Questões de Português para Concursos

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  • 1 - Questão 1657.   Português - Nível Superior - Analista Judiciário - TRT PR - FCC
  • Sobre a crença e a ciência

    A pergunta que mais me fazem quando dou palestras é
    se acredito em Deus. Quando respondo que não acredito, vejo
    um ar de confusão, às vezes até de medo no rosto das pessoas.
    "Mas como é que o senhor consegue dormir à noite?"
    Não há nada de estranho em perguntar a um cientista
    sobre suas crenças. Mesmo o grande Newton via um papel
    essencial para Deus na natureza: Ele interferia para manter o
    cosmo em xeque, de modo que os planetas não desenvolvessem
    instabilidades e acabassem todos amontoados no centro,
    junto ao Sol. Porém, logo ficou claro que a natureza podia
    cuidar de si mesma. O Deus que interferia no mundo transformou-
    se no Deus criador: após criar o mundo, deixou-o à
    mercê de suas leis. Mas, nesse caso, o que seria de Deus? Se
    essa tendência continuasse, a ciência tornaria Deus desnecessário?
    Foi dessa tensão que surgiu a crença de que a
    agenda da ciência é roubar Deus das pessoas.
    Eu conheço muitos cientistas religiosos que não veem
    qualquer conflito entre a sua ciência e a sua crença. Para eles,
    quanto mais entendem o Universo, mais admiram a obra do seu
    Deus. (São vários) Mesmo que essa não seja a minha posição,
    respeito os que creem. A ciência se propõe simplesmente a
    interpretar a natureza, expandindo nosso conhecimento do
    mundo natural. Sua missão é aliviar o sofrimento humano,
    aumentando o conforto das pessoas, desenvolvendo técnicas
    de produção avançadas, ajudando no combate de doenças. O
    problema se torna sério quando a religião se propõe a explicar
    fenômenos naturais: dizer que o mundo tem menos de 7.000
    anos ou que somos descendentes diretos de Adão e Eva é
    equivalente a viver no século 16 ou antes disso. A insistência
    em negar os avanços e as descobertas da ciência é, francamente,
    inaceitável.
    Podemos dizer que há dois tipos de pessoa: os
    naturalistas e os sobrenaturalistas: estes veem forças ocultas
    por trás dos afazeres dos homens, escravizados por crenças
    inexplicáveis, e aqueles aceitam que nunca teremos todas as
    respostas. Mas, em vez de temer o desconhecido, os
    naturalistas abraçam essa ignorância como um desafio, e não
    uma prisão. É por isso que eu durmo bem à noite.

    (Adaptado de Marcelo Gleiser, cientista e professor de física
    teórica. Folha de S. Paulo, 28/03/2010)
  • Ao refletir sobre a relação entre ciência e religião, o autor defende a seguinte convicção:
  • 2 - Questão 37375.   Português - Nível Médio - Técnico Judiciário - TRT RO AC - FCC - 2016
  •       Em 2015, o Brasil comemorou os 150 anos de nascimento de Cândido Mariano da Silva Rondon, mais conhecido como Marechal Rondon, militar e sertanista brasileiro que desbravou as regiões Centro-Oeste e Norte nos séculos 19 e 20. Por causa das expedições que comandou, passou a ser habitada a região onde está situado o estado de Rondônia, assim denominado em sua homenagem.
          Rondon nasceu em Mimoso (MT), no dia 5 de maio de 1865. Descendente, por parte de mãe, dos índios terenas e bororo, e por parte de pai, dos índios guanás, logo ficou órfão, sendo criado pelo avô. Depois de sua morte, transferiu-se para o Rio de Janeiro e ingressou na Escola Militar. Depois de se formar bacharel em Ciências Físicas e Naturais e tornar-se tenente, em 1890, foi transferido para o setor do Exército que implantava linhas telegráficas por todo o país.
          A partir daí, durante quase vinte anos, Rondon viajou por todo o Brasil implantando o telégrafo e eventualmente abrindo estradas. Nessas viagens, ele frequentemente encontrou tribos indígenas que não tinham contato com a civilização e, aos poucos, desenvolveu uma técnica de aproximação amigável. Rondon contribuiu também para o reconhecimento e mapeamento de grandes áreas ainda inóspitas no interior do país. A partir daí, levantou dados e informações de mineralogia, geologia, botânica, zoologia e antropologia. E encontrou, em 1906, as ruínas do Real Forte do Príncipe da Beira, a maior relíquia histórica de Rondônia.
          Em 1910, organizou e passou a dirigir o Serviço de Proteção aos Índios, que viria a se tornar a Fundação Nacional do Índio (Funai). Em 1952, propôs a criação do Parque Indígena do Xingu e, no ano seguinte, inaugurou o Museu Nacional do Índio.
    Rondon morreu em 1958, no Rio de Janeiro, com quase 93 anos. Dedicou a vida a promover a colonização do interior do país, pacificando e tratando os índios. Ficou conhecido pelo lema indigenista: “Morrer se for preciso, matar nunca".

    (Adaptado de: “Congresso comemora na próxima semana os 150 anos do Marechal Rondon". Agência Senado. www12.senado.leg.br/noticias/materias/2015/04/30/congresso-comemora-na-proxima-semana-os-150-anos-do-marechal-rondon) 

    Destaca-se em Rondon
  • 3 - Questão 27147.   Português - Nível Fundamental - Auxiliar de Serviços Gerais - Prefeitura de Alto Piquiri PR - KLC - 2012
  • A forra do peão

    O baiano Renato Pereira dos Santos, 26 anos, é brasileiro desses que se encontra em qualquer ponto de ônibus. Há quatro anos, viajou a São Paulo com uma mala de couro para tentar mudar de vida. Não conseguiu emprego fixo nem teto para morar. Trabalhando como pedreiro, quando tem serviço dorme em galpão de obra. Desempregado, reside de favor na casa de amigos. Todos os domingos. Renato passava em frente a um bar na Vila Madalena, um dos pontos mais animados de São Paulo, e admirava a alegria dos fregueses. Na madrugada de segunda-feira, 10, o pedreiro Renato resolveu ir à forra.
    Depois que todos haviam ido embora, arrombou o bar com um pedaço de ferro. Ao entrar, foi direto para cozinha. Ele já trabalhou como garçom e não teve dificuldades de preparar o cardápio de sua refeição.
    No freezer escolheu dois pedaços de frango. Preparou um molho de pimenta e farofa. No barril de chope, serviu-se à vontade. De sobremesa, sorvete de morango. Separou 22 CDs, 9 fitas de vídeo, e alguns alto-falantes em uma sacola. Caiu no sono. O pedreiro acordou com o barulho da porta de ferro se abrindo. As proprietárias chegaram, chamaram a polícia. Renato foi preso.

    (Revista Veja – 1994)
  • Leia: “Uma cidade tranquila é agradável de se viver."

    Na frase acima, as palavras grifadas exercem a função de:
  • 4 - Questão 43845.   Português - Nível Superior - Psicólogo - FUNTELPA - IDECAN - 2010
  •        O Twitter e o cargo público

           O último levantamento do “Politweets” aponta que 391 políticos eleitos no Brasil já aderiram ao Twitter. O número não representa a parcela de políticos presentes na rede de microblogging, visto que muitos estão sem mandato e concorrem ao pleito neste ano. Além disso, há centenas de vereadores nas mais de seis mil cidades brasileiras que ingressam na rede sem se identificar como tal.
           Não há como negar, no entanto, que a cada dia, o Twitter ganha novos adeptos na política – seja para quem a faz diretamente ou simplesmente se interessa por ela – e que a ferramenta vem se consolidando como instrumento necessário para o exercício de qualquer cargo público. É uma maneira fácil e rápida de disseminar uma mensagem, socializar uma agenda, divulgar um espaço (blog, site, endereço em redes sociais) e estreitar o relacionamento com a população, permitindo que ela possa acompanhar o dia a dia de seus eleitos.
           O Twitter é, portanto, um facilitador para o encontro entre eleitor e eleito (ou postulante ao cargo). Não se trata de uma ferramenta que faça ganhar eleição, mas pode ajudar um candidato a perdê-la para um concorrente que esteja mais próximo do seu público, usando a rede de microblogging.
           O desafio é ser ouvido: escândalos afastam o cidadão da política.
           A principal função do Twitter na política é aproximar quem quer falar de quem quer ouvir e o grande desafio é ser ouvido. Com um sistema político complexo e de difícil compreensão para quem não tem intimidade com o tema, uma sucessão de escândalos envolvendo toda a sorte de partidos, o desinteresse pela política brasileira é um fato que assusta e cria um perverso círculo vicioso no qual a maioria das pessoas simplesmente detesta política e políticos. Todos são iguais, é comum ouvir, levando ao raciocínio de que a escolha, no fundo, não faz diferença – uma constatação que em última instância ameaça a própria democracia.
           A esperança é que o Twitter – ainda não se sabe o real potencial transformador da ferramenta – possa fazer com que os eleitores estejam mais abertos a ouvir quem tem o que dizer sobre política. O sucesso da dinâmica desse contato exige tempo e dedicação. Portanto, uma estratégia de atuação política neste espaço vai muito além dos cinco minutos necessários para criar uma conta na rede de microblogging. É preciso ter um bom conteúdo para conquistar e manter os eleitores –usuários.
           Para que possa ser útil para a política e para a democracia, o Twitter exige relacionamento transparente e engajamento de ambas as partes: sociedade e políticos.
           (...)
           Relacionamento em redes sociais não é como campanha, que tem começo e fim. É um trabalho que não possui prazo para terminar, o que é muito positivo – assim espera-se, visto que ainda não sabemos como será o comportamento dos hoje candidatos, amanhã eleitos.
           Com o passar do tempo, a tendência é que os laços entre eleitor e eleito fiquem mais fortes, reduzindo o déficit democrático de nosso atual sistema político e promovendo a necessária participação da população nas decisões do seu representante durante todo o mandato.
           O olhar para uma rede planejada e sólida poderá oferecer ao político um grande panorama das necessidades e anseios do pensamento público. Isso permitirá realizar consultas rápidas antes de uma resolução, a participação popular em projetos ainda em discussão ou ainda corrigir os rumos de algo já decidido. A pressão popular via Twitter tende a crescer e ganhar rumos ainda desconhecidos.
           Tudo isso, do ponto de vista da comunicação e da estratégia política, exige um plano de implantação e, mais do que tudo, de manutenção em longo prazo.
          (...)

    (Larissa Squeff é estrategista de política em mídias digitais e redes sociais da Maquina Public Relations. André de Abreu é gestor da Máquina Web, unidade de mídias digitais e redes sociais da Máquina Public Relations, e membro do COM +, grupo de pesquisa em Comunicação, Jornalismo e Mídias Digitais da ECA – USP)
  • Assinale a alternativa em que o processo de formação de palavras está indevidamente caracterizado:
  • 5 - Questão 42871.   Português - Nível Médio - Soldado do Corpo de Bombeiro - Bombeiro Militar BA - FCC - 2012
  •        A relação do baiano Dorival Caymmi com a música teve início quando, ainda menino, cantava no coro da igreja com voz de baixo-cantante. Esse pontapé inicial foi o estímulo necessá­rio para a construção, já em terras cariocas, entre reis e rainhas do rádio, de um estilo inconfundível quase sem seguidores na música popular brasileira.
           No Rio, em 1938, depois de pegar um lia (navios que faziam transporte de passageiros do norte do país em direção ao sul) em busca de meihores oportunidades de emprego, Dorival Caymmi chegou a pensar em ser jornalista e ilustrador. No entanto, para felicidade de seu amigo Jorge Amado, acabou sendo cooptado pelo mar de melodias e poesias que circulava em seu rico processo de criação.
           A obra de Caymmi é equilibrada peta qualidade: melodia e letra apresentam um grande poder de sintetizar o simples, eternizar o regional, declarar em música as tradições de sua amada Bahia, O mar, Itapoã, as festas do Bonfim e da Conceição da Praia, os fortes em ruínas, tudo sobrevive em Caymmi, que cresceu ouvindo histórias nas praias da Bahia, junto aos pescadores, convivendo com o drama das mulheres que esperam seus maridos voltarem (ou não) em saveiros e jangadas.

                         (André Diniz Almanaque do samba Rio de Janeiro. Jorge Zahar Ed , 2006 p 78

    O texto deixa claro que Dorival Caymmi
  • 6 - Questão 55523.   Português - Onde ou Aonde - Nível Médio
  • Assinale a opção que indica a frase em que houve a troca indevida de onde por aonde.
  • 7 - Questão 51114.   Português - Nível Fundamental - Motorista - MPE SP - ZAMBINI - 2016
  • Texto para a questão a seguir.

    Formação 

    Têm sido propostos vários mecanismos para explicar a formação da Lua, a qual ocorreu há 4,527 bilhões de anos e entre 30 e 50 milhões de anos após a origem do Sistema Solar. Uma pesquisa recente propõe uma idade ligeiramente mais jovem, entre 4,4 e 4,45 bilhões de anos. Entre os mecanismos propostos estão a fissão da Lua a partir da crosta terrestre através de força centrífuga (o que exigiria uma imensa força de rotação da Terra), a captura gravitacional de uma lua pré-formada (o que exigiria uma improvável atmosfera alargada da Terra capaz de dissipar a energia da passagem da Lua) e a formação simultânea da Terra e da Lua no disco de acreção primordial (que não explica o esgotamento de ferro metálico na Lua). Estas hipóteses também não conseguem explicar o elevado momento angular do sistema Terra-Lua.
    A hipótese que hoje em dia prevalece é a de que o sistema Terra-Lua se formou em resultado de um gigantesco impacto, durante qual um corpo do tamanho de Marte, denominado Theia, colidiu com a recém-formada protoTerra, projetando material para a sua órbita que se aglutinou até formar a Lua. Dezoito meses antes de uma conferência sobre a possível origem da Lua em outubro de 1984, Bill Hartmann, Roger Phillips e Jeff Taylor desafiaram os colegas cientistas ao dizer: “Vocês têm 18 meses. Voltem para os dados da Apollo, voltem para os computadores, façam o que tiverem que fazer, mas decidam-se. Não venham para a conferência a menos que tenham algo a dizer sobre o nascimento da Lua”. Na conferência de 1984 em Kona, no Havaí, a hipótese do grande impacto emergiu como a mais popular. “Antes da conferência havia partidários das três teorias ‘tradicionais’, além de algumas pessoas que estavam começando a considerar o impacto gigante como uma possibilidade séria e havia um enorme grupo apático que achava que o debate jamais seria resolvido. Posteriormente, havia essencialmente apenas dois grupos: os defensores do grande impacto e os agnósticos”.
    Pensa-se que os impactos gigantes tenham sido comuns nos primórdios do Sistema Solar. As simulações em computador do modelo do grande impacto são consistentes com as medições do momento angular do sistema Terra-Lua e com o pequeno tamanho do núcleo lunar. Estas simulações mostram também que a maior parte da Lua tem origem no corpo que embateu, e não na proto-Terra. No entanto, há testes mais recentes que sugerem que a maior parte da Lua se formou a partir da Terra, e não do impacto. 
    Os meteoritos mostram que os outros corpos do Sistema Solar interior, como Marte e Vesta, têm composições isotópicas de oxigênio e tungstênio muito diferentes das encontradas na Terra, enquanto a Terra e a Lua têm composições isotópicas praticamente idênticas. A mistura de material vaporizado entre a Terra e a Lua em formação após o impacto poderia ter equilibrado as suas composições isotópicas, embora isto ainda seja debatido.

    (Disponível em https://pt.wikipedia.org/wiki/Lua. Acesso em 29 out. 2016.)
  • No Trecho “para explicar a formação da Lua”, quanto à regência, há um verbo
  • 8 - Questão 8454.   Português - Colocação Pronominal - Nível Médio
  • Considere a colocação do pronome “Te” nas três frases:

    I - Eu te havia contado a história;
    II - Eu havia-te contado a história;
    III - Eu havia contado-te a história.

    Estão corretas:
  • 9 - Questão 18846.   Português - Nível Médio - Assistente Técnico Administrativo - Detran RJ - MAKIYAMA - 2013
  • Em qual das alternativas abaixo a oração dada NÃO apresenta erro de concordância nominal?
  • 10 - Questão 26605.   Português - Nível Médio - Técnico Administrativo - Cobra Tecnologia - QUADRIX - 2014
  • Rua na Aclimação amanhece coberta por gelo

    A intensa chuva de granizo que caiu sobre a cidade na tarde de domingo (18) deixou a cidade em estado de atenção, que durou até as 17h35. Segundo o Centro de Gerenciamento de Emergências (CGE), as chuvas foram mais intensas nas zonas Sul e Oeste, mas moradores da zona Leste também registraram o fenômeno climático. Placas de gelo formadas . no chão chamaram a atenção dos paulistanos, que , , , , . postaram fotos da neve cobrindo as ruas nas redes sociais. No bairro da Aclimação, no centro, a Rua Pedra Azul amanheceu coberta por gelo nesta segunda-feira (19).

    (Fonte: http://vejasp.abril.com.br)
  • No período: "Placas de gelo formadas no chão chamaram a atenção dos paulistanos, que postaram fotos da "neve" cobrindo as ruas...".

    Os termos destacados são, respectivamente: