Questões de Concursos Degase

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  • 1 - Questão 2755 - Português - Nível Médio - Agente Socioeducativo - Degase - CEPERJ
  • PARA ISSO HAVIA VINDO DO CEARÁ

    Bem-Te-Vi morreu há quase dois anos, mas, no momento mesmo em que foi morto, nem bem o
    carregavam como um fardo, já ia rumo ao esquecimento. Reis são mortos e postos a toda hora na Rocinha.   
    Naquele dia, ia vistoriar seus postos de comércio cercado por 12 seguranças, sua guarda pretoriana, mas não
    sabia que, no caminho, policiais com 4 mil munições estocadas numa quitinete esperavam por ele. Ninguém
    os havia visto entrar sorrateiros na cidadela, atravessando as vielas.   L.5

    Para isso havia vindo do Ceará. Para parar diante da quitinete às duas e tantas da madrugada
    daquele exato sábado, com seu cabelo pintado de vermelho, sua pistola Glock, seus 28 anos e a certeza de
    ter vencido na vida.

    Quem lhe pôs o apelido de Bem-Te-Vi não pensou no alçapão. E o apelido deve ter sido posto antes
    dele virar bandido, porque bandido não tem apelido, tem codinome, e não ficaria bem a um bandido ser   L.10
    chamado como passarinho. Pelo menos não ao bandido que se sabia o mais procurado pela polícia, e que
    com seu celular se fotografou sorrindo, de peito nu, empunhando uma Uzi dourada. Àquele melhor caberia
    chamar-se Gavião.

    Erismar, como havia sido batizado no começo de tudo, quando ainda não era possível – ou era? –
    prever sua trajetória, chegou no Rio aos 11 anos e aos 14 entrou para o tráfico. Os jovens que estão transformando  L.15
    as periferias de Paris em campo de batalha, incendiando carros e destruindo escolas, devem ter
    aproximadamente a mesma idade. Sim, é claro, os jovens franceses que a França abriga tão a contragosto,
    vindos das antigas colônias ou filhos de emigrantes, estão defendendo a sua cidadania, o seu direito à
    igualdade. Os jovens sempre descarregam em guerras o excesso de testosterona, e as causas nobres sempre
    justificam a guerra.  L.20

    Um traficante não luta por causas nobres. Um traficante quando distribui presentes à comunidade e
    faz assistencialismo não é, à moda de Robin Hood, para redistribuir renda, mas para garantir conivência. Um
    traficante é uma variante de mercenário, faz guerra pelo butim e pela possibilidade, ainda que pequena, de vir
    um dia a ser chefe, com armas douradas, guarda de corpo e três mulheres.

    Mas na sociedade do eu, que estimula a satisfação dos desejos e se esmera em multiplicá-los, na
    sociedade midiática em que 15 minutos de fama são meta mais recomendável do que uma digna vida obscura,  L.25
    na nossa sociedade que, após ter falsamente horizontalizado os bens e as marcas se volta agora para o luxo
    mais desenfreado e exclusivo, o dinheiro pode ser considerado uma causa suficientemente nobre para fazerse
    soldado.

    O reinado de Bem-Te-Vi não durou nem dois anos. O de Soul, seu sucessor, durou apenas dois   L.30
    dias. Ambos haviam acompanhado seu chefe, Lulu, e o haviam visto ser morto pela polícia.

    Ambos sabiam que só teriam 15 minutos pela frente. Mas achavam que valia a pena. E nas favelas
    deste país, que só fazem crescer, há cada vez mais jovens pensando dessa maneira.

    (Marina Colasanti – Jornal do Brasil, Caderno B – 6 de novembro de 2005, com adaptações)
  • “Para isso havia vindo do Ceará” – o verbo principal dessa frase é encontrado também no segmento:
  • 3 - Questão 2754 - Português - Nível Médio - Agente Socioeducativo - Degase - CEPERJ
  • PARA ISSO HAVIA VINDO DO CEARÁ

    Bem-Te-Vi morreu há quase dois anos, mas, no momento mesmo em que foi morto, nem bem o
    carregavam como um fardo, já ia rumo ao esquecimento. Reis são mortos e postos a toda hora na Rocinha.   
    Naquele dia, ia vistoriar seus postos de comércio cercado por 12 seguranças, sua guarda pretoriana, mas não
    sabia que, no caminho, policiais com 4 mil munições estocadas numa quitinete esperavam por ele. Ninguém
    os havia visto entrar sorrateiros na cidadela, atravessando as vielas.   L.5

    Para isso havia vindo do Ceará. Para parar diante da quitinete às duas e tantas da madrugada
    daquele exato sábado, com seu cabelo pintado de vermelho, sua pistola Glock, seus 28 anos e a certeza de
    ter vencido na vida.

    Quem lhe pôs o apelido de Bem-Te-Vi não pensou no alçapão. E o apelido deve ter sido posto antes
    dele virar bandido, porque bandido não tem apelido, tem codinome, e não ficaria bem a um bandido ser   L.10
    chamado como passarinho. Pelo menos não ao bandido que se sabia o mais procurado pela polícia, e que
    com seu celular se fotografou sorrindo, de peito nu, empunhando uma Uzi dourada. Àquele melhor caberia
    chamar-se Gavião.

    Erismar, como havia sido batizado no começo de tudo, quando ainda não era possível – ou era? –
    prever sua trajetória, chegou no Rio aos 11 anos e aos 14 entrou para o tráfico. Os jovens que estão transformando  L.15
    as periferias de Paris em campo de batalha, incendiando carros e destruindo escolas, devem ter
    aproximadamente a mesma idade. Sim, é claro, os jovens franceses que a França abriga tão a contragosto,
    vindos das antigas colônias ou filhos de emigrantes, estão defendendo a sua cidadania, o seu direito à
    igualdade. Os jovens sempre descarregam em guerras o excesso de testosterona, e as causas nobres sempre
    justificam a guerra.  L.20

    Um traficante não luta por causas nobres. Um traficante quando distribui presentes à comunidade e
    faz assistencialismo não é, à moda de Robin Hood, para redistribuir renda, mas para garantir conivência. Um
    traficante é uma variante de mercenário, faz guerra pelo butim e pela possibilidade, ainda que pequena, de vir
    um dia a ser chefe, com armas douradas, guarda de corpo e três mulheres.

    Mas na sociedade do eu, que estimula a satisfação dos desejos e se esmera em multiplicá-los, na
    sociedade midiática em que 15 minutos de fama são meta mais recomendável do que uma digna vida obscura,  L.25
    na nossa sociedade que, após ter falsamente horizontalizado os bens e as marcas se volta agora para o luxo
    mais desenfreado e exclusivo, o dinheiro pode ser considerado uma causa suficientemente nobre para fazerse
    soldado.

    O reinado de Bem-Te-Vi não durou nem dois anos. O de Soul, seu sucessor, durou apenas dois   L.30
    dias. Ambos haviam acompanhado seu chefe, Lulu, e o haviam visto ser morto pela polícia.

    Ambos sabiam que só teriam 15 minutos pela frente. Mas achavam que valia a pena. E nas favelas
    deste país, que só fazem crescer, há cada vez mais jovens pensando dessa maneira.

    (Marina Colasanti – Jornal do Brasil, Caderno B – 6 de novembro de 2005, com adaptações)
  • “Nem bem o carregavam como um fardo...” (L.1/2) –
    neste segmento, utilizando o padrão formal da linguagem,
    se o pronome o pudesse ser deslocado para depois do
    verbo, resultaria:
  • 4 - Questão 2739 - Eca - Nível Médio - Auxiliar de Disciplina - Degase - CEPERJ
  • Segundo o artigo 238 do ECA, prometer ou efetivar a entrega de filho ou pupilo a terceiro, mediante paga ou recompensa constitui:
  • 5 - Questão 2736 - Eca - Nível Médio - Auxiliar de Disciplina - Degase - CEPERJ
  • Ao tratar das medidas socioeducativas, o ECA preocupa- se em estabelecer as condições para a sua aplicação. Em relação à prestação de serviços comunitários, determina que o período para cumprimento dessa medida não pode ser maior do que:
  • 7 - Questão 2759 - Português - Nível Médio - Agente Socioeducativo - Degase - CEPERJ
  • PARA ISSO HAVIA VINDO DO CEARÁ

    Bem-Te-Vi morreu há quase dois anos, mas, no momento mesmo em que foi morto, nem bem o
    carregavam como um fardo, já ia rumo ao esquecimento. Reis são mortos e postos a toda hora na Rocinha.   
    Naquele dia, ia vistoriar seus postos de comércio cercado por 12 seguranças, sua guarda pretoriana, mas não
    sabia que, no caminho, policiais com 4 mil munições estocadas numa quitinete esperavam por ele. Ninguém
    os havia visto entrar sorrateiros na cidadela, atravessando as vielas.   L.5

    Para isso havia vindo do Ceará. Para parar diante da quitinete às duas e tantas da madrugada
    daquele exato sábado, com seu cabelo pintado de vermelho, sua pistola Glock, seus 28 anos e a certeza de
    ter vencido na vida.

    Quem lhe pôs o apelido de Bem-Te-Vi não pensou no alçapão. E o apelido deve ter sido posto antes
    dele virar bandido, porque bandido não tem apelido, tem codinome, e não ficaria bem a um bandido ser   L.10
    chamado como passarinho. Pelo menos não ao bandido que se sabia o mais procurado pela polícia, e que
    com seu celular se fotografou sorrindo, de peito nu, empunhando uma Uzi dourada. Àquele melhor caberia
    chamar-se Gavião.

    Erismar, como havia sido batizado no começo de tudo, quando ainda não era possível – ou era? –
    prever sua trajetória, chegou no Rio aos 11 anos e aos 14 entrou para o tráfico. Os jovens que estão transformando  L.15
    as periferias de Paris em campo de batalha, incendiando carros e destruindo escolas, devem ter
    aproximadamente a mesma idade. Sim, é claro, os jovens franceses que a França abriga tão a contragosto,
    vindos das antigas colônias ou filhos de emigrantes, estão defendendo a sua cidadania, o seu direito à
    igualdade. Os jovens sempre descarregam em guerras o excesso de testosterona, e as causas nobres sempre
    justificam a guerra.  L.20

    Um traficante não luta por causas nobres. Um traficante quando distribui presentes à comunidade e
    faz assistencialismo não é, à moda de Robin Hood, para redistribuir renda, mas para garantir conivência. Um
    traficante é uma variante de mercenário, faz guerra pelo butim e pela possibilidade, ainda que pequena, de vir
    um dia a ser chefe, com armas douradas, guarda de corpo e três mulheres.

    Mas na sociedade do eu, que estimula a satisfação dos desejos e se esmera em multiplicá-los, na
    sociedade midiática em que 15 minutos de fama são meta mais recomendável do que uma digna vida obscura,  L.25
    na nossa sociedade que, após ter falsamente horizontalizado os bens e as marcas se volta agora para o luxo
    mais desenfreado e exclusivo, o dinheiro pode ser considerado uma causa suficientemente nobre para fazerse
    soldado.

    O reinado de Bem-Te-Vi não durou nem dois anos. O de Soul, seu sucessor, durou apenas dois   L.30
    dias. Ambos haviam acompanhado seu chefe, Lulu, e o haviam visto ser morto pela polícia.

    Ambos sabiam que só teriam 15 minutos pela frente. Mas achavam que valia a pena. E nas favelas
    deste país, que só fazem crescer, há cada vez mais jovens pensando dessa maneira.

    (Marina Colasanti – Jornal do Brasil, Caderno B – 6 de novembro de 2005, com adaptações)
  • “...se sabia o mais procurado pela polícia...” (L.11) – o
    adjetivo em destaque encontra-se no grau:
  • 8 - Questão 2732 - Eca - Nível Médio - Auxiliar de Disciplina - Degase - CEPERJ
  • O artigo 94 do ECA relaciona obrigações que devem ser cumpridas pelas entidades que desenvolvem programas de internação de adolescentes. Em relação à questão de crença e culto religioso, essas entidades devem propiciar assistência religiosa, na seguinte condição:
  • 9 - Questão 2733 - Eca - Nível Médio - Auxiliar de Disciplina - Degase - CEPERJ
  • O ECA, em seu artigo 100, recomenda que o Conselho Tutelar ou o Juizado da Infância e da Juventude, ao escolher a medida de proteção adequada a uma criança ou a um adolescente, deve dar preferência àquela que atender aos seguintes objetivos fundamentais: