Questões de IFES Grátis - Exercícios com Gabarito

Resolva Questões de IFES com Gabarito. Exercícios com Atividades Grátis Resolvidas e Comentadas. Teste seus conhecimentos com Perguntas e Respostas sobre o Assunto.

1Questão 35178. Português, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

Leia a crônica de Clarice Lispector, a seguir para responder a questão:
ESCREVER AS ENTRELINHAS


Então escrever é o modo de quem tem a palavra como isca: a palavra pescando o que não é palavra. Quando essa não-palavra - a entrelinha - morde a isca, alguma coisa se escreveu. Uma vez que se pescou a entrelinha, poder-se-ia com alívio jogar a palavra fora. Mas aí cessa a analogia: A não-palavra, ao morder a isca, incorporou-a. O que salva então é escrever distraidamente.

(LISPECTOR, Clarice. A descoberta do mundo. Rio de Janeiro: Rocco, 1999.)

Os conectivos “então”, “quando”, “uma vez que” e “mas”, destacados na crônica nessa ordem, iniciam qual encadeamento de ideias?

2Questão 35198. Pedagogia, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

Ciavatta (2005) apresenta alguns pressupostos para o desenvolvimento da educação profissional como formação integrada e humanizadora. Nessa direção, analise as seguintes sentenças:

I) Resgate da escola como um lugar de memória, das lembranças e momentos mais expressivos, e garantia de investimento na educação de modo assegurar a sua oferta pública e gratuita aos cidadãos.
II) Manutenção de mecanismos na lei que assegurem a articulação entre o ensino médio de formação geral e o ensino superior em todas as suas modalidades.
III) A adesão de gestores e de professores responsáveis pela formação geral e pela formação específica, de modo a elaborarem coletivamente as estratégias acadêmico-científicas de integração.
IV) Articulação da instituição com os alunos e os familiares, na tentativa de construção do diálogo e desenvolvimento de uma democracia participativa.
V) Existência de um projeto de sociedade no qual, ao mesmo tempo, se minimizem os problemas da realidade brasileira, visando a permanência do dualismo de classes e a implantação das diversas instâncias de gestão educacional que busquem contribuir com a preparação de jovens para o mercado de trabalho.

Assinale a alternativa que apresenta somente as sentenças CORRETAS.

3Questão 35181. Português, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

Leia o próximo texto, de Luiz Fernando Veríssimo, para resolver a próxima questão:
AÍ, GALERA


Jogadores de futebol podem ser vítimas de estereotipação. Por exemplo, você pode imaginar um jogador de futebol dizendo “estereotipação”? E, no entanto, por que não?
— Aí, campeão. Uma palavrinha pra galera.
—Minha saudação aos aficionados do clube e aos demais esportistas, aqui presentes ou no recesso dos seus lares.
— Como é?
— Aí, galera.
— Quais são as instruções do técnico?
— Nosso treinador vaticinou que, com um trabalho de contenção coordenada, com energia otimizada, na zona de preparação, aumentam as probabilidades de, recuperado o esférico, concatenarmos um contragolpe agudo com parcimônia de meios e extrema objetividade, valendonos da desestruturação momentânea do sistema oposto, surpreendido pela reversão inesperada do fluxo da ação.
— Ahn?
— É pra dividir no meio e ir pra cima pra pegá eles sem calça.
— Certo. Você quer dizer mais alguma coisa?
— Posso dirigir uma mensagem de caráter sentimental, algo banal, talvez mesmo previsível e piegas, a uma pessoa à qual sou ligado por razões, inclusive, genéticas?
— Pode.
— Uma saudação para a minha progenitora.
— Como é?
— Alô, mamãe!
— Estou vendo que você é um, um...
— Um jogador que confunde o entrevistador, pois não corresponde à expectativa de que o atleta seja um ser algo primitivo com dificuldade de expressão e assim sabota a estereotipação?
— Estereoquê?
— Um chato?
— Isso.
(Disponível em: www.luizfverissimo.blogspot.com)

Em relação ao uso adequado da crase, qual é a explicação, abaixo, que reforça o bom entendimento do assunto?

4Questão 35184. Português, Interpretação de Textos, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

Texto associado.
A próxima questão,terão como base os dois textos seguintes. Leia-os:

Texto 1:
ESSES TEXTOS


O texto primeiro existe
só, como ponto.
Se transforma depois em linha
com sua própria força 
de deslocação,
sua velocidade própria.

Depois,
o leitor institui
outra linha, lendo.
O leitor constitui
um feixe de linhas cruzadas
organizando os textos.

No percurso do texto
e no trânsito da leitura,
as linhas se chocam,
se repudiam, se perdem,
correm pararelas
e podem se amar.
Depois, saber fazer
retorná-las a ponto.

(Mas o importante é o leitor. Você.)

É preciso ter calma.
Saber ir abotoando
os elementos vários
à espera do clique de colchete.
Quando dois ou mais
se engatam,
fecha-se um sentido
único e exclusivo.
Mas que você pode emprestar
a alguém,
desde que o diga
(Não tenha medo da alta-velocidade.
Não tenha receio de dar marcha à ré.)

É preciso ter pressa.
Saber ir desabotoando
os colchetes de sentido
como quem quer tirar
camisa usada e suada
de dia de trabalho.
Cada camisa,
depois de surrada,
é fonte
de novo esforço.
Ou então vira
camisa-de-força.

É preciso saber vestir
o texto,
como tatuagem na própria
pele.

É preciso saber tatuar
o texto,
como sulcos feitos
na bruta realidade.

O duplo estilete
do texto e da leitura,
do autor e do leitor.

A dupla tatuagem
contra o próprio corpo
e a realidade bruta.

A tatuagem que se imprime
para poder forçar
a barra.
A tatuagem que o corpo,
depois de violado
tatua. Violentando.
(SANTIAGO, Silviano, Crescendo durante a guerra numa província ultramarina. Rio de Janeiro: Francisco Alves, 1978.)

Texto 2:
LEITURA NAS DIVERSAS DISCIPLINAS


Heloisa Amaral

O ensino, na escola, não existe sem a leitura. Ou é leitura direta pelo aluno, ou explicações do professor sobre textos que ele, o professor, leu. Ou seja, a linguagem falada pelo professor é uma didatização do conhecimento acumulado pela escrita (em letras ou números e sinais) na disciplina que ele leciona. Quando a fala é uma transposição de leituras, ela não é uma fala similar a uma conversa casual, como as que usamos no cotidiano. Ao contrário, está carregada de conceitos e de relações complexas entre os conceitos provenientes de estudos sobre os diferentes conhecimentos, seja qual for a matéria que esteja sendo ensinada. E em geral é preciso acrescentar, para complementar as aulas expositivas ou dialogadas feitas pelos professores, textos (didáticos ou não) relacionados às disciplinas ministradas.

Assim, o que se tem como prática constante em todas as disciplinas escolares é a leitura de textos. Antes ou depois da aula expositiva, leituras. Leitura de textos escritos, de imagens, de gráficos, mas leitura. Isso significa que sem desenvolver capacidades de leitura o aluno não consegue aprender as disciplinas escolares na dimensão proposta pelos conteúdos programáticos. Significa, também, que os professores das diversas disciplinas precisam ensinar o aluno a ler os gêneros próprios de suas matérias, uma vez que eles são gêneros textuais produzidos de forma particular em cada área de conhecimento. Ler literatura, por exemplo, não é o mesmo que ler enunciados de problemas; ler textos de história não é o mesmo que ler gráficos em geografia. O aluno não lê textos de cada uma das disciplinas com facilidade sem ter compreendido os conceitos e as relações entre eles, do modo particular como são abordados nelas. Seja qual for a disciplina, a leitura se dá de forma particular, e exige conhecimentos específicos para ser bem-sucedida.

Então, ler é uma competência indispensável para a aprendizagem em cada uma das áreas, uma competência que precisa ser ensinada pelos professores de cada uma delas. Mas, o que é necessário para que os alunos leiam verdadeiramente em qualquer disciplina, compreendendo o que leem? A compreensão dos textos de diferentes gêneros está relacionada a dois aspectos: primeiramente, à natureza dos próprios textos e, em segundo lugar, às capacidades de leitura desenvolvidas pelo leitor.

Em primeiro lugar, não há como ler textos, gráficos ou imagens, sem ter compreendido bem a natureza dos gêneros textuais das diferentes áreas de conhecimento, ou seja, a situação particular em que textos, gráficos ou imagens foram produzidos. A situação de produção de um texto é sempre histórica, isto é, está ligada ao momento histórico atual e, ao mesmo tempo, faz referências a um conhecimento produzido em um dado momento da história da humanidade. Em matemática, por exemplo, o professor pode ensinar a situação de produção de um gênero textual matemático trabalhando com o nascimento de conceitos a eles relacionados, registrados na história da matemática.

Em segundo lugar, não há leitores que leiam bem sem ter suas capacidades de leitura, necessárias para ler qualquer gênero de texto, bem desenvolvidas. As capacidades de leitura, portanto, podem e devem ser desenvolvidas em qualquer disciplina escolar. (...)

Publicado originalmente no site da Olimpíada de Língua Portuguesa Escrevendo o Futuro
(Disponível em: https://dialogosassessoria.wordpress.com/2014/09/11/leitura-nas-diversas-disciplinas/)
Observe os destaques, nas frases retiradas de ambos os textos, e escolha a opção que apresenta uma explicação CORRETA quanto à sintaxe:

5Questão 35176. Português, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

O ASSASSINO ERA O ESCRIBA

Meu professor de análise sintática era o tipo do sujeito inexistente.
Um pleonasmo, o principal predicado de sua vida,
regular como um paradigma da 1ª conjunção.
Entre uma oração subordinada e um adjunto adverbial,
ele não tinha dúvidas: sempre achava um jeito
assindético de nos torturar com um aposto.
Casou com uma regência.
Foi infeliz.
Era possessivo como um pronome.
E ela era bitransitiva.
Tentou ir para os EUA.
Não deu.
Acharam um artigo indefinido na sua bagagem.
A interjeição do bigode declinava partículas expletivas,
conectivos e agentes da passiva o tempo todo.
Um dia, matei-o com um objeto direto na cabeça.
(LEMINSKI, Paulo. Caprichos e relaxos. São Paulo: Brasiliense, 1983.)

Após a leitura do poema, a cima, de Paulo Leminski, e análise de todas as referências gramaticais e figurativas usadas pelo autor para a construção da história, marque a opção CORRETA:

6Questão 35209. Pedagogia, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

Identifique com V ou F, conforme sejam VERDADEIRAS ou FALSAS, as afirmativas abaixo, sobre as teorias de aprendizagens (SACRISTÁN E GÓMEZ, 1998).

( ) A gestalt ou teoria do campo considera a aprendizagem como um processo de doação de sentido, de significado, às situações em que o indivíduo se encontra.
( ) A genético-cognitiva considera a aprendizagem tanto um fator como um produto do desenvolvimento, incluindo a apropriação da bagagem cultural.
( ) A aprendizagem significativa de Ausubel implica a relação indissociável de aprendizagem e desenvolvimento.
( ) Na gestalt, as leis da aprendizagem, ainda que sejam mais difusas e imprecisas, permitem uma explicação dos tipos mais complexos e superiores de aprendizagem.
( ) A de processamento de informação supõe que o organismo responde diretamente ao mundo real e à própria e mediada representação subjetiva do mesmo.  

Assinale a alternativa que apresenta a sequência CORRETA:

7Questão 35220. Pedagogia, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

Após analisar as afirmativas abaixo, seguindo o critério de (V) para VERDADEIRO e (F) para FALSO, assinale a alternativa que representa a sequência das afirmativas relacionadas à pedagogia histórico-crítica.

( ) Sua base psicológica mantém fortes afinidades com a psicologia histórico-cultural desenvolvida pela escola de Vigotski.
( ) Entende a educação como o ato de produzir, direta e intencionalmente, em cada indivíduo singular, a humanidade que é produzida histórica e coletivamente pelo conjunto dos homens.
( ) A prática educativa tem a prática social como ponto de partida e ponto de chegada.
( ) A fundamentação teórica nos aspectos filosóficos, históricos, econômicos e político-sociais propõe-se, explicitamente, a seguir as trilhas abertas por Paulo Freire e Gramsci.
( ) Essa teoria pedagógica permite uma reorganização da escola, conduzindo a um processo de burocratização.

Assinale a alternativa que representa a sequência CORRETA:

8Questão 35200. Pedagogia, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

Libâneo, Oliveira e Toschi (2012), ao discutirem o sistema de organização e de gestão da escola, apresentam os conceitos básicos dos processos organizacionais na instituição escolar. De acordo com os pressupostos teóricos dos autores, assinale a alternativa INCORRETA:

9Questão 35196. Pedagogia, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

Silva (2010) apresenta as teorias do currículo em três categorias: tradicionais, críticas e pós-críticas. Sobre essas teorias, analise as seguintes sentenças:

I) As teorias tradicionais pretendem ser “teorias” neutras, científicas, desinteressadas. Assim, ao aceitar o status quo, os conhecimentos e os saberes dominantes, acabam por se concentrar em questões técnicas, “o que?” e o “como?”, ou seja, nas questões de organização e elaboração do currículo.
II) As teorias críticas, ao enfatizarem o conceito de discurso em vez do conceito de ideologia, efetuaram um importante deslocamento na nossa maneira de conceber o currículo.
III) As teorias críticas e as teorias pós-críticas argumentam que nenhuma teoria é neutra, científica ou desinteressada, mas que está implicada nas relações de poder. Sua questão central é: “por quê?”. Por que esse conhecimento e não outro? Estão preocupadas com as conexões entre saber, identidade e poder.
IV) As teorias pós-críticas, ao deslocarem a ênfase dos conceitos simplesmente pedagógicos de ensino e aprendizagem para os conceitos de ideologia e poder, nos permitiram ver a educação de uma nova perspectiva.
V) As teorias críticas sobre o currículo colocam em questão os pressupostos dos presentes arranjos sociais e educacionais; são teorias de desconfiança, questionamento e transformação radical, na tentativa de desenvolver conceitos que permitam compreender o que o currículo faz.

Assinale a alternativa que apresenta somente as sentenças CORRETAS.

10Questão 35188. Matemática, Pedagogo, IFES, Ensino Superior, 2016

Um grupo de oito amigos foi acampar e levou duas barracas distintas, uma com capacidade máxima para três pessoas e a outra para cinco pessoas. De quantas formas distintas eles podem se agrupar para passar a noite, ficando cinco em uma barraca e três na outra?