Questões de Concursos PGE

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  • 1 - Questão 1410.   Português - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FGV
  • Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
  • A expressão cujo sentido está transcrito corretamente em outras palavras é:
  • 2 - Questão 1430.   Direito Processual Civil - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FCC
  • Sobre os recursos no processo civil e do trabalho, considere:

    I. Os embargos de declaração são cabíveis tanto no processo civil quanto no processo do trabalho.
    II. O agravo de petição é recurso específico do processo do trabalho, e deve ser interposto no prazo de dez dias.
    III. O recurso especial no processo civil equivale ao recurso de revista no processo do trabalho.
    IV. Os recursos especial e extraordinário, para serem admitidos, além de outros requisitos, devem versar questão com repercussão geral.
    V. São admissíveis os embargos de declaração, para suprir omissão na sentença ou no acórdão e, segundo a jurisprudência, também das decisões interlocutórias.

    Está correto o que se afirma APENAS em
  • 3 - Questão 1421.   Português - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FCC
  • Consenso entre a maioria dos ambientalistas: durante a
    década de 1990 quase 8% das florestas tropicais em todo o
    mundo foram desmatadas. Isso significa que, entre 1990 e
    2000, destruíram-se anualmente 5 milhões de hectares – ou 30
    campos de futebol a cada minuto. Considerado uma das
    principais causas do aquecimento global, o desmatamento
    tornou-se o vilão-chefe da questão. Essa tese, em parte, está
    sendo contestada pelo biólogo americano Joseph Wright. É
    claro que ele não defende o desmatamento nem nega a sua
    influência no aquecimento do planeta. Mas, segundo ele, as
    florestas secundárias que vão nascendo em terras agrícolas
    devastadas podem substituir com a mesma eficácia a mata
    original.

    A polêmica está armada, no momento em que a ONU se
    prepara para lançar o mapa mundial das florestas de segunda
    geração. O biólogo explica que o abandono de áreas provoca
    naturalmente o nascimento de nova geração de vegetação, que
    pode ajudar a combater as mudanças climáticas e abrigar
    espécies em extinção. A queda na produção de alimentos
    (causada pelo declínio no crescimento populacional do planeta)
    fará com que sejam esquecidas cada vez mais terras, futuros
    palcos de matas que virão tão ricas em biodiversidade quanto
    suas antecessoras. Diz ele ainda que, para que a produtividade
    se repita, basta deixar o terreno intocável por um período médio
    de 30 anos.

    Para ilustrar sua teoria, Wright analisou uma floresta tropical
    do Panamá – antiga terra usada para o cultivo de manga e
    banana e que é hoje uma região repleta de árvores, macacos,
    lagartos e insetos. "Os biólogos estavam agindo como se
    apenas a floresta original tivesse valor de conservação, o que
    está errado." A teoria é controversa. Não há dúvida de que as
    matas secundárias absorvem CO2 da atmosfera e contribuem
    para frear o aquecimento global. Mas e a biodiversidade? "Uma
    floresta secundária nunca substituirá uma primária", diz Thais
    Kasecher, analista de biodiversidade da ONG Conservação
    Internacional. "Um pasto abandonado não vai passar pelos
    mesmos processos naturais por que uma floresta passou até
    chegar ao seu clímax. E sua biodiversidade nem se compara à
    de uma vegetação que passou milhares de anos evoluindo.
    Acima das divergências, o que está em jogo é a sobrevivência
    do planeta. O bom senso manda que cuidemos com
    racionalidade de nossas florestas.

    (Tatiana de Mello, Istoé, 11 de fevereiro de 2009, p. 78, com
    adaptações)
  • Com as alterações feitas nos segmentos DESTACADOS, a concordância permanece correta em:
  • 4 - Questão 1392.   Direito Constitucional - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FCC
  • O Poder Legislativo da União
  • 5 - Questão 1435.   Direito Processual Civil - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FCC
  • No tocante à comunicação dos atos processuais, é INCORRETO afirmar:
  • 6 - Questão 1401.   Direito Administrativo - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FCC
  • É atribuição do Procurador Geral do Estado:
  • 7 - Questão 1384.   Informática - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FCC
  • Sobre armazenamento de dados e gerenciamento de arquivos, considere:

    I. Os backups gravados em fita magnética são mais bem gerenciados se organizados em uma hierarquia de pastas de arquivos.
    II. Os CDs e os DVDs são exemplos de mídias de armazenamento removíveis que se enquadram na categoria óptica.
    III. Existem quatro categorias de mídias de armazenamento: magnética, óptica, magneto-óptica e de estado sólido.
    IV. Um backup auxiliar mantido em um lugar onde o mesmo acidente não pode danificar o original e o backup é chamado armazenamento on-site.

    Está correto o que se afirma APENAS em
  • 8 - Questão 1406.   Direito Administrativo - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FCC
  • Em relação ao direito à pensão por morte, é correto afirmar que
  • 9 - Questão 1420.   Português - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FCC
  • Consenso entre a maioria dos ambientalistas: durante a
    década de 1990 quase 8% das florestas tropicais em todo o
    mundo foram desmatadas. Isso significa que, entre 1990 e
    2000, destruíram-se anualmente 5 milhões de hectares – ou 30
    campos de futebol a cada minuto. Considerado uma das
    principais causas do aquecimento global, o desmatamento
    tornou-se o vilão-chefe da questão. Essa tese, em parte, está
    sendo contestada pelo biólogo americano Joseph Wright. É
    claro que ele não defende o desmatamento nem nega a sua
    influência no aquecimento do planeta. Mas, segundo ele, as
    florestas secundárias que vão nascendo em terras agrícolas
    devastadas podem substituir com a mesma eficácia a mata
    original.

    A polêmica está armada, no momento em que a ONU se
    prepara para lançar o mapa mundial das florestas de segunda
    geração. O biólogo explica que o abandono de áreas provoca
    naturalmente o nascimento de nova geração de vegetação, que
    pode ajudar a combater as mudanças climáticas e abrigar
    espécies em extinção. A queda na produção de alimentos
    (causada pelo declínio no crescimento populacional do planeta)
    fará com que sejam esquecidas cada vez mais terras, futuros
    palcos de matas que virão tão ricas em biodiversidade quanto
    suas antecessoras. Diz ele ainda que, para que a produtividade
    se repita, basta deixar o terreno intocável por um período médio
    de 30 anos.

    Para ilustrar sua teoria, Wright analisou uma floresta tropical
    do Panamá – antiga terra usada para o cultivo de manga e
    banana e que é hoje uma região repleta de árvores, macacos,
    lagartos e insetos. "Os biólogos estavam agindo como se
    apenas a floresta original tivesse valor de conservação, o que
    está errado." A teoria é controversa. Não há dúvida de que as
    matas secundárias absorvem CO2 da atmosfera e contribuem
    para frear o aquecimento global. Mas e a biodiversidade? "Uma
    floresta secundária nunca substituirá uma primária", diz Thais
    Kasecher, analista de biodiversidade da ONG Conservação
    Internacional. "Um pasto abandonado não vai passar pelos
    mesmos processos naturais por que uma floresta passou até
    chegar ao seu clímax. E sua biodiversidade nem se compara à
    de uma vegetação que passou milhares de anos evoluindo.
    Acima das divergências, o que está em jogo é a sobrevivência
    do planeta. O bom senso manda que cuidemos com
    racionalidade de nossas florestas.

    (Tatiana de Mello, Istoé, 11 de fevereiro de 2009, p. 78, com
    adaptações)
  • Considerando-se o emprego de sinais de pontuação em cada um dos segmentos do texto, está INCORRETO o que se afirma em:
  • 10 - Questão 1411.   Português - Nível Médio - Técnico de Procuradoria - PGE - FGV
  • Atenção: As questões de números 1 a 10 baseiam-se no
    texto apresentado abaixo.

    No exercício de funções governamentais de responsabilidade,
    um tipo de conhecimento indispensável é aquele que
    se caracteriza pela aptidão para entender o conjunto das coisas.
    Esse tipo de conhecimento, associado à compreensão da relação
    entre meios disponíveis e fins desejáveis, é o que confere
    ao governante perícia estratégica para perceber o que está
    aberto às possibilidades futuras. Tal conhecimento tem a feição
    de uma "visão global". É uma espécie de "quadro mental", fruto
    da experiência, da sensibilidade e do domínio de assuntos, que
    permite a um governante, sem perder o sentido de direção, ir
    contextualizando a informação fragmentada que provém do
    mundo complexo e interdependente em que vivemos.

    Entender o conjunto das coisas que estão ocorrendo no
    mundo, com destaque para a crise econômico-financeira, que a
    partir dos EUA se espraiou globalmente, é uma dificuldade compartilhada
    em todos os lugares por governantes e governados.

    Qual é o significado e o alcance dessa crise, que aprofunda
    tensões difusas em todos os países, inclusive no Brasil?

    Os economistas fazem uma distinção entre risco e
    incerteza. O risco comporta cálculo, enseja alguma previsibilidade
    e abre horizontes para cenários de possibilidades que o
    imprevisto pode trazer. Os vários tipos de seguro, desde a sua
    origem, como o seguro marítimo, os hedges, são uma expressão
    de um cálculo probabilístico que permite a gestão de riscos.
    A incerteza, ao contrário, não comporta cálculo e por isso tende
    a propiciar o imobilismo, do qual são exemplos os bancos que
    não emprestam, os investimentos empresariais que se suspendem
    e o consumo dos particulares que se contém.

    O risco é uma característica da sociedade moderna e o
    capitalismo nela identifica um caminho de inovação e progresso.
    Nesta nossa era de globalização, Anthony Giddens chama a
    atenção para o novo risco do risco. Este provém de um maior
    desconhecimento do nível de risco, manufaturado pela ação
    humana. Disso são exemplos o risco ecológico, o nuclear e o da
    direção do conhecimento científico-tecnológico que, com suas
    constantes inovações, transpõe continuamente barreiras antes
    tidas como naturais. A crise financeira, como crise de confiança,
    é uma expressão do risco manufaturado pelo sistema financeiro
    global que, por conta de suas falhas de avaliação, gestão
    temerária, carência de supervisão e de normas, se transformou
    num não debelado curto-circuito de incerteza.

    A crise é global e os seus efeitos estão se internalizando
    na vida dos países, em maior ou menor grau, à luz de suas
    especificidades.


    (Trecho do artigo de Celso Lafer. O Estado de S. Paulo, A2, 15
    de fevereiro de 2009, com adaptações)
  • Considere as afirmativas abaixo a respeito do texto:

    I. No 1o parágrafo aponta-se um tipo de conhecimento
    indispensável ... para entender o
    conjunto das coisas, que constitui o assunto
    principal do 2o parágrafo.

    II. O 4o parágrafo apresenta caráter didático, necessário
    ao entendimento do que se desenvolve no
    parágrafo seguinte.

    III. O último parágrafo, como conclusão pertinente ao
    contexto, retoma o que foi afirmado no 1o.

    Está correto o que se afirma em