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Questões de Vestibular - Ensino Médio - Exercícios com Gabarito

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Texto associado.
Sobre a peça Gota d’Água: uma tragédia brasileira , de Chico Buarque e Paulo Pontes, assinale com V
(verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) Paulo Pontes e Chico Buarque, no texto de apresentação à peça de 1975, criticam a experiência
capitalista do “milagre econômico” brasileiro e conclamam a intelectualidade a aproximar-se do
povo, inscrevendo o drama na vertente nacional popular do período.
( ) Algumas das canções hoje clássicas de Chico Buarque e Paulo Pontes integram a peça como a
que dá título ao texto – Gota d’Água – e Basta um dia , ambas interpretadas por Bibi Ferreira na
montagem original.
( ) Gota d’Água , embora ambientada no subúrbio carioca, atualizaMedeia , texto clássico de Eurípides,
mantendo a linguagem elevada da tragédia grega.
( ) O desfecho da peça de Chico Buarque e Paulo Pontes não segue o texto da tragédia de Eurípides:
Joana e Jasão se reconciliam e vivem em harmonia com os filhos.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

A Proclamação da República em 1889 foi, para muitos estudiosos, o resultado de várias crises que atingiram o Império Brasileiro. Sobre o processo que deu origem à República, é correto afirmar que houve

Texto associado.
Leia a crônica Ovo frito, de Rubem Alves (1933-2014).
 Gosto muito de ovo. Ovo frito. Ovo escaldado, com pão torrado. Coisa boba, o fato é que comecei a pensar sobre as razões por que gosto de ovo. Lembrei-me... Meu pai era viajante. Passava a semana fora de casa. Voltava às sextas-feiras, no trem das oito. Noite escura, o trem das oito vinha apitando na curva, resfolegando de cansado, expelindo enxames de vespas vermelhas, chamuscava uma paineira, entrava na reta, passava a dez metros da nossa casa, todos nós estávamos lá, o pai com a cabeça de fora, sorrindo, e todos corríamos para a estação. Ele vinha com fome e sujo. Água quente não havia. Mas não tinha importância. Da leitura do Evangelho havíamos aprendido de Jesus, no lava-pés, que quem está com os pés limpos tem o corpo inteiro limpo. A coisa, então, era lavar os pés. E esse era o costume geral lá em Minas. Minha mãe esquentava água no fogão de lenha, punha numa bacia e eu lavava os pés do meu pai. Depois de limpo, ele se assentava à mesa e o que tinha para comer era sempre a mesma coisa: arroz, feijão, molho de tomate e cebola, ovo frito e pão. Ele me punha assentado ao joelho e comia junto. Ah, como é gostoso comer pão ensopado no molho de tomate, pão lambuzado no amarelo mole do ovo! Era um momento de felicidade. Nunca me esqueci. Acho que quando enfio o pão no amarelo mole do ovo eu volto àquela cena da minha infância. Os poetas, somente os poetas, sabem que um ovo é muito mais que um ovo... 
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre a crônica.
 ( ) Defende a importância de comer ovos.
 ( ) Relata que o trem em que o pai chegava trazia também criadores de vespas.
( ) Mostra que lavar os pés antes das refeições era um hábito importante, quase sagrado. 
 ( ) Apresenta a memória como elemento essencial para a literatura.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é
Assinale a alternativa correta sobre o disco Elis & Tom. 
Texto associado.
Quem tem o direito de falar?
A política não é uma questão apenas de circulação de bens e riquezas. Na verdade, a política é
também uma questão de circulação de afetos, da maneira como eles irão criar vínculos sociais,
afetando os que fazem parte desses vínculos.
A maneira como somos afetados define o que somos e o que não somos capazes de ver, sentir e
perceber. Definido o que vejo, sinto e percebo, definem-se o campo das minhas ações, a maneira
como julgarei, o que faz parte e o que está excluído do meu mundo.
Percebam, por exemplo, como um dos maiores feitos políticos de 2015 foi a circulação de uma
mera foto, a foto do menino sírio morto em um naufrágio no Mar Mediterrâneo. Nesse sentido, foi
muito interessante pesquisar as reações de certos europeus que invadiram sites de notícias de seu
continente com posts e comentários. Uma quantidade impressionante deles reclamava daqueles
jornais que decidiram publicar a foto. Eles diziam basicamente a mesma coisa: “parem de nos
mostrar o que não queremos ver”.
Toda verdadeira luta política é baseada em uma mudança nos circuitos dominantes de afetos.
Prova disso foi o fato de tal foto produzir o que vários discursos até então não haviam conseguido:
a suspensão temporária da política criminosa de indiferença em relação à sorte dos refugiados.
De fato, sabemos que faz parte das dinâmicas do poder decidir qual sofrimento é visível e qual é
invisível. Mas, para tanto, devemos antes decidir sobre quem fala e quem não fala.
Há várias maneiras de silêncio. A mais comum é simplesmente calar quem não tem direito à voz.
Isso é o que nos lembram todos aqueles que se engajaram na luta por grupos sociais vulneráveis
e objetos de violência contínua (negros, homossexuais, mulheres, travestis, palestinos, entre
tantos outros).
Mas há ainda outra forma de silêncio. Ela consiste em limitar a fala. A princípio, isso pode parecer
um ato de dar voz aos excluídos e subalternos, fazendo com que negros falem sobre os problemas
dos negros, mulheres falem sobre os problemas das mulheres, e por aí vai. No entanto, essa
é apenas uma forma astuta de silêncio, e deveríamos estar mais atentos a tal estratégia de
silenciamento identitário. Ao final, ela quer nos levar a acreditar que negros devem apenas falar
dos problemas dos negros, que mulheres devem apenas falar dos problemas das mulheres.
Posso dar visibilidade a sofrimentos que antes não circulavam, mas, quando aceito limitar minha
fala pela identidade que supostamente represento, não mudarei a forma de circulação de afetos,
pois não conseguirei implicar quem não partilha minha identidade na narrativa do meu sofrimento.
Ser um sujeito político é conseguir enunciar proposições que podem implicar qualquer um, ou seja,
que se dirigem a essa dimensão do “qualquer um” que faz parte de cada um de nós. É quando nos
colocamos na posição de qualquer um que temos mais força de desestabilização. O verdadeiro
medo do poder é que você se coloque na posição de qualquer um.
VLADIMIR SAFATLE
Adaptado de Folha de S. Paulo, 25/09/2015.
No segundo parágrafo, observa-se a alternância no emprego da primeira pessoa do plural com a do singular. 
O emprego da primeira pessoa do singular estabelece o efeito de:
Texto associado.
        O termo biopic é utilizado para denominar um filme que
dramatiza, em graus variados de exatidão histórica, a vida de
alguma personalidade real importante. Na história do cinema,
sobejam exemplos de biopics de músicos famosos, de contextos dos
mais variados. Exemplos de cinebiografias de músicos clássicos
incluem Amadeus (1984), que relata aspectos da vida do
compositor austríaco Wolfgang Amadeus Mozart, supostamente
contada por seu contemporâneo Antonio Salieri; Immortal Beloved
(Minha amada imortal, 1994), um retrato bem elaborado da
personalidade de Ludwig van Beethoven, a partir de uma carta de
amor escrita pelo compositor e encontrada após sua morte; e Coco
Chanel e Igor Stravinsky (2010), que conta a relação entre a
famosa estilista francesa e o consagrado compositor russo. No
cinema brasileiro, várias produções se baseiam na vida de músicos
populares, como Os dois filhos de Francisco (2005), sobre a
trajetória da dupla sertaneja Zezé Di Camargo e Luciano; Gonzaga:
de pai para filho (2012), uma cinebiografia do rei do baião, Luís
Gonzaga, que destaca o relacionamento conturbado do cantor com
seu filho, o cantor e compositor Gonzaguinha; e Elis (2016), que
retrata a carreira artística de Elis Regina, uma das maiores vozes da
música brasileira.
Com relação às personalidades da música mencionadas no texto
precedente, bem como aos diversos aspectos relacionados às
informações nele contidas, julgue os itens seguintes.
Apesar de seu relacionamento conflituoso com o pai,
Gonzaguinha foi seu sucessor musical, já que compôs músicas
nos mesmos estilos que tornaram Luís Gonzaga famoso,
especialmente o baião.
A variação de pressão sobre o peixe, durante seu deslocamento até a superfície, corresponde, em atmosferas, a:

Um aquário contém uma quantidade fixa de água e a pressão que ela exerce no fundo do mesmo é P. Alternadamente, dois objetos distintos, de mesmo volume, porém de massas distintas, são colocados dentro do aquário sem derramar água. O primeiro objeto flutua na água, com apenas uma parte do seu volume submerso. Entretanto, quando o segundo objeto é inserido, ele submerge completamente. As respectivas pressões exercidas pela água no fundo do aquário em cada um dos casos são denotadas por P1 e P2.

As comparações entre P1, P2 e P são:

Texto associado.
Leia o texto a seguir,
Uma ínfima minoria, já excepcionalmente munida de poderes, de propriedades e de privilégios considerados
implícitos, detém de ofício esse direito. Quanto ao resto da humanidade, para “merecer” viver, deve mostrar- -se
“útil” à sociedade, pelo menos àquela parte que a administra e a domina: a economia, mais do que nunca
confundida com o comércio, ou seja, a economia de mercado. “Útil”, aqui, significa quase “rentável”, isto é,
lucrativo ao lucro.
FORRESTER, V. O Horror econômico. São Paulo: UNESP, 1997. p.13.
Com base nos conhecimentos históricos sobre a economia mundial e nas considerações de Viviane
Forrester, assinale a alternativa correta.
Texto associado.
Os sons emitidos pelos dinossauros são feitos, em estúdio,
de uma mistura do som do choro de bebês elefantes com o rosnado
de tigres e o gorgolejo de jacarés. Embora não seja possível saber
de verdade como eram os sons emitidos pelos dinossauros — já
que, ao contrário dos ossos, as cordas vocais não são preservadas
em fósseis —, como qualquer outro som, eles eram resultado da
superposição de sons fundamentais que podem ser descritos por
equações de ondas senoidais como as seguintes.
y1 = sen(2?x)
y2 = sen(2?x + ?)
y3 = sen(2,1?x)
Considerando as informações e as equações apresentadas, julgue os
itens que se seguem
A interferência entre as ondas y1 e y3 resultará em uma onda cuja intensidade máxima é igual a 2.