Questões de Concursos CLIN

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  • 1 - Questão 676 - Redação Oficial - Nível Médio - Agente Administrativo - CLIN - FEC
  • Em termos de redação oficial, não se concebe que um ato normativo de qualquer natureza seja redigido de forma obscura, que dificulte ou impossibilite sua compreensão. A transparência do sentido dos atos normativos, bem como sua inteligibilidade, são requisitos do próprio Estado de Direito, sendo inaceitável que um texto legal deixe de ser entendido pelos cidadãos, e isto implica, necessariamente, em clareza e concisão na publicidade. Nesse quadro, fica claro também que as comunicações oficiais devam ser necessariamente uniformes, pois qualquer que seja a situação haverá sempre um único comunicador, que é o:
  • 2 - Questão 650 - Português - Nível Médio - Agente Administrativo - CLIN - FEC
  • Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
  • Após a leitura do texto, depreendemos que:
  • 3 - Questão 654 - Português - Nível Médio - Agente Administrativo - CLIN - FEC
  • Clara dos Anjos
    Lima Barreto

    O carteiro Joaquim dos Anjos não era homem de serestas
    e serenatas, mas gostava de violão e de modinhas. Ele
    mesmo tocava flauta, instrumento que já foi muito estimado,
    não o sendo tanto atualmente como outrora. Acreditava-se
    até músico, pois compunha valsas, tangos e
    acompanhamentos para modinhas.
    Aprendera a “artinha” musical na terra de seu nascimento,
    nos arredores de Diamantina, e a sabia de cor e salteado; mas
    não saíra daí.
    Pouco ambicioso em música, ele o era também nas
    demais manifestações de sua vida. Empregado de um
    advogado famoso, sempre quisera obter um modesto
    emprego público que lhe desse direito à aposentadoria e ao
    montepio, para a mulher e a filha. Conseguira aquele de
    carteiro, havia quinze para vinte anos, com o qual estava
    muito contente, apesar de ser trabalhoso e o ordenado ser
    exíguo.
    Logo que foi nomeado, tratou de vender as terras que
    tinha no local de seu nascimento e adquirir aquela casita de
    subúrbio, por preço módico, mas, mesmo assim, o dinheiro
    não chegara e o resto pagou ele em prestações. Agora, e
    mesmo há vários anos, estava de plena posse dela. Era
    simples a casa. Tinha dois quartos, um que dava para a sala
    de visitas e outro, para a de jantar. Correspondendo a um
    terço da largura total da casa, havia, nos fundos, um puxadito
    que era a cozinha. Fora do corpo da casa, um barracão para
    banheiro, tanque, etc; e o quintal era de superfície razoável,
    onde cresciam goiabeiras maltratadas e um grande
    tamarindeiro copado.
    A rua desenvolvia-se no plano, e, quando chovia,
    encharcava que nem um pântano; entretanto, era povoada e
    dela se descortinava um lindo panorama de montanhas que
    pareciam cercá-la de todos os lados, embora a grande
    distância. Tinha boas casas a rua. Havia até uma grande
    chácara de outros tempos com aquela casa característica de
    velhas chácaras de longa fachada, de teto acaçapado,
    forrada de azulejos até a metade do pé-direito, um tanto feia, é
    fato, sem garridice¹, mas casando-se perfeitamente com as
    anosas² mangueiras, com as robustas jaqueiras e com todas
    aquelas grandes e velhas árvores que, talvez, os que as
    plantaram não tivessem visto frutificar.

    1- Brilho, elegância.
    2- Velhas.

    ( COUTINHO, Afrânio., 4ª ed. vol. I RJ: EDLE, 1970, págs. 248/249.) Clara dos Anjos. In Antologia Brasileira de Literatura.
  • No trecho: “...mas gostava de violão e de modinhas.” (1º§), a regência verbal está de acordo com as normas gramaticais. A opção em que a regência verbal FERE tais normas é:
  • 4 - Questão 662 - Informática - Nível Médio - Agente Administrativo - CLIN - FEC
  • No Windows XP professional, no ambiente do Painel de Controle são encontrados, por default, diversos ícones (atalhos). Das opções abaixo, aquela que corresponde a um ícone (atalho) NÃO encontrado no Painel de Controle é:
  • 5 - Questão 667 - Arquivologia - Nível Médio - Agente Administrativo - CLIN - FEC
  • Arquivo é um conjunto de documentos, independente da natureza dos suportes, acumulados por uma pessoa física ou jurídica, pública ou privada, ao longo de suas atividades, bem como a instituição ou serviço que tem por finalidade a custódia, o processamento técnico, a conservação e utilização de arquivos. A totalidade dos documentos sob custódia de um arquivo é chamada de:
  • 6 - Questão 678 - Redação Oficial - Nível Médio - Agente Administrativo - CLIN - FEC
  • No envelope, o endereçamento das comunicações dirigidas às autoridades tratadas por Vossa Excelência deverá ter a seguinte forma de redação, com base no Manual de Redação da Presidência da República:
  • 7 - Questão 661 - Informática - Nível Médio - Agente Administrativo - CLIN - FEC
  • Em relação ao software, a opção que contém apenas linguagens de programação, é:
  • 9 - Questão 25662 - Conhecimentos Específicos - Significação Contextual de Palavras e Expressões - Nível Médio - Auxiliar de Enfermagem do Trabalho - CLIN - COSEAC - 2015
  • Primavera

    1 A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome, nem acredite no calendário, nem possua jardim para recebê-la. A inclinação do sol vai marcando outras sombras; e os habitantes da mata, essas criaturas naturais que ainda circulam pelo ar e pelo chão, começam a preparar sua vida para a primavera que chega.

    2 Finos clarins que não ouvimos devem soar por dentro da terra, nesse mundo confidencial das raízes, - e arautos sutis acordarão as cores e os perfumes e a alegria de nascer, no espírito das flores.

    3 Há bosques de rododendros que eram verdes e já estão todos cor-de-rosa, como os palácios de Jaipur. Vozes novas de passarinhos começam a ensaiar as árias tradicionais de sua nação. Pequenas borboletas brancas e amarelas apressam-se pelos ares, - e certamente conversam: mas tão baixinho que não se entende.

    4 Oh! Primaveras distantes, depois do branco e deserto inverno, quando as amendoeiras inauguram suas flores, alegremente, e todos os olhos procuram pelo céu o primeiro raio de sol.

    5 Esta é uma primavera diferente, com as matas intactas, as árvores cobertas de folhas, - e só os poetas, entre os humanos, sabem que uma Deusa chega, coroada de flores, com vestidos bordados de flores, com os braços carregados de flores, e vem dançar neste mundo cálido, de incessante luz.

    6 Mas é certo que a primavera chega. É certo que a vida não se esquece, e a terra maternalmente se enfeita para as festas da sua perpetuação.

    7 Algum dia, talvez, nada mais vai ser assim. Algum dia, talvez, os homens terão a primavera que desejarem, no momento em que quiserem, independentes deste ritmo, desta ordem, deste movimento do céu. E os pássaros serão outros, com outros cantos e outros hábitos, - e os ouvidos que por acaso os ouvirem não terão nada mais com tudo aquilo que, outrora, se entendeu e amou.

    8 Enquanto há primavera, esta primavera natural, prestemos atenção ao sussurro dos passarinhos novos, que dão beijinhos para o ar azul. Escutemos estas vozes que andam nas árvores, caminhemos por estas estradas que ainda conservam seus sentimentos antigos: lentamente estão sendo tecidos os manacás roxos e brancos; e a eufórbia se vai tornando pulquérrima, em cada coroa vermelha que desdobra. Os casulos brancos das gardênias ainda estão sendo enrolados em redor do perfume. E flores agrestes acordam com suas roupas de chita multicor.

    9 Tudo isto para brilhar um instante, apenas, para ser lançado ao vento, - por fidelidade à obscura semente, ao que vem, na rotação da eternidade. Saudemos a primavera, dona da vida - e efêmera.

    (MEIRELES, Cecília. "Cecília Meireles - Obra em Prosa?, Vol. 1. Nova Fronteira: Rio de Janeiro, 1998, p. 366.)
  • "A primavera chegará, mesmo que ninguém mais saiba seu nome.." (1º §)

    Para que seja mantido o sentido original da segunda oração do fragmento acima, pode-se redigi-la da seguinte forma:
  • 10 - Questão 672 - Administração de Material - Nível Médio - Agente Administrativo - CLIN - FEC
  • A determinação do estoque mínimo é uma das mais importantes informações para a administração do estoque, relacionando-se diretamente com o grau de imobilização financeira da empresa. Por definição, é a quantidade mínima que deve existir em estoque, que se destina a cobrir eventuais atrasos no ressuprimento, objetivando a garantia do funcionamento ininterrupto e eficiente do processo produtivo, sem o risco de faltas. O estoque mínimo é também conhecido como: