Questões de Concursos SESAPI

Resolva Questões de Concursos SESAPI Grátis. Exercícios com Perguntas e Respostas. Provas Online com Gabarito.

  • 2 - Questão 3354.   Informática - Nível Médio - Técnico de Contabilidade - SESAPI - NUCEPE - 2011
  • Considere o aplicativo Outlook Express 6.0, em sua versão original. Para enviar uma mensagem para uma lista de destinatários sem tornar público os endereços de email dos destinatários, deve-se utilizar o campo:
  • 3 - Questão 3389.   Conhecimentos Específicos - Nível Médio - Técnico Administrativo - SESAPI - NUCEPE - 2012
  • Na avaliação de desempenho das pessoas de uma
    organização, são consideradas linhas básicas para o
    reforço positivo:

    1) aplicar as punições de maneira privada.
    2) punir de forma adequada o comportamento não
    desejável.
    3) manter um inventário diversificado de
    recompensas.
    4) explicar a cada pessoa o que ela está fazendo de
    errado.
    5) reconhecer as diferenças individuais quando
    proporcionar as recompensas.

    Estão corretas apenas:
  • 4 - Questão 3350.   Informática - Nível Médio - Técnico de Contabilidade - SESAPI - NUCEPE - 2011
  • No aplicativo Microsoft Word 2007, em sua configuração padrão, a combinação de teclas que permite posicionar o cursor, rapidamente, no final de um documento é:
  • 6 - Questão 3355.   Informática - Nível Médio - Técnico de Contabilidade - SESAPI - NUCEPE - 2011
  • Ao iniciar o navegador Mozilla Firefox 3.6 em um computador público, a forma de evitar deixar rastro, de sua navegação, no computador é usando:
  • 7 - Questão 3351.   Informática - Nível Médio - Técnico de Contabilidade - SESAPI - NUCEPE - 2011
  • Em relação ao processo de posicionamento e seleção aplicativo Microsoft Word 2007, em sua configuração padrão é correto afirmar que:
  • 8 - Questão 3347.   Português - Nível Médio - Técnico Administrativo - SESAPI - NUCEPE - 2011
  • O prazer da leitura

    “Alfabetizar“, palavra aparentemente inocente, contém uma
    teoria de como se aprende a ler. Aprende-se a ler aprendendose
    as letras do alfabeto. Primeiro as letras, as sílabas. Depois,
    aparecem as palavras... E assim era. Se é assim que se ensina
    a ler, imagino que o ensino da música deveria se chamar
    “dorremizar”: aprender o dó, o ré, o mi... Juntam-se as notas, e a
    música aparece! Todo mundo sabe que não é assim que se
    ensina música. A mãe pega o nenezinho e o embala, cantando
    uma canção de ninar. O que o nenezinho ouve é a música, e
    não cada nota, separadamente! A aprendizagem da música
    começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o
    conhecimento das partes.

    Isso é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa
    quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que
    moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as
    palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura
    começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê, e
    a criança escuta com prazer; a criança se volta para aqueles
    sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los,
    compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo
    das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz
    de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da
    pessoa que o está lendo.

    No primeiro momento, o professor, no ato de ler para os seus
    alunos, é o mediador que os liga ao prazer do texto. Confesso
    nunca ter tido prazer algum em aulas de gramática ou de análise
    sintática. Não foi nelas que aprendi as delícias da literatura. Mas
    me lembro com alegria das aulas de leitura. Na verdade, não
    eram aulas. Eram concertos. A professora lia, e nós ouvíamos
    extasiados. Ninguém falava. Antes de ler Monteiro Lobato, eu o
    ouvi. E o bom era que não havia provas sobre aquelas aulas.
    Era prazer puro. Existe uma incompatibilidade total entre a
    experiência prazerosa de leitura e a experiência de ler a fim de
    responder questionários de interpretação.

    Onde se encontra o prazer do texto, o seu poder de seduzir?
    Tive a resposta para essa questão acidentalmente. Alguém me
    disse que havia lido um lindo poema de Fernando Pessoa, e
    citou o primeiro verso. Fiquei feliz porque eu também amava
    aquele poema. Aí ele começou a lê-lo. Estremeci. O poema –
    aquele poema que eu amava – estava horrível na sua leitura. As
    palavras que ele lia eram as palavras certas. Mas alguma coisa
    estava errada! A música estava errada! Todo texto tem dois
    elementos: as palavras, com o seu significado. E a música...

    Percebi, então, que todo texto literário é uma partitura musical.
    As palavras são as notas. Se aquele que lê é um artista, se ele
    domina a técnica, se ele está possuído pelo texto – a beleza
    acontece. Mas, se aquele que lê não domina a técnica, a leitura
    não produz prazer: queremos que ela termine logo.

    Assim, quem ensina a ler tem de ser um artista. Deveria ser
    estabelecida em nossas escolas a prática de “concertos de
    leitura”. Ouvindo, os alunos experimentariam os prazeres do ler.
    E aconteceria com a leitura o mesmo que acontece com a
    música: depois de ser picado pela sua beleza é impossível
    esquecer.

    Leitura é coisa perigosa: vicia... Se os jovens não gostam de ler,
    a culpa não é deles. Foram forçados a aprender tantas coisas
    sobre gramática, que não houve tempo para serem iniciados na
    beleza musical do texto literário. Ler literatura é fazer amor com
    as palavras. E essa transa literária se inicia antes que as
    crianças saibam os nomes das letras. Sem saber ler, elas já
    são sensíveis à sua beleza.

    (Rubem Alves. Texto disponível em:
    http://www.rubemalves.com.br/oprazerdaleitura.htm. Acesso em
    05/11/2011. Adaptado.)
  • Observe ainda a concordância verbal adotada no seguinte trecho: “O poema – aquele poema que eu amava – estava horrível na sua leitura. As palavras que ele lia eram as palavras certas. Mas alguma coisa estava errada!”. Também teria sido correto dizer:
  • 9 - Questão 3342.   Português - Nível Médio - Técnico Administrativo - SESAPI - NUCEPE - 2011
  • O prazer da leitura

    “Alfabetizar“, palavra aparentemente inocente, contém uma
    teoria de como se aprende a ler. Aprende-se a ler aprendendose
    as letras do alfabeto. Primeiro as letras, as sílabas. Depois,
    aparecem as palavras... E assim era. Se é assim que se ensina
    a ler, imagino que o ensino da música deveria se chamar
    “dorremizar”: aprender o dó, o ré, o mi... Juntam-se as notas, e a
    música aparece! Todo mundo sabe que não é assim que se
    ensina música. A mãe pega o nenezinho e o embala, cantando
    uma canção de ninar. O que o nenezinho ouve é a música, e
    não cada nota, separadamente! A aprendizagem da música
    começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o
    conhecimento das partes.

    Isso é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa
    quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que
    moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as
    palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura
    começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê, e
    a criança escuta com prazer; a criança se volta para aqueles
    sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los,
    compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo
    das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz
    de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da
    pessoa que o está lendo.

    No primeiro momento, o professor, no ato de ler para os seus
    alunos, é o mediador que os liga ao prazer do texto. Confesso
    nunca ter tido prazer algum em aulas de gramática ou de análise
    sintática. Não foi nelas que aprendi as delícias da literatura. Mas
    me lembro com alegria das aulas de leitura. Na verdade, não
    eram aulas. Eram concertos. A professora lia, e nós ouvíamos
    extasiados. Ninguém falava. Antes de ler Monteiro Lobato, eu o
    ouvi. E o bom era que não havia provas sobre aquelas aulas.
    Era prazer puro. Existe uma incompatibilidade total entre a
    experiência prazerosa de leitura e a experiência de ler a fim de
    responder questionários de interpretação.

    Onde se encontra o prazer do texto, o seu poder de seduzir?
    Tive a resposta para essa questão acidentalmente. Alguém me
    disse que havia lido um lindo poema de Fernando Pessoa, e
    citou o primeiro verso. Fiquei feliz porque eu também amava
    aquele poema. Aí ele começou a lê-lo. Estremeci. O poema –
    aquele poema que eu amava – estava horrível na sua leitura. As
    palavras que ele lia eram as palavras certas. Mas alguma coisa
    estava errada! A música estava errada! Todo texto tem dois
    elementos: as palavras, com o seu significado. E a música...

    Percebi, então, que todo texto literário é uma partitura musical.
    As palavras são as notas. Se aquele que lê é um artista, se ele
    domina a técnica, se ele está possuído pelo texto – a beleza
    acontece. Mas, se aquele que lê não domina a técnica, a leitura
    não produz prazer: queremos que ela termine logo.

    Assim, quem ensina a ler tem de ser um artista. Deveria ser
    estabelecida em nossas escolas a prática de “concertos de
    leitura”. Ouvindo, os alunos experimentariam os prazeres do ler.
    E aconteceria com a leitura o mesmo que acontece com a
    música: depois de ser picado pela sua beleza é impossível
    esquecer.

    Leitura é coisa perigosa: vicia... Se os jovens não gostam de ler,
    a culpa não é deles. Foram forçados a aprender tantas coisas
    sobre gramática, que não houve tempo para serem iniciados na
    beleza musical do texto literário. Ler literatura é fazer amor com
    as palavras. E essa transa literária se inicia antes que as
    crianças saibam os nomes das letras. Sem saber ler, elas já
    são sensíveis à sua beleza.

    (Rubem Alves. Texto disponível em:
    http://www.rubemalves.com.br/oprazerdaleitura.htm. Acesso em
    05/11/2011. Adaptado.)
  • Nos trechos: “Leitura é coisa perigosa: vicia...”; “Ler literatura é fazer amor com as palavras. E essa transa literária se inicia antes que as crianças saibam os nomes das letras.”, predomina:
  • 10 - Questão 3340.   Português - Nível Médio - Técnico Administrativo - SESAPI - NUCEPE - 2011
  • O prazer da leitura

    “Alfabetizar“, palavra aparentemente inocente, contém uma
    teoria de como se aprende a ler. Aprende-se a ler aprendendose
    as letras do alfabeto. Primeiro as letras, as sílabas. Depois,
    aparecem as palavras... E assim era. Se é assim que se ensina
    a ler, imagino que o ensino da música deveria se chamar
    “dorremizar”: aprender o dó, o ré, o mi... Juntam-se as notas, e a
    música aparece! Todo mundo sabe que não é assim que se
    ensina música. A mãe pega o nenezinho e o embala, cantando
    uma canção de ninar. O que o nenezinho ouve é a música, e
    não cada nota, separadamente! A aprendizagem da música
    começa como percepção de uma totalidade – e nunca com o
    conhecimento das partes.

    Isso é verdadeiro também sobre aprender a ler. Tudo começa
    quando a criança fica fascinada com as coisas maravilhosas que
    moram dentro do livro. Não são as letras, as sílabas e as
    palavras que fascinam. É a estória. A aprendizagem da leitura
    começa antes da aprendizagem das letras: quando alguém lê, e
    a criança escuta com prazer; a criança se volta para aqueles
    sinais misteriosos chamados letras. Deseja decifrá-los,
    compreendê-los – porque eles são a chave que abre o mundo
    das delícias que moram no livro! Deseja autonomia: ser capaz
    de chegar ao prazer do texto sem precisar da mediação da
    pessoa que o está lendo.

    No primeiro momento, o professor, no ato de ler para os seus
    alunos, é o mediador que os liga ao prazer do texto. Confesso
    nunca ter tido prazer algum em aulas de gramática ou de análise
    sintática. Não foi nelas que aprendi as delícias da literatura. Mas
    me lembro com alegria das aulas de leitura. Na verdade, não
    eram aulas. Eram concertos. A professora lia, e nós ouvíamos
    extasiados. Ninguém falava. Antes de ler Monteiro Lobato, eu o
    ouvi. E o bom era que não havia provas sobre aquelas aulas.
    Era prazer puro. Existe uma incompatibilidade total entre a
    experiência prazerosa de leitura e a experiência de ler a fim de
    responder questionários de interpretação.

    Onde se encontra o prazer do texto, o seu poder de seduzir?
    Tive a resposta para essa questão acidentalmente. Alguém me
    disse que havia lido um lindo poema de Fernando Pessoa, e
    citou o primeiro verso. Fiquei feliz porque eu também amava
    aquele poema. Aí ele começou a lê-lo. Estremeci. O poema –
    aquele poema que eu amava – estava horrível na sua leitura. As
    palavras que ele lia eram as palavras certas. Mas alguma coisa
    estava errada! A música estava errada! Todo texto tem dois
    elementos: as palavras, com o seu significado. E a música...

    Percebi, então, que todo texto literário é uma partitura musical.
    As palavras são as notas. Se aquele que lê é um artista, se ele
    domina a técnica, se ele está possuído pelo texto – a beleza
    acontece. Mas, se aquele que lê não domina a técnica, a leitura
    não produz prazer: queremos que ela termine logo.

    Assim, quem ensina a ler tem de ser um artista. Deveria ser
    estabelecida em nossas escolas a prática de “concertos de
    leitura”. Ouvindo, os alunos experimentariam os prazeres do ler.
    E aconteceria com a leitura o mesmo que acontece com a
    música: depois de ser picado pela sua beleza é impossível
    esquecer.

    Leitura é coisa perigosa: vicia... Se os jovens não gostam de ler,
    a culpa não é deles. Foram forçados a aprender tantas coisas
    sobre gramática, que não houve tempo para serem iniciados na
    beleza musical do texto literário. Ler literatura é fazer amor com
    as palavras. E essa transa literária se inicia antes que as
    crianças saibam os nomes das letras. Sem saber ler, elas já
    são sensíveis à sua beleza.

    (Rubem Alves. Texto disponível em:
    http://www.rubemalves.com.br/oprazerdaleitura.htm. Acesso em
    05/11/2011. Adaptado.)
  • O trecho que justifica a aproximação que o autor propõe entre a aprendizagem da leitura e a outra da música consta na alternativa: