam ensinar o aluno a ler os gêneros próprios de suas matérias, uma vez que eles são gêneros textuais produzidos de forma particular em cada área de conhecimento. Ler literatura, por exemplo, não é o mesmo que ler enunciados de problemas; ler textos de história não é o mesmo que ler gráficos em geografia. O aluno não lê textos de cada uma das disciplinas com facilidade sem ter compreendido os conceitos e as relações entre eles, do modo particular como são abordados nelas. Seja qual for a disciplina, a leitura se dá de forma particular, e exige conhecimentos específicos para ser bem-sucedida.

    Então, ler é uma competência indispensável para a aprendizagem em cada uma das áreas, uma competência que precisa ser ensinada pelos professores de cada uma delas. Mas, o que é necessário para que os alunos leiam verdadeiramente em qualquer disciplina, compreendendo o que leem? A compreensão dos textos de diferentes gêneros está relacionada a dois aspectos: primeiramente, à natureza dos próprios textos e, em segundo lugar, às capacidades de leitura desenvolvidas pelo leitor.

    Em primeiro lugar, não há como ler textos, gráficos ou imagens, sem ter compreendido bem a natureza dos gêneros textuais das diferentes áreas de conhecimento, ou seja, a situação particular em que textos, gráficos ou imagens foram produzidos. A situação de produção de um texto é sempre histórica, isto é, está ligada ao momento histórico atual e, ao mesmo tempo, faz referências a um conhecimento produzido em um dado momento da história da humanidade. Em matemática, por exemplo, o professor pode ensinar a situação de produção de um gênero textual matemático trabalhando com o nascimento de conceitos a eles relacionados, registrados na história da matemática.

    Em segundo lugar, não há leitores que leiam bem sem ter suas capacidades de leitura, necessárias para ler qualquer gênero de texto, bem desenvolvidas. As capacidades de leitura, portanto, podem e devem ser desenvolvidas em qualquer disciplina escolar. (...)

    Publicado originalmente no site da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro
    (Disponível em: https://dialogosassessoria.wordpress.com/2014/09/11/leitura-nas-diversas-disciplinas/)
  • Pensemos no texto como algo vivo.

    Um bom exemplo da relação existente entre texto e leitor está no poema “Esses Textos”, de Silviano Santiago. Esse poema deixa-nos algumas pistas, a fim de que, através destas, um contato mais próximo, entre leitor e texto, se estabeleça.
    Leia as citações a seguir (que se apresentam em sentido figurado), sabendo que nem todas podem exprimir essa relação interativa:

    I) “O texto primeiro existe / só, como ponto. Se transforma depois em linha / com sua própria força / de deslocação”.
    II) “Depois, / o leitor institui / outra linha, lendo.”
    III) “No percurso do texto / e no trânsito da leitura, / as linhas se chocam, / se repudiam, se perdem, / correm paralelas / e podem se amar.
    IV) “O duplo estilete / do texto e da leitura, / do autor e do leitor.”

    Agora, escolha a opção que representa a adequação dessa interação entre leitor e texto:
  • 4 - Questão 29065 - Conhecimentos Específicos - Legislação da Educação - Nível Superior - Pedagogo - Prefeitura de Betim MG - 2015
  • De acordo com o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei n° 8.069/90), quando este versa sobre o direito à educação, à cultura, ao esporte e ao lazer, é dever do Estado assegurar
  • 5 - Questão 34047 - Português - Interpretação de Textos - Nível Superior - Pedagogo - DPE SP - FCC - 2015
  • Em defesa da dúvida

          Numa época em que tantos parecem ter tanta certeza sobre tudo, vale a pena pensar no prestígio que a dúvida já teve. Nos diálogos de Platão, seu amigo Sócrates pulveriza a certeza absoluta de seus contendores abalando-a por meio de sucessivas perguntas, que os acabam convencendo da fragilidade de suas convicções. Séculos mais tarde, o filósofo Descartes ponderou que o maior estímulo para se instituir um método de conhecimento é considerar a presença desafiadora da dúvida, como um primeiro passo.
          Lendo os jornais e revistas de hoje, assistindo na TV a entrevistas de personalidades, o que não falta são especialistas infalíveis em todos os assuntos, na política, na ciência, na economia, nas artes. Todos têm receitas imediatas e seguras para a solução de todos os problemas. A hesitação, a dúvida, o tempo para reflexão são interpretados como incompetência, passividade, absenteísmo. É como se a velocidade tecnológica, que dá o ritmo aos nossos novos hábitos, também ditasse a urgência de constituirmos nossas certezas.
          A dúvida corresponde ao nosso direito de suspender a verdade ilusória das aparências e buscar a verdade funda daquilo que não aparece. Julgar um fato pelo que dele diz um jornal, avaliar um problema pelo ângulo estrito dos que nele estão envolvidos é submeter-se à força de valores já estabelecidos, que deixamos de investigar. A dúvida supõe a necessidade que tem a consciência de se afastar dos julgamentos já produzidos, permitindo-se, assim, o tempo necessário para o exame mais detido da matéria a ser analisada. A dúvida pode ser o primeiro passo para o caminho das afirmações que acabam sendo as mais seguras, porque mais refletidas e devidamente questionadas.

                                                     (Cássio da Silveira, inédito)
  • As normas de concordância verbal estão plenamente observadas na seguinte frase:
  • 7 - Questão 34060 - Informática - Nível Superior - Pedagogo - DPE SP - FCC - 2015
  • No Windows 7, uma das formas de saber o tamanho de um arquivo ou pasta é clicar sobre o nome deles com o botão direito do mouse (padrão) e, na janela apresentada, escolher
  • 8 - Questão 30045 - Pedagogia - Nível Superior - Pedagogo - CONDER - FGV - 2013
  • No livro Biologia e Conhecimento (1973), Piaget descreve que as crianças pequenas, na fase pré‐operatória, apresentam o que chamou de “pensamento egocêntrico".

    Assinale a alternativa que caracteriza tal pensamento
  • 9 - Questão 34077 - Pedagogia - A Didática e o Processo de Ensino e Aprendizagem - Nível Superior - Pedagogo - DPE SP - FCC - 2015
  • A professora que acredita saber como melhor ensinar, já que domina o método, se limitando a planejar e executar o que planeja, sem buscar explicações para o sucesso de uns e o fracasso de outros, se limitando a aprovar os que revelam ter aprendido o que ela ensinou, e reprovar os que não mostram ter aprendido o ensinado, decididamente nada aprendeu ao ensinar.

    Baseando-se nesta concepção de ensino aprendizagem, depreende-se que a prática docente crítica
  • 10 - Questão 34052 - Português - Nível Superior - Pedagogo - DPE SP - FCC - 2015
  • Barbárie e civilização

          Em 1777, o ferino filósofo francês Voltaire escreveu:

          “O mundo começa a civilizar-se um pouco; mas que ferrugem espessa, que noite grosseira, que barbárie dominam ainda certas províncias, sobretudo entre os probos agricultores tão louvados em elegias e éclogas, entre lavradores inocentes e vigários de aldeia, que por um escudo arrastariam os irmãos para a prisão e vos apedrejariam se duas velhas, vendo-vos passar, exclamassem: herege!
          O mundo está melhorando um pouco; sim, o mundo pensante, mas o mundo bruto será ainda por muito tempo um composto de animais, e a canalha será sempre de cem para um. É para ela que tantos homens, mesmo com desdém, mostram compostura e dissimulam; é a ela que todos querem agradar; é dela que todos querem arrancar vivas; é para ela que se realizam cerimônias pomposas; é só para ela, enfim, que se faz do suplício de um infeliz um grande e soberbo espetáculo"

    (O preço da justiça. São Paulo: Martins Fontes, 2001, p. 29-30)
  • Está plenamente clara e correta a redação da seguinte frase: