Questões de Português para Concursos

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  • 1 - Q46502.   Português - Nível Superior - Dentista - SPDM - 2014
  • TEXTO
    CORRELAÇÕES ESPÚRIAS


    José Paulo Kupfer, O Globo, 11/07/2014

    Não bastasse a eliminação da seleção brasileira por um resultado humilhante, resta ter de conviver com as tentativas de uso político do desastre e de vinculá-lo à complicada situação da economia. Essas articulações, de um reducionismo lógico constrangedor, são comuns no país do futebol, sobretudo nos momentos como os de Copas do Mundo, em que a pátria calça chuteiras. Mas nem por isso fazem sentido e muito menos contribuem para que os verdadeiros problemas extracampo sejam devidamente diagnosticados e superados.

    Fazer uso político de um evento que mobiliza intensamente os brasileiros, com perdão do trocadilho, é do jogo, ainda mais sendo este um jogo que, por coincidência de calendários, sempre se joga em período de eleições gerais. Mas sugerese não embarcar na canoa furada das correlações entre futebol e política e muito menos tentar pegar carona no evento, mesmo no Brasil, onde o futebol foi redesenhado como arte e, assim, criativo, causou a impregnação da alma nacional.
  • O seguinte segmento do texto utiliza uma variedade coloquial de linguagem:
  • 3 - Q55542.   Português - Ortografia - Nível Médio
  • Assinale a alternativa que completa, correta e respectivamente, as lacunas.

    A ____________ da Câmara dos Deputados durou mais de 10 horas. Foi aprovada a ____________ da área aos índios.
  • 4 - Q372.   Português - Nível Médio - Agente de Polícia Civil - Polícia Civil MA - FCC
  • A concordância está inteiramente correta na frase:
  • 5 - Q42034.   Português - Nível Médio - Assistente Administrativo - FUNARTE - FGV - 2014
  • A GRATIDÃO

        Desta vez, trago-vos algumas histórias e fico grato pelo tempo que possa ser dispensado à sua leitura. Falam-nos de gratidão e poderão fazer-nos pensar no quanto a gratidão fará, ou não, parte das nossas vidas. Estou certo de que sabereis extrair a moral da história.
        Uma brasileira, sobrevivente de um campo de extermínio nazista, contou que, por duas vezes, esteve numa fila que a encaminhava para a câmara de gás. E que, nas duas vezes, o mesmo soldado alemão a retirou da fila.
        Aristides de Sousa Mendes foi cônsul de Portugal na França. Quando as tropas de Hitler invadiram o país, Salazar ordenou que não se concedesse visto para quem tentasse fugir do nazismo. Contrariando o ditador, Aristides salvou dez mil judeus de uma morte certa. Pagou bem caro pela sua atitude humanitária. Salazar destituiu-o do cargo e o fez viver na miséria até o fim da vida. Diz um provérbio judeu que “quem salva uma vida salva a humanidade". Em sinal de gratidão, há vinte árvores plantadas em sua memória no Memorial do Holocausto, em Jerusalém. E Aristides recebeu dos israelenses o título de “Justo entre as Nações", o que equivale a uma canonização católica.
        Quando um empregado de um frigorífico foi inspecionar a câmara frigorífica, a porta se fechou e ele ficou preso dentro dela. Bateu na porta, gritou por socorro, mas todos haviam ido para suas casas. Já estava muito debilitado pela baixa temperatura, quando a porta se abriu e o vigia o resgatou com vida. Perguntaram ao vigia-salvador: Por que foi abrir a porta da câmara, se isso não fazia parte de sua rotina de trabalho? Ele explicou: Trabalho nesta empresa há 35 anos, vejo centenas de empregados que entram e saem, todos os dias, e esse é o único funcionário que me cumprimenta ao chegar e se despede ao sair. Hoje ele me disse “bom dia" ao chegar. E não percebi que se despedisse de mim. Imaginei que poderia lhe ter acontecido algo. Por isso o procurei e o encontrei.
        Talvez a gratidão devesse ser uma rotina nas nossas vidas, algo indissociável da relação humana, mas talvez ande arredada dos nossos cotidianos, dos nossos gestos. E se começássemos cada dia dando gracias a la vida, como faria a Violeta?

    (José Pacheco, Dicionário de valores)
  • Em todos os segmentos abaixo, a conjunção “E” une ações ocorridas em tempos sucessivos; assinale o caso em que as ações ligadas por essa conjunção indicam momentos simultâneos:
  • 6 - Q43000.   Português - Nível Médio - Soldado do Corpo de Bombeiro - Bombeiro Militar MA - FGV - 2012
  • “Quanto mais a pena for rápida e próxima do delito, tanto mais justa e útil ela será” (C. Beccaria).

    Essas palavras apontam para uma crítica muito comum entre os brasileiros, que diz respeito à: 
  • 7 - Q6025.   Português - Nível Médio - Agente Educativo - Prefeitura de Senador Canedo GO - FJPF - 2008
  • Leia o texto a seguir e responda às questões 01 a 10.

    BOA INTENÇÃO

        O Brasil é, reconhecidamente, um país de leis,
    normas e regimentos que se contam aos milhares
    e não param de se multiplicar. Daí o enorme
    aparato de funcionários que as empresas precisam
    deslocar para manter em dia obrigações
    tributárias, por exemplo. Se desenvolvimento
    dependesse da quantidade de leis, o país já teria
    rompido a barreira do Primeiro Mundo. Pelo
    menos no caso brasileiro, o volume de legislação
    é proporcional ao descumprimento dela para a
    sociedade. Parece clara a relação entre
    incapacidade de fiscalização e furor legiferante.
        Ou melhor: quanto menos disposto ou
    capaz de fazer valer um conjunto de normas, mais
    propenso o poder público está a formular e baixar
    novas regras. Mesmo que sejam inócuas e atinjam
    direitos legais.

    O Globo, 5-4-2008.
  • “O Brasil é, reconhecidamente, um país de leis, normas e regimentos que se contam aos milhares”; com o advérbio sublinhado, o autor do texto quer dizer que:
  • 8 - Q43331.   Português - Interpretação de Textos - Nível Médio - Soldado do Corpo de Bombeiro - Bombeiro Militar SP - VUNESP - 2014
  •    Alguém, em algum beco escuro da internet, acha que os seguintes itens têm a ver comigo: saias curtas, camisetas bem cavadas, chapéus com detalhes metálicos. Tudo supermoderno, descolado e… feminino. Por quê? Sou um senhor de meia-idade, grisalho, que se veste com roupas masculinas. Não tenho filhas, nem sobrinhas, nem ninguém próximo que use esse tipo de moda. Mas esse tipo de moda me bombardeia.
       Entro em um site sério de notícias e está lá um anúncio divulgando a última coleção da marca. Navego pelo site do jornal americano “The New York Times”, idem: essa mesma publicidade preenche os espaços em branco e se oferece para mim.
       Mas como me transformei em uma vítima dos anúncios de moda? Vamos voltar algumas semanas no tempo.
      Minha triste saga começou no Twitter, mais especificamente na conta da seção de estilo do site BuzzFeed. Cliquei em um link que dizia algo como “conheça a marca de roupas preferida da Kristen Stewart” (a jovem e bela atriz da série “Crepúsculo”). Vacilo fatal. Acabei caindo em uma suposta reportagem sobre uma grife de roupas femininas chamada Wildfang. Na verdade, tratava-se do que, na era da internet, ganhou o nome de “conteúdo patrocinado”, ou seja, era uma publicidade disfarçada de jornalismo.
       Mais do que ser apenas um anúncio, o tal link trazia escondido algum dispositivo on-line que me fichou como fã da Wildfang e instalou nos meus navegadores algo que faz disparar anúncios da marca em qualquer site que eu acesse.
       Ao clicar na “reportagem” do BuzzFeed sobre as roupas da Wildfang, o que se esperava era um texto feito por um(a) repórter de moda, de opiniões próprias. Mas não era nada disso: era material pago, sem nenhuma indicação de que se tratava de um comercial, e que infestou meus computadores com anúncios indesejados.
      Pode ser um bobo ranço geracional, mas tenho enorme dificuldade para aceitar que conteúdo informativo e publicidade se transformem em uma coisa só.

    (Álvaro Pereira Júnior. Folha de S.Paulo, 11.10.2014. Adaptado)
  • O autor tornou-se “uma vítima dos anúncios de moda” quando
  • 9 - Q31956.   Português - Nível Médio - Assistente Administrativo - CRM PR - QUADRIX - 2014
  • Para responder a questão, leia o texto abaixo.

    Apenas Sudeste cumpre a meta de 2,5 médicos por mil habitantes

         Um problema que o governo tenta resolver com o programa Mais Médicos está detalhado em números na Síntese de Indicadores Sociais, estudo divulgado pelo IBGE, com base em informações do Conselho Federal de Medicina.
         A relação médicos/habitantes no País está aquém do recomendado pelo Ministério da Saúde. Em 2011, havia 1,95 médicos para cada mil habitantes, quando o recomendado pelo ministério é 2,5 médicos por mil habitantes. Somente no Sudeste essa meta é atingida, com 2,61 médicos por mil habitantes. A região Norte tem a pior relação médico/habitante, com apenas 0,98. O estudo mostra concentração de profissionais nas grandes cidades. Nas capitais, há 4,2 médicos para cada mil habitantes. O Maranhão tem a menor relação médicos/habitantes do País: apenas 0,68 médico para cada mil habitantes. A melhor relação está no Distrito Federal: 4,02 médicos por mil habitantes.
         Outra carência revelada pelos indicadores sociais é de leitos hospitalares, embora os dados só cheguem até 2009. O País tinha 2,3 leitos em estabelecimentos de saúde para cada mil habitantes em 2009. É um número que vem caindo ano a ano: em 1999, eram três leitos por mil habitantes.

    (www. estodao. com.br)
  • Sobre o termo "pelos indicadores sociais", em destaque no último parágrafo do texto, analise as afirmações. 

    I. Exerce função sintática de agente da passiva. 
    II. Apresenta problema de pontuação, já que deveria aparecer vírgula após "pelos". 
    III. Deveria ser introduzido por "cujos", não por "pelos". 

    Tendo em mente a coerência em relação ao contexto e o respeito às regras do acento indicativo de crase, pode-se considerar a adequação de:
  • 10 - Q27759.   Português - Interpretação de Textos - Nível Médio - Agente Administrativo - Câmara de Jaboticabal SP - VUNESP - 2015
  • Leia o texto para responder à questão
    Revolução tecnológica pode ter sido tremendamente superestimada

        Você se lembra de O Guia do Mochileiro das Galáxias, romance de Douglas Adams lançado em 1979? A história começa com um chato tecnológico qualquer descartando a Terra por ser um planeta cujas formas de vida são tão primitivas que “elas ainda acham relógios digitais uma ideia bacana". Mas estamos falando do passado, dos primeiros estágios da revolução da tecnologia da informação.
        De lá para cá, avançamos para coisas muito mais significativas, a tal ponto que a grande ideia tecnológica de 2015 é, até o momento, um relógio digital. Mas este instrui o portador a se levantar se ele passar tempo demais sentado.
        Está bem, também estou sendo chato. Mas existe uma questão verdadeira nisso. Todo mundo sabe que vivemos em uma era de mudança tecnológica incrivelmente rápida, que está mudando tudo. Mas e se aquilo que todo mundo sabe estiver errado?
       O Guia do Mochileiro das Galáxias foi publicado na era do “paradoxo da produtividade", um período de duas décadas durante o qual a tecnologia parecia estar avançando rapidamente – computadores pessoais, telefones celulares, redes de computação e os estágios iniciais da Internet –, mas o crescimento econômico era lento e a renda estava estagnada.
        Apenas por volta de 1995, o crescimento da produtividade decolou. Mas não obtivemos um retorno sustentado a um rápido progresso econômico. Em lugar disso, tivemos um surto isolado de crescimento, que minguou cerca de uma década atrás. Desde então, vivemos em uma era de iPhones, iPads e AiMeuDeus; mas, mesmo que desconsiderados os efeitos da crise financeira, o crescimento e a tendência de renda retornaram à lentidão que caracterizou os anos 70 e 80.
        Em outras palavras, a esta altura, toda a era digital, abarcando mais de quatro décadas, parece uma decepção. Novas tecnologias produziram grandes manchetes, mas resultados econômicos modestos. Por quê?
        Uma possibilidade é que os números estejam desconsiderando a realidade, especialmente os benefícios dos novos produtos e serviços. Tecnologia que me permite assistir na Web apresentações ao vivo dos meus músicos favoritos me propicia muito prazer, mas isso não é computado no Produto Interno Bruto (PIB). Outra possibilidade é que as novas tecnologias sejam mais divertidas que fundamentais.

    (Paul Krugman. Traduzido por Paulo Migliacci. Folha de S.Paulo, 25.05.2015. Adaptado)
  • Para o autor, a revolução tecnológica parece ter sido superestimada, porque