Questões de Concursos CRO RJ

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  • 2 - Questão 32080 - Português - Nível Superior - Analista de Tecnologia da Informação - CRO RJ - 2016
  • Os netos de Lennon 

    Nada como umas boas férias para sofrer uma crise histérica com as crianças. Não com todas, é claro. Refiro-me a um tipo especial de anjinho, cada vez mais frequente na cidade. Seus pais, tios e avós amavam os Beatles e os Rolling Stones. Frutos de uma omelete de teorias libertárias, as gracinhas podem tudo – e atormentam a todos. Há três semanas, um casal foi almoçar lá em casa, com a filha. Servi macarrão com molho al pesto. 
    A sinhazinha, do alto dos seus 7 anos, experimentou, torceu o nariz e declarou aos gritos: 
    – Está horrível, horrível!
    Disfarcei achando que a mãe devia estar morta de vergonha. Coisa nenhuma. Estava feliz, até orgulhosa:
    – Minha filha é muito autêntica.
    A autêntica começou a bater a colher no prato, espalhando o molho verde pela toalha de renda. Arreganhei os lábios, tenso. O pai sorriu:
    – Acho que você não foi muito feliz no cardápio. Ela prefere sundae. Tem mania de misturar sorvete com bacon.
    Prometi intimamente servir dobradinha com açúcar queimado se alguma vez os encontrasse de novo pela frente. Quando eu era pequeno, minha mãe me obrigava a comer um pouco e fingir que gostava.
    Agora, devo continuar gentil enquanto a jovem gourmande atira um fiapo de espaguete nos meus óculos.
    Recentemente, em uma livraria, vi um menino agarrar o rolo de papel da máquina de calcular da caixa. Enquanto a pobre moça tentava salvar suas contas, a mãe assistia à cena placidamente. Conheço outro garoto que, mal chegado à casa alheia, atira-se com os sapatos sujos sobre o sofá, pula nas almofadas e agarra os cinzeiros de vidro sem ouvir um ah! Da mãe, que mantêm a expressão extasiada porque ele "é muito esperto". Estive próximo de um ataque cardíaco certa vez em que decidi levá-lo a passear no shopping. Correr atrás dele pelas lojas equivaleu a um treino para disputar as olimpíadas. Ele simplesmente parecia incapaz de perceber o sentido da palavra "não". Para os espíritos aventureiros, o ideal é ir no fim de semana a algum shopping da moda e conviver com a nova geração de superliberados. São centenas de crianças agitadas como abelhas e propensas a trombar nas pernas alheias, como se os adultos fossem um trambolho incômodo. Pior: O espírito antirrepressor da educação parece resultar em pequenas personalidades autoritárias
    – Pai, eu quero pizza já!
    – Mas...
    – Já, pai, agora mesmo!
    Muitas têm mania que me surpreendem. Levei um susto no restaurante japonês. A menina, de uns 8 anos, chegou com os pais. Pediu, sofisticada:
    – Sushi. Mas só de atum, com pouca mostarda. Cuidado, da outra vez você exagerou. Rápido, estou com fome.
    O sushiman ficou olhando chocado, com a faca erguida. Fechei os olhos. Quando abri, ela comia agilmente, com os palitinhos nipônicos. Já vi cenas semelhantes em lojas.
    Um garoto:
    – Este tênis, nunca, nunca!
    O pai, tímido:
    – Mas é igual ao outro, e mais barato, filho.
    – Eu só uso da minha marca!
    Muitas crianças conhecem grifes, perfumes, a maioria tem um pé na computação, nenhuma resiste a um videogame. Fazem os pais comprar o que querem e, por isso, os lojistas as recepcionam com sorrisos e suspiros. Perdi uma grande amiga por causa do rebento. Resisti a tudo: mordidas nas almofadas, livros rasgados. Até o dia em que esqueci a parta aberta e ele se pendurou no murinho da varanda do 6° andar, onde vivo. Gritei, assustado:
    – Sai daí, você vai cair.
    O anjinho sorriu, uma das pernas balançando no espaço. Olhei para o lado: a mãe folheava uma revista calmamente. Eu me senti o próprio Indiana Jones. Dei três saltos, mergulhei de cabeça e o atirei ao chão. A mãe veio, furiosa:
    – Você não tinha o direito. Deixou o menino fora de si. Impediu que tivesse a experiência integralmente. Como é que a cabecinha dele vai reagir?
    – cair do 6° andar é uma experiência integral?
    Muitas vezes, minha vontade é dar um belo beliscão à antiga em algum desses netos de Lennon. Mas me contenho. A culpa afinal não é deles, mas de uma geração de pais com horror à palavra não. E um bom não, sinceramente, não faz mal a ninguém.

    CARRASCO, Walcyr. Os netos de Lennon: In: _______O golpe do aniversariante. São Paulo: Ática, 2003, p. 20 -22.
  • Sobre a concordância verbal destacada em “Muitas crianças conhecem grifes, perfumes, a maioria tem um pé na computação, nenhuma resiste a um videogame.”, é correto afirmar:
  • 3 - Questão 32092 - Informática - Engenharia de Software - Nível Superior - Analista de Tecnologia da Informação - CRO RJ - 2016
  • No que diz respeito às métricas de projeto de software, é correto afirmar que a metodologia utilizada para dimensionar um produto, quantificando a funcionalidade proporcionada ao usuário a partir do seu desenho lógico, constituindo-se, portanto, em medidas indiretas do produto e do processo por meio do qual ele é desenvolvido, está representado por qual tipo de métrica?
  • 4 - Questão 32084 - Informática - Nível Superior - Analista de Tecnologia da Informação - CRO RJ - 2016
  • Uma boa habilidade no manuseio do computador e o conhecimento em sistemas operacionais são essenciais para um profissional nos dias atuais. Em que tipo de situação utiliza-se a área de transferência do MS-Windows 7?
  • 5 - Questão 32078 - Português - Nível Superior - Analista de Tecnologia da Informação - CRO RJ - 2016
  • Os netos de Lennon 

    Nada como umas boas férias para sofrer uma crise histérica com as crianças. Não com todas, é claro. Refiro-me a um tipo especial de anjinho, cada vez mais frequente na cidade. Seus pais, tios e avós amavam os Beatles e os Rolling Stones. Frutos de uma omelete de teorias libertárias, as gracinhas podem tudo – e atormentam a todos. Há três semanas, um casal foi almoçar lá em casa, com a filha. Servi macarrão com molho al pesto. 
    A sinhazinha, do alto dos seus 7 anos, experimentou, torceu o nariz e declarou aos gritos: 
    – Está horrível, horrível!
    Disfarcei achando que a mãe devia estar morta de vergonha. Coisa nenhuma. Estava feliz, até orgulhosa:
    – Minha filha é muito autêntica.
    A autêntica começou a bater a colher no prato, espalhando o molho verde pela toalha de renda. Arreganhei os lábios, tenso. O pai sorriu:
    – Acho que você não foi muito feliz no cardápio. Ela prefere sundae. Tem mania de misturar sorvete com bacon.
    Prometi intimamente servir dobradinha com açúcar queimado se alguma vez os encontrasse de novo pela frente. Quando eu era pequeno, minha mãe me obrigava a comer um pouco e fingir que gostava.
    Agora, devo continuar gentil enquanto a jovem gourmande atira um fiapo de espaguete nos meus óculos.
    Recentemente, em uma livraria, vi um menino agarrar o rolo de papel da máquina de calcular da caixa. Enquanto a pobre moça tentava salvar suas contas, a mãe assistia à cena placidamente. Conheço outro garoto que, mal chegado à casa alheia, atira-se com os sapatos sujos sobre o sofá, pula nas almofadas e agarra os cinzeiros de vidro sem ouvir um ah! Da mãe, que mantêm a expressão extasiada porque ele "é muito esperto". Estive próximo de um ataque cardíaco certa vez em que decidi levá-lo a passear no shopping. Correr atrás dele pelas lojas equivaleu a um treino para disputar as olimpíadas. Ele simplesmente parecia incapaz de perceber o sentido da palavra "não". Para os espíritos aventureiros, o ideal é ir no fim de semana a algum shopping da moda e conviver com a nova geração de superliberados. São centenas de crianças agitadas como abelhas e propensas a trombar nas pernas alheias, como se os adultos fossem um trambolho incômodo. Pior: O espírito antirrepressor da educação parece resultar em pequenas personalidades autoritárias
    – Pai, eu quero pizza já!
    – Mas...
    – Já, pai, agora mesmo!
    Muitas têm mania que me surpreendem. Levei um susto no restaurante japonês. A menina, de uns 8 anos, chegou com os pais. Pediu, sofisticada:
    – Sushi. Mas só de atum, com pouca mostarda. Cuidado, da outra vez você exagerou. Rápido, estou com fome.
    O sushiman ficou olhando chocado, com a faca erguida. Fechei os olhos. Quando abri, ela comia agilmente, com os palitinhos nipônicos. Já vi cenas semelhantes em lojas.
    Um garoto:
    – Este tênis, nunca, nunca!
    O pai, tímido:
    – Mas é igual ao outro, e mais barato, filho.
    – Eu só uso da minha marca!
    Muitas crianças conhecem grifes, perfumes, a maioria tem um pé na computação, nenhuma resiste a um videogame. Fazem os pais comprar o que querem e, por isso, os lojistas as recepcionam com sorrisos e suspiros. Perdi uma grande amiga por causa do rebento. Resisti a tudo: mordidas nas almofadas, livros rasgados. Até o dia em que esqueci a parta aberta e ele se pendurou no murinho da varanda do 6° andar, onde vivo. Gritei, assustado:
    – Sai daí, você vai cair.
    O anjinho sorriu, uma das pernas balançando no espaço. Olhei para o lado: a mãe folheava uma revista calmamente. Eu me senti o próprio Indiana Jones. Dei três saltos, mergulhei de cabeça e o atirei ao chão. A mãe veio, furiosa:
    – Você não tinha o direito. Deixou o menino fora de si. Impediu que tivesse a experiência integralmente. Como é que a cabecinha dele vai reagir?
    – cair do 6° andar é uma experiência integral?
    Muitas vezes, minha vontade é dar um belo beliscão à antiga em algum desses netos de Lennon. Mas me contenho. A culpa afinal não é deles, mas de uma geração de pais com horror à palavra não. E um bom não, sinceramente, não faz mal a ninguém.

    CARRASCO, Walcyr. Os netos de Lennon: In: _______O golpe do aniversariante. São Paulo: Ática, 2003, p. 20 -22.
  • O título “Os netos de Lennon” faz referência
  • 6 - Questão 32077 - Português - Nível Superior - Analista de Tecnologia da Informação - CRO RJ - 2016
  • Os netos de Lennon 

    Nada como umas boas férias para sofrer uma crise histérica com as crianças. Não com todas, é claro. Refiro-me a um tipo especial de anjinho, cada vez mais frequente na cidade. Seus pais, tios e avós amavam os Beatles e os Rolling Stones. Frutos de uma omelete de teorias libertárias, as gracinhas podem tudo – e atormentam a todos. Há três semanas, um casal foi almoçar lá em casa, com a filha. Servi macarrão com molho al pesto. 
    A sinhazinha, do alto dos seus 7 anos, experimentou, torceu o nariz e declarou aos gritos: 
    – Está horrível, horrível!
    Disfarcei achando que a mãe devia estar morta de vergonha. Coisa nenhuma. Estava feliz, até orgulhosa:
    – Minha filha é muito autêntica.
    A autêntica começou a bater a colher no prato, espalhando o molho verde pela toalha de renda. Arreganhei os lábios, tenso. O pai sorriu:
    – Acho que você não foi muito feliz no cardápio. Ela prefere sundae. Tem mania de misturar sorvete com bacon.
    Prometi intimamente servir dobradinha com açúcar queimado se alguma vez os encontrasse de novo pela frente. Quando eu era pequeno, minha mãe me obrigava a comer um pouco e fingir que gostava.
    Agora, devo continuar gentil enquanto a jovem gourmande atira um fiapo de espaguete nos meus óculos.
    Recentemente, em uma livraria, vi um menino agarrar o rolo de papel da máquina de calcular da caixa. Enquanto a pobre moça tentava salvar suas contas, a mãe assistia à cena placidamente. Conheço outro garoto que, mal chegado à casa alheia, atira-se com os sapatos sujos sobre o sofá, pula nas almofadas e agarra os cinzeiros de vidro sem ouvir um ah! Da mãe, que mantêm a expressão extasiada porque ele "é muito esperto". Estive próximo de um ataque cardíaco certa vez em que decidi levá-lo a passear no shopping. Correr atrás dele pelas lojas equivaleu a um treino para disputar as olimpíadas. Ele simplesmente parecia incapaz de perceber o sentido da palavra "não". Para os espíritos aventureiros, o ideal é ir no fim de semana a algum shopping da moda e conviver com a nova geração de superliberados. São centenas de crianças agitadas como abelhas e propensas a trombar nas pernas alheias, como se os adultos fossem um trambolho incômodo. Pior: O espírito antirrepressor da educação parece resultar em pequenas personalidades autoritárias
    – Pai, eu quero pizza já!
    – Mas...
    – Já, pai, agora mesmo!
    Muitas têm mania que me surpreendem. Levei um susto no restaurante japonês. A menina, de uns 8 anos, chegou com os pais. Pediu, sofisticada:
    – Sushi. Mas só de atum, com pouca mostarda. Cuidado, da outra vez você exagerou. Rápido, estou com fome.
    O sushiman ficou olhando chocado, com a faca erguida. Fechei os olhos. Quando abri, ela comia agilmente, com os palitinhos nipônicos. Já vi cenas semelhantes em lojas.
    Um garoto:
    – Este tênis, nunca, nunca!
    O pai, tímido:
    – Mas é igual ao outro, e mais barato, filho.
    – Eu só uso da minha marca!
    Muitas crianças conhecem grifes, perfumes, a maioria tem um pé na computação, nenhuma resiste a um videogame. Fazem os pais comprar o que querem e, por isso, os lojistas as recepcionam com sorrisos e suspiros. Perdi uma grande amiga por causa do rebento. Resisti a tudo: mordidas nas almofadas, livros rasgados. Até o dia em que esqueci a parta aberta e ele se pendurou no murinho da varanda do 6° andar, onde vivo. Gritei, assustado:
    – Sai daí, você vai cair.
    O anjinho sorriu, uma das pernas balançando no espaço. Olhei para o lado: a mãe folheava uma revista calmamente. Eu me senti o próprio Indiana Jones. Dei três saltos, mergulhei de cabeça e o atirei ao chão. A mãe veio, furiosa:
    – Você não tinha o direito. Deixou o menino fora de si. Impediu que tivesse a experiência integralmente. Como é que a cabecinha dele vai reagir?
    – cair do 6° andar é uma experiência integral?
    Muitas vezes, minha vontade é dar um belo beliscão à antiga em algum desses netos de Lennon. Mas me contenho. A culpa afinal não é deles, mas de uma geração de pais com horror à palavra não. E um bom não, sinceramente, não faz mal a ninguém.

    CARRASCO, Walcyr. Os netos de Lennon: In: _______O golpe do aniversariante. São Paulo: Ática, 2003, p. 20 -22.
  • É correto afirmar que a crítica presente no texto Os netos de Lennon se endereça principalmente
  • 7 - Questão 32089 - Atualidades - Nível Superior - Analista de Tecnologia da Informação - CRO RJ - 2016
  • A Coreia do Norte tem causando preocupação ao mundo inteiro devido aos testes nucleares que foram realizados no mar do Japão. O teste nuclear norte-coreano de 2016, que a Coreia afirmou ter sido um teste bem sucedido de uma bomba de hidrogênio, foi o quarto experimento do tipo do país, sendo realizado no dia 6 de janeiro, por volta das 11:30 locais. Inicialmente, o Serviço Geológico dos Estados Unidos detectou um abalo sísmico de 5,1 graus na escala de Richter, na região de Pungyye-Ri, onde os norte-coreanos já haviam realizado três detonações nucleares, em 2006, 2009 e 2013. Logo de imediato, autoridades sul-coreanas e chinesas declararam que o tremor claramente teve uma origem artificial, possivelmente provocada por uma explosão nuclear.

    Disponível em http://g1.globo.com/mundo/noticia/2016/01/coreia-do-norte-diz-ter-feito-teste-debomba-de-hidrogenio-bem-sucedido.html

    O texto apresenta uma real situação geopolítica que envolve as Coreias desde a sua separação na década de 60. Que consequência política poderão causar esses testes nucleares à comunidade internacional?
  • 8 - Questão 32091 - Atualidades - Nível Superior - Analista de Tecnologia da Informação - CRO RJ - 2016
  • O Reino Unido integrava a União Europeia desde 1973. Com sua saída do bloco, mais uma vez a crise que já rondava os países membros poderá se instalar de vez. Esse fato tem gerando grande instabilidade política e econômica não só na Europa, mas também em outros países, devido aos investimentos feitos por lá. A saída do Reino Unido do bloco da União Europeia gerou muita polêmica, pois esse ato poderá comprometer a estabilidade do bloco como um todo, a considerar a crise econômica pela qual passam vários países europeus.

    Disponível em http://www.bbc.com/portuguese/internacional-36609225. Acesso em: 20 agosto 2016.

    Assinale nas alternativas abaixo a que apresenta uma das possíveis razões para a saída do Reino Unido do Bloco da União Europeia.