Questões de Concursos Polícia Militar SP

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  • 1 - Questão 11147 - Inglês - Nível Médio - Aluno Oficial - Polícia Militar SP - VUNESP - 2014
  • Leia o texto para responder às questões:

    The Right to a “Custody Hearing” under International Law

    by Maria Laura Canineu
    February 3, 2014

            A person who is arrested has a right to be brought promptly before a judge. This is a longstanding and fundamental principle of international law, crucial for ensuring that the person’s arrest, treatment, and any ongoing detention are lawful.
            Yet, until now, Brazil has not respected this right. Detainees often go months before seeing a judge. For instance, in São Paulo state, which houses 37 percent of Brazil’s total prison population, most detainees are not brought before a judge for at least three months. The risk of ill-treatment is often highest during the initial stages of detention, when police are questioning a suspect. The delay makes detainees more vulnerable to torture and other serious forms of mistreatment by abusive police officers.
            In 2012, the UN Subcommittee on Prevention of Torture and Other Cruel, Inhuman or Degrading Treatment or Punishment reported that it had received “repeated and consistent accounts of torture and ill-treatment” in São Paulo and other Brazilian states, “committed by, in particular, the military and civil police.” The torture had allegedly occurred in police custody or at the moment of arrest, on the street, inside private homes, or in hidden outdoor areas, and was described as “gratuitous violence, as a form of punishment, to extract confessions, and as a means of extortion.”
            In addition to violating the rights of detainees, these abusive practices make it more difficult for the police to establish the kind of public trust that is often crucial for effective crime control. These practices undermine legitimate efforts to promote public security and curb violent crime, and thus have a negative impact on Brazilian society as a whole.
            The right to be brought before a judge without unnecessary delay is enshrined in treaties long ago ratified by Brazil, including the International Covenant on Civil and Political Rights (ICCPR) and the American Convention on Human Rights. The United Nations Human Rights Committee, which is responsible for interpreting the ICCPR, has determined that the delay between the arrest of an accused and the time before he is brought before a judicial authority “should not exceed a few days,” even during states of emergency.
            Other countries in Latin America have incorporated this right into their domestic law. For instance, in Argentina, the federal Criminal Procedure Code requires that in cases of arrest without a judicial order, the detainee must be brought to a competent judicial authority within six hours.
            In contrast, Brazil’s criminal procedure code requires that when an adult is arrested in flagrante and held in police custody, only the police files of the case need to be presented to the judge within 24 hours, not the actual detainee. Judges evaluate the legality of the arrest and make the decision about whether to order continued detention or other precautionary measures based solely on the written documents provided by the police.
            The code establishes a maximum of 60 days for the first judicial hearing with the detainee, but does not explicitly say when this period begins. In practice, this often means that police in Brazil can keep people detained, with formal judicial authorization, for several months, without giving the detainee a chance to actually see a judge.
            According to the code, the only circumstance in which police need to bring a person before the judge immediately applies to cases of crimes not subject to bail in which arresting officer was not able to exhibit the arrest order to the person arrested at the time of arrest. Otherwise, the detainee may also not see a judge for several months.

    (www.hrw.org. Editado e adaptado)
  • No início do segundo parágrafo, o termo yet indica uma ideia de
  • 2 - Questão 17940 - Português - Interpretação de Textos - Nível Médio - Oficial Administrativo - Polícia Militar SP - VUNESP - 2014
  • Queixo duplo

          Psicólogos, pedagogos e linguistas advertem: o smartphone é antissocial - ao mesmo tempo em que parece conectar as pessoas, na verdade as afasta e faz com que se confinem individualmente na mediocridade de uma telinha de três polegadas. Pode-se estar num restaurante, teatro, praia ou até passeando em Paris - se o sujeito estiver empalmando um smartphone, nada e ninguém mais existirá. A badalhoca abole a vida ao redor.
          Apesar disso, raros se habilitam a tentar equilibrar essa servidão com a riqueza da vida real, onde as coisas têm forma, volume, peso, cheiros e cores. Neste momento, já há dezenas de milhões de crianças que não conheceram o mundo antes do smartphone. Mais um pouco e não acreditarão que esse mundo um dia existiu.
          Se as pessoas insistem em ignorar as conclusões de tais estudiosos e não se importam de reduzir suas mentes à condição de apêndice de um aparelho, talvez se assustem ao saber que o smartphone também as atinge em algo que ainda devem valorizar: o corpo.
          Cidadãos habituados a usar o smartphone enquanto caminham pela rua tendem a torcer o pé em buracos no calçamento, ser tragados por bueiros, tropeçar no meio-fio e abalroar-se uns aos outros. Os mais compenetrados não estão livres de ser atropelados pelo pipoqueiro.
          Se isto não basta para que as pessoas deem um pouco de sossego ao smartphone, resta informar que, para alguns fisioterapeutas, a postura curvada - a cabeça em ângulo reto em relação ao pescoço, exigida para se ler ou escrever na telinha - pode vergar a coluna mais ereta à forma de um ponto de interrogação. E o queixo cravado ao peito tantas horas por dia está levando as pessoas mais bonitas a desenvolverem queixo duplo.

    (Ruy Castro. Folha de S.Paulo, 12.05.2014. Adaptado)
  • Ao se utilizar do termo servidão, em destaque no segundo parágrafo do texto, o autor o faz com a intenção de enfatizar
  • 3 - Questão 7339 - História - Nível Superior - Oficial da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2012
  • Logo após a Segunda Guerra Mundial, formou-se a Organização das Nações Unidas (ONU). Um dos mais importantes órgãos da ONU é o seu Conselho de Segurança, que conta com cinco membros permanentes com poder de veto: os EUA, a França, a Inglaterra, a China e a Rússia.

    A ausência de Japão e Alemanha como membros permanentes do Conselho de Segurança pode ser explicada, entre outros motivos, pelo fato de
  • 4 - Questão 11159 - Português - Nível Médio - Aluno Oficial - Polícia Militar SP - VUNESP - 2014
  • Leia o texto para responder às questões

    Os leitores da revista podem achar estranhos os nomes Jorchual, Carkelys, Marvinia e Lourds. Mas todos eles são de pessoas que poderiam perfeitamente ter nascido no Brasil. São estudantes esforçados que sonham em seguir uma boa carreira. Donas de casa preocupadas com o bem-estar dos filhos. Profissionais liberais com garra para trabalhar. Por terem nascido e viverem na Venezuela, porém, mesmo para as coisas mais elementares, como comprar carne em um açougue ou expressar sua opinião pessoal, eles precisam batalhar. Desde fevereiro, centenas de milhares de venezuelanos como eles foram às ruas protestar, na maioria das vezes pacificamente, contra o governo. O presidente Nicolás Maduro reagiu colocando todas as forças de segurança do Estado, além de milícias paramilitares, para reprimir as manifestações e espalhar o terror entre os cidadãos que ousam se organizar para lutar por seus direitos.

    (Veja, 16.04.2014. Adaptado)
  • Analisando-se a reação de Nicolás Maduro em relação aos protestos, conclui-se que o presidente venezuelano
  • 5 - Questão 52515 - Português - Nível Médio - Soldado da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2018
  •               Geovani Martins: como a favela me fez escritor

    Nasci em Bangu, Zona Oeste do Rio de Janeiro, em 1991. Em 2004, aos 13 anos de idade, mudei com minha mãe e meus irmãos para o Vidigal, na Zona Sul da cidade. Destaco esses lugares e essas datas para dizer que O sol na cabeça, meu primeiro livro, publicado em março de 2018, teve início com o choque provocado por essa mudança.
    Era tudo diferente: o jeito de falar, de brincar na rua, as regras no futebol, a música, o ritmo das pessoas, até o sol parecia queimar de outra forma. Eu ficava no meio, tentando me adaptar. Depois dessa primeira mudança encarei mais umas tantas; até o ano de 2015 já havia me mudado 17 vezes. A partir desse trânsito constante entre tantas casas, becos, ruas e praças, parti para o livro com a ideia de que a periferia precisa ser tratada sempre como algo em movimento.
    A favela hoje é centro, produz cultura e movimenta a economia. O favelado cria e consome como qualquer outra pessoa do planeta. E quando digo consome, não me refiro apenas a Nike, Adidas, Samsung, Microsoft. Falo também da cultura pop que faz a cabeça dos jovens do mundo todo, como os filmes e as séries de sucesso mundial. A cultura erudita, como Shakespeare e Machado de Assis, também encontra seus públicos por becos e vielas.

    (Geovani Martins. https://epoca.globo.com. 06.03.2018. Adaptado)

    Geovani Martins conta que seu livro é resultado de
  • 6 - Questão 3821 - Atualidades - Nível Médio - Soldado PM - Polícia Militar SP - VUNESP - 2010
  • A ficção científica em 3D se tornou, no início de 2010, o filme
    com maior bilheteria do mundo na história do cinema, superando
    os 2 bilhões de dólares arrecadados. A superprodução
    futurista foi dirigida por James Cameron o mesmo cineasta de
    “Titanic”, e que até agora ostentava o título de maior bilheteria
    com uma arrecadação de 1,843 bilhão de dólares.

    (http://oglobo.globo.com/cultura/mat/2010/01/31/)

    A notícia refere-se ao filme
  • 7 - Questão 17201 - Legislação Estadual - Legislação Estadual de São Paulo - Nível Médio - Soldado da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2015
  • Casal tem uma filha de nome Ana, que completou 5 (cinco) anos de idade e possui deficiência intelectual. Considerando o que dispõe a Constituição do Estado de São Paulo a respeito, é correto afirmar que o casal pode exigir do Poder Público Estadual que
  • 8 - Questão 17189 - Português - Interpretação de Textos - Nível Médio - Soldado da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2015
  • Um tiro no escuro

          – Quem atirou em quem? – provoco minha mãe.
          – Uai, foi você que atirou no seu irmão. – ela responde, convicta.
          Isso aconteceu nos anos de 1980, bem no começo. Naquela época era tudo meio inconsequente. Meu pai havia nos presenteado com uma espingarda de pressão. Com que cargas d"água alguém teria a brilhante ideia de dar uma arma para duas crianças? Pois é, isso era normal. Como era normal também passearmos pela cidade em um Fusca, todos sem cinto de segurança e felizes como nunca. Tínhamos a impressão de que tudo era meio permitido, mas, lógico, dentro de parâmetros que levavam em conta o respeito ao próximo e o amor incondicional à família.
          Brincávamos na rua e ela era tão perigosa quanto é hoje. Havia os carros descontrolados, os motoristas bêbados, as motos a todo vapor, os paralelepípedos soltos como armadilhas propositais. Tudo era afiado ou pontiagudo, menos a dedicação de dona Izolina. Perto da janta ela nos gritava e, chateados, nos recolhíamos para a sala. Havia uma mesa e todos nos sentávamos, juntos, para celebrar mais um dia em que nada nos faltara.
           Hoje, os brinquedos de criança parecem mais arredondados, não há armas em casa, mas os perigos são os mesmos: um arranhão em minha filha, Helena, dói tanto quanto um hematoma sofrido em nossa infância.
           Ah, mãe, fui eu que atirei em meu irmão e, logo após o grito estridente dele, saí gritando igualmente pela casa, desolado e pesaroso, porque havia assassinado um parente tão próximo. Mas nada acontecera, nem uma esfoladela. Ele usava uma bermuda jeans e eu, com minha pontaria genial, havia acertado a nádega direita, de modo que o pequeno projétil se intimidara diante da força do tecido. Foi assim, mãe. Agora a senhora já pode contar para todos a história correta.

    (Whisner Fraga. www.cronicadodia.com.br, 10.05.2015. Adaptado)
  • Na ocasião em que atira em seu irmão com uma espingarda de pressão, o narrador reage de modo a demonstrar-se
  • 9 - Questão 53602 - Sociologia - Nível Superior - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2018
  • Na sociedade contemporânea, as relações de trabalho no campo, no setor produtivo e no setor comercial estão sendo modificadas por novas tecnologias de mecanização e de informação. Considerando o impacto de tais tecnologias nas relações de trabalho, é correto afirmar que
  • 10 - Questão 53624 - Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Leia o soneto para responder a questão.

    Disse ao meu coração: Olha por quantos
    Caminhos vãos andamos! Considera
    Agora, d’esta altura fria e austera,
    Os ermos que regaram nossos prantos…

    Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
    E noite, onde foi luz de primavera!
    Olha a teus pés o mundo e desespera,
    Semeador de sombras e quebrantos!

    Porém o coração, feito valente
    Na escola da tortura repetida,
    no uso do penar tornado crente,

    Respondeu: D’esta altura vejo o Amor!
    Viver não foi em vão, se é isto a vida,
    Nem foi demais o desengano e a dor.

    (Antero de Quental, Antologia)

    Assinale a alternativa em que a reescrita de passagem do poema está em conformidade com a norma-padrão.