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Questões de Concursos - CRP MG - Exercícios com Gabarito

Questões de Concursos Públicos - CRP MG - com Gabarito. Exercícios com Perguntas e Respostas, Resolvidas e Comentadas. Acesse Grátis!


Um pesquisador desenvolveu uma nova vacina para combater uma determinada doença. Ao realizar os testes em cobaias, para analisar o efeito da vacina, algumas cobaias receberam a nova vacina desenvolvida, representada pela letra a e outros receberam uma vacina já existente, representada pela letra b. Essas vacinas foram testadas em conjunto, e testadas separadamente. De forma a padronizarem-se o procedimento experimental e a demonstração dos resultados obtidos, convencionou-se a seguinte nomenclatura: 

V = VERDADEIRO, ou seja, a cobaia utilizou a vacina.
F = FALSO, ou seja, a cobaia não utilizou a vacina.

Foram analisadas 4 possibilidades, conforme a tabela-verdade a seguir.

                                   a        b         a  ^ b 
                                   V        V             1 
                                   V        F             2
                                   F        V             3
                                   F        F             4 

Assinale a alternativa que contém os valores corretos para 1, 2, 3 e 4, considerando-se o Conectivo do tipo CONJUNÇÃO( a ^ b).
Na fila de espera para atendimento em um pronto-socorro de um hospital, 45 pacientes aguardam atendimento, sendo que 15 deles apresentam um quadro de febre, detectado durante a triagem inicial, e os demais não apresentam febre. Um médico então chama, aleatoriamente, um desses pacientes para atendimento. Qual é a probabilidade de esse paciente chamado estar com febre?
Texto associado.

QUE TEMPOS, ESTES!

Lya Luft


      Em todas as épocas houve quem desse esta exclamação: que tempos!

      “A gente não entende mais nada” é outra. Mas as pessoas sempre querem saber tudo, entender tudo, com preguiça de usar a sua própria maravilhosa imaginação. Corremos com o tempo, ou contra ele, para outra vida, para novos horizontes, em círculo nos lugares e pessoas que amamos, finalmente para o nada ou para “um lugar melhor”, como se diz.

      Não dá pra ver só o vazio no copo, na vida, no país, no horizonte. O jeito é multiplicar o brilho dos afetos, o calor dos abraços.

      “De repente, eu tenho oitenta anos”, comentou com ar de surpresa minha mãe, antes que a enfermidade lhe roubasse a consciência de si e de nós. De repente, quem sabe, então, vão-se resolver nossas aflições civis de hoje, e as econômicas, e o sentimento de desamparo e confusão. E voltaremos a ser um país simpático, um pouco malandro, quem sabe, mas não criminoso, não corrupto, não destruidor do cotidiano digno ou possível de seus filhos.

      “Vivemos tempos estranhos” é frase repetida em todos os níveis. Tempos confusos, surpreendentes, cada dia uma chateação maior, uma confusão mais elaborada, uma perplexidade mais pungente. (Ainda bem que nos salvamos com novidades boas: os bebês que nascem, as crianças que começam a trotar naquele encantador jeito só delas, os amigos que recuperam a saúde, a família que se encontra, os amados distantes que se comunicam mais, o flamboyant delirando em vermelhos surreais na rua.) 

      Nós, os incautos pagadores de contas, contadores de trocados e trocadores de emprego (ou simplesmente sem ele), não sabemos bem o que fazer. “Tá tudo muito esquisito”, comentamos uns com os outros, alguns querendo ir embora, outros querendo aguentar até que tudo melhore, porque é a terra da gente, e muitos são, como esta que escreve, reis em sua zona de conforto.

      Todos imaginamos, procuramos, uma solução, que parece impossível ou distante.

      Mas que está ruim está, todas as providências hoje nos deixam duvidosos, e as festas andam sem o brilho de outros tempos, essa é a verdade. Onde estão as ruas iluminadas numa competição de beleza em tantos bairros da cidade no Natal, por exemplo? A gente pegava o carro para ver, de noite, toda aquela cintilação.

      Hoje mal saímos de casa na noite escura.

      Mas não dá pra ver só o vazio no copo, na vida, no país, no horizonte. O jeito é multiplicar outro brilho, nos tempos tormentosos: o brilho dos afetos, o calor dos abraços, a sinceridade na tolerância e o respeito pelas manias, esquisitices, aflições alheias – porque é tempo de aflições. Dá algum trabalho manter a ciranda emocional lubrificada e funcionando com certa mansidão, mas também traz um enorme conforto, apesar da unhada eventual da mágoa, da saudade ou da preocupação – que, diga-se de passagem, é a inefugível marca das mães.

      Complicado: se de um lado corre, de outro lado o rio parece se arrastar. Depende do ângulo pelo qual olhamos, do quanto sobra no bolso antes do fim do mês, depende do emprego seguro, da capacidade de alegria, depende de pessoas decentes, depende de recursos, para que a grande engrenagem enferrujada volte a funcionar, e o tempo seja de mais alegria e mais aconchego de uns com os outros.


Em: “[...] depende de recursos, para que a grande engrenagem enferrujada volte a funcionar, e o tempo seja de mais alegria e mais aconchego de uns com os outros.”, o verbo destacado está flexionado no
Texto associado.
Para onde vamos com o autismo?

      É preciso que façamos uma reflexão acerca dos caminhos do autismo. Dos rumos que tomaremos socialmente diante de uma epidemia diagnostica que tem assolado a infância com números estarrecedores.

      Isso porque, diante de tal epidemia, o princípio preventivo embasado na relação entre causas únicas e soluções gerais, que tantas vezes é eficaz em problemas epidemiológicos de saúde pública (como a vacinação contra doenças infectocontagiosas, ou a eliminação do mosquito Aedes para evitar a dengue, para trazer alguns exemplos de domínio geral), torna-se inoperante diante do autismo.

      Tentar fazer o autismo encaixar-se em esquemas de relações unívocas causa-efeito é uma tentação recorrente, seja em organizações sociais, discursos pseudocientíficos, blogs ou mídias - afinal a relação causa efeito é um esquema conhecido e eficaz diante de muitas dificuldades e, convenhamos, quem não gostaria de poder estabelecer soluções simples e gerais?

      No entanto, procurar forjar causas únicas e soluções fáceis diante de questões complexas como o autismo faz com que se caia em perigosos reducionismos, que, seja pelo viés organicista, seja pelo viés psicologizante, produzem conseqüências extremamente danosas para as pessoas com autismos e seus familiares.

      O diagnóstico do autismo e sua terapêutica exigem considerar a complexidade. Complexo quer dizer aquilo que está tecido, que está em rede, e é na rede interdisciplinar que é preciso tratar dessa questão, articulando os campos de saúde mental, deficiência, educação, assistência social e judicial.

      No autismo, a causa não é única, mas uma combinação de fatores; o seu quadro não pode ser definido por um único indicador isolado, o que exige um olhar e uma escuta clínica acurados; sua evolução pode apresentar variações muito significativas, o que torna questionáveis os prognósticos; e, no que diz respeito à terapêutica, encontram-se documentadas evoluções clínicas de grande sucesso ou de permanência em uma gravidade nas mais diferentes abordagens.

      Longa é a discussão científica sobre a etiologia do autismo.Os fatos científicos encontrados até agora apontam que, se bem no autismo possa haver fatores genéticos implicados, a princípio, em 50% dos casos (como revela a pesquisa com metologia big data, ou seja, sobre o total dos nascimentos, realizada na Suécia entre 1982 e 2006 com 2.049.973 crianças, já comentada por Marcelo Leite em coluna intitulada "A outra face do autismo"), é certo que, mesmo quando há fatores genéticos implicados, não se trata de uma patologia monocausal, ou seja, não é causada por um único gene, depende de uma combinação de vários deles.

      A questão é ainda mais complexa, pois se sabe também que todos nascemos com um código genético  estabelecido, porém o modo como o mesmo irá se manifestar depende dos chamados fatores epigenéticos, ou seja, das experiências de vida, que incluem fatores ambientais. Tais fatores vão desde o ar que respiramos, a água que bebemos, até um fator que em nada é desprezível para a constituição do bebê humano: a relação com os outros.

      A principal característica do ser humano é a de não nascer pronto desde o ponto de vista orgânico. O cérebro depende de experiências para se formar e o código genético também se manifesta em função dessas experiências.

      Portanto, é absolutamente ultrapassado e reducionista o conceito de que, uma vez autista, sempre autista. Diagnóstico não é destino - como tantas vezes pessoas desinformadas acerca da complexidade da formação orgânica costumam afirmar. Por isso a intervenção psicanalítica aposta em produzir experiências de vida constituintes e, desde a sua prática, recolhe diversos exemplos de pequenas crianças que chegam com traços autísticos e deixam de tê-los por efeito da intervenção.

      Desde o ponto de vista psíquico, tampouco nascemos estruturados, e sim abertos a inscrições. Estas inscrições dependem de certas operações constituintes do sujeito, que podem ser sustentadas com estilos de cuidados muito diferentes. Portanto, também é absolutamente reducionista e anacrônico o conceito de que o autismo seria uma resposta a uma mãe fria ou pouco afetiva - "uma mãe geladeira" - como tantas vezes pessoas desinformadas acerca da concepção psicanalítica continuam a afirmar. A função materna pode ser exercida com estilos muito diferentes e depende de uma rede familiar e social para poder operar. A sustentação da função materna não ocorre de modo isolado ou individual e por isso é reducionista qualquer visão de culpabilização da mãe.

      Os acontecimentos de vida, as contingências que cercam o nascimento de uma criança, têm um fator determinante no estabelecimento da relação mãe-bebê, por isso o que está em jogo no estabelecimento dessa relação não pode jamais ser avaliado como fruto de uma competência inata da mãe ou do bebê.

      Quanto aos números assoladores que fazem do autismo uma epidemia na atualidade cabe interrogarmos do que ela é fruto.
      [...]

(www.estadao.com.br)
Observe o termo destacado abaixo.

"Os fatos científicos encontrados até agora apontam que, se bem no autismo possa haver fatores genéticos implicados, a princípio, em 50% dos casos."

Sobre a expressão "possa haver", em destaque no texto pode-se afirmar corretamente que:
A disputa do segundo turno das eleições presidenciais de 2014 envolveu dois candidatos nascidos no estado de Minas Gerais: Dilma Rousseff e Aécio Neves. Tal fato ajuda a ilustrar a tradição política do segundo estado mais populoso do Brasil, berço de diversos homens públicos que marcaram a história do país. Com base em seus conhecimentos históricos, assinale a alternativa que traz o nome de um político que não era mineiro.
Assinale a alternativa que contraria o disposto pela Resolução CFP n° 003/2007, que institui a Consolidação das Resoluções do Conselho Federal de Psicologia.
Acerca das proibições ao servidor público, elencadas na Lei n° 8.112/1990, aponte a alternativa incorreta.

Em uma situação de trabalho com grupos de jovens na comunidade, um dos jovens abordou o psicólogo Mauro, e pediu para falar com ele reservadamente. Na conversa, contou que vendia drogas para sustento próprio e de seus pais. Disse também que, mesmo não continuando com essa prática, alguns membros do grupo tinham conhecimento do fato e pediam para que ele fornecesse drogas para eles. Sem saber o que fazer, o jovem pede sigilo ao psicólogo e solicita que não conte a situação para ninguém do grupo.


Diante dessa situação e tendo como referência o Código de Ética do Psicólogo, é CORRETO afirmar que o psicólogo

De acordo com a Resolução do CFP sobre normas de atuação do psicólogo em relação ao preconceito e à discriminação racial, NÃO é correto afirmar que o psicólogo

Pedro é psicólogo no Centro de Saúde e foi solicitado pelo pai de uma paciente antiga, que entrasse em contato com ela, menor de idade. O pai solicitou que Pedro, como psicólogo, atendesse sua filha, na medida em que ela estava em sofrimento psíquico, em decorrência de uma doença crônica, que a deixou hospitalizada. Por estar em litígio com a mãe da menor, o pai estava impedido de acompanhar a filha nos procedimentos médicos de internação e tratamento. Pedro atendeu a paciente e redigiu um documento que será anexado ao processo dos pais.


Conforme a Resolução 06/2019 do Conselho Federal de Psicologia, Pedro deverá redigir