Simulado UFPB - Português - Auxiliar em Administração - 2016

Resolva 10 questões de Ensino Fundamental. Simulado UFPB - Português - Auxiliar em Administração - 2016. Testes Online com Gabarito.

Por Matheus Fernandes em 10/01/2019
  • 17 Gabaritaram
  • Regular
  • 475 Resolveram
  • barra ótimo 168 Ótimo
  • barra qtd_bom 249 Bom
  • barra ruim57 Ruim
  • barra péssimo1 Péssimo
                                                        Meu filho e seus ídolos 

     Todas as épocas têm os seus ídolos juvenis. Principalmente depois do fenômeno da comunicação de massa, pessoas como James Dean ou Elvis Presley, para falar de astros de outros tempos, ou como Sandy e Junior e os Backstreet Boys, fenômenos mais recentes, arrastam multidões de jovens aos seus shows. E não só isso. Além de frequentarem os shows, os jovens são capazes de atitudes muito mais drásticas, como passar dias em uma fila para comprar ingresso, fazer plantão na frente do hotel ou da casa do cantor simplesmente para dar uma olhadinha a distância. Em casa, as paredes do quarto são forradas de pôsteres, revistas são consumidas aos milhares, álbuns são confeccionados com devoção e programas de TV são ansiosamente esperados apenas para assistir a uma rápida aparição do ídolo.
    Muitos pais se perguntam: o que essas pessoas têm de tão especial para atrair a atenção de tantos jovens? A primeira e mais óbvia resposta é que todos esses astros, mais do que qualquer outro mortal, detêm objetos de desejo de nossa cultura ocidental, como fama, sucesso, beleza, dinheiro etc. Isso, porém, não justificaria as atitudes que os adolescentes são capazes de tomar em relação a cantores, atores ou jogadores de futebol. Se a tietagem se justificasse apenas pela admiração de certas características dos artistas (como a beleza, por exemplo), esse comportamento de fã não pareceria tão restrito à juventude. Isso pode nos indicar que esse fenômeno tem a ver com a própria adolescência.
    A adolescência traz desafios importantes para o jovem. Além de ser uma fase em que deixamos de ser criança e nos preparamos para a vida adulta, a convivência social tem um grande peso. Por vezes, aos olhos dos pais, os filhos dão mais importância aos amigos e suas opiniões do que à própria família. Não é incomum ouvir pais de adolescentes reclamando que os filhos só ouvem, vestem, assistem e gostam daquilo que os amigos ouvem, vestem, assistem e gostam. O que os pais têm dificuldade de entender são as transformações típicas que se operam nessa fase. O preparo para a vida adulta envolve uma espécie de libertação das opiniões familiares. É como se o jovem tivesse uma necessidade de se desligar daquela dependência infantil e encontrar sua própria identidade. Onde encontrar essa identidade? Primeiro, no grupo social mais próximo, ou seja, nos amigos. Depois, em outras pessoas. E é aí que entram os ídolos da juventude. 
   Essas pessoas famosas representam uma série de características valorizadas pelos adolescentes: às vezes a rebeldia ou a aparente independência; às vezes a beleza ou a fama. Além de representarem esses valores, os ídolos parecem, aos olhos do fã, pessoas que conseguem materializar seus sonhos, que conseguem tudo o que querem. Por isso esse interesse fora do comum por tudo que se passa com eles.
    Sob esse ponto de vista, ter ídolos é algo absolutamente normal. Torna-se preocupante, no entanto, quando esse interesse passa a ser o foco central do adolescente, quando a sua vida gira completamente em torno do seu ídolo e ser fã passa a ser a sua principal e única ocupação. Nesses casos, é importante que os pais estejam atentos para impedir que a admiração do filho vire uma obsessão e ajudá-lo a lidar de forma mais saudável com a admiração que sente por alguma pessoa famosa. 
   Porém, quando esse interesse não interfere na vida do adolescente, não há por que se preocupar. Pode ser até uma oportunidade para que os pais conheçam melhor seus filhos. Discutir sobre os gostos, os desejos, enfim, as preferências dos adolescentes nessa fase pode ser uma experiência muito rica para os pais. Até porque quem de nós nunca teve seu ídolo? 

(DELY, Paula. Meu filho e seus ídolos. Disponível em: http://www.aprendebrasil.com.br/falecom/psicologa_artigo027.asp. Acesso em: 05/07/2011. Adaptado.) 
  • 1 - Questão 53140.   Português - Nível Fundamental - Auxiliar em Administração - UFPB - IDECAN - 2016
  • É correto afirmar que o texto em questão  
  • 2 - Questão 53141.   Português - Nível Fundamental - Auxiliar em Administração - UFPB - IDECAN - 2016
  • De acordo com a opinião da autora, é normal ter ídolos? 
  • 4 - Questão 53143.   Português - Nível Fundamental - Auxiliar em Administração - UFPB - IDECAN - 2016
  • No trecho “Essas pessoas famosas representam uma série de características valorizadas pelos adolescentes: às vezes a rebeldia ou a aparente independência; às vezes a beleza ou a fama.” (4º§), as expressões “às vezes” e “ou” conferem ao período ideia de, respectivamente: 
  • 7 - Questão 53146.   Português - Nível Fundamental - Auxiliar em Administração - UFPB - IDECAN - 2016
  • No trecho “Muitos pais se perguntam: o que essas pessoas têm de tão especial para atrair a atenção de tantos jovens?” (2º§), os dois pontos ( : ) foram utilizados 
  • 8 - Questão 53147.   Português - Nível Fundamental - Auxiliar em Administração - UFPB - IDECAN - 2016
  • De acordo com a classe de palavras, assinale a alternativa em que o termo destacado está associado INCORRETAMENTE. 
  • 10 - Questão 53149.   Português - Nível Fundamental - Auxiliar em Administração - UFPB - IDECAN - 2016
  • Assinale a afirmativa que apresenta ERRO de grafia.

Comentários sobre "Simulado UFPB - Português - Auxiliar em Administração - 2016"

    RICARDO CARDOSO COSTA
    Por ricardoconcursos em 21/02/2019 às 15:40:00

    Um bom teste para saber qual área deve ser mais estudada.

    sarah
    Por sacardoso178 em 13/03/2019 às 22:03:23

    Gostei muito, achei uma prova inteligente.

Comentar Simulado

Para comentar este simulado é preciso Entrar ou Cadastrar-se. É simples e rápido!

Não elaboramos as questões, apenas as transcrevemos de provas já aplicadas em concursos públicos anteriores.