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Questões de Concursos - Português - Exercícios com Gabarito

Questões de Concursos Públicos - Português - com Gabarito. Exercícios com Perguntas e Respostas, Resolvidas e Comentadas. Acesse Grátis!


Assinale a opção em que o sufixo adverbial mente exprime tempo.
Assinale a alternativa que corretamente expõe a diferença entre as comunicações oficiais conhecidas por “Aviso” e “Ofício”.
Texto associado.
Atenção: Considere o texto abaixo para responder a questão.

        Quando Nelson Mandela criou o grupo The Elders (Os Anciãos) para promover a paz e os direitos humanos em todo o mundo, ele nos desafiou a ser ousados e a dar voz àqueles que não a têm. Nenhuma questão exige essas qualidades mais do que nossa incapacidade coletiva de lidar com os problemas das mudanças climáticas.
        Estas são o maior desafio da nossa era. Elas ameaçam o bem-estar de centenas de milhões de pessoas agora e de muitos bilhões no futuro. Elas destroem o direito humano a alimentação, água, saúde e abrigo – causas pelas quais temos lutado toda a nossa vida. Ninguém nem nenhum país escapará do seu impacto. Mas são aqueles sem voz – porque já são marginalizados ou aindanão nasceram – que se encontram em maior risco. Temos um dever moral urgente de falar em seu nome.
        Dado o peso notório das evidências, pode ser difícil entender por que continuamos avançando lentamente na ação coordenada necessária para reduzir as emissões dos gases de efeito estufa. O último relatório dos especialistas do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas afirma claramente que o aquecimento do sistema climático é “inequívoco” e o comportamento humano é muito provavelmente sua causa dominante.
       Temos visto nos últimos meses o aumento de eventos de clima extremo, sobre os quais os especialistas chamam a atenção. Os custos já são avultados e, por esse motivo, o Banco Mundial, o FMI e a Agência Energética Intercontinental se juntaram à comunidade científica para alertar sobre os riscos que estamos correndo. Já não são somente os ambientalistas que fazem soar os alarmes. E, todos os anos, a nossa incapacidade em agir nos deixa mais próximos de um ponto sem volta, no qual os cientistas receiam que as mudanças climáticas possam se tornar irreversíveis.
        Muitos dos Anciãos já foram responsáveis por governos. Não cometemos o erro de pensar que tratar das mudanças climáticas é uma questão fácil. Mas sabemos que existem momentos em que, independentemente das dificuldades do panorama imediato, os líderes precisam mostrar coragem e ousadia. Este é um dos momentos. Chegamos a uma encruzilhada. Em uma direção, um legado terrível pode ser passado para nossos netos e bisnetos. De outro lado, está a oportunidade de dar os primeiros passos em direção a um mundo mais justo e sustentável. Não queremos que as gerações futuras digam que falhamos. 


(Adaptado de: ANNAN, Kofi. Ex-Secretário Geral da ONU. O Estado de S. Paulo, A14, Internacional, 24 de janeiro de 2014) 
Conclui-se corretamente do texto que é
Texto associado.

Atenção: As questões de números 9 a 15 baseiam-se no texto
apresentado abaixo.

Metade da população do globo mora e trabalha em
regiões costeiras
? estima-se que duas mil famílias se instalem
diariamente em áreas próximas aos litorais. A ocupação dessas
áreas provoca um fluxo crescente de água doce contaminada
por resíduos de insumos agrícolas, dejetos e esgotos doméstico
e industrial, que é despejado nos oceanos. Todos esses
materiais descartados são ricos em nutrientes, que favorecem a
proliferação de algas de vários tipos.
As algas são parte da vida marinha mas, em excesso,
transformam-se numa ameaça para todas as outras espécies
vegetais e animais. Ao morrerem, elas se depositam no fundo
do mar, onde são degradadas por bactérias. Quando há algas
demais, a ação desses microorganismos consome a maior parte
do oxigênio da água, fazendo que todas as formas de vida
entrem em colapso. O resultado são as zonasmortas,
inabitáveis para a maioria das espécies, salvo organismos que
vivem com pouco oxigênio, como algumas bactérias. Nos anos
50, havia no mundo três zonas mortas reconhecidas pelas
entidades que estudam os oceanos. Hoje, existem 150
? uma
delas no entorno da Baía da Guanabara, no Rio de Janeiro.
O excesso de algas decorrente dos resíduos da ação
humana também é mortal para os corais. Mesmo antes de se
decomporem, as algas formam um escudo que bloqueia a luz
do sol, fundamental para a sobrevivência deles. Embora os
recifes de coral cubram menos de 1% do solo dos oceanos, eles
servem de abrigo para 2 milhões de espécies, ou 25% da vida
marinha. A maioria já não abriga mais uma quantidade de
peixes suficientemente variada e numerosa para manter saudáveis
esses corais.

(Adaptado de Leoleli Camargo, Veja, 27 de setembro de 2006,
p.101-102)

- estima-se que duas mil famílias se instalem diariamente em áreas próximas aos litorais. (início do texto) O emprego da forma verbal grifada acima indica, considerando- se o contexto,

Texto associado.

As questões de 6 a 9 referem–se ao texto abaixo.

"Voltemos a casinha. Não serias capaz de lá entrar hoje, curioso leitor; envelheceu, enegreceu, apodreceu, e o proprietário deitou–a abaixo para substituí–la por outra, três vezes maior, mas juro–te que muito menor que a primeira. 0 mundo era estreito para Alexandre; um desvão de telhado para as andorinhas."
(Machado de Assis)

Leia as afirmações abaixo, retiradas do texto e, a seguir, responda o que se pede.

I – "curioso leitor" é um aposto.
II – Na °raga° "Voltemos a casinha." o verbo é intransitivo.
III – "juro–te que muito menor que a primeira." A palavra sublinhada é conjunção comparativa.
IV – Em "deitou–a abaixo" e "juro–te" as palavras sublinhadas tem a mesma função sintática.

Em relação as afirmações acima, estão corretas

Texto associado.

TEXTO II

Alcatrazes
Expedição ao Arquipélago Proibido
Johnny Mazzilli

O balanço do barco, o mar instável e a chuva
puseram parte de nosso efetivo enjoado e cabisbaixo,
durante as quatro horas de travessia. Com a visibilidade
prejudicada, avistamos Alcatrazes já relativamente
próximos, e bastou chegar um pouco mais perto para
esquecermos qualquer mal estar - a paisagem mudara por
completo e olhávamos impressionados as falésias
rochosas com 200, 300 metros verticais assomando
diretamente das águas e entremeadas por mantos de
vegetação tropical - muito, muito maiores do que
imaginávamos.
Ao contornar a ilha principal em busca do Ninhal das
Fragatas, nosso ponto de ancoragem, demos de cara com
a exuberância da fauna, uma espécie de "Galápagos" do
litoral paulista. Milhares de aves se empoleiravam nos
arbustos costeiros e centenas voavam gritando acima de
nós, num cenário que parecia nos remeter ao passado.
O desembarque é moroso -tudo tem que ser
transferido para um bote de borracha com motor de popa
que conduz as tralhas ao costão em sucessivas e lentas
baldeações. Não há praia ou cais e são necessárias
seguidas aproximações, recuos e reaproximações com o
bote, apenas para descer a carga de uma viagem.
A tralha era extensa - pilhas de mochilas,
equipamentos de mergulho e fotográfico, cordas, bolsas
impermeáveis e caixas, muitas caixas com itens para
pesquisa e coleta de animais. Chovia sem parar enquanto
subíamos carregados pela encosta rochosa escorregadia
em direção ao local do acampamento, a 50 metros dali.
Parou de chover quando montamos o acampamento.
Precisávamos de tempo para as pesquisas e
principalmente para a investida na parede rochosa -
trabalho inédito nas ilhas e que gerou grande expectativa
entre as equipes. Cada time composto por membros do
Projeto Tamar, Instituto Butantã, Fundação Florestal,
Biociências da USP e Projeto Alcatrazes faria, no curto
prazo de doisdias, suas próprias pesquisas com aves,
serpentes, répteis e batráquios.

Revista Planeta, out. 2006, p. 37 (fragmento).

O parágrafo inicial do texto II narra uma situação em andamento, sem qualquer introdução. Esse recurso pretende provocar no leitor um efeito de:

Texto associado.

Texto 1


Uma das questões sociais que mais afligem os

dias de hoje é a da incapacidade de controlar o

uso de drogas ilícitas, e, mais ainda, os baldados

esforços para dar um fim, ou minimamente reduzir

a níveis socialmente aceitáveis o sinistro sistema

criminal que faz essas drogas circularem por todo

o mundo, com uma logística de uma eficiência impressionante.

É muito comum se dizer que o mercado

ilegal das drogas é, atualmente, um dos mais

vastos setores da economia mundial; todavia, é

apenas uma fatia do sistema de operação da indústria

do crime organizado, que funciona em vários

setores, utilizando-se de redes e mecanismos

semelhantes, para terem aparência de operações

limpas e legais. Como os diferentes setores econômicos,

mormente os ilegais, se movimentam

tanto no mercado formal como no informal e constroem

setores legais e ilegais, claro está que facilmente

conectam instituições governamentais ao

comércio de drogas, penetrando este último nos

setores legais da sociedade. Esses setores frequentemente

exercem suas atividades na economia

formal, mas auferem uma parte considerável

de seus lucros a partir das operações do tráfico de

drogas e de outros tráficos. Tais atividades são

diversificadas uma vez que se concretizam junto

com outras ações criminosas, tais como o roubo de

determinados bens utilizáveis como moeda de troca

na aquisição das drogas. Essas atividades também

seguem as redes financeiras para a lavagem

do dinheiro oriundo de uma variada gama de atividades

ilegais, como a corrupção governamental, o

contrabando, o tráfico de armas etc. Isso é muito

evidente quando se lança um olhar mais acurado

nos negócios realizados pelas redes de bancos,

nas companhias que operam no mercado imobiliário,

ou nas empresas de transporte, as quais fornecem

serviços para os negócios ilegais e as principais

ligações para a lavagem do dinheiro sujo. Mas

isso não é um mercado aberto a todos. Muito pelo

contrário, mesmo aqueles que sempre agiram na

ilicitude só serão admitidos em tais segmentos

altamente lucrativos se tiverem o beneplácito daqueles

cujo status nessas redes criminosas seja o

mais elevado. Assim, numa situação de pouco

crescimento econômico, um número maior de pessoas

pode ser atraída à arriscada indústria do crime

e passar a organizar as suas operações de

modo a obstruir as ações policiais e o processo

judicial, dando vazo ao jogo sujo e necessariamente

violento das atividades contra e fora da lei.

TEMPONE, Victor. Disponível em:http://pontonulonotempo.blogspot.com.br/2012/08/trafico-dedrogas-

e-violencia-urbana.html. Acesso em 21/05/2014.Fragmento adaptado.

Em relação ao texto 1, analise as afirmações a seguir. l

I Os setores econômicos legais e ilegais se movimentam igualmente e na mesma proporção no mercado formal e informal.


II As atividades da economia formal obtêm expressiva parte de seus lucros no comércio de drogas e de outros produtos ilegais.


III As redes financeiras oferecem mecanismos de lavagem de dinheiro obtido no tráfico, no contrabando e na corrupção governamental.


IV O envolvimento em ações ilícitas constitui-se em beneplácito para garantir o acesso aos escalões mais elevados da corrupção.


V O autor defende a tese de que, numa situação de baixo crescimento da economia, criam-se condições favoráveis ao aumento da criminalidade.


Todas as afirmações corretas estão em:

Texto associado.

Atenção: Para responder a questão considere o texto abaixo.


                No campo da técnica e da ciência, nossa época produz mi-
lagres todos os dias. Mas o progresso moderno tem amiúde um
custo destrutivo, por exemplo, em danos irreparáveis à nature-
za, e nem sempre contribui para reduzir a pobreza.
                A pós-modernidade destruiu o mito de que as humanida-
des humanizam. Não é indubitável aquilo em que acreditam tan-
os filósofos otimistas, ou seja, que uma educação liberal, ao al-
cance de todos, garantiria um futuro de liberdade e igualdade de
oportunidades nas democracias modernas. George Steiner, por
exemplo, afirma que “bibliotecas, museus, universidades, cen-
ros de investigação por meio dos quais se transmitem as huma-
nidades e as ciências podem prosperar nas proximidades dos
campos de concentração”. “O que o elevado humanismo fez de
bom para as massas oprimidas da comunidade? Que utilidade
teve a cultura quando chegou a barbárie?”
                Numerosos trabalhos procuraram definir as características
da cultura no contexto da globalização e da extraordinária revo-
lução tecnológica. Um deles é o de Gilles Lipovetski e Jean
Serroy, A cultura-mundo. Nele, defende-se a ideia de uma cul-
tura global - a cultura-mundo - que vem criando, pela primeira
vez na história, denominadores culturais dos quais participam
indivíduos dos cinco continentes, aproximando-os e igualando-os
apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias.
                Essa “cultura de massas” nasce com o predomínio da ima-
gem e do som sobre a palavra, ou seja, com a tela. A indústria
cinematográfica, sobretudo a partir de Hollywood, “globaliza” os
filmes, levando-os a todos os países, a todas as camadas
sociais. Esse processo se acelerou com a criação das redes
sociais e a universalização da internet.
                Tal cultura planetária teria, ainda, desenvolvido um in-
dividualismo extremo em todo o globo. Contudo, a publicidade e
as modas que lançam e impõem os produtos culturais em nos-
sos tempos são um obstáculo a indivíduos independentes.
                O que não está claro é se essa cultura-mundo é cultura em
sentido estrito, ou se nos referimos a coisas completamente
diferentes quando falamos, por um lado, de uma ópera de
Wagner e, por outro, dos filmes de Hitchcock e de John Ford.
                A meu ver, a diferença essencial entre a cultura do passa-
do e o entretenimento de hoje é que os produtos daquela pre-
tendiam transcender o tempo presente, continuar vivos nas ge-
rações futuras, ao passo que os produtos deste são fabricados
para serem consumidos no momento e desaparecer. Cultura é
diversão, e o que não é divertido não é cultura.
 


(Adaptado de: VARGAS LLOSA, M. A civilização do espetáculo.
Rio de Janeiro, Objetiva, 2013, formato ebook)
...apesar das diferentes tradições e línguas que lhes são próprias. (3º parágrafo)
...levando-os a todos os países... (4º parágrafo)
...os produtos deste são fabricados... (7º parágrafo)

Os elementos sublinhados acima referem-se, respectivamente, a:
Texto associado.
Imagem 001.jpg

Imagem 002.jpg
Os seguintes fatos, referidos no texto, travam entre si uma relação de causa e efeito:

Ao passar a frase Aquele grande ator de teatro, por mais ridículo que fosse o seu papel, era sempre levado a sério por seu grande público fiel. para a voz ativa, encontra-se a forma verbal: