Questões de Concursos ITERJ

Resolva Questões de Concursos ITERJ Grátis. Exercícios com Perguntas e Respostas. Provas Online com Gabarito.

  • 1 - Questão 4568.   Redação Oficial - Nível Médio - Assistente Executivo - ITERJ - CEPERJ - 2012
  • O ato oficial que consiste em uma declaração feita por  escrito para comprovar assentamento constante de processo ou  documento que se encontre em repartição pública é chamado de:
  • 3 - Questão 4581.   Informática - Nível Médio - Assistente Executivo - ITERJ - CEPERJ - 2012
  • Um funcionário do ITERJ está trabalhando em um microcomputador com sistema operacional Windows 7 Professional BR, na  janela do Windows Explorer. Após selecionar a pasta C:ITERJ,  ele executou o atalho de teclado Alt + A. Esse procedimento tem  por finalidade:
  • 4 - Questão 4588.   Português - Nível Médio - Assistente Executivo - ITERJ - CEPERJ - 2012
  • TEXTO I

    INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
    DE SALTO DE PIRAPORA, SP.


    ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
    DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
    PRODUÇÃO RURAL.

    Mayco Geretti

       Cânticos  africanos  e muita  dança marcaram a  quinta-feira
    (02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
    Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
    pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
       A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
    pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
    que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
    tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
       A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
    Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
    glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
    dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
    foi  avaliada  em R$  1.248.536,28  e  teve  a  ação  ajuizada  na  3ª
    Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
    dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
    2005 buscava a reintegração.
       O superintendente regional do  INCRA-SP, José Giacomo Ba-
    carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
    Associação Remanescente de Quilombo  Kimbundu do Cafundó.
    “Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
    no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
    é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
    descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
    nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
    áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
       O  superintendente  projeta  que  até  o  fi m de  2013  as  outras
    três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
    devolvidas aos quilombolas.

    ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA

       Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
    municações,  um eucaliptal  usado  como matéria-prima  por  uma
    indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
    superintendente Bacarin,  todas  poderão  continuar  funcionando,
    porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
    da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
       Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
    60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
    que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
    poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
    firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
    Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
    todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
    à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.

    EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS

       Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
    uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
    passados para a recuperação das terras. “Hoje  lembro de cada
    um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
    sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
    para nossa comunidade.”
       A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
    a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
    instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
    movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
       Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
    lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
    da  simplicidade  dos moradores  do Cafundó.  “Chegavam para
    nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
    depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
    o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
    Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
    impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
    Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi  r-
    mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
       Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
    produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
    lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
    pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
    cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
    quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
    é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
    para que eles trabalhem no que é nosso.”

    (Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
    incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
    Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)

    Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
  • O vocábulo do texto que não apresenta prefixo é:
  • 5 - Questão 4589.   Português - Nível Médio - Assistente Executivo - ITERJ - CEPERJ - 2012
  • TEXTO I

    INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
    DE SALTO DE PIRAPORA, SP.


    ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
    DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
    PRODUÇÃO RURAL.

    Mayco Geretti

       Cânticos  africanos  e muita  dança marcaram a  quinta-feira
    (02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
    Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
    pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
       A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
    pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
    que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
    tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
       A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
    Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
    glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
    dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
    foi  avaliada  em R$  1.248.536,28  e  teve  a  ação  ajuizada  na  3ª
    Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
    dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
    2005 buscava a reintegração.
       O superintendente regional do  INCRA-SP, José Giacomo Ba-
    carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
    Associação Remanescente de Quilombo  Kimbundu do Cafundó.
    “Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
    no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
    é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
    descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
    nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
    áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
       O  superintendente  projeta  que  até  o  fi m de  2013  as  outras
    três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
    devolvidas aos quilombolas.

    ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA

       Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
    municações,  um eucaliptal  usado  como matéria-prima  por  uma
    indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
    superintendente Bacarin,  todas  poderão  continuar  funcionando,
    porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
    da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
       Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
    60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
    que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
    poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
    firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
    Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
    todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
    à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.

    EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS

       Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
    uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
    passados para a recuperação das terras. “Hoje  lembro de cada
    um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
    sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
    para nossa comunidade.”
       A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
    a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
    instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
    movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
       Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
    lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
    da  simplicidade  dos moradores  do Cafundó.  “Chegavam para
    nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
    depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
    o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
    Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
    impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
    Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi  r-
    mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
       Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
    produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
    lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
    pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
    cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
    quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
    é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
    para que eles trabalhem no que é nosso.”

    (Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
    incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
    Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)

    Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
  • O vocábulo do texto que teve sua grafia alterada em virtude do recente Acordo Ortográfico é:
  • 8 - Questão 4590.   Português - Nível Médio - Assistente Executivo - ITERJ - CEPERJ - 2012
  • TEXTO I

    INCRA DEVOLVE 122 HECTARES DE TERRA A QUILOMBOLAS
    DE SALTO DE PIRAPORA, SP.


    ÁREA FOI TOMADA POR GRILEIROS AO LONGO DAS ÚLTIMAS QUATRO
    DÉCADAS. DESCENDENTES DE ESCRAVOS VÃO UTILIZAR ESPAÇO PARA
    PRODUÇÃO RURAL.

    Mayco Geretti

       Cânticos  africanos  e muita  dança marcaram a  quinta-feira
    (02/02) no Cafundó, comunidade quilombola situada em Salto de
    Pirapora, no interior de São Paulo. No local há pouco mais de 100
    pessoas pertencentes a 24 famílias de descendentes de escravos.
       A euforia é resultado de uma reintegração de posse promovida
    pelo Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA),
    que devolveu aos quilombolas 122 hectares de terra que haviam sido
    tomados ao longo das últimas quatro décadas pela ação de grileiros.
       A grilagem de terras teria tomado dos quilombolas de Salto de
    Pirapora, ao todo, 218, 4 hectares que estão divididos em quatro
    glebas. A reintegração desta quinta marca a retomada da primeira
    dessas áreas. Na gleba estava instalada a Fazenda Eureka, que
    foi  avaliada  em R$  1.248.536,28  e  teve  a  ação  ajuizada  na  3ª
    Vara Federal de Sorocaba em 4 de novembro de 2011. Em 15 de
    dezembro, a Justiça deu ganho de causa ao INCRA, que desde
    2005 buscava a reintegração.
       O superintendente regional do  INCRA-SP, José Giacomo Ba-
    carin, explica que as terras passam imediatamente ao controle da
    Associação Remanescente de Quilombo  Kimbundu do Cafundó.
    “Toda questão que envolve terras demora muito para ser resolvida
    no Brasil, mas neste caso conseguimos um desfecho justo. Essa
    é, no entanto, apenas uma vitória”, afirma. “Há 45 comunidades de
    descendentes de escravos no estado de São Paulo e algumas delas
    nem sequer têm a titulação de comunidade quilombola ainda. Nessas
    áreas, os conflitos com os grileiros são constantes”, complementa.
       O  superintendente  projeta  que  até  o  fi m de  2013  as  outras
    três glebas hoje ocupadas por propriedades privadas possam ser
    devolvidas aos quilombolas.

    ANTENA, EUCALIPTO E AREIA GERARÃO RENDA

       Na área desapropriada está instalada uma antena de teleco-
    municações,  um eucaliptal  usado  como matéria-prima  por  uma
    indústria de papel e uma mineradora que extrai areia. Segundo o
    superintendente Bacarin,  todas  poderão  continuar  funcionando,
    porém gerarão renda para a comunidade do Cafundó. “No caso
    da antena eles receberão o valor referente ao aluguel”, explica.
       Bacarin diz que na área do eucaliptal a empresa responsável tem até
    60 dias para remover a madeira das árvores já cortadas. Os eucaliptos
    que crescerem de agora em diante já pertencem aos quilombolas, que
    poderão negociar sua madeira da forma como quiserem, ou mesmo
    firmar um novo contrato para que a empresa siga explorando a área.
    Já no caso da exploração de areia, o INCRA esclarece que 15% de
    todo o valor movimentado pela empresa responsável será repassado
    à Associação Remanescente Quilombo Kimbundu do Cafundó.

    EM MEMÓRIA DOS ANCESTRAIS

       Com lágrimas escorrendo pelo rosto, Regina Aparecida Pereira,
    uma das líderes da comunidade, relembrou a luta de seus ante-
    passados para a recuperação das terras. “Hoje  lembro de cada
    um deles e vejo que não foi em vão. Demorou demais, mas hoje
    sabemos que valeu a pena e que pode haver um futuro diferente
    para nossa comunidade.”
       A luta dos quilombolas pela propriedade vem de 1972, quando
    a comunidade conseguiu garantir ao menos a área onde estavam
    instaladas as casas das famílias graças a uma ação de usucapião
    movida pelo ex-líder Otávio Caetano, que já morreu.
       Regina Aparecida relembra que as terras da comunidade qui-
    lombola foram sendo perdidas para pessoas que se aproveitavam
    da  simplicidade  dos moradores  do Cafundó.  “Chegavam para
    nossos bisavôs e pediam que eles plantassem milho, dizendo que
    depois a safra seria comprada. Quando o milho estava pronto para
    o corte esses invasores cercavam a área e se apropriavam dela.
    Foram ações baseadas em documentos que continham apenas as
    impressões digitais de nosso antepassados que não sabiam ler.
    Eles cediam suas digitais como sinal de boa fé, como forma de fi  r-
    mar o contrato que, na cabeça deles, lhes renderia algum dinheiro.”
       Segundo Regina, a meta principal para o futuro é investir na
    produção agrícola, tanto para subsistência quanto para comercia-
    lização. Até hoje, na área onde viviam as famílias, existem apenas
    pequenas hortas. “Conforme perdemos terras o cultivo se tornou
    cada vez mais escasso. Sem condição de trabalhar na lavoura, os
    quilombolas começaram a procurar emprego na cidade. Nossa ideia
    é resgatar nossas origens e atrair os quilombolas de volta para cá,
    para que eles trabalhem no que é nosso.”

    (Disponível em: http://g1.globo.com/sao-paulo/sorocaba-jundiai/noticia/2012/02/
    incra-devolve-122-hectares-de-terra-quilombolas-de-salto-de-pirapora-sp.html.
    Publicado em: 02/02/2012. Acesso: 23/02/2012)

    Com base no texto I, resolva as questões de números 01 a 07
  • Os verbos impessoais, segundo as regras de concordância  verbal, são empregados na terceira pessoa do singular. O exemplo do texto em que o verbo se encontra no singular por ser considerado impessoal é: