Simulado: Vestibular 1 dia - Português - Interpretação Textual - UFRGS

20 questões | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio | Comentar (0)

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1 Questão 595534 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o romance.
( ) O pano de fundo histórico da narrativa é a ditadura salazarista, que durou quatro décadas em
Portugal.
( ) O Lar da Feliz Idade presentifica o tema da velhice, em uma sociedade que busca a longevidade,
mas não sabe o que fazer com os velhos.
( ) O romance dialoga com obras de autores portugueses, como Fernando Pessoa e José Saramago.
( ) Antônio Silva constrói a própria narrativa, sugerindo, por vezes, estar escrevendo um livro.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

2 Questão 595595 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Sobre o gênero canção popular brasileira, conforme vem sendo proposto nas leituras obrigatórias do concurso vestibular, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
 ( ) A letra da canção só pode ser analisada em sua complexidade, se aproximada à poesia clássica, já que a melodia é aspecto acessório na composição do gênero canção popular.
 ( ) A canção, assemelhada ao teatro, é gênero de performance, o que a diferencia de outros gêneros literários como o romance ou o conto. 
 ( ) A canção define-se pela articulação entre letra, melodia, harmonia e acompanhamento rítmico, sendo a indissociabilidade entre texto e música uma das potências do gênero.
 ( ) A canção, na experiência brasileira, tem papel fundamental na formação das sensibilidades, visto que é gênero com circulação em ambientes letrados e não letrados.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

3 Questão 595666 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Sobre a peça Gota d’Água: uma tragédia brasileira , de Chico Buarque e Paulo Pontes, assinale com V
(verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) Paulo Pontes e Chico Buarque, no texto de apresentação à peça de 1975, criticam a experiência
capitalista do “milagre econômico” brasileiro e conclamam a intelectualidade a aproximar-se do
povo, inscrevendo o drama na vertente nacional popular do período.
( ) Algumas das canções hoje clássicas de Chico Buarque e Paulo Pontes integram a peça como a
que dá título ao texto – Gota d’Água – e Basta um dia , ambas interpretadas por Bibi Ferreira na
montagem original.
( ) Gota d’Água , embora ambientada no subúrbio carioca, atualizaMedeia , texto clássico de Eurípides,
mantendo a linguagem elevada da tragédia grega.
( ) O desfecho da peça de Chico Buarque e Paulo Pontes não segue o texto da tragédia de Eurípides:
Joana e Jasão se reconciliam e vivem em harmonia com os filhos.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

4 Questão 595714 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre o episódio "O sobrado", do
romance O continente , de Erico Verissimo.
( ) O contexto histórico é o desfecho da Guerra dos Farrapos entre republicanos e federalistas,
iniciada em 1890.
( ) O episódio ocupa três dias de junho de 1895.
( ) A divisão em 7 capítulos intercalados estabelece um contraponto temporal e estrutural com os
demais capítulos do romance.
( ) O jogo entre vida e morte, que marca toda a trilogia, já se estabelece aqui a partir de objetos,
como a tesoura e o punhal.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

5 Questão 595799 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Assinale a alternativa correta sobre o poema VI, de Chuva oblíqua

6 Questão 595855 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Leia o trecho da crônica O vestuário feminino, de Júlia Lopes de Almeida (1862-1934).
É uma esquisitice muito comum entre senhoras intelectuais, envergarem paletó, colete e colarinho de homem, ao apresentarem-se em público, procurando confundir-se, no aspecto físico, com os homens, como se lhes não bastassem as aproximações igualitárias do espírito. Esse desdém da mulher pela mulher faz pensar que: ou as doutoras julgam, como os homens, que a mentalidade da mulher é inferior, e que, sendo elas exceção da grande regra, pertencem mais ao sexo forte, do que do nosso, fragílimo; ou que isso revela apenas pretensão de despretensão. Seja o que for, nem a moral nem a estética ganham nada com isso. Ao contrário; se uma mulher triunfa da má vontade dos homens e das leis, dos preconceitos do meio e da raça, todas as vezes que for chamada ao seu posto de trabalho, com tanta dor, tanta esperança, e tanto susto adquirido, deve ufanar-se em apresentar-se como mulher. Seria isso um desafio? Não; naturalíssimo pareceria a toda a gente que uma mulher se apresentasse em público como todas as outras. [...] Os colarinhos engomados, as camisas de peito chato, dão às mulheres uma linha pouco sinuosa, e contrafeita, porque é disfarçada. [...] Nas cidades, sobre o asfalto das ruas ou o saibro das alamedas, não sabe a gente verdadeiramente para que razão apelar, quando vê, cingidas a corpos femininos, essas toilettes híbridas, compostas de saias de mulher, coletes e paletós de homem... Nem tampouco é fácil de perceber o motivo por que, em vez da fita macia, preferem essas senhoras especar o pescoço num colarinho lustrado a ferro, e duro como um papelão!
 Considere as seguintes afirmações sobre o trecho.
I - A crônica, publicada em 1906, registra as exigências que uma sociedade patriarcal impõe a mulheres que circulam no âmbito público. 
 II - A crônica apresenta um chamado para que mulheres de atuação pública – espaço majoritariamente masculino – mantenham características convencionadas como femininas, em especial no vestuário.
 III- A autora, ao falar do vestuário feminino, está tratando também de meio, raça e gênero, temas estruturantes do debate literário no final do século XIX, início do XX. 
Quais estão corretas?

7 Questão 595868 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
No bloco superior abaixo, estão listados os títulos de alguns contos do livro Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu; no inferior, aspectos e/ou temas relacionados aos contos. 

Associe adequadamente o bloco inferior ao superior. 
1 - Pela passagem de uma grande dor 
2 - Além do ponto 
3 - Os companheiros (Uma história embaraçada) 
4 - Luz e sombra 
5 - Pera, uva ou maçã? 
( ) Amigos reúnem-se em ambiente sombrio, que é invadido por morcegos. 
( ) Narrador apresenta uma conversa telefônica entre um amigo e uma amiga. 
( ) Psicanalista narra as sessões com uma paciente, que ocorrem todas as segundas e quintas, às 17h. 
( ) Narrador, caminhando na chuva, conta sua angústia e sua expectativa em direção ao encontro de outro sujeito. 
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

8 Questão 595922 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Leia a crônica Ovo frito , de Rubem Alves (1933-2014).
Gosto muito de ovo. Ovo frito. Ovo escaldado, com pão torrado. Coisa boba, o fato é que comecei
a pensar sobre as razões por que gosto de ovo. Lembrei-me... Meu pai era viajante. Passava a
semana fora de casa. Voltava às sextas-feiras, no trem das oito. Noite escura, o trem das oito vinha
apitando na curva, resfolegando de cansado, expelindo enxames de vespas vermelhas, chamuscava
uma paineira, entrava na reta, passava a dez metros da nossa casa, todos nós estávamos lá, o pai
com a cabeça de fora, sorrindo, e todos corríamos para a estação. Ele vinha com fome e sujo. Água
quente não havia. Mas não tinha importância. Da leitura do Evangelho havíamos aprendido de Jesus,
no lava-pés, que quem está com os pés limpos tem o corpo inteiro limpo. A coisa, então, era lavar
os pés. E esse era o costume geral lá em Minas. Minha mãe esquentava água no fogão de lenha,
punha numa bacia e eu lavava os pés do meu pai. Depois de limpo, ele se assentava à mesa e o
que tinha para comer era sempre a mesma coisa: arroz, feijão, molho de tomate e cebola, ovo frito
e pão. Ele me punha assentado ao joelho e comia junto. Ah, como é gostoso comer pão ensopado
no molho de tomate, pão lambuzado no amarelo mole do ovo! Era um momento de felicidade.
Nunca me esqueci. Acho que quando enfio o pão no amarelo mole do ovo eu volto àquela cena da
minha infância. Os poetas, somente os poetas, sabem que um ovo é muito mais que um ovo...
Assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações sobre a crônica.
( ) Defende a importância de comer ovos.
( ) Relata que o trem em que o pai chegava trazia também criadores de vespas.
( ) Mostra que lavar os pés antes das refeições era um hábito importante, quase sagrado.
( ) Apresenta a memória como elemento essencial para a literatura.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

9 Questão 595947 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Sobre o gênero canção popular brasileira, conforme vem sendo proposto nas leituras obrigatórias do
concurso vestibular, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
( ) A letra da canção só pode ser analisada em sua complexidade, se aproximada à poesia clássica,
já que a melodia é aspecto acessório na composição do gênero canção popular.
( ) A canção, assemelhada ao teatro, é gênero de performance, o que a diferencia de outros gêneros
literários como o romance ou o conto.
( ) A canção define-se pela articulação entre letra, melodia, harmonia e acompanhamento rítmico,
sendo a indissociabilidade entre texto e música uma das potências do gênero.
( ) A canção, na experiência brasileira, tem papel fundamental na formação das sensibilidades, visto
que é gênero com circulação em ambientes letrados e não letrados.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

10 Questão 595977 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
No bloco superior abaixo, estão listados os títulos de alguns romances, representantes do Romance de 30 no Brasil; no inferior, o enredo central desses romances. 
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior.
 1 - A bagaceira, de José Américo de Almeida.
 2 - O quinze, de Rachel de Queiroz.
 3 - Menino de engenho, de José Lins do Rego.
 4 - Os ratos, de Dyonélio Machado. 5 - Vidas secas, de Graciliano Ramos.
 ( ) Os retirantes sertanejos Valentim Pereira, Soledade, sua filha, e Pirunga, um agregado, buscam, durante uma terrível seca, abrigo no engenho de Dagoberto Marcão.
 ( ) Carlos de Melo narra suas memórias de infância na fazenda Santa Rosa, apresentando o avô, as tias e os “moleques da bagaceira”. 
 ( ) Família de retirantes foge da seca em direção ao sul do Brasil, rumo a uma cidade grande, onde há trabalho para o pai e escola para os filhos. 
 ( ) Funcionário público, endividado com o leiteiro, perambula pela cidade em busca do dinheiro para saldar sua dívida.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é:

11 Questão 595986 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Assinale a alternativa correta sobre o poema VI, de Chuva oblíqua. 

12 Questão 596061 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Considere as seguintes afirmações sobre o romance. 
 I - O diário escrito pelo narrador desdobra-se em três confissões geracionais: memórias do avô, do pai e do filho.
 II - O título do romance permite múltiplas interpretações da palavra “queda”: o suicídio do avô, o incidente com João, o alcoolismo do narrador, a doença do pai.
 III- Os acontecimentos históricos da Shoah marcam a trajetória e o relato do narrador, apontando para a complexidade da tradição judaica. 
Quais estão corretas?

13 Questão 596063 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.

Leia o segmento abaixo, retirado do Sermão da Sexagésima, de Padre Antônio Vieira, e assinale a alternativa que preenche corretamente a lacuna. 
Supostas estas duas demonstrações; suposto que o fruto e efeitos da palavra de Deus, não fica, nem por parte de Deus, nem por parte dos ouvintes, segue-se por consequência clara que fica por parte do pregador. E assim é. Sabeis, cristãos, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa dos pregadores. Sabeis, pregadores, por que não faz fruto a palavra de Deus? Por culpa nossa. [...] Mas como em um pregador há tantas qualidades, e em uma pregação tantas leis, e os pregadores podem ser culpados em todas, em qual consistirá esta culpa? No pregador podem-se considerar cinco circunstâncias: ........ .

14 Questão 596118 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
No bloco superior abaixo, estão listados os títulos de alguns contos do livro Morangos mofados, de Caio Fernando Abreu; no inferior, aspectos e/ou temas relacionados aos contos. 
Associe adequadamente o bloco inferior ao superior. 
 1 - Pela passagem de uma grande dor 
 2 - Além do ponto 
 3 - Os companheiros (Uma história embaraçada)
 4 - Luz e sombra
 5 - Pera, uva ou maçã? 
 ( ) Amigos reúnem-se em ambiente sombrio, que é invadido por morcegos.
 ( ) Narrador apresenta uma conversa telefônica entre um amigo e uma amiga. 
 ( ) Psicanalista narra as sessões com uma paciente, que ocorrem todas as segundas e quintas, às 17h.
 ( ) Narrador, caminhando na chuva, conta sua angústia e sua expectativa em direção ao encontro de outro sujeito.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

15 Questão 596167 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Leia o poema “Um dia, de repente”, escrito pela poeta porto-alegrense Lara de Lemos (1923-2010). 
Um dia, de repente, arrastam-nos à força para um lugar incerto. 
Um dia, de repente, desnudam-nos impudica/ mente. 
Um dia, de repente, é o duro frio do escuro catre. 
Um dia, de repente, somos apenas um ser vivo: verme ou gente? 
Considere as seguintes afirmações sobre o poema.
 I - O poema recupera o episódio de encarceramento, ocorrido com Lara de Lemos, durante a ditadura civil-militar no Brasil.
 II - O poema é construído na primeira pessoa do plural, reforçando a solidariedade do sujeito lírico com todos que viveram a mesma situação. 
 III- A repetição de “Um dia, de repente” revive a arbitrariedade das prisões e da tortura.
Quais estão corretas?

16 Questão 596221 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Sobre o livro Quarto de despejo, de Carolina Maria de Jesus, assinale com V (verdadeiro) ou F (falso) as seguintes afirmações.
 ( ) A história, estruturada em forma de diário, abarca cinco anos da vida de Carolina, que, segundo a narradora, suporta sua rotina de fome e violência através da escrita.
 ( ) A autora produz uma narrativa de grande potência, apesar dos desvios gramaticais presentes no texto. 
 ( ) A narradora reflete sobre desigualdade social e racismo. A força do texto está no depoimento de quem sente essas mazelas no corpo e ainda assim se apresenta como voz vigorosa e propositiva. 
 ( ) O livro, relato atípico na tradição literária brasileira, nunca obteve sucesso editorial, permanecendo esquecido até os dias de hoje.
A sequência correta de preenchimento dos parênteses, de cima para baixo, é

17 Questão 596249 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Considere as afirmações abaixo, sobre a canção Águas de março – composição de Antonio Carlos
Jobim, interpretação dele e de Elis Regina – que integra o álbum Elis & Tom.
I - A letra, a melodia e a intepretação de Elis Regina e Tom Jobim estão marcadas unilateralmente
pela melancolia e pelo pessimismo sintomáticos do momento histórico autoritário em que a canção
foi composta.
II - A canção assume um viés claramente narrativo em que o sujeito cancional apresenta sua rotina
de trabalho em ambiente rural.
III- A letra da canção está estruturada na repetição de sentenças afirmativas; fragmentada, a letra
mobiliza substantivos do mundo natural que rimam entre si e formam pares antitéticos.
Quais estão corretas?

18 Questão 596262 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Considere as seguintes afirmações sobre as escritoras Carolina Maria de Jesus e Clarice Lispector e
sobre suas obras.
I - Carolina Maria de Jesus (1914 – 1977) e Clarice Lispector (1920 – 1977) pertencem à mesma geração
cronológica, mas não tiveram a mesma trajetória no campo literário, dada a diferença de classe e raça.
II - Quarto de despejo , publicado em 1960, é o testemunho, em primeira pessoa, de Carolina Maria
de Jesus sobre sua vida de miséria em uma favela paulista. Editado por Audalio Dantas, está
presente no livro a tensão entre a linguagem dominada por Carolina e aquela que, para ela, seria
a linguagem literária.
III- Clarice Lispector, em A hora da estrela (1977), cria uma personagem, Macabéa, que narra, em primeira
pessoa, as dificuldades de sua vida de empregada doméstica e moradora de uma favela carioca.
Quais estão corretas?

19 Questão 596314 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Leia o trecho final de O cortiço .
A negra, imóvel, cercada de escamas e tripas de peixe, com uma das mãos espalmada no chão
e com a outra segurando a faca de cozinha, olhou aterrada para eles, sem pestanejar.
Os policiais, vendo que ela se não despachava, desembainharam os sabres. Bertoleza então,
erguendo-se com ímpeto de anta bravia, recuou de um salto e, antes que alguém conseguisse alcançála,
já de um só golpe certeiro e fundo rasgara o ventre de lado a lado.
E depois embarcou para a frente, rugindo e esfocinhando moribunda numa lameira de sangue.
João Romão fugira até ao canto mais escuro do armazém, tapando o rosto com as mãos.
Nesse momento parava à porta da rua uma carruagem. Era uma comissão de abolicionistas que
vinha, de casaca, trazer-lhe respeitosamente o diploma de sócio benemérito.
Ele mandou que os conduzissem para a sala de visitas.
 
Considere as seguintes afirmações sobre o trecho.
I - O narrador em terceira pessoa aproxima-se de Bertoleza, assumindo seu ponto de vista para
desmascarar o falso abolicionismo de João Romão; ao mesmo tempo, mantém-se distante dela
ao descrevê-la com traços animalescos.
II - A morte terrível de Bertoleza destoa do andamento geral do romance, marcado pelo lirismo da
narração, característica naturalista presente no texto de Aluísio Azevedo.
III- A última frase do trecho sugere que João Romão receberá a comissão a despeito do fim de
Bertoleza, em uma alegoria do Brasil: abolicionista na sala de visitas, escravocrata na cozinha.
Quais estão corretas?

20 Questão 596618 | Português, Interpretação Textual, Vestibulando, UFRGS, UFRGS, Ensino Médio, 2018

Texto associado.
Instrução: A questão refere-se aos poemas de Fernando Pessoa. 
Leia as seguintes afirmações sobre os poemas “Autopsicografia” e “Isto”. 
I - Em ambos os poemas, são apresentados os princípios de Pessoa para a construção da poesia, constituindo-se como “arte poética”. 
II - Nos dois poemas, não há referência à figura do leitor. 
III- Em ambos os poemas, o sujeito lírico admite construir sua poética inventando e falseando.
Quais estão corretas?

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