Questões de Concursos IFSUL

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  • 1 - Questão 35018.   Português - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Leia o texto, para responder à questão.

    Contra a mera “tolerância” das diferenças
    Renan Quintanilha

        “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
        “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
        “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
        Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
        Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.
        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.
        Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2
        Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.
        O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em:  Acesso em: 03 mai 2016. 

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
  • Em “... ‘suportar com indulgência’, ou seja, deixar passar com resignação ...”, as palavras destacadas poderiam ser substituídas, sem prejuízo de sentido, por respectivamente
  • 2 - Questão 34990.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Com relação à Biossegurança, o que afirma Mário Leonardo(2008)?
  • 3 - Questão 35010.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Com relação ao Tratamento Restaurador Atraumático(ART), o que é correto afirmar?
  • 4 - Questão 34999.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Quanto ao uso de antibióticos na odontologia, é INCORRETO afirmar que
  • 5 - Questão 35017.   Português - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Leia o texto, para responder à questão.

    Contra a mera “tolerância” das diferenças
    Renan Quintanilha

        “É preciso tolerar a diversidade”. Sempre que me defronto com esse tipo de colocação, aparentemente progressista e bem intencionada, fico indignado. Não, não é preciso tolerar.
        “Tolerar”, segundo qualquer dicionário, significa algo como “suportar com indulgência”, ou seja, deixar passar com resignação, ainda que sem consentir expressamente com aquela conduta.
        “Tolerar” o que é diferente consiste, antes de qualquer coisa, em atribuir a “quem tolera” um poder sobre “o que tolera”. Como se este dependesse do consentimento daquele para poder existir. “Quem tolera” acaba visto, ainda, como generoso e benevolente, por dar uma “permissão” como se fosse um favor ou um ato de bondade extrema.
        Esse tipo de discurso, no fundo, nega o direito à existência autônoma do que é diferente dos padrões construídos socialmente. Mais: funciona como um expediente do desejo de estigmatizar o diferente e manter este às margens da cultura hegemônica, que traça a tênue linha divisória entre o normal e o anormal.
        Tolerar não deve ser celebrado e buscado nem como ideal político e tampouco como virtude individual. Ainda que o argumento liberal enxergue, na tolerância, uma manifestação legítima e até necessária da igualdade moral básica entre os indivíduos, não é esse o seu sentido recorrente nos discursos da política.
        Com efeito, ainda que a defesa liberal-igualitária da tolerância, diante de discussões controversas, postule que se trate de um respeito mútuo em um cenário de imparcialidade das instituições frente a concepções morais mais gerais, isso não pode funcionar em um mundo marcado por graves desigualdades estruturais.
        Marcuse1 identificava dois tipos de tolerância: a passiva e a ativa. No primeiro caso, a tolerância é vista como uma resignação e uma omissão diante de uma sociedade marcadamente injusta em suas diversas dimensões. Por sua vez, no segundo caso, ele trata da tolerância enquanto uma disposição efetiva de construção de uma sociedade igualitária. Não é este, no entanto, o discurso mais recorrente da tolerância em nossos tempos.
        Assim, quando alguém te disser que é preciso “tolerar” a liberdade das mulheres, os direitos das pessoas LGBT, a busca por melhores condições de vida das pessoas pobres, as reivindicações por igualdade material das pessoas negras, dentre outros segmentos vulneráveis, simplesmente não problematize esse discurso.
        Admitir a existência do outro não significa aceitá-lo em sua particularidade como integrante da comunidade política. É preciso valorizar os laços mais profundos de reciprocidade e respeito pelas diferenças, o que só o reconhecimento, estágio superior da tolerância, pode ajudar a promover, como ensinou Axel Honneth2
        Diversidade é um valor em si mesmo e não depende da concordância dos que ocupam posições de privilégios. Direitos e liberdades não se “toleram”. Devem ser respeitados e promovidos, por serem conquistas jurídicas e políticas antecedidas de muitas lutas.
        O que não se pode tolerar é o discurso aparentemente “benevolente” e “generoso” – mas na verdade bem perverso – da “tolerância das diferenças”. Ninguém precisa da licença de ninguém pra existir.

    Disponível em:  Acesso em: 03 mai 2016. 

    1 Marcuse: filósofo e sociólogo alemão, naturalizado norte-americano.
    2 Axel Honneth: filósofo e sociólogo alemão.
  • Após a leitura do texto, depreende-se do título Contra a mera “tolerância” das diferenças, depreende-se que o autor considera o termo “tolerância”
  • 6 - Questão 35014.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Sabendo que o conhecimento sobre os componentes, as propriedades e as características apresentadas pelas resinas compostas é fundamental para a escolha de um sistema restaurador adequado às diferentes situações clínicas, é correto afirmar:
  • 7 - Questão 35025.   Direito Administrativo - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Segundo a Lei n° 8.112/90, que dispõe sobre o regime jurídico único dos servidores públicos civis da união, autarquias e fundações públicas federais, analise as afirmativas abaixo:

    I. Remoção é o deslocamento do servidor, a pedido ou de ofício, no âmbito do mesmo quadro, com ou sem mudança de sede.
    II. Exercício é o efetivo desempenho das atribuições do cargo público ou da função de confiança.
    III. Reversão é o retorno do servidor estável ao cargo anteriormente ocupado.
    IV. Ajuda de custo é a indenização destinada ao ressarcimento das despesas comprovadamente realizadas pelo servidor com aluguel de moradia ou com meio de hospedagem administrado por empresa hoteleira, no prazo de um mês após a comprovação da despesa.

    Estão corretas apenas as afirmativas
  • 8 - Questão 35009.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Com relação ao curativo de demora, é correto afirmar que
  • 9 - Questão 35000.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Após realizar completa anamnese, exame clínico e radiográfico, o dentista está apto a determinar o plano de tratamento mais adequado para o tipo de traumatismo envolvido.

    Com relação às lesões traumáticas dos dentes e suas estruturas de suporte, o que é correto afirmar?
  • 10 - Questão 34995.   Odontologia - Nível Superior - Odontólogo - IFSUL - 2016
  • Mulher de 46 anos, procura o Cirurgião Dentista(CD), relatando que, há algum tempo, apresenta dor em forma de pontada e, às vezes, uma sensação de queimação na região de alvéolos nos hemiarcos superior e inferior direitos. Nos últimos dias, a dor evoluiu com intervalos mais frequentes e intensos, com a sensação de descarga de um raio. Relata, também, que o simples contato com o vento está provocando dor e que, ao segurar o rosto, sente contração da musculatura da face. Ao exame clínico, o CD observa a ausência dos molares superiores e dos molares e pré-molares inferiores.

    Não identificando alterações no exame radiográfico, qual conduta o CD deve seguir?