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Simulado: Vestibular - Português - Interpretação Textual - UNICAMP

Simulados, Provas e Questões - Vestibular - Português - Interpretação Textual - UNICAMP. Ao Terminar de Resolver o Teste, Clique em Corrigir para ver o Gabarito.

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Texto associado.
(...) pediu-me desculpa da alegria, dizendo que era alegria de pobre que não via, desde muitos anos, uma nota de cinco mil réis. – Pois está em suas mãos ver outras muitas, disse eu. – Sim? acudiu ele, dando um bote pra mim. – Trabalhando, concluí eu. Fez um gesto de desdém; calou-se alguns instantes, depois disse-me positivamente que não queria trabalhar. (Machado de Assis, Memórias póstumas de Brás Cubas. São Paulo: Ateliê Editorial, 2001, p.158.) 
O trecho citado diz respeito ao encontro entre Brás Cubas e Quincas Borba, no capítulo 49, e, mais precisamente, apanha o momento em que Brás dá uma esmola ao amigo. Considerando o conjunto do romance, é correto afirmar que essa passagem  
Considere que uma das funções da comédia é corrigir os costumes ou criticar os valores de uma sociedade em um período histórico. O cômico em Lisbela e o prisioneiro é
Texto associado.
Morro da Babilônia

À noite, do morro
descem vozes que criam o terror
(terror urbano, cinquenta por cento de cinema,
e o resto que veio de Luanda ou se perdeu na língua
Geral).
Quando houve revolução, os soldados
espalharam no morro,
o quartel pegou fogo, eles não voltaram.
Alguns, chumbados, morreram.
O morro ficou mais encantado.
Mas as vozes do morro
não são propriamente lúgubres.
Há mesmo um cavaquinho bem afinado
que domina os ruídos da pedra e da folhagem
e desce até nós, modesto e recreativo,
como uma gentileza do morro.
(Carlos Drummond de Andrade, Sentimento do mundo. São Paulo:
Companhia das Letras, 2012, p.19.) 
No poema “Morro da Babilônia”, de Carlos Drummond de Andrade, 
No conto “Amor”, de Clarice Lispector, a percepção da personagem Ana, em relação ao seu mundo, é alterada de forma significativa pelo seguinte acontecimento: 
Texto associado.
Leia com atenção o texto abaixo.
Nunca conheci quem tivesse sido tão feliz como nas redes sociais

(...) Eu tenho inveja de mim no Instagram.
(…) Eu queria ser feliz como eu sou no Instagram.
Eu queria ter certeza, como eu tenho no Facebook, sobre
as minhas posições políticas.
E no Twitter, bem, no Twitter eu não sou tão feliz nem certa
e é por isso que de longe essa ganha como rede social de
mi corazón.
E quanto mais eu me sinto angustiada (quem nunca?),
mais eu entro no Instagram e vejo a foto das pessoas
superfelizes. E mais angustiada eu fico. Por mais que eu
saiba que aquela felicidade é de mentira.
Outro dia uma editora de moda que faz muito sucesso no
Instagram escreveu em uma legenda: "até que estou bem
depois de tomar um stillnox e um rivotril." (!!!!! Gente!) Mas
ufa, ela assumiu. Até então, seus seguidores talvez
pudessem achar que ela era uma super-heroína que nunca
tinha levado porrada (nem conhecido quem tivesse
tomado). Ela viaja de um lado para o outro, acorda cedo,
mas tem uma decoração linda na mesa, viaja de país em
país. Trabalha loucamente. Mas ela sempre está disposta
e apaixonada pelo que faz.
Escuta! Quanta mentira! Nenhuma de nós está apaixonada
o tempo todo pelo que faz. Eu, hoje, escrevi esse texto
com muito esforço. Eu, hoje, estou achando que eu
escrevo mal e que perdi o jeito para a coisa. Quem nunca?
Quem nunca muitas vezes?
Quem estamos querendo enganar? A gente. Mas tem
vezes, como agora, em que não dá. Eu queria muito voltar
no tempo quando as redes sociais não existiam só para
lembrar como era… Às vezes eu acho que, com todas as
vantagens da vida em rede…, talvez a gente se sentisse
melhor. Sério. "Estou farto de semideuses. Onde é que há
gente nesse mundo?", grita o Fernando Pessoa lá do
túmulo.

(Adaptado de Nina Lemos, disponível em http://revistatpm.
uol.com.br/blogs/berlimmandaavisar/2015/07/13/nunca-conheci-quemtivesse-sido-tao-feliz-como-nas-redes-sociais.html.) 

Considerando os recursos linguísticos e discursivos presentes na configuração do texto, é correto afirmar que: 
Texto associado.
(...) plantai batatas, ó geração de vapor e de pó de pedra,
*macadamizai estradas, fazei caminhos de ferro, construí
passarolas de Ícaro, para andar a qual mais depressa,
estas horas contadas de uma vida toda material, maçuda e
grossa como tendes feito esta que Deus nos deu tão
diferente do que a que hoje vivemos. Andai, ganha-pães,
andai: reduzi tudo a cifras, todas as considerações deste
mundo a equações de interesse corporal, comprai, vendei,
agiotai. – No fim de tudo isto, o que lucrou a espécie
humana? Que há mais umas poucas dúzias de homens
ricos. E eu pergunto aos economistas políticos, aos
moralistas, se já calcularam o número de indivíduos que é
forçoso condenar à miséria, ao trabalho desproporcionado,
à desmoralização, à infâmia, à ignorância crapulosa, à
desgraça invencível, à penúria absoluta, para produzir um
rico?
*Macadamizar: pavimentar.
(Almeida Garrett, Viagens na minha terra. São Paulo: Ateliê Editorial,
2012, p.77.) 
Formou Deus o homem, e o pôs num paraíso de delícias; tornou a formá-lo a sociedade, e o pôs num inferno de tolices. (Almeida Garrett, Viagens na minha terra. São Paulo: Ateliê Editorial, 2012, p.190.) Vários discursos organizam a estrutura narrativa do romance Viagens na minha terra, de Almeida Garrett. Isso permite afirmar que a visão de mundo dessa narrativa
Texto associado.
É possível fazer educação de qualidade sem escola
É possível fazer educação embaixo de um pé de manga?
Não só é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e
em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.
Decepcionado com o processo de “ensinagem”, o
antropólogo Tião Rocha pediu demissão do cargo de
professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e
criou em 1984 o CPCD (Centro Popular de Cultura e
Desenvolvimento).
Curvelo, no Sertão mineiro, foi o laboratório da “escola”
que abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a
sala de aula e envolveu crianças e familiares na pedagogia
da roda. “A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir
e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque
estão preocupados com a aprendizagem. É uma
construção coletiva”, explica.
O educador diz que a roda constrói consensos. “Porque
todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo
que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não
educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é
aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos
podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não
podemos uniformizar.”
Nesses 30 anos, o educador foi engrossando seu
dicionário de terminologias educacionais, todas calcadas
no saber popular: surgiu a pedagogia do abraço, a
pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão e até
oficinas de cafuné. Esta última foi provocada depois que
um garoto perguntou: “Tião, como faço para conquistar
uma moleca?” Foi a deixa para ele colocar questões de
sexualidade na roda.
Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma
UTI educacional, em que “mães cuidadoras” fazem
“biscoito escrevido” e “folia do livro” (biblioteca em forma de
festa) para ajudar na alfabetização. E ainda colocou em
uso termos como “empodimento”, após várias vezes ser
questionado pelas comunidades: “Pode [fazer tal coisa],
Tião?” Seguida da resposta certeira: “Pode, pode tudo”.
Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do
futuro não existirá e que ela será substituída por espaços
de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e
necessárias para os estudantes aprenderem.
“Educação se faz com bons educadores, e o modelo
escolar arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de
falência. Não precisamos de sala, precisamos de gente.
Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de
aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter
todos os instrumentos possíveis que levem o menino a
aprender.”
Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano
Suassuna para dizer que “terceira idade é para fruta:
verde, madura e podre”, Tião diz se sentir “privilegiado” de
viver o que já viveu e acreditar na utopia de não haver mais
nenhuma criança analfabeta no Brasil. “Isso não é uma
política de governo, nem de terceiro setor, é uma questão
ética”, pontua.
(Qsocial, 09/12/2014. Disponível em http://www.cpcd.org.br/
portfolio/e_possivel_fazer_educacao_de_qualidade_100_escola/.)
Em relação ao trecho “E ainda colocou em uso termos como ‘empodimento’, após várias vezes ser questionado pelas comunidades: ‘Pode [fazer tal coisa], Tião?’ Seguida da resposta certeira: ‘Pode, pode tudo’”, é correto afirmar: 
Texto associado.
Leia o poema “Mar Português”, de Fernando Pessoa. 
MAR PORTUGUÊS
Ó mar salgado, quanto do teu sal
São lágrimas de Portugal!
Por te cruzarmos, quantas mães choraram,
Quantos filhos em vão rezaram!
Quantas noivas ficaram por casar
Para que fosses nosso, ó mar!
Valeu a pena? Tudo vale a pena
Se a alma não é pequena.
Quem quer passar além do Bojador
Tem que passar além da dor.
Deus ao mar o perigo e o abismo deu,
Mas nele é que espelhou o céu.
(Disponível em http://www.jornaldepoesia.jor.br/fpesso03.html.)

No poema, a apóstrofe, uma figura de linguagem, indica que o enunciador  
Texto associado.
É possível fazer educação de qualidade sem escola
É possível fazer educação embaixo de um pé de manga?
Não só é, como já acontece em 20 cidades brasileiras e
em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique.
Decepcionado com o processo de “ensinagem”, o
antropólogo Tião Rocha pediu demissão do cargo de
professor da UFOP (Universidade Federal de Ouro Preto) e
criou em 1984 o CPCD (Centro Popular de Cultura e
Desenvolvimento).
Curvelo, no Sertão mineiro, foi o laboratório da “escola”
que abandonou mesa, cadeira, lousa e giz, fez das ruas a
sala de aula e envolveu crianças e familiares na pedagogia
da roda. “A roda é um lugar da ação e da reflexão, do ouvir
e do aprender com o outro. Todos são educadores, porque
estão preocupados com a aprendizagem. É uma
construção coletiva”, explica.
O educador diz que a roda constrói consensos. “Porque
todo processo eletivo é um processo de exclusão, e tudo
que exclui não é educativo. Uma escola que seleciona não
educa, porque excluiu alguns. A melhor pedagogia é
aquela que leva todos os meninos a aprenderem. E todos
podem aprender, só que cada um no seu ritmo, não
podemos uniformizar.”
Nesses 30 anos, o educador foi engrossando seu
dicionário de terminologias educacionais, todas calcadas
no saber popular: surgiu a pedagogia do abraço, a
pedagogia do brinquedo, a pedagogia do sabão e até
oficinas de cafuné. Esta última foi provocada depois que
um garoto perguntou: “Tião, como faço para conquistar
uma moleca?” Foi a deixa para ele colocar questões de
sexualidade na roda.
Para resolver a falência da educação, Tião inventou uma
UTI educacional, em que “mães cuidadoras” fazem
“biscoito escrevido” e “folia do livro” (biblioteca em forma de
festa) para ajudar na alfabetização. E ainda colocou em
uso termos como “empodimento”, após várias vezes ser
questionado pelas comunidades: “Pode [fazer tal coisa],
Tião?” Seguida da resposta certeira: “Pode, pode tudo”.
Aos 66 anos, Tião diz estar convicto de que a escola do
futuro não existirá e que ela será substituída por espaços
de aprendizagem com todas as ferramentas possíveis e
necessárias para os estudantes aprenderem.
“Educação se faz com bons educadores, e o modelo
escolar arcaico aprisiona e há décadas dá sinais de
falência. Não precisamos de sala, precisamos de gente.
Não precisamos de prédio, precisamos de espaços de
aprendizado. Não precisamos de livros, precisamos ter
todos os instrumentos possíveis que levem o menino a
aprender.”
Sem pressa, seguindo a Carta da Terra e citando Ariano
Suassuna para dizer que “terceira idade é para fruta:
verde, madura e podre”, Tião diz se sentir “privilegiado” de
viver o que já viveu e acreditar na utopia de não haver mais
nenhuma criança analfabeta no Brasil. “Isso não é uma
política de governo, nem de terceiro setor, é uma questão
ética”, pontua.
(Qsocial, 09/12/2014. Disponível em http://www.cpcd.org.br/
portfolio/e_possivel_fazer_educacao_de_qualidade_100_escola/.)
A partir da identificação de várias expressões nominais ao longo do texto, é correto afirmar que: 
Texto associado.
Cem anos depois

Vamos passear na floresta
Enquanto D. Pedro não vem.
D. Pedro é um rei filósofo,
Que não faz mal a ninguém.
Vamos sair a cavalo,
Pacíficos, desarmados:
A ordem acima de tudo.
Como convém a um soldado.
Vamos fazer a República,
Sem barulho, sem litígio,
Sem nenhuma guilhotina,
Sem qualquer barrete frígio.
Vamos, com farda de gala,
Proclamar os tempos novos,
Mas cautelosos, furtivos,
Para não acordar o povo.
(José Paulo Paes, O melhor poeta da minha rua, em Fernando Paixão
(sel. e org.), Para gostar de ler. São Paulo: Ática, 2008, p.43.)
O tom irônico do poema em relação à história do Brasil põe em evidência  
Quanto ao conto Negrinha, de Monteiro Lobato, é correto afirmar que: 
Texto associado.
Leia o seguinte trecho da obra Terra Sonâmbula, de Mia
Couto, extraído do Sexto caderno de Kindzu, subintitulado
O regresso a Matimati.
Lembrei meu pai, sua palavra sempre azeda: agora, somos
um povo de mendigos, nem temos onde cair vivos. Era
como se ainda escutasse:
- Mas você, meu filho, não se meta a mudar os destinos.
Afinal, eu contrariava suas mandanças. Fossem os
naparamas, fosse o filho de Farida: eu não estava a deixar
o tempo quieto. Talvez, quem sabe, cumprisse o que
sempre fora: sonhador de lembranças, inventor de
verdades. Um sonâmbulo passeando entre o fogo. Um
sonâmbulo como a terra em que nascera. Ou como
aquelas fogueiras por entre as quais eu abria caminho no
areal.
(Mia Couto, Terra Sonâmbula. São Paulo: Companhia de Bolso, 2015,
p. 104.
Na passagem citada, a personagem Kindzu recorda os ensinamentos de seu pai diante do estado desolador em que se encontrava sua terra, assolada pela guerra, e reflete sobre a coerência de suas ações em relação a tais ensinamentos. Levando em consideração o contexto da narrativa do romance de Mia Couto, é correto afirmar que: 

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