Questões de Prefeitura de Niterói RJ - Exercícios para Concurso com Gabarito

Questões de Prefeitura de Niterói RJ com Gabarito. Exercícios para Concurso com Atividades Resolvidas e Comentadas. Teste seus conhecimentos com Perguntas e Respostas Grátis!

1 Questão 482137 | Geografia, Professor, Prefeitura de Niterói RJ, FEC, 2003

Um professor de Geografia resolveu utilizar a música "Saudosa maloca", de Adoniran Barbosa, em suas aulas sobre urbanização, tendo destacado o seguinte trecho da canção:

"Si o sinhô num tá lembrado

Dá licença de contá

 Ali onde agora está

Aquele edifício arto

Era uma casa véia

Um palacete assobradado

Foi ali, seu moço

Que eu, Matogrosso e Joca

Construímo a nossa maloca

Mais um dia, nóis nem pode se alembrá

Veio os home cas ferramenta

E o dono mando derrubá

Peguemo toda as nossas coisa

 E fômu pru meio da rua

 Apreciá a demolição

Que tristeza que nóis sentia

Cada tauba que caía

Doía no coração".

O conceito utilizado na geografia urbana que pode ser melhor explorado neste trecho é o de:

2 Questão 53420 | Legislação Municipal, Guarda Civil Municipal, Prefeitura de Niterói RJ, COSEAC, Ensino Médio, 2014

O guarda aprovado em concurso público, após a publicação do ato de nomeação, deve tomar posse do cargo no prazo de:

3 Questão 53276 | Pedagogia, Agente Educacional, Prefeitura de Niterói RJ, COSEAC, Ensino Médio, 2016

Documento fundamental para registro do diagnóstico inicial da turma, frequência do aluno, planejamento, avaliações e relatório final do trabalho do professor, bem como da carga horária prevista na Matriz Curricular. É também documento de escrituração escolar coletivo, em que devem ser registradas, sistematicamente, as atividades desenvolvidas com a turma e o resultado do desempenho e frequência dos alunos. Trata-se do(da): 

4 Questão 53257 | Legislação Municipal, Agente de Administração Educacional, Prefeitura de Niterói RJ, COSEAC, Ensino Médio, 2016

De acordo com o Estatuto dos Funcionários Públicos Municipais de Niterói, o servidor, em cada período de cinco anos, pode tirar licença para tratamento de doença em pessoa da família por, no máximo: 

5 Questão 349637 | Arquivologia, Agente da Administração Educacional, Prefeitura de Niterói RJ, FEC, 2003

O processo de classificação de material visa estabelecer a identificação, a codificação, o cadastramento e a catalogação de todos os materiais da empresa, atuando, portanto, como uma funçãomeio destinada ao apoio das demais atividades de suprimento existentes na administração de material. Neste sentido, é correto afirmar que:

6 Questão 53402 | Português, Guarda Civil Municipal, Prefeitura de Niterói RJ, COSEAC, Ensino Médio, 2014

Texto associado.
MINHA CALÇADA

   
  Morreu na semana passada, atropelado pela multidão que vinha na direção oposta, o último cronista andarilho. Ele insistia em fazer como seus antepassados, João do Rio, Lima Barreto, Benjamim Costallat, Antônio Maria, Carlinhos Oliveira, e flanava em busca de assuntos. Descanse em paz, pobre coitado.
      O cronista andarilho estava na calçada par da Avenida Rio Branco, em frente à Galeria dos Empregados no Comércio, às 13h15m de quarta-feira, quando foi abalroado por um pelotão de transeuntes que marchava apressado no contrafluxo. Caiu, bateu com a cabeça num fradinho. Morreu constrangido por estar atrapalhando o tráfego de pedestres, categoria à qual sempre se orgulhou de pertencer.
      A perícia encontrou em seu bolso um caderno com a anotação “escrever sobre as mulheres executivas que caminham de salto alto sobre as pedras portuguesas do Centro, o que lhes aumenta ainda mais a sensualidade do rebolado”. O documento, entregue ao museu da Associação Brasileira de Imprensa, já está numa vitrine de relíquias cariocas.
      O cronista que ora se pranteia era um nostálgico das calçadas e tinha como livro de cabeceira “Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro”. Nele, Joaquim Manuel de Macedo descreve uma caminhada pela Rua do Ouvidor como um dos grandes prazeres da vida. No apartamento do cronista, de quem no momento se faz este funéreo, foi encontrada também a gravura de J. Carlos em que um grupo de almofadinhas observa, deslumbrado, a passagem de uma melindrosa de vestido curto e perna grossa pela Avenida Central dos anos 1920.
      As calçadas inspiravam o morto. Fez dezenas de crônicas sobre a poesia do flanar sem rumo, às vezes lambendo uma casquinha de sorvete. Numa delas chegou a falar da perda de tempo que era subir até o Corcovado para admirar o Rio. O cronista andarilho, agora de saudosa memória, dizia não haver melhor jeito e lugar para se entender a cidade do que bater perna descompromissadamente, mas em passos mais curtos do que essa palavra imensa, pelas calçadas.
      Ele ia assim como quem não quer nada, na terapia gratuita de atravessar de um lado para o outro e não estar focado em nada — enfim, na exata contramão do que recomenda o odioso estresse moderno que o atropelou próximo ao turbilhão da Galeria.
      O cronista andarilho gostava de ouvir os torcedores discutindo futebol na banca do botafoguense Tolito, na esquina com a Sete de Setembro. Também podia rir da pregação moralista do profeta Gentileza no Largo da Carioca, ou dar uma parada no Cineac Trianon, na Rio Branco 181, e avaliar as fotos das strippers que naquele momento estariam tirando a roupa lá dentro, na tela do cinema.
      A vida era o que lhe ia pelas calçadas do Rio, um espaço historicamente sem entraves para se analisar como caminhava a Humanidade. O cronista andarilho, desde já saudoso como o frapê de coco do Bar Simpatia, não percebeu o fim das calçadas — e, na distração habitual, foi vítima da confusão que se estabeleceu sobre elas, uma combinação criminosa das novas multidões apressadas com fradinho, anotador do jogo do bicho, bicicleta, burro sem rabo, mesa de botequim, gola de árvore acimentada, esgoto, banca de jornal, segurança de loja sentado no meio do caminho e o escambau a quatro.
      Calçadas não há mais. Eram passarelas onde os vizinhos se encontravam, perpetuavam os hábitos do bairro e tocavam a vida em frente com certa intimidade pública — no subúrbio chegava-se a colocar as cadeiras para curtir com mais conforto o mundo que passava. O cronista andarilho acreditava que na calçada pulsava a alma carioca. Com o caderno sempre à mão, anotava os modismos, os pequenos acontecimentos. No dia seguinte publicava o que achava ser a história afetiva da cidade, aquela em que as pessoas se reconhecem, pois são as obreiras.
      O homem gastava sola de sapato. Uma outra inspiração para o seu ofício era o livro “A arte de caminhar pelas ruas do Rio de Janeiro”, escrito pelo contista e pedestre Rubem Fonseca nos anos 1990. Ainda havia calçada suficiente para o protagonista descer andando das ladeiras do Morro da Conceição, se esgueirar pelos becos nos fundos da Rua Larga e, sem GPS, chegar à Rua Senador Dantas. Não há mais.
      O cronista peripatético costumava cruzar na vida real com Rubem Fonseca, os dois flanando pelas calçadas do Leblon. As meninas do Leblon não olhavam para eles, não tinha importância. O mestre seguia em aparente calma, enquanto a mente elucubrava cenas cruéis de sexo e violência para um próximo conto. Mas, como sabem todos os que têm passado por ali, as calçadas do Leblon também desapareceram embaixo de tapume do metrô e da multidão trazida pelo shopping center. O engarrafamento agora é de gente — e foi aí que se deu o passamento do último cronista andarilho, vítima da absoluta impossibilidade de se caminhar pelas agressivas calçadas da sua cidade.

                                                                                        (SANTOS, J. Ferreira dos. O Globo, 17/03/2014.)
Das opções abaixo, aquela em que os dois vocábulos foram formados, respectivamente, por sufixos semanticamente semelhantes aos sufixos formadores de “sensualidade” (§ 3) e “pregação” (§ 7) é:

7 Questão 351779 | Artes, Professor, Prefeitura de Niterói RJ, FEC, 2003

Possibilitar e orientar o desenvolvimento estético de crianças e jovens, objetivando o crescimento de seu poder de percepção, criação e compreensão das diferentes linguagens artísticas, requer que o professor de arte:

 I - saiba organizar e graduar os conteúdos tanto no sentido do fazer quanto no do apreciar a arte;

II - leve em conta e fique atento às características da faixa etária, aos interesses e aos saberes dos alunos;

 III - tome como modelo para seus alunos os padrões estéticos da arte erudita;

IV - preocupe-se em tornar a arte sempre presente na sala de aula.

Pode-se dizer que está correto o que se afirma:

8 Questão 353537 | Contabilidade Privada, Resultado, Agente da Administração Educacional, Prefeitura de Niterói RJ, FEC, 2003

A obtenção de uma Receita, em Contabilidade, resulta, necessariamente, em:

9 Questão 53263 | Legislação Municipal, Agente de Administração Educacional, Prefeitura de Niterói RJ, COSEAC, Ensino Médio, 2016

Será realizado censo escolar, de acordo com a Lei Orgânica do Município de Niterói, a cada: 

10 Questão 381638 | Biologia, Professor, Prefeitura de Niterói RJ, FEC, 2003

No ensino de Ciências, as atividades práticas devem ser cercadas por cuidados especiais e acompanhadas de uma reflexão sobre os riscos reais ou potenciais à integridade física dos estudantes. Devem ser evitados(as):