Simulado PM SP - Português - Aspirante da Polícia Militar - 2017

Simulado para Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP com 20 Questões de Português. Prova com Exercícios de Ensino Médio da Banca VUNESP com Gabarito.

  • 989 Resolveram
  • 39% Acertos
  • 3 Gabaritaram
  • barra ótimo 27 Ótimo
  • barra qtd_bom 258 Bom
  • barra ruim604 Ruim
  • barra péssimo100 Péssimo

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  • 1 - Questão 53618.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Leia o texto para responder a questão.

    A tensão com a violência na disputa entre grupos de traficantes e em meio a uma megaoperação de segurança na favela da Rocinha (zona sul do Rio) e arredores, neste sábado [23.09.2017], teve um saldo de três suspeitos mortos, uma criança ferida e nove homens presos no Rio de Janeiro. Houve intensa troca de tiros no início da tarde, depois de registro de tiros durante a madrugada.
    O tiroteio do início da tarde, que aparentemente ocorria na parte alta da comunidade, durou cerca de dez minutos, por volta das 13h, e obrigou militares e jornalistas a se abrigarem na 11ª DP, que fica no pé da favela. Ainda não há informações sobre o que teria desencadeado o tiroteio.
    A Polícia Militar trocou tiros com suspeitos em pontos do Alto da Boa Vista, da Tijuca e de Santa Teresa. Nos dois primeiros casos, a Polícia Civil confirmou a suspeita de vínculo com os conflitos na Rocinha.

    (UOL. https://noticias.uol.com.br. 23.09.17. Adaptado)

    De acordo com o texto, a tensão vivida na favela da Rocinha ocorreu devido à
  • 2 - Questão 53619.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Leia o texto para responder a questão.

    A tensão com a violência na disputa entre grupos de traficantes e em meio a uma megaoperação de segurança na favela da Rocinha (zona sul do Rio) e arredores, neste sábado [23.09.2017], teve um saldo de três suspeitos mortos, uma criança ferida e nove homens presos no Rio de Janeiro. Houve intensa troca de tiros no início da tarde, depois de registro de tiros durante a madrugada.
    O tiroteio do início da tarde, que aparentemente ocorria na parte alta da comunidade, durou cerca de dez minutos, por volta das 13h, e obrigou militares e jornalistas a se abrigarem na 11ª DP, que fica no pé da favela. Ainda não há informações sobre o que teria desencadeado o tiroteio.
    A Polícia Militar trocou tiros com suspeitos em pontos do Alto da Boa Vista, da Tijuca e de Santa Teresa. Nos dois primeiros casos, a Polícia Civil confirmou a suspeita de vínculo com os conflitos na Rocinha.

    (UOL. https://noticias.uol.com.br. 23.09.17. Adaptado)

    Na passagem “…e obrigou militares e jornalistas a se abrigarem na 11ª DP, que fica no pé da favela.” (2° parágrafo), a oração em destaque traduz sentido de
  • 3 - Questão 53620.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • No texto, em relação aos termos traficantes (1° parágrafo) e aparentemente (2° parágrafo), é correto afirmar que o primeiro deriva por
  • 4 - Questão 53621.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Leia o soneto para responder a questão.

    Disse ao meu coração: Olha por quantos
    Caminhos vãos andamos! Considera
    Agora, d’esta altura fria e austera,
    Os ermos que regaram nossos prantos…

    Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
    E noite, onde foi luz de primavera!
    Olha a teus pés o mundo e desespera,
    Semeador de sombras e quebrantos!

    Porém o coração, feito valente
    Na escola da tortura repetida,
    no uso do penar tornado crente,

    Respondeu: D’esta altura vejo o Amor!
    Viver não foi em vão, se é isto a vida,
    Nem foi demais o desengano e a dor.

    (Antero de Quental, Antologia)

    O sentido do poema é perpassado pelo
  • 5 - Questão 53622.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Leia o soneto para responder a questão.

    Disse ao meu coração: Olha por quantos
    Caminhos vãos andamos! Considera
    Agora, d’esta altura fria e austera,
    Os ermos que regaram nossos prantos…

    Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
    E noite, onde foi luz de primavera!
    Olha a teus pés o mundo e desespera,
    Semeador de sombras e quebrantos!

    Porém o coração, feito valente
    Na escola da tortura repetida,
    no uso do penar tornado crente,

    Respondeu: D’esta altura vejo o Amor!
    Viver não foi em vão, se é isto a vida,
    Nem foi demais o desengano e a dor.

    (Antero de Quental, Antologia)

    Entende-se a resposta do coração ao eu lírico como uma
  • 6 - Questão 53623.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Leia o soneto para responder a questão.

    Disse ao meu coração: Olha por quantos
    Caminhos vãos andamos! Considera
    Agora, d’esta altura fria e austera,
    Os ermos que regaram nossos prantos…

    Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
    E noite, onde foi luz de primavera!
    Olha a teus pés o mundo e desespera,
    Semeador de sombras e quebrantos!

    Porém o coração, feito valente
    Na escola da tortura repetida,
    no uso do penar tornado crente,

    Respondeu: D’esta altura vejo o Amor!
    Viver não foi em vão, se é isto a vida,
    Nem foi demais o desengano e a dor.

    (Antero de Quental, Antologia)

    Nos versos “Porém o coração, feito valente / Na escola da tortura repetida, / E no uso do penar tornado crente, / Respondeu...”, o termo em destaque estabelece relação coesiva, cujo sentido é de
  • 7 - Questão 53624.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Leia o soneto para responder a questão.

    Disse ao meu coração: Olha por quantos
    Caminhos vãos andamos! Considera
    Agora, d’esta altura fria e austera,
    Os ermos que regaram nossos prantos…

    Pó e cinzas, onde houve flor e encantos!
    E noite, onde foi luz de primavera!
    Olha a teus pés o mundo e desespera,
    Semeador de sombras e quebrantos!

    Porém o coração, feito valente
    Na escola da tortura repetida,
    no uso do penar tornado crente,

    Respondeu: D’esta altura vejo o Amor!
    Viver não foi em vão, se é isto a vida,
    Nem foi demais o desengano e a dor.

    (Antero de Quental, Antologia)

    Assinale a alternativa em que a reescrita de passagem do poema está em conformidade com a norma-padrão.
  • 8 - Questão 53625.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • AUTOR – Eu sou o autor de uma mulher que inventei e a quem dei o nome de Ângela Pralini. Eu vivia bem com ela. Mas ela começou a me inquietar e vi que eu tinha de novo que assumir o papel de escritor para colocar Ângela em palavras porque só então posso me comunicar com ela.
    Eu escrevo um livro e Ângela outro: tirei de ambos o supérfluo.
    Eu escrevo à meia-noite porque sou escuro. Ângela escreve de dia porque é quase sempre luz alegre.
    Este é um livro de não memórias. Passa-se agora mesmo, não importa quando foi ou é ou será esse agora mesmo.
    (…)
    ÂNGELA – Viver me deixa trêmula.
    AUTOR – A mim também a vida me faz estremecer.
    ÂNGELA – Estou ansiosa e aflita.
    AUTOR – Vejo que Ângela não sabe como começar. Nascer é difícil. Aconselho-a a falar mais facilmente sobre fatos? Vou ensiná-la a começar pelo meio. Ela tem que deixar de ser tão hesitante porque senão vai ser um livro todo trêmulo, uma gota d’água pendurada quase a cair e quando cai divide-se em estilhaços de pequenas gotas espalhadas. Coragem, Ângela, comece sem ligar para nada.

    (Clarice Lispector. Um sopro de vida)

    A leitura do texto permite concluir que se trata de uma 
  • 9 - Questão 53626.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • AUTOR – Eu sou o autor de uma mulher que inventei e a quem dei o nome de Ângela Pralini. Eu vivia bem com ela. Mas ela começou a me inquietar e vi que eu tinha de novo que assumir o papel de escritor para colocar Ângela em palavras porque só então posso me comunicar com ela.
    Eu escrevo um livro e Ângela outro: tirei de ambos o supérfluo.
    Eu escrevo à meia-noite porque sou escuro. Ângela escreve de dia porque é quase sempre luz alegre.
    Este é um livro de não memórias. Passa-se agora mesmo, não importa quando foi ou é ou será esse agora mesmo.
    (…)
    ÂNGELA – Viver me deixa trêmula.
    AUTOR – A mim também a vida me faz estremecer.
    ÂNGELA – Estou ansiosa e aflita.
    AUTOR – Vejo que Ângela não sabe como começar. Nascer é difícil. Aconselho-a a falar mais facilmente sobre fatos? Vou ensiná-la a começar pelo meio. Ela tem que deixar de ser tão hesitante porque senão vai ser um livro todo trêmulo, uma gota d’água pendurada quase a cair e quando cai divide-se em estilhaços de pequenas gotas espalhadas. Coragem, Ângela, comece sem ligar para nada.

    (Clarice Lispector. Um sopro de vida)

    Na construção da narrativa, revela-se que Autor e Ângela têm algumas preferências
  • 10 - Questão 53627.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • AUTOR – Eu sou o autor de uma mulher que inventei e a quem dei o nome de Ângela Pralini. Eu vivia bem com ela. Mas ela começou a me inquietar e vi que eu tinha de novo que assumir o papel de escritor para colocar Ângela em palavras porque só então posso me comunicar com ela.
    Eu escrevo um livro e Ângela outro: tirei de ambos o supérfluo.
    Eu escrevo à meia-noite porque sou escuro. Ângela escreve de dia porque é quase sempre luz alegre.
    Este é um livro de não memórias. Passa-se agora mesmo, não importa quando foi ou é ou será esse agora mesmo.
    (…)
    ÂNGELA – Viver me deixa trêmula.
    AUTOR – A mim também a vida me faz estremecer.
    ÂNGELA – Estou ansiosa e aflita.
    AUTOR – Vejo que Ângela não sabe como começar. Nascer é difícil. Aconselho-a a falar mais facilmente sobre fatos? Vou ensiná-la a começar pelo meio. Ela tem que deixar de ser tão hesitante porque senão vai ser um livro todo trêmulo, uma gota d’água pendurada quase a cair e quando cai divide-se em estilhaços de pequenas gotas espalhadas. Coragem, Ângela, comece sem ligar para nada.

    (Clarice Lispector. Um sopro de vida)

    Na frase “AUTOR – A mim também a vida me faz estremecer.”, a expressão em destaque está empregada
  • 11 - Questão 53628.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • AUTOR – Eu sou o autor de uma mulher que inventei e a quem dei o nome de Ângela Pralini. Eu vivia bem com ela. Mas ela começou a me inquietar e vi que eu tinha de novo que assumir o papel de escritor para colocar Ângela em palavras porque só então posso me comunicar com ela.
    Eu escrevo um livro e Ângela outro: tirei de ambos o supérfluo.
    Eu escrevo à meia-noite porque sou escuro. Ângela escreve de dia porque é quase sempre luz alegre.
    Este é um livro de não memórias. Passa-se agora mesmo, não importa quando foi ou é ou será esse agora mesmo.
    (…)
    ÂNGELA – Viver me deixa trêmula.
    AUTOR – A mim também a vida me faz estremecer.
    ÂNGELA – Estou ansiosa e aflita.
    AUTOR – Vejo que Ângela não sabe como começar. Nascer é difícil. Aconselho-a a falar mais facilmente sobre fatos? Vou ensiná-la a começar pelo meio. Ela tem que deixar de ser tão hesitante porque senão vai ser um livro todo trêmulo, uma gota d’água pendurada quase a cair e quando cai divide-se em estilhaços de pequenas gotas espalhadas. Coragem, Ângela, comece sem ligar para nada.

    (Clarice Lispector. Um sopro de vida)

    Com a frase “Ela tem que deixar de ser tão hesitante porque senão vai ser um livro todo trêmulo…”, entende-se que o Autor decide ensinar Ângela a começar o livro pelo meio para evitar que
  • 12 - Questão 53629.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • AUTOR – Eu sou o autor de uma mulher que inventei e a quem dei o nome de Ângela Pralini. Eu vivia bem com ela. Mas ela começou a me inquietar e vi que eu tinha de novo que assumir o papel de escritor para colocar Ângela em palavras porque só então posso me comunicar com ela.
    Eu escrevo um livro e Ângela outro: tirei de ambos o supérfluo.
    Eu escrevo à meia-noite porque sou escuro. Ângela escreve de dia porque é quase sempre luz alegre.
    Este é um livro de não memórias. Passa-se agora mesmo, não importa quando foi ou é ou será esse agora mesmo.
    (…)
    ÂNGELA – Viver me deixa trêmula.
    AUTOR – A mim também a vida me faz estremecer.
    ÂNGELA – Estou ansiosa e aflita.
    AUTOR – Vejo que Ângela não sabe como começar. Nascer é difícil. Aconselho-a a falar mais facilmente sobre fatos? Vou ensiná-la a começar pelo meio. Ela tem que deixar de ser tão hesitante porque senão vai ser um livro todo trêmulo, uma gota d’água pendurada quase a cair e quando cai divide-se em estilhaços de pequenas gotas espalhadas. Coragem, Ângela, comece sem ligar para nada.

    (Clarice Lispector. Um sopro de vida)

    Em relação aos períodos “Viver me deixa trêmula.” e “Vejo que Ângela não sabe como começar.”, é corretor afirmar que 
  • 13 - Questão 53630.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Faz três semanas que o secretário-geral da OEA espera que o Conselho Permanente da entidade se reúna para adotar uma posição mais dura em relação à crise na Venezuela. Cabe ao diplomata brasileiro a tarefa de convocar os representantes dos 34 países-membros. Não se sabe se por alguma orientação do Itamaraty, mas o fato é que até agora o embaixador segue na dele.

    (IstoÉ, 16.08.2017. Adaptado)

    Com a frase final do texto – … até agora o embaixador segue na dele. –, o autor 
  • 14 - Questão 53631.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • – Bem dizia eu, que aquela janela…
    – É a janela dos rouxinóis.
    – Que lá estão a cantar.
    – Então, esses lá estão ainda como há dez anos – os mesmos ou outros – mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou.
    – A menina dos rouxinóis? Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela?
    – É um romance todo inteiro, todo feito, como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras.
    – Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já.
    – Pois vamos. Apeiemos e descansemos um bocado.
    Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem. Apeamo-nos, com efeito; sentamo-nos; e eis aqui a história da menina dos rouxinóis como ela se contou.
    É o primeiro episódio da minha odisseia: estou com medo de entrar nele porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê…
    Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque, enfim, deles me rio eu; mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem é porque não presta.
    Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos: o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão.   
    Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo e a matéria do meu conto para o seguinte.

    (Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra)

    Na passagem lida, o narrador faz referência ao primeiro episódio de sua odisseia, o qual corresponde
  • 15 - Questão 53632.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • – Bem dizia eu, que aquela janela…
    – É a janela dos rouxinóis.
    – Que lá estão a cantar.
    – Então, esses lá estão ainda como há dez anos – os mesmos ou outros – mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou.
    – A menina dos rouxinóis? Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela?
    – É um romance todo inteiro, todo feito, como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras.
    – Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já.
    – Pois vamos. Apeiemos e descansemos um bocado.
    Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem. Apeamo-nos, com efeito; sentamo-nos; e eis aqui a história da menina dos rouxinóis como ela se contou.
    É o primeiro episódio da minha odisseia: estou com medo de entrar nele porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê…
    Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque, enfim, deles me rio eu; mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem é porque não presta.
    Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos: o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão.   
    Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo e a matéria do meu conto para o seguinte.

    (Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra)

    Com a passagem “Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos…”, o narrador faz
  • 16 - Questão 53633.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • – Bem dizia eu, que aquela janela…
    – É a janela dos rouxinóis.
    – Que lá estão a cantar.
    – Então, esses lá estão ainda como há dez anos – os mesmos ou outros – mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou.
    – A menina dos rouxinóis? Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela?
    – É um romance todo inteiro, todo feito, como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras.
    – Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já.
    – Pois vamos. Apeiemos e descansemos um bocado.
    Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem. Apeamo-nos, com efeito; sentamo-nos; e eis aqui a história da menina dos rouxinóis como ela se contou.
    É o primeiro episódio da minha odisseia: estou com medo de entrar nele porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê…
    Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque, enfim, deles me rio eu; mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem é porque não presta.
    Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos: o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão.   
    Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo e a matéria do meu conto para o seguinte.

    (Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra)

    Assinale a alternativa correta quanto à concordância nominal. 
  • 17 - Questão 53634.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • – Bem dizia eu, que aquela janela…
    – É a janela dos rouxinóis.
    – Que lá estão a cantar.
    – Então, esses lá estão ainda como há dez anos – os mesmos ou outros – mas a menina dos rouxinóis foi-se e não voltou.
    – A menina dos rouxinóis? Que história é essa? Pois deveras tem uma história aquela janela?
    – É um romance todo inteiro, todo feito, como dizem os franceses, e conta-se em duas palavras.
    – Vamos a ele. A menina dos rouxinóis, menina com olhos verdes! Deve ser interessantíssimo. Vamos à história já.
    – Pois vamos. Apeiemos e descansemos um bocado.
    Já se vê que este diálogo passava entre mim e outro dos nossos companheiros de viagem. Apeamo-nos, com efeito; sentamo-nos; e eis aqui a história da menina dos rouxinóis como ela se contou.
    É o primeiro episódio da minha odisseia: estou com medo de entrar nele porque dizem as damas e os elegantes da nossa terra que o português não é bom para isto, que em francês que há outro não sei quê…
    Eu creio que as damas que estão mal informadas, e sei que os elegantes que são uns tolos; mas sempre tenho meu receio, porque, enfim, deles me rio eu; mas poesia ou romance, música ou drama de que as mulheres não gostem é porque não presta.
    Ainda assim, belas e amáveis leitoras, entendamo-nos: o que eu vou contar não é um romance, não tem aventuras enredadas, peripécias, situações e incidentes raros; é uma história simples e singela, sinceramente contada e sem pretensão.   
    Acabemos aqui o capítulo em forma de prólogo e a matéria do meu conto para o seguinte.
    (Almeida Garrett. Viagens na Minha Terra)
    Observe as frases:

    • Chegamos ____________fim do capítulo em forma de _______  , com a matéria do meu conto para o seguinte.
    • Discordo ________ certas damas e certos tolos, que preferem _________ para se contar uma história.

    De acordo com a norma-padrão e os sentidos do texto, as lacunas devem ser preenchidas, respectivamente, com: 
  • 18 - Questão 53635.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Duração

    O tempo era bom? Não era
    O tempo é, para sempre.
    A hera da antiga era
    roreja* incansavelmente.

    Aconteceu há mil anos?
    Continua acontecendo.
    Nos mais desbotados panos
    estou me lendo e relendo.

    Tudo morto, na distância
    que vai de alguém a si mesmo?
    Vive tudo, mas sem ânsia
    de estar amando e estar preso.

    Pois tudo enfim se liberta
    de ferros forjados no ar.
    A alma sorri, já bem perto
    da raiz mesma do ser.

    (Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco)

    *brota gota a gota: orvalho, suor, lágrima
    O poema de Drummond é exemplo de poesia
  • 19 - Questão 53636.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Duração

    O tempo era bom? Não era
    O tempo é, para sempre.
    A hera da antiga era
    roreja* incansavelmente.

    Aconteceu há mil anos?
    Continua acontecendo.
    Nos mais desbotados panos
    estou me lendo e relendo.

    Tudo morto, na distância
    que vai de alguém a si mesmo?
    Vive tudo, mas sem ânsia
    de estar amando e estar preso.

    Pois tudo enfim se liberta
    de ferros forjados no ar.
    A alma sorri, já bem perto
    da raiz mesma do ser.

    (Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco)

    *brota gota a gota: orvalho, suor, lágrima

    Na passagem “A alma sorri, já bem perto / da raiz mesma do ser.”, entende-se que a expressão em destaque aponta no ser humano
  • 20 - Questão 53637.   Português - Nível Médio - Aspirante da Polícia Militar - Polícia Militar SP - VUNESP - 2017
  • Duração

    O tempo era bom? Não era
    O tempo é, para sempre.
    A hera da antiga era
    roreja* incansavelmente.

    Aconteceu há mil anos?
    Continua acontecendo.
    Nos mais desbotados panos
    estou me lendo e relendo.

    Tudo morto, na distância
    que vai de alguém a si mesmo?
    Vive tudo, mas sem ânsia
    de estar amando e estar preso.

    Pois tudo enfim se liberta
    de ferros forjados no ar.
    A alma sorri, já bem perto
    da raiz mesma do ser.

    (Carlos Drummond de Andrade. As impurezas do branco)

    *brota gota a gota: orvalho, suor, lágrima

    Nos versos “A hera da antiga era” e “de ferros forjados no ar”, as figuras de linguagem presentes são, correta e respectivamente, 

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