Simulado SEJUC RN - Português - Agente Penitenciário - 2009

Simulado para Agente Penitenciário - SEJUC RN com 13 Questões de Português. Prova com Exercícios de Ensino Médio da Banca CONSULPLAN com Gabarito.

  • 357 Resolveram
  • 59% Acertos
  • 11 Gabaritaram
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  • barra qtd_bom 176 Bom
  • barra ruim101 Ruim
  • barra péssimo18 Péssimo

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TEXTO:
                                    A crise que estamos esquecendo

      O tema do momento é a crise financeira global. Eu aqui falo de outra, que atinge a todos nós, mas especialmente jovens e crianças: a violência contra professores e a grosseria no convívio em casa. Duas pontas da nossa sociedade se unem para produzir isso: falta de autoridade amorosa dos pais (e professores) e péssimo exemplo de autoridades e figuras públicas.

      Pais não sabem resolver a má-criação dos pequenos e a insolência dos maiores. Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra. Adolescentes chegam de tromba junto do carro em que os aguardam pai ou mãe: entram sem olhar aquele que nem vira o rosto para eles. Cumprimento, sorriso, beijo? Nem pensar. Como será esse convívio na intimidade? Como funciona a comunicação entre pais e filhos? Nunca será idílica, isso é normal: crescer é também contestar. Mas poderíamos mudar as regras desse jogo: junto com afeto, deveriam vir regras, punições e recompensas. Que tal um pouco de carinho e respeito, de parte a parte? Para serem respeitados, pai e mãe devem impor alguma autoridade, fundamento da segurança dos filhos neste mundo difícil, marcando seus futuros relacionamentos pessoais e profissionais. Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho às cotoveladas e aos pontapés.

      Mal pagos e pouco valorizados, professores se encolhem, permitindo abusos inimagináveis alguns anos atrás. Um adolescente empurra a professora, que bate a cabeça na parede e sofre uma concussão. Um menininho chama a professora de “vadia”, em aula. Professores levam xingações de pais e alunos, além de agressões físicas, cuspidas, facadas, empurrões. Cresce o número de mestres que desistem da profissão: pudera. Em escolas e universidades, estudantes falam alto, usam o celular, entram e saem da sala enquanto alguém trabalha para o bem desses que o tratam como um funcionário subalterno. Onde aprenderam isso, se não, em primeira instância, em casa? O que aconteceu conosco? Que trogloditas somos – e produzimos –, que maltrapilhos emocionais estamos nos tornando, como preparamos a nova geração para a vida real, que não é benevolente nem dobra sua espinha aos nossos gritos? Obviamente não é assim por toda a parte, nem os pais e mestres são responsáveis por tudo isso, mas é urgente parar para pensar.

      Na outra ponta, temos o espetáculo deprimente dos escândalos e da impunidade reinante. Um Senado que não tem lugar para seus milhares de funcionários usarem computador ao mesmo tempo, e nem sabia quantos diretores tinha: 180 ou trinta? Autoridades que incitam ao preconceito racial e ao ódio de classes? Governos bons são caluniados, os piores são prestigiados. Não cedemos ao adversário nem o bem que ele faz: que importa o bem, se queremos o poder? Guerra civil nas ruas, escolas e hospitais precários, instituições moralmente falidas, famílias desorientadas, moradias sub-humanas, prisões onde não criaríamos porcos. Que profunda e triste impressão, sobretudo nos mais simples e desinformados e naqueles que ainda estão em formação. Jovens e adultos reagem a isso com agressividade ou alienação em todos os níveis de relacionamento. O tema “violência em casa e na escola” começa a ser tratado em congressos, seminários, entre psicólogos e educadores. Não vi ainda ações eficazes.

      Sem moralismo (diferente de moralidade) nem discursos pomposos ou populistas, pode-se mudar uma situação que se alastra – ou vamos adoecer disso que nos enoja. Quase todos os países foram responsáveis pela gravíssima crise financeira mundial. Todos os indivíduos, não importa a conta bancária, profissão ou cor dos olhos, podem reverter esta outra crise: a do desrespeito geral que provoca violência física ou grosseria verbal em casa, no trabalho, no trânsito. Cada um de nós pode escolher entre ignorar e transformar. Melhor promover a sério e urgentemente uma nova moralidade, ou fingimos nada ver, e nos abancamos em definitivo na pocilga.

                 (Luft, Lya. Revista Veja. Edição 2107 – ano 42- nº 14. Ed. Abril. 08 de abril de 2009)
  • 1 - Questão 40820.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • A alternativa em que o sinônimo ou termo equivalente da palavra sublinhada está INCORRETO é:
  • 3 - Questão 40822.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • Assinale a melhor interpretação para a frase: “a crise (...) que atinge a todos nós...” Nela, a autora do texto se refere:
  • 5 - Questão 40824.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • “Mal-amados, mal-ensinados, jovens abrem caminho às cotoveladas e aos pontapés.” Assinale a alternativa em que o acento da crase foi utilizado pela mesma razão da frase anterior:
  • 6 - Questão 40825.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • Pelo exposto nos parágrafos 1 e 2, pode-se afirmar que a autora debita a causa das crises de relacionamento:
  • 7 - Questão 40826.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • Para a autora, a crise em que estamos mergulhados:
  • 8 - Questão 40827.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • No trecho “Crianças xingam os adultos, chutam a babá, a psicóloga, a pediatra”, as vírgulas foram empregadas para:
  • 9 - Questão 40828.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • Assinale a alternativa em que NÃO há relação entre o pronome destacado e a palavra ou expressão enunciada entre parênteses:
  • 10 - Questão 40829.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • “Onde aprenderam isso...” (3º§). O termo isso em destaque nessa frase, no texto, se refere à(ao):
  • 11 - Questão 40830.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • Considere o seguinte trecho: “Um adolescente empurra a professora...” (3º§). Em qual das alternativas abaixo, o termo destacado NÃO apresenta a mesma função sintática do termo sublinhado anteriormente?
  • 12 - Questão 40831.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • O emprego da palavra se, em “... que importa o bem, se queremos o poder?” (4º§) é o mesmo que se encontra em:
  • 13 - Questão 40832.   Português - Nível Médio - Agente Penitenciário - SEJUC RN - CONSULPLAN - 2009
  • Assinale a alternativa que exemplifica o emprego, no texto, de linguagem conotativa:

Comentários sobre "Simulado SEJUC RN - Português - Agente Penitenciário - 2009"

    Benedita do Socorro Marques de Souza
    Por preta24 em 23/07/2017 às 10:32:52

    muito bom o simulado

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