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Questões de Concursos - CRMV SP - Exercícios com Gabarito

Questões de Concursos Públicos - CRMV SP - com Gabarito. Exercícios com Perguntas e Respostas, Resolvidas e Comentadas. Acesse Grátis!


No calendário, do programa MS Outlook 2013, em uma data marcada como compromisso, qual, das seguintes opções, não é disponibilizada em Mostrar como?
Considere as seguintes afirmações:

I. As firmas, associações, sociedades, companhias, cooperativas, empresas de economia mista e outras cuja atividade requer a participação de médico-veterinário estão obrigadas no registro nos Conselhos de Medicina Veterinária das regiões onde se localizem.
II. Só poderá ter em sua denominação as palavras Veterinária ou Veterinário a firma comercial ou industrial cuja direção esteja afeta a médico-veterinário.
III. As entidades estatais, paraestatais autárquicas e de economia mista que tenham atividade de medicina veterinária, ou se utilizem dos trabalhos de profissionais dessa categoria, são obrigadas, sempre que solicitado, a fazer prova de que têm a seu serviço profissional habilitado.

De acordo com o Decreto nº 64.704, é correto o que se afirma em:
De acordo com a Resolução nº 413, que aprova o Código de Deontologia e de Ética Profissional Zootécnico, é incorreto afirmar que:
Pode-se usar uma senha com imagem no Windows 8 e no Windows RT para que até mesmo a entrada em um computador seja mais pessoal. Como o usuário escolhe a imagem e as formas nela, as combinações são infinitas. Logo, uma imagem com senha é, na verdade, mais segura contra hackers do que uma senha tradicional. Pode-se desenhar uma senha com imagem diretamente em uma tela sensível ao toque com o dedo ou pode-se usar um mouse para desenhar as formas ou gestos. Essa senha é composta de quantos gestos?
Na proposição "Eu estudo, mas não consigo passar na prova", o conectivo lógico é:
No programa MS Power Point 2013, qual o maior tempo de duração de transição entre slides que se pode programar?
Qual, dos seguintes tipos de computação nas nuvens, pode incluir todos os outros tipos?
Numa empresa existem 2 departamentos, D l e D2. No departamento D l trabalham 18 funcionários no total, e no D2 trabalham 21 funcionários ao todo. Sabendo-se que 5 funcionários atuam nos dois departamentos, qual a quantidade de funcionários da empresa?
Ao adquirir um determinado produto, o cliente é informado de que, caso faça uma reclamação formal sobre um produto, um processo interno será aberto e o Departamento de Qualidade será acionado. Nesse caso, pode-se concluir que:
Texto associado.
Para responder à questão, leia o texto abaixo.

Mãe
(Crônico dedicado o o Dia das Mães, embora com o final inadequado, ainda que autêntico)
Rubem Braga

O menino e seu amiguinho brincavam nas primeiras espumas; o pai fumava um cigarro na praia, batendo papo com um amigo. E o mundo era inocente, na manhã de sol
Foi então que chegou a Mãe (esta crônica é modesta contribuição ao Dia das Mães), muito elegante em seu short, e mais ainda em seu maiô. Trouxe óculos escuros, uma esteirinha para se esticar, óleo para a pele, revista para ler, pente para se pentear — e trouxe seu coração de Mãe que imediatamente se pôs aflito achando que o menino estava muito longe e o mar estava muito forte.
Depois de fingir três vezes não ouvir seu nome gritado pelo pai, o garoto saiu do mar resmungando, mas logo voltou a se interessar pela alegria da vida, batendo bola com o amigo. Então a Mãe começou a folhear a revista mundana — "que vestido horroroso o da Marieta neste coquetel" — "que presente de casamento vamos dar à Lúcia? tem de ser uma coisa boa" — e outros pequenos assuntos sociais foram aflorados numa conversa preguiçosa. Mas de repente: 
— Cadê Joãozinho?
O outro menino, interpelado, informou que Joãozinho tinha ido em casa apanhar uma bola maior.
— Meu Deus, esse menino atravessando a rua sozinho! Vai lá, João, para atravessar com ele, pelo menos na volta! 
O pai (fica em minúscula; o Dia é da Mãe) achou que não era preciso: 
— O menino tem OITO anos, Maria! 
— OITO anos, não, oito anos, uma criança. Se todo dia morre gente grande atropelada, que dirá um menino distraído como esse! 
E erguendo-se olhava os carros que passavam, todos guiados por assassinos (em potencial) de seu filhinho. 
— Bem, eu vou lá só para você não ficar assustada.
Talvez a sombra do medo tivesse ganho também o coração do pai; mas quando ele se levantou e calçou a alpercata para atravessar os vinte metros de areia fofa e escaldante que o separavam da calçada, o garoto apareceu correndo alegremente com uma bola vermelha na mão, e a paz voltou a reinar sobre a face da praia.
Agora o amigo do casal estava contando pequenos escândalos de uma festa a que fora na véspera, e o casal ouvia, muito interessado — "mas a Niquinha com o coronel? não é possível!" — quando a Mãe se ergueu de repente: 
— E o Joãozinho? 
Os três olharam em todas as direções, sem resultado. O marido, muito calmo — "deve estar por aí", a Mãe gradativamente nervosa — "mas por aí, onde?" — o amigo otimista, mas levemente apreensivo. Havia cinco ou seis meninos dentro da água, nenhum era o Joãozinho. Na areia havia outros. Um deles, de costas, cavava um buraco com as mãos, longe. 
— Joãozinho! 
O pai levantou-se, foi lá, não era. Mas conseguiu encontrar o amigo do filho e perguntou por ele. 
— Não sei, eu estava catando conchas, ele estava catando comigo, depois ele sumiu
A Mãe, que viera correndo, interpelou novamente o amigo do filho. "Mas sumiu como? para onde? entrou na água? não sabe? mas que menino pateta!" O garoto, com cara de bobo, e assustado com o interrogatório, se afastava, mas a Mãe foi segurá-lo pelo braço: "Mas diga, menino, ele entrou no mar? como é que você não viu, você não estava com ele? hein? ele entrou no mar?". 
— Acho que entrou... ou então foi-se embora. 
De pé, lábios trêmulos, a Mãe olhava para um lado e outro, apertando bem os olhos míopes para examinar todas as crianças em volta. Todos os meninos de oito anos se parecem na praia, com seus corpinhos queimados e suas cabecinhas castanhas. E como ela queria que cada um fosse seu filho, durante um segundo cada um daqueles meninos era o seu filho, exatamente ele, enfim — mas um gesto, um pequeno movimento de cabeça, e deixava de ser. Correu para um lado e outro. De súbito ficou parada olhando o mar, olhando com tanto ódio e medo (lembrava-se muito bem da história acontecida dois a três anos antes, um menino estava na praia com os pais, eles se distraíram um instante, o menino estava brincando no rasinho, o mar o levou, o corpinho só apareceu cinco dias depois, aqui nesta praia mesmo!) — deu um grito para as ondas e espumas — "Joãozinho!".
Banhistas distraídos foram interrogados — se viram algum menino entrando no mar — o pai e o amigo partiram para um lado e outro da praia, a Mãe ficou ali, trêmula, nada mais existia para ela, sua casa e família, o marido, os bailes, os Nunes, tudo era ridículo e odioso, toda essa gente estúpida na praia que não sabia de seu filho, todos eram culpados — "Joãozinho!" — ela mesma não tinha mais nome nem era mulher, era um bicho ferido, trêmulo, mas terrível, traído no mais essencial de seu ser, cheia de pânico e de ódio, capaz de tudo — "Joãozinho!" — ele apareceu bem perto, trazendo na mão um sorvete que fora comprar. Quase jogou longe o sorvete do menino com um tapa, mandou que ele ficasse sentado ali, se saísse um passo iria ver, ia apanhar muito, menino desgraçado!
O pai e o amigo voltaram a sentar, o menino riscava a areia com o dedo grande do pé, e quando sentiu que a tempestade estava passando fez o comentário em voz baixa, a cabeça curva, mas os olhos erguidos na direção dos pais: 
— Mãe é chaaata... 

Maio, 1953
(http://www. releituras. com/rubembraga_mae. asp)
A oração que está sublinhada em "A Mãe, que viera correndo" é classificada como: