Questões de Concursos EMATERCE

Resolva Questões de Concursos EMATERCE Grátis. Exercícios com Perguntas e Respostas. Provas Online com Gabarito.

  • 1 - Questão 53955 - Português - Nível Superior - Veterinário - EMATERCE - CETREDE - 2018
  • Analise as afirmativas a seguir, com relação ao uso do artigo e marque a opção INCORRETA.
  • 2 - Questão 53965 - Matemática - Nível Superior - Veterinário - EMATERCE - CETREDE - 2018
  • Em um certo dia, no Museu do Ceará, havia um total de 126 pessoas, entre monitores e turistas. Uma pessoa percebeu que, dividindo o número de turistas pelo número de monitores, o resultado era 6. Sendo assim, cada monitor ficou responsável por um grupo de 6 turistas. Então, o número de monitores nesse dia eram
  • 3 - Questão 53958 - Português - Nível Superior - Veterinário - EMATERCE - CETREDE - 2018
  • Nas afirmativas a seguir marque a opção cujo termo destacado funciona como objeto indireto.
  • 4 - Questão 53946 - Veterinária - Nível Superior - Veterinário - EMATERCE - CETREDE - 2018
  • Como em outras profissões, a Medicina Veterinária possui seu código de ética o qual é regulamentado pelo Conselho Federal de Medicina Veterinária, cuja sede fica no Distrito Federal. Podemos afirmar que o Código de Ética do Médico Veterinário em vigor está regulamentado pela legislação:
  • 5 - Questão 53943 - Veterinária - Nível Superior - Veterinário - EMATERCE - CETREDE - 2018
  • A descoberta de que ácidos graxos insaturados podem trazer benefícios aos homens e animais, fez com que as indústrias de alimentação animal passassem a incluí-los nas rações, notadamente de animais pet. Sobre esse tema analise as afirmativas a seguir.

    I. Ácidos graxos ômega-3 e ômega-6 não se oxidam.
    II. Substâncias antioxidantes, ao cederem seu hidrogênio para estabilizar o processo de oxidação, tornam-se radicais livres.
    III. As rações podem conter adição de aditivos, como os tocoferóis e o Selênio, para reduzirem os processos de oxidação dos componentes graxos.
    IV. Ácidos graxos saturados de cadeia com mais de 20 átomos de carbono são mais facilmente oxidados que poliinsaturados de cadeia curta.
    V. Embalagens metalizadas retardam a oxidação das rações.

    Marque a opção que apresenta as afirmativas CORRETAS.
  • 7 - Questão 53961 - Português - Nível Superior - Veterinário - EMATERCE - CETREDE - 2018
  • Analise as afirmativas a seguir e marque em qual das opções a palavra melhor funciona como advérbio.
  • 8 - Questão 53953 - Português - Interpretação de Textos - Nível Superior - Veterinário - EMATERCE - CETREDE - 2018
  • Leia o texto a seguir para responder à questão.

    As caridades odiosas

        Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.
        ― Um doce, moça, compre um doce para mim.
        Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.
        De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: – Que doce você...
        Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.
        ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro.
        Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.
        ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo:
        ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas, mas ninguém quis dar.
        Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe tivessem dado doce.

    Clarice Lispector
  • “- Um doce, moça, compre um doce para mim.” Sobre o sujeito dessa oração, marque a opção correta.
  • 9 - Questão 53951 - Português - Interpretação de Textos - Nível Superior - Veterinário - EMATERCE - CETREDE - 2018
  • Leia o texto a seguir para responder à questão.

    As caridades odiosas

        Foi uma tarde de sensibilidade ou de suscetibilidade? Eu passava pela rua depressa, emaranhada nos meus pensamentos, como às vezes acontece. Foi quando meu vestido me reteve: alguma coisa se enganchava na minha saia. Voltei-me e vi que se tratava de uma mão pequena e escura. Pertencia a um menino a que a sujeira e o sangue interno davam um tom quente de pele. O menino estava de pé no degrau da grande confeitaria. Seus olhos, mais do que suas palavras meio engolidas, informavam-me de sua paciente aflição. Paciente demais. Percebi vagamente um pedido, antes de compreender o seu sentido concreto. Um pouco aturdida eu o olhava, ainda em dúvida se fora a mão da criança o que me ceifara os pensamentos.
        ― Um doce, moça, compre um doce para mim.
        Acordei finalmente. O que estivera eu pensando antes de encontrar o menino? O fato é que o pedido deste pareceu cumular uma lacuna, dar uma resposta que podia servir para qualquer pergunta, assim como uma grande chuva pode matar a sede de quem queria uns goles de água. Sem olhar para os lados, por pudor talvez, sem querer espiar as mesas da confeitaria onde possivelmente algum conhecido tomava sorvete, entrei, fui ao balcão e disse com uma dureza que só Deus sabe explicar: um doce para o menino.
        De que tinha eu medo? Eu não olhava a criança, queria que a cena humilhante para mim, terminasse logo. Perguntei-lhe: – Que doce você...
        Antes de terminar, o menino disse apontando depressa com o dedo: aquelezinho ali, com chocolate por cima. Por um instante perplexa, eu me recompus logo e ordenei, com aspereza, à caixeira que o servisse.
        ― Que outro doce você quer? Perguntei ao menino escuro.
        Este, que mexendo as mãos e a boca ainda espera com ansiedade pelo primeiro, interrompeu-se, olhou-me um instante e disse com uma delicadeza insuportável, mostrando os dentes: não precisa de outro não. Ele poupava a minha bondade.
        ― Precisa sim, cortei eu ofegante, empurrando-o para frente. O menino hesitou e disse: aquele amarelo de ovo. Recebeu um doce em cada mão, levando as duas acima da cabeça, com medo talvez de apertá-los... E foi sem olhar para mim que ele, mais do que foi embora, fugiu. A caixeirinha olhava tudo:
        ― Afinal uma alma caridosa apareceu. Esse menino estava nesta porta há mais de uma hora, puxando todas as pessoas, mas ninguém quis dar.
        Fui embora, com o rosto corado de vergonha. De vergonha mesmo? Era inútil querer voltar aos pensamentos anteriores. Eu estava cheia de um sentimento de amor, gratidão, revolta e vergonha. Mas, como se costuma dizer, o Sol parecia brilhar com mais força. Eu tivera a oportunidade de... E para isso foi necessário que outros não lhe tivessem dado doce.

    Clarice Lispector
  • Sobre a narrativa é CORRETO afirmar que