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Questões de Vestibular - 2016 - Exercícios com Gabarito

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Uma equação química é uma equação matemática no sentido de representar uma igualdade: todos os átomos e suas quantidades que aparecem nos reagentes também devem constar nos produtos. Considerando uma equação química e sua correspondente constante de equilíbrio, pode-se afirmar corretamente que, multiplicando-se todos os seus coeficientes por 2, a constante de equilíbrio associada a esta nova equação será
Texto associado.
        O passado anda atrás de nós
        como os detetives os cobradores os ladrões
        o futuro anda na frente
        como as crianças os guias de montanha
5     os maratonistas melhores
        do que nós
        salvo engano o futuro não se imprime
        como o passado nas pedras nos móveis no rosto
        das pessoas que conhecemos
10    o passado ao contrário dos gatos
        não se limpa a si mesmo
        aos cães domesticados se ensina
        a andar sempre atrás do dono
        mas os cães o passado só aparentemente nos pertencem
15    pense em como do lodo primeiro surgiu esta poltrona este livro
        este besouro este vulcão este despenhadeiro
        à frente de nós à frente deles
        corre o cão
 ANA MARTINS MARQUES
O livro das semelhanças. São Paulo: Companhia das Letras, 2015.
No poema, há marcas de linguagem que remetem tanto à poeta quanto a seus leitores. Uma dessas marcas, referindo-se unicamente ao leitor, está presente no seguinte verso:
Considerando Kb(NH4+) = 1.75x10-5 e Kw = 1.0x10-14 , o pH de uma solução de cloreto de amônio 0.25 M é
Precisamos de modelos para entender o universo (que é, afinal, um pluriverso ou um multiverso), (l. 17-18)
Nesse trecho, o conteúdo entre parênteses propõe uma reformulação da palavra universo, em função da argumentação feita pelo autor.
Essa reformulação explora o seguinte recurso:
TEXTO II
De olho no futuro
Ana Maria Machado

‘Papai, que é plebiscito?’
Assim começa um conto de Artur Azevedo, que
constava de muitas antologias escolares na época em
que havia leitura de coletâneas literárias como parte
5 integrante do currículo de Língua Portuguesa no país.
A maioria dos que então estudaram acompanhava o
desenvolvimento da história lida em voz alta pelos
alunos em classe, desde o início em que o pai fingia
dormir para não ter de revelar que não sabia a história,
10 passando pela insistência do filho e a pressão da mãe
para que tirasse a dúvida da criança, até a cena de
zanga paterna que incluía sair da sala e se trancar no
quarto. Após consultar um dicionário que lá havia, o
triunfal chefe de família podia elucidar que plebiscito
15 era uma lei romana que queriam introduzir no país,
num caso típico de estrangeirismo.
A história tem muita graça na linguagem divertida
do autor, que ao mesmo tempo ridiculariza o
autoritarismo patriarcal e os excessos nacionalistas
20 da época – que acabariam levando à Primeira Guerra
Mundial. Tive de resumi-la para comentá-la, pois tenho
me lembrado muito desse conto ultimamente, por
diferentes razões. Por um lado, acentua-se que criança
tem curiosidade sobre política. E sobre as palavras
25 que encontra e não conhece. Por outro lado, nos
recorda que a satisfação dessa curiosidade tem a
obrigação ética de procurar ser clara e equilibrada. Na
atual discussão tão acalorada, sobre escolas sem
partidos e os perigos da doutrinação ideológica, por
30 vezes parece que os debatedores apontam para o alvo
adjetivo e abandonam o substantivo. Esquecem que o
problema não está em incentivar ideias, estimular a
formação do conhecimento sobre ideologias, apresentar
argumentos de diferentes visões do mundo e da
35 sociedade. O risco para a educação está em alguém
com poder querendo doutrinar, falar como doutor que
não admite contestação nem dúvida, ser dogmático,
impor uma forma única de encarar a realidade e analisar
os fatos, carimbando com rótulos pejorativos e frases
40 feitas tudo aquilo que não se encaixa com perfeição
na agenda do momento. Com frequência, partidária.
(...)
  
(Trecho. MACHADO, Ana Maria. De olho no futuro. O GLOBO, 01de out. de 2016, Caderno I, página 14).  

“A maioria dos que então estudaram acompanhava o desenvolvimento da história lida em voz alta pelos alunos em classe, desde o início em que o pai fingia dormir para não ter de revelar que não sabia a história, passando pela insistência do filho e a pressão da mãe para que tirasse a dúvida da criança, até a cena de zanga paterna que incluía sair da sala e se trancar no quarto.” (linhas 6-13)

A construção do enunciado acima configura uma estrutura de

TEXTO I
Plebiscito
Arthur Azevedo 

A cena passa-se em 1890.
A família está toda reunida na sala de jantar.
O senhor Rodrigues palita os dentes, repimpado
numa cadeira de balanço. Acabou de comer como um
5 abade.
Dona Bernardina, sua esposa, está muito
entretida a limpar a gaiola de um canário belga.
Os pequenos são dois, um menino e uma
menina. Ela distrai-se a olhar para o canário. Ele,
10 encostado à mesa, os pés cruzados, lê com muita
atenção uma das nossas folhas diárias.
Silêncio.
De repente, o menino levanta a cabeça e
pergunta:
15 — Papai, que é plebiscito?
O senhor Rodrigues fecha os olhos
imediatamente para fingir que dorme.
O pequeno insiste:
— Papai?
20 Pausa:
— Papai?
Dona Bernardina intervém:
— Ó seu Rodrigues, Manduca está lhe
chamando. Não durma depois do jantar, que lhe faz mal.
25 O senhor Rodrigues não tem remédio senão abrir
os olhos.
(...)

Trecho. AZEVEDO, Arthur. Plebiscito. In: “Contos fora da moda”, Editorial Alhambra – Rio de Janeiro, 1982, pág. 29. Disponível em: http://www.releituras.com/aazevedo_menu.asp. Acesso: em 03 out. 2016.  
O termo que substituiria, sem alterar o sentido, o elemento sublinhado em “O senhor Rodrigues não tem remédio senão abrir os olhos” (linhas 25-26) é
Texto associado.
“Muitos políticos veem facilitado seu nefasto trabalho pela ausência da filosofia. Massas e funcionários são mais fáceis de manipular quando não pensam, mas tão somente usam de uma inteligência de rebanho. É preciso impedir que os homens se tornem sensatos. Mais vale, portanto, que a filosofia seja vista como algo entediante.”
(Karl Jaspers, Introdução ao pensamento filosófico. São Paulo: Cultrix, 1976, p.140.)
Assinale a alternativa correta.
Texto associado.
Why Everyone Should Read Harry Potter
September 9, 2014
Harry Potter is the best selling book series of all time. But it’s had its reproaches. Various Christian groups claimed the books promoted paganism and witchcraft to children. Washington Post book critic Ron Charles called the fact that adults were also hooked on Potter a "bad case of cultural infantilism.” Charles and others also cited a certain artistic banality in massively commercial story-telling, while others criticized Hogwarts, the wizardry academy attended by Potter, for only rewarding innate talents.
The Anglo-American writer Christopher Hitchens, on the other hand, praised J. K. Rowling for freeing English children’s literature from dreams of riches and class and snobbery and giving us a world of youthful democracy and diversity. A growing body of evidence suggests that reading Rowling’s work, at least as a youth, might be a good thing.
(Adaptado de http://www.scientificamerican.com/article/why-everyone-shouldread-harry-potter/. Acessado em 02/09/2016.)
A leitura do excerto permite concluir adequadamente que:
I do not dispute the fact that the tourism industry brings in much needed revenue to the state (l. 25-26)
In the sentence above, the word that can replace dispute, without significant change of meaning, is:
Sabe-se que Coração, cabeça e estômago é uma obra atípica na produção ficcional de Camilo Castelo Branco. Em relação a essa obra, assinale a alternativa em que todas as características listadas são corretas.